jorginho dragoes
Foto: Pedro Ribeiro/CARNAVALESCO

A toalhinha voltou! No último sábado, a Dragões da Real anunciou o retorno de Jorginho Soares ao seu quadro de intérpretes. A informação foi revelada no palco da “Caverna do Dragão” pelo presidente Renato Remondini, o Tomate, durante a semifinal de samba-enredo da escola, que visa ao Carnaval 2027. O momento em que a comunidade soube da volta de Jorginho foi carregado de emoção e alegria. Ao ser anunciado pelo presidente Tomate, o intérprete, que defendeu a Dragões da Real por 13 anos, foi ovacionado e teve seu nome gritado pelos presentes na quadra. O CARNAVALESCO ouviu do cantor o que significa essa recepção calorosa e sua relação afetiva com a escola.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

“Você estava aqui, você viu como foi a explosão na quadra? Modestamente dizendo, quando eu entrei na quadra, ninguém sabia o que aconteceria. Só sabiam que eu ia defender algum samba. E a recepção foi gigantesca, sem saberem que eu ia retornar. Quando o presidente anunciou o meu retorno, você viu como foi. Só posso agradecer. Eu sou feliz demais por ter a oportunidade de cantar em duas grandes escolas de São Paulo e ter a função de ser o segundo intérprete nas duas escolas e segurar o show e apresentações na ausência do Tinga e na ausência do Émerson. Só posso agradecer ao presidente Tomate e ao presidente Fabinho por confiarem no meu trabalho”, explicou.

O Carnaval paulistano vive hoje uma evolução sólida e estrutural como produto. Por trás do ápice da técnica, do método, da organização e do profissionalismo, ainda há, e ainda bem, espaço para a amizade cumprir seu papel central nas motivações humanas. Segundo Jorginho, que defenderá em 2027 as escolas Dragões da Real, Império de Casa Verde e Unidos de Santa Bárbara, sua saída e a costura de sua reentrada na caverna tricolor passaram intrinsecamente por esse fator.

“Dragões, assim como o Império, é minha casa. Quando eu fui para o Império, fui atender ao pedido de um grande amigo. Na verdade, o presidente é meu amigo, o Fabinho, o Fabiano Sorriso, o PH, mas eu fui principalmente atender ao pedido do Tinga, que é um grande irmão que eu tenho. No primeiro momento, a intenção já era ficar nas duas. Mas, naquele momento, a diretoria achou que não era interessante e eu segui meu caminho. Com o problema que teve o Renê Sobral, o Emerson veio, mas, mesmo assim, foram três peças que saíram: o Renê Sobral, eu já tinha saído e o Fernando. E a escola, mesmo com a reposição, entendeu como necessária a minha volta. Tomate me procurou, e eu disse: ‘Agora conversa com o outro presidente, com o Fabinho’. Só que eles são amigos e, como era a minha intenção ficar nas duas, o Fabinho não colocou empecilho e, dessa forma, foi. Entraram em comum acordo e falaram: ‘Dragões ensaia de sábado e desfila na sexta de Carnaval. Império de Casa Verde ensaia de domingo e desfila no sábado de Carnaval; não tem problema nenhum’. Eu ainda tenho Santa Bárbara, que desfila uma semana antes”, contextualizou.

A semifinal de samba-enredo não foi um mero pretexto para o cantor revelar que estava de volta. Ele não só defendeu um dos sambas concorrentes, como também abriu o gogó em quatro dos cinco semifinalistas. O enredo “Sob as bênçãos de Xangô, a coroação do príncipe Reinaldo” está próximo de conhecer seu samba. Os sambas finalistas 03, 77 e 90 serão interpretados justamente por Jorginho Soares na finalíssima, e ele comentou não apenas sua expectativa, mas também como o enredo que homenageia o Príncipe do Pagode, Reinaldo, influenciou seu regresso e mexe diretamente com sua trajetória artística.

“Na conversa que eu tive com o Tomate para retornar, eu falei: ‘Tomate, eu tinha que cantar esse! Eu tinha que desfilar cantando esse samba-enredo, esse enredo, porque eu participei do DVD do Reinaldo. Eu fui backing vocal do DVD do Reinaldo em 2007. Ou seja, 20 anos depois, poder cantar Reinaldo na avenida, para mim, é muito emocionante. O cara fez a trilha sonora da minha vida também. Cresci ouvindo o cara toda a minha adolescência. É emocionante demais! Tinham grandes obras que ficaram pelo caminho, porque as cinco que vieram para o palco são gigantescas. Eu não crio expectativa porque eu vou cantar as três finalistas; os sambas 04, 77 e 90 são três grandes obras. A diretoria está maluca e vai esperar sábado que vem para ver quem leva”, concluiu.