InícioGrupo EspecialCom destaque da comunidade, Tuiuti realiza seu sétimo ensaio de rua

Com destaque da comunidade, Tuiuti realiza seu sétimo ensaio de rua

Comandante da SuperSom, mestre Marcão aproveitou o ensaio de rua para testar o andamento em 145 BPM (batidas por minuto)

Chão forte. O canto da comunidade mais uma vez foi destaque no ensaio de rua do Paraíso do Tuiuti, na noite desta segunda-feira. Este já é o sétimo treino desde o início da temporada de pré-carnaval e o penúltimo do ano. Agora, a escola se ajusta na busca de um grande desfile na Marquês de Sapucaí.

Em 2024, a agremiação levará para a Avenida o enredo “Glória o Almirante Negro”, do carnavalesco Jack Vasconcelos, e será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval. Ao CARNAVALESCO, o diretor de carnaval da escola, André Gonçalves avaliou o trabalho desenvolvido pelo Tuiuti até o momento.

“Estamos prontos? Já falei por diversas vezes: Estamos em lapidação. O trabalho está sendo lapidado. Aqui é o local para errar e acertar, por isso que é o ensaio. Mas tem sido incrível e muito bom. Estou vendo o povo cantar e evoluir, e isso para nós da direção de carnaval e também da harmonia é muito importante. Estou vendo uma evolução muito grande do nosso primeiro casal, estamos realizando alguns trabalhos com eles. Estamos trabalhando mais e mais para que dê tudo certo”, comenta o diretor de carnaval.

Comissão de Frente

Sob o comando dos coreógrafos Edifranc Alves e Cláudia Mota, a comissão abriu com excelência o ensaio de rua do Tuiuti. Além de sincronizada, pontuava a letra do samba-enredo em diversos momentos.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O trabalho da dupla Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane evolui mais a cada ensaio que passa. Com um bailado clássico e bastante conexão, o casal evidencia o foco na sincronia, uma das justificativas para a penalização do quesito no último carnaval.

Harmonia

Apesar da quantidade de componentes abaixo do comum, o chão do Tuiuti é forte e mais uma vez elevou o samba-enredo. Até mesmo quem apenas acompanhava o ensaio já sabia toda a letra. A comunidade canta e, de fato, abraça a escola – o que segue sendo uma peça-chave para os grandes carnavais feitos pela agremiação. Destaque, mais uma vez, para o trabalho do intérprete Pixulé. É inegável que o samba pegou na comunidade. Em todas as alas, a harmonia também incentivava o canto entre os componentes e teve papel fundamental. Claro que há margens para melhoria, o que deve ocorrer aos poucos.

“Acredito que a escola está indo para o caminho certo. Semana que vem iremos para mais um ensaio, e depois paramos por duas semanas. Em janeiro voltaremos com mais força, porque sabemos que na virada do ano a comunidade chega bem mais. Teremos a escola completa para poder finalizar alguns detalhes que faltam, para que assim a gente possa fazer um grande desfile. Acredito que tudo foi bom. A comunidade, que está chegando, corresponde. Acreditamos que o nosso canto está muito satisfatório. O que precisamos mais um pouco é de evolução e garra. Mas quando chegar todo o complemento da escola, acredito que teremos o necessário para brigar pelo título”, analisa o diretor de harmonia da escola, Luiz Carlos Amancio.

Evolução

A evolução é outro fator que aos poucos melhora. O local de ensaio acaba complicando um pouco, mas a agremiação tem conseguido se adaptar e realizar grandes ensaios.

“A gente tem uma rua que é meio estreita. Temos dois desfiles: uma parte estreita, e depois alargamos a escola. Quando isso acontece, escutamos o canto um pouco melhor, porque saímos do viaduto, mas é o que a gente tem. A comunidade está feliz e o canto está muito legal – a bateria e o carro de som. A escola está unida para fazer um grande trabalho e desfile”, diz o diretor de harmonia.

Samba

É um samba que possibilita que a comunidade cante sem parar – e ela correspondeu. Até quem assistia o ensaio sabia toda a letra. A obra é fácil, com uma boa melodia e gostoso de ouvir.

Outros destaques

Comandante da SuperSom, mestre Marcão aproveitou o ensaio de rua para testar o andamento em 145 BPM. Ele avaliou o desempenho dos ritmistas neste sétimo ensaio de rua.

“Hoje faltou um contingente maneiro, mas o tempo e a chuva contribuíram. Mesmo assim o ensaio foi legal. Colocamos um pouco para frente para ver como ficaria, mas vamos voltar – que era 144, 143 BPM, para ficar maneiro. Não é esse o andamento que vai para a Avenida. Hoje a avaliação é positiva. Afinação boa e a bossa nem se fala, né? Tem uma ‘rapaziada’ que tem sempre que ficar atenta para não passar direto, mas foi muito legal. Gostei muito. Temos muitos altos e baixos aqui na rua por conta do viaduto, às vezes penso que é oscilação. São coisas normais de ensaio. A gente vai sempre se adaptando ao que é bom. O que é positivo, fica. O que é ruim, a gente tira”, explicou o mestre de bateria.

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