
Cria da Mangueira e atual intérprete oficial da Estação Primeira, Dowglas Diniz vive mais uma temporada à frente do microfone da Verde e Rosa com a responsabilidade de representar a comunidade onde nasceu e foi criado. Na final de samba-enredo para o Carnaval 2027, o cantor conversou com o CARNAVALESCO e projetou um desfile ousado, destacou a sintonia com os mestres de bateria Taranta Neto e Rodrigo Explosão, falou sobre a inspiração de Jamelão e comentou as críticas recebidas nas redes sociais.
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Como é sua cabeça, cria da Mangueira, sempre que sobe nos palcos para cantar como primeiro intérprete da escola?
“É muito gratificante estar representando toda a comunidade da Mangueira, a comunidade onde eu nasci e fui criado. Isso só me dá mais força para querer cantar mais e mais pela minha comunidade. O carnaval de 2026 foi maravilhoso para todos nós, e estamos trabalhando para que o de 2027 seja um carnaval maravilhoso também”.
O que esperar da ala musical da Mangueira para 2027?
“Hoje, de fato, começamos o nosso pontapé inicial para o carnaval de 2027, com a escolha do nosso hino. A partir daí, vamos ter possibilidades para dentro do samba que for escolhido. Tínhamos duas grandes obras na final que poderiam tranquilamente ser o hino da Estação Primeira de Mangueira para o próximo carnaval. Agora é o pontapé inicial: já começaremos a pensar em tudo que queremos apresentar na avenida”.
Os mestres Taranta e Rodrigo Explosão gostam de uma bateria ousada, com paradinhas e coreografias. Como é essa sinergia entre vocês?
“Nossa sintonia é desde quando a gente nasceu, praticamente juntos. Eu, Rodrigo e Taranta, Vitor, Digão. Desde quando o enredo foi lançado, já pensamos em mil possibilidades. Acredito que o trabalho deste ano pode ser um dos mais ousados que vamos levar para a avenida. A ala musical, juntamente com a bateria, gosta de fazer umas paradas bem diferentes. Este ano, vamos apresentar uma coisa bem impactante. Trabalho que já estamos desenvolvendo nos bastidores, tenho certeza de que será maravilhoso”.
O que acha que Jamelão diria a você ou qual conselho pediria se pudesse falar com ele como intérprete da Mangueira?
“Primeiramente, é uma responsabilidade muito grande assumir o microfone que já foi de Jamelão, já foi de Luizito, Marquinhos Art Samba, entre outros. Mas o nosso mestre maior é o Jamelão. Acredito que ele está muito orgulhoso, porque eu canto com o coração, canto pelo amor à minha escola, e é a mesma coisa que ele fazia. Vamos seguir, vamos cantar para dar sempre orgulho ao nosso pai maior, que é Jamelão”.
O que sentiu quando leu as ofensas nas redes sociais e como você pensa em se blindar?
“Estou muito tranquilo. Existem críticas e críticas, ninguém vai agradar a todo mundo, mas fico tranquilo e busco responder com o trabalho, como sempre fiz, sendo um cara muito centrado, que tem uma equipe muito maravilhosa junto comigo: minha equipe de assessoria, equipe de ala musical, fonoaudióloga, meu professor de canto, minha psicóloga. Tenho um suporte muito grande e fico muito tranquilo quanto a isso. A resposta vai vir em fevereiro, no carnaval, que é o que a gente está fazendo sempre. Vocês puderam ver um show maravilhoso que nós preparamos”.









