
A parceria entre André Gonçalves e Gabriel Mello existe há alguns carnavais e, neste ano, eles foram consagrados com a missão de serem os diretores de carnaval da Unidos da Tijuca. Em 2027, a agremiação levará à Sapucaí o enredo “A Cabeça do Santo”, idealizado pelo carnavalesco Lucas Milato, que celebra a literatura brasileira e a cultura regional. Em entrevista ao CARNAVALESCO, a dupla comentou as expectativas para esse novo momento.
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“Eu, André, jamais esperava isso do presidente Fernando Horta. Para mim, foi maravilhoso, porque, junto ao Gabriel, fizemos um trabalho de formiguinha. Viemos trabalhando juntos há muito tempo. O sentimento é gigantesco. Tem muita história para contar. […] Faremos um casamento perfeito para mostrar à família tijucana o nosso trabalho e a nossa dedicação à escola. Iremos nos dedicar ao máximo para trazer a escola campeã novamente”, disse André.
“Para mim, é uma honra! Quando você assume um cargo desses com um amigo ao lado e com alguém por quem você torce, em quem você acredita, é fantástico. Eu fui muito acolhido na Tijuca, sei o tamanho da responsabilidade, mas sei também do nosso potencial para continuar o trabalho que foi iniciado, melhorar e aperfeiçoar. O pessoal vê a gente sempre junto e fala: ‘Pô, vocês estão juntos o tempo todo?’. Vocês vão ver isso transmitido para a escola. Como diz o nome: Unidos da Tijuca. A gente está assim, unidos”, afirmou Gabriel.
O trabalho em dupla não é uma novidade para eles. Dessa forma, a divisão de tarefas não é uma questão e já está pré-estabelecida de acordo com a facilidade de cada um em determinadas áreas, mas sempre em uma orientação recíproca.
“O Gabriel vai ser uma pessoa que vai me ajudar muito, e eu vou trabalhar mais na parte operacional, na construção do carnaval. Com orientação mútua: eu com o Gabriel, o Gabriel comigo. Assim, faremos um grande trabalho e colocaremos em prática o projeto do carnavalesco”, contou André.
“A gente não tem um muro que divide os dois lados, mas o André tem uma expertise fantástica nessa parte operacional, do barracão, da produção de fantasias, da execução. E eu vou muito para o lado da comunidade, do trabalho institucional da escola, da relação entre enredo, carnavalesco, artistas e carro de som. A gente vai se ajustando”, disse Gabriel.
Um dos momentos mais aguardados pelos apaixonados por carnaval é a disputa de samba-enredo, mas, segundo Gabriel Mello, é também um período que exige equilíbrio entre a valorização dos compositores e dos patrocinadores.
“Eu já fui compositor e convivo com os compositores, tenho uma visão muito diferente do que é a disputa. A gente entende que o formato, no geral, está ruim, está caro demais, precisa de muito patrocinador para colocar um samba, e o verdadeiro compositor não tem espaço. Mas entendemos que eles também inflacionam a disputa. Vamos procurar achar um meio-termo, porque o que interessa para a gente é um grande samba. E vamos fazer o que for preciso para ter isso novamente”, afirmou Gabriel.
Em referência ao samba-enredo de 2026, a dupla afirma que a história continuará mudando. Em 2027, os novos diretores de carnaval querem que os tijucanos voltem aos tempos de glória.
“A história vai continuar mudando. Não existem atos únicos transformadores, pois a transformação é um processo. A Tijuca resgatou sua essência africana em 2025 com Logun-Edé; a escola resgatou sua veia social em 2026 com Carolina; e agora continua na literatura, mas se volta para o seu regionalismo, que fez a Tijuca de Gonzagão, de Dona da Terra e de tantos outros carnavais da escola. Se Deus quiser, a gente está no caminho para que, de fato, chegue aonde o tijucano quer, nesta nova página tão esperada: a volta dos tempos de glória. A gente bateu na trave, agora é só tocar para o gol”, contou Gabriel.
“A verdade é que faremos juntos um grande trabalho para a Unidos da Tijuca”, concluiu André.









