
A Unidos de São Lucas revelou, na última sexta-feira, o enredo para o Carnaval 2027: trata-se de “N’Kodya – O Poder Supremo Africano”, assinado por Danilo Dantas – que estreia na agremiação. A temática reforça a ligação da agremiação, atualmente no Grupo de Acesso II, com temáticas afro: será o terceiro desfile consecutivo com temática ligada ao continente negro – e o quarto em cinco anos.
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Os últimos anos foram bastante agitados na agremiação da Zona Leste. Em 2023, com “Jongo”, a agremiação ainda desfilava no Grupo Especial de Bairros da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) e, com o título, voltou a ter o direito de desfilar no Anhembi, nos grupos da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP). Em 2024, com “O Canto das Três Raças… o grito de alforria do trabalhador!”, o vice-campeonato do Grupo de Acesso II garantiu uma nova subida de divisão – e, em 2025, o celebrado “Ijexá” fez com que a agremiação retornasse ao terceiro pelotão da cidade. Por fim, em 2026, “Meu tambor é ancestral. Heranças e Riquezas de um Povo… Um Brasil de Festas Pretas” garantiu a sétima colocação no agrupamento.
Saiba mais sobre o enredo
Por meio das redes sociais, a Unidos de São Lucas trouxe um breve descritivo do que será apresentado:
“A Unidos de São Lucas leva para a avenida um chamado ancestral que ecoa da África para o coração da nossa comunidade: ‘N’kodya: O Poder Supremo Africano’.
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Nosso enredo mergulha na grandiosidade do Reino do Kongo, onde a sagrada concha N’kodya simbolizava muito mais que poder, era a conexão entre o mundo dos vivos e dos ancestrais, a força espiritual que legitimava reis e guiava destinos.
Guardada, disputada e envolta em mistérios ao longo do tempo, a N’kodya atravessou guerras, traições e séculos de silêncio… mas jamais perdeu sua essência. Seu poder resistiu, renasceu na diáspora e hoje vive na fé, na cultura e na identidade do povo preto.
Dos reinos africanos aos terreiros e altares do Brasil, a N’kodya se transforma em símbolo de resistência, espiritualidade e ancestralidade. Está no toque do tambor, na força dos orixás, na memória que nunca se apaga.
Em 2027, nossa escola canta essa história com orgulho, reafirmando que essa força suprema não se perdeu, ela vive em cada um de nós”.










