Com homenagem a Cartola, Jamelão e Delegado, a Mangueira foi a segunda escola a pisar na Sapucaí, na primeira noite do Grupo Especial. No enredo “Angenor, José e Laurindo”, a bateria ganhou um lugar especial, homenageando o eterno intérprete da escola, Jamelão.

A fantasia, desenvolvida pelo bicampeão Leandro Vieira, fez referência a Gradim, o responsável por levar Jamelão à Estação Primeira de Mangueira. O figurino, além de um terninho verde e rosa, tinha um belo chapéu, com papagaios nas cores da escola.

Em entrevista ao Site CARNAVALESCO, os ritmistas comandados por mestre Wesley aprovaram a roupa desenvolvida por Leandro Vieira. Confiantes, os componentes acreditam no título da Verde-Rosa. É o caso do músico Roberto Malaguete, de 65 anos.

“A fantasia é um pouco volumosa. Para a gente que transporta o instrumento, ela dá uma atrapalhada, mas nada que nossa boa vontade não possa compensar. De qualquer forma, vai dar tudo certo. A Mangueira está além do título, ela tem uma características muito pessoais, como a batida do surdo, que caracteriza nossa escola. Todo mundo sabe para pra ver a Mangueira, quer saber como está a escola, já existe essa consciência coletiva, de pelo menos, olhar e respeitar toda história da Mangueira”, disse.

Além disso, o músico, com apresentações de percussão mundo afora, se disse emocionado ao pisar na Marquês de Sapucaí. “Sou músico e sempre trabalhei com cultura brasileira. Aqui, estou premiado um ano de felicidade, por viver esse momento maravilhoso, que tem a ver com a nossa cidade, com meu amor pela música e pela percussão. Eu vou estar agradecendo aos meus orixás pela benção de participar desse evento, uma ópera a céu aberto”.

O sentimento de Roberto sobre a fantasia é compartilhado com Kleber Assumpção, já veterano na bateria da Mangueira. O motorista também disse acreditar no título da Supercampeã.

“A fantasia é bem levinha, muito tradicional para a gente poder tocar e ficar bem à vontade, homenageando nosso mestre Jamelão, ídolo do samba e da nossa escola. Vamos que vamos, pra cima. Vamos entrar na avenida com garra para trazer esse título pra Mangueira”, afirmou.

O mais novo dos entrevistados, Sérgio Paiva, de 34 anos, não teve dúvidas quanto a sua aprovação da fantasia dos ritmistas. “A nossa fantasia está leve, muito boa para a gente poder tocar e fazer nossa apresentação. Acredito muito no título, tem alguns anos que a gente não ganha. Se Deus quiser, esse ano a gente levanta mais um caneco”, contou.

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