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Beija-Flor volta ao passado pra conferir protagonismo ao povo preto em carro abre-alas

Beija02cA Beija-Flor de Nilópolis, última escola a desfilar neste primeiro dia, carregou em seu samba-enredo a contribuição intelectual dos povos negros para a construção de um Brasil mais africano. Em sua primeira alegoria apostou em resgatar o passado com o “Traz de volta o que a história escondeu” e destacou que voltando ao passado povo preto pôde conquistar o seu protagonismo.

Voltar ao passado, é o primeiro passo que podemos dar para entendermos o mundo que vivemos hoje em dia. Na primeira alegoria a escola nilopolitana, em paralelo com a história, trouxe uma tradição antiga: o símbolo da Escola sendo apresentado ao público. Caio Cesar, desfilante da escola há 6 anos e participante da composição do primeiro carro, em entrevista ao site CARNAVALESCO, destacou a importância de voltar com essa tradição.

“O beija-flor, tem uma representação carrega consigo um símbolo de amor. Trazer no primeiro carro essa tradição faz toda a comunidade Nilopolitana se sentir representada. Para comunidade isso é essencial, principalmente, porque funcionou como um anúncio de que nós estávamos chegando”.

Beija02aA alegoria apresentou a figura imponente de um beija-flor, em uma escala que pôde ser considerada grandioso para os espectadores na Marquês de Sapucaí, além disso, representou a força monumental dos poderes e saberes que os nilopolitanos, de maioria negra, daí veio a nossa ancestralidade. Regina Maria, que desfila pela Beija-flor há 52 anos, também comentou sobre a importância do beija-flor voltar ao abre-alas.

“A gente foi tentando de outras formas representar melhor a Beija-flor, mas não teve jeito, não tem nada mais a cara da nossa escola do que exaltar o símbolo que carrega toda nossa força”.

O pássaro apresentou-se em condição de voo, ao lado das esculturas do pensador que foram criadas pelo povo denominado Tchokwe, defendendo e apontando a ancestralidade simbolizada por uma árvore que tem na sua formação estrutural figuras femininas, representou o matriarcado africano. O abre-alas veio sendo puxado por antílopes que são símbolos de perspicácia, a alegoria apresentou seus principais elementos saídos dessas raízes.

“A escola pôde também, neste primeiro carro, fazer a ligação do passado com o presente. Nós viemos disso e graças a essas pessoas que vieram representadas, podemos ser e conhecer o que acontece hoje”, concluiu Regina Maria.

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