
Os ritmistas da bateria da Viradouro, comandada por mestre Ciça, passaram a contar com um atendimento especial antes dos ensaios, realizados às terças-feiras, na quadra da escola. Estudantes de fisioterapia de uma universidade privada de Niterói, cidade onde fica a agremiação, desenvolveram o projeto “Virafisio”, que oferece atendimento gratuito aos integrantes da bateria. A iniciativa tem como objetivo cuidar da saúde física dos ritmistas, que passam horas tocando e realizando movimentos repetitivos ao longo do ano. Os integrantes são avaliados, recebem acompanhamento e participam de atividades com exercícios personalizados, tanto para tratar lesões existentes quanto para prevenir novos problemas.
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Aline Ribeiro, estudante do sétimo período de fisioterapia e ritmista da Viradouro há 12 anos, contou como surgiu o projeto.
“O projeto nasceu a partir do momento em que meus colegas da bateria começaram a me procurar para falar sobre suas lesões. Eu os encaminhava para tratamento na minha universidade e, a partir daí, meu professor e eu tivemos a ideia de criar o Virafisio. Depois de apresentado e aprovado pela presidência da escola, iniciamos os trabalhos. Nosso objetivo é cuidar de lesões que já existam e evitar que novas surjam, melhorando o rendimento dos ritmistas e deixando-os prontos para garantir a nota dez”.
A iniciativa já faz diferença na rotina dos integrantes do Furacão Vermelho e Branco. Jefferson Carlos, ritmista de tamborim, elogiou o suporte oferecido pelo projeto.
“Tocar tamborim requer bastante esforço. Os atendimentos têm me ajudado com os problemas no túnel do carpo, a tendinite e a epicondilite. O projeto está de parabéns! É sensacional”.

Thais Moreno, que toca caixa há três anos, também destacou a importância dos atendimentos para sua recuperação e preparação física.
“Eu sofri um acidente de moto e tive uma fratura na patela. Os exercícios do Virafisio estão me ajudando nesse problema e, claro, melhorando nosso rendimento pensando na Avenida. É um trabalho muito rico e visionário, que poderia ser abraçado por outras escolas”.
O trabalho dos futuros fisioterapeutas também recebeu a aprovação de mestre Ciça, que atua ininterruptamente como mestre de bateria desde 1988. O comandante da bateria destacou a importância da iniciativa para os ritmistas e revelou que também utiliza o serviço.
“Esse projeto é muito bacana, faz muito bem para os ritmistas. Como mestre de bateria, fico muito feliz com isso. Eu mesmo tenho me tratado aqui toda terça-feira. É um gol de placa da Viradouro”.










