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Os dez mil litros de chope foram poucos. Uma hora depois do resultado anunciado pela TV, mais de sete mil foliões – a maioria do Complexo do Alemão – lotavam a quadra da rua Professor Lacê para comemorar a vitória da Imperatriz Leopoldinense (“Liberdade, Liberdade”), no Carnaval de 1989. Nem a chuva dispersou os torcedores, que tinham razões de sobra para comemorar.

O presidente Luizinho Drumond respirava aliviado, certo de que a Imperatriz apagara a péssima impressão deixada no ano anterior, quando chegou em 14º lugar. Na sua opinião, o segredo da transformação foi “muita disciplina” e o popular “facão”. Explicou que a primeira providência foi enxugar a parte administrativa, reduzindo o número de diretores de 406 para 83. As 38 alas foram condensadas em apenas 15. E desabafou: “Bicão não tem mais vez. A única personalidade da Escola é o Elymar Santos”.

O presidente afirmou que também foi obrigado a baixar a lei seca, proibindo os componentes de beberem antes do espetáculo. Os diretores tinham ordem expressa para barrar quem estivesse alcoolizado.

“É duro você trabalhar o ano inteiro para chegar na Avenida e encontrar os caras de porre. Eles têm 364 dias para beber e não serão os 90 minutos de desfile que vão desidratar alguém”, arrematou o presidente.

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