A noite da final começou com as bênçãos de Santa Rita Pescadeira, entidade do Jarê que vai narrar o desfile da escola em 2027. O show abriu com Santa Rita apresentando o pavilhão da agremiação e o primeiro casal, Raphael e Dandara.
Com as imagens das águas vermelhas da Chapada Diamantina, Tinga abriu cantando o samba-exaltação da escola com a presença dos três casais. Ao longo do espetáculo, a escola mesclou clássicos de sua discografia com imagens dos respectivos desfiles, a momentos que ambientaram bem o enredo.
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Uma sequência de sambas de roda foi apresentada pela dança de bailarinos vestidos de branco, seguida de um cordão que carnavalizava ao som do samba de 1994, com o clássico refrão: “Quem põe não tira, dessa ceia popular”.
Outros momentos marcaram o espetáculo, assinado pelo diretor artístico Fábio Costa, como o momento em que a escola puxou com força o samba “Angola”, com uma performance de dança afro de muito vigor. E o clássico “Kizomba, a Festa da Raça”, de 1988, primeiro campeonato da Vila Isabel, momento protagonizado pela ala de passistas, com muito samba no pé.
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Com “Festa no Arraiá”, samba do último campeonato da Vila Isabel, o show conseguiu fazer uma belíssima costura entre o passado e o enredo de 2027. Elementos cenográficos remetendo a palhas entraram no palco levados por bailarinos que representaram trabalhadores do campo. A quadra celebrou o momento cantando o samba de 2013 com os braços abertos.
Essa mescla de elementos do enredo de 2027 com a historiografia carnavalizada da escola faz uma fina trama que mostra ao público que Vila Isabel e Torto Arado se encontram como afirmações de identidade construídas pela festa.









