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‘A fé em Nossa Senhora que nos guia’. Unidos da Ponte trouxe à Sapucaí ala das baianas representando padroeira do Brasil

A ala das baianas foi incorporada ao carnaval ainda no ano de 1930 buscando uma forma de homenagear as chamadas tias do samba, que abrigavam os sambistas em suas casas, na época em que o samba ainda era marginalizado por todo o país.

No Rio de Janeiro, a ala deve conter obrigatoriamente 70 componentes e, apesar de
não ser um quesito principal, contabiliza para o quesito fantasia. Maria do Socorro, que desfila na ala das baianas há 5 anos, em entrevista ao CARNAVALESCO comentou sobre a importância dessa ala para escola.

“A ala das baianas é a alma da escola. A bateria é o coração pulsante e nós, a alma. Infelizmente não temos um quesito só para nós, mas o importante é contribuir para a escola e trazer uma representação e contribuição tão importante para o
enredo deste ano.”

Este ano, a ala das baianas da escola de São João de Meriti trouxe em sua fantasia uma representação mais do que especial para a composição do enredo em seu desfile. Com o nome “Sob as bênçãos de Nossa Senhora, a mãe de Deus”, representando assim, o ingresso da Irmã Dulce na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde realizou suas primeiras obrigações religiosas como noviça.

Valdirei Dutra, em seu primeiro ano desfilando, destacou a importância da fantasia para o enredo apresentado.

“Nós viemos representando o local onde a Santa Dulce pôde fazer suas primeiras obrigações. Onde a história dela começou, desde seus primeiros passos para hoje se tornar essa força para nossa fé, se tornando assim uma figura canonizada.”

A ala das baianas foi a primeira a passar pela Sapucaí e trouxe uma representação crucial da fé católica: Nossa Senhora, inspiração para o nome da Congregação em que Dulce ingressou. A escolha da fantasia para a ala das baianas, uma das
principais alas de uma escola, homenageou uma das pessoas mais acolhedoras, assim como conta sua história. A fantasia veio à Sapucaí leve, prática e de fácil manuseio, com cores que chamam atenção para uma das alas que mais tem destaque na escola, comentou Zelia Silva de 71 anos em entrevista para o site CARNAVALESCO.

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