
A chegada de Evandro Malandro à Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2027 tem sido marcada por emoção. Novo intérprete da escola, o cantor participou neste sábado da final de samba-enredo e conversou com o CARNAVALESCO sobre o início da nova trajetória. Segundo ele, o convite para defender a Verde e Branco teve um significado ainda maior por causa da relação de sua família com a agremiação.
“Muita felicidade! É lógico que a gente fez um bom trabalho na Grande Rio, um trabalho que foi reconhecido por todos, mas eu, como Malandro, não tinha noção de que o trabalho estava tão bacana a ponto de uma escola grandiosíssima como a Mocidade me chamar. E aqui eu tenho muita história, tenho a história da minha família. Já chorei desde a entrada até aqui. A Mocidade me emocionou muito, muito mesmo”, afirmou.
Para 2027, Evandro promete levar à ala musical da Mocidade a identidade que marcou sua trajetória, mas sem abrir mão do cuidado técnico. O intérprete ressaltou que pretende manter características como o vibrato e os finais de frase, além de atenção especial à afinação.
“O que vocês podem esperar da ala musical para 2027 é um canto com muito personalismo, mas também com muito cuidado. Eu tenho esse cuidado e esse carinho com tudo o que faço. Não vou deixar de fazer o meu vibrato, o final de frase, cuidar da afinação. Eu sou muito chato com isso, vocês já sabem. Eu sou muito chato com isso”, destacou.
Evandro também apontou a cobrança da direção musical como um elemento importante para encontrar o equilíbrio entre sua identidade e a característica da Mocidade.
“Acho que o meu trabalho não pode deixar a desejar, principalmente porque o meu diretor musical, o André, cobra muito isso e conseguiu encaixar muito bem o trabalho do Malandro com a Mocidade”, explicou.
A integração com a comunidade e, especialmente, com a bateria também já começou. O intérprete contou que participou de reuniões internas antes mesmo de sua chegada ser oficializada e que vem estreitando a relação com os profissionais responsáveis pela parte musical da escola.
“Sobre esse encaixe com a comunidade da Mocidade e, principalmente, com a bateria, a gente já está trabalhando. Antes mesmo de tudo acontecer, eu já vinha participando de reuniões internas, muitas reuniões internas”, contou.
Evandro destacou o acolhimento recebido de Bryan Clem e Rodrigo Coutinho, diretores da escola, que, segundo ele, foram fundamentais nesse processo de adaptação.
“Eu sou muito feliz e muito grato. Eles foram à minha casa e me deram toda a estrutura para trabalhar, inclusive tudo aquilo que eu nem tinha pedido. Sou muito grato por esse acolhimento e por tudo que estão proporcionando para que eu possa fazer o meu trabalho da melhor maneira possível”, concluiu.









