Terceira escola do Grupo Especial a realizar o ensaio técnico na noite do domingo, o Acadêmicos do Tatuapé fez o Anhembi vibrar com a energia da comunidade. Dos quesitos que dependem dos componentes (evolução e harmonia), a agremiação mostrou que não tem com o que se preocupar. O início do ensaio foi emocionante pela presença do antigo presidente, o Roberto Munhoz. O presidente Eduardo Santos, o Edu, prestou uma pequena homenagem e se emocionou.

“Foi bom. Nós tínhamos feito há dois domingos um ensaio que achamos que tinha sido muito bom por ser o primeiro, e esse acho que foi melhor. É como a gente disse lá na quadra para o nosso povo, que temos que fazer um primeiro ensaio maravilhoso, um segundo ensaio técnico melhor que esse maravilhoso, e no dia 22, se Deus quiser, fazer um desfile melhor que os dois ensaios juntos. Graças a Deus, até agora, nós vimos cumprindo e batendo a nossa meta. Espero que no dia 22 a gente possa voltar aqui, já com fantasias e alegorias, e repetir o que estamos fazendo nesses ensaios. Isso pode estar demonstrando que estamos no caminho certo. A escola está cantando muito bem e evoluindo muito bem. Agora é colocar fantasia, colocar alegoria no meio e vambora fazer o nosso desfile. O nosso objetivo é a cada ano fazer o melhor desfile das nossas vidas. Acho que iremos conseguir mais uma vez, com a graça de Deus e com as bençãos de São Jorge, porque nós vamos desfilar no dia dele, por uma incrível coincidência nós iremos desfilar já na madrugada do dia 23 de abril e isso é uma benção que não podemos desperdiçar. Faremos um grande desfile, eu tenho certeza absoluta”, garantiu o presidente Eduardo Santos.

Harmonia

A escola tem um domínio claro do quesito, o que faz com que eles usem recursos arriscados durante o treino. Por exemplo: os breques e apagões dependem da resposta do canto, o que acontece.

Além disso, é muito comum ver o carro de som parando de cantar para que a comunidade leve o samba sozinha. Quando a bateria passava pela monumental (setor B), a ala musical parou de cantar por quase uma passagem inteira.

Falando sobre o carro de som, o intérprete Celsinho Mody não tem medo de brincar e ousar com a ala. As variações de vozes são notadas, mas também tem trecho que o próprio cantor pede arranjos das cordas.

Evolução

Outro quesito de muito domínio foi: evolução. A escola teve um compasso no andar extremamente seguro, e o recuo foi realizado com perfeição. Aliás, a estratégia do recuo foi um ponto de destaque.

Uma ala coreografada vem logo na frente da bateria. Ao entrar no recuo, essa ala entra primeiro e vira de frente pra bateria, que logo está entrando. Conforme os ritmistas se posicionam no recuo, a ala volta por dentro e preenche o espaço vazio. Assim que a ala de trás anda, esses componentes coreografados também entram no recuo. Na saída, eles vão na frente da bateria. Estratégia ousada, mas realizada com perfeição.

Um ponto notório de organização é a numeração das alas nas camisetas. Todos tem o número de posição do desfile e o significado da ala bem na parte das costas.

A escola toda realiza uma pequena coreografia de um lado pro outro, no trecho: “Tanacilê, tanasanã”.

Bateria

A bateria Qualidade Especial, comandada pelo Higor, trouxe bossas de características afro, realizadas com frequência, não só abaixo da torre de jurados.

O apagão, característico da escola, não faltou. No trecho “incorporei”, apenas os atabaques e agogôs tocam, enquanto a escola responde no canto.

“Avaliação da bateria é que nós evoluímos muito do primeiro ensaio para esse. Continuamos trabalhando. Você vê aí a quantidade de bossas que a gente vem fazendo. Quantidade de riscos que corremos. Mas carnaval é isso, queremos trazer o público para o nosso desfile, deixar os componentes satisfeitos com nossa apresentação. E o único objetivo que nós temos é comum da escola, buscar novamente um grande resultado e o primeiro lugar. Isso vai depender muito do que a gente apresentar aqui no dia, a escola está pronta, bateria está pronta e é esperar o dia chegar”.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal da agremiação, Diego e Jussara, fez um apresentação bem segura na torre do segundo jurado. Eles realizaram passos estrategicamente pensados e demonstraram entrosamento, principalmente ao cravar o passo após o cortejo. O casal teve um pequeno problema com o suporte.

Outros destaques

A comissão realizou a coreografia que pareceu ser a oficial. Todos de branco e com uma asa como adereço, a ala fez uma passagem segura. Ter a primeira ala com uma coreografia mais clássica já é uma característica da agremiação, que está mantido para esse carnaval.

O presidente Edu acompanhou com muita felicidade todo o ensaio, e demonstrou estar empolgado com o que assistia.

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