
Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira, Capitão Guimarães, ex-presidente da Liesa e atual patrono da Unidos de Vila Isabel, manifestou sua preocupação e posicionamento contrário à possibilidade de o Grupo Especial do Rio de Janeiro passar a contar com 15 agremiações a partir do Carnaval 2027. Atualmente, o grupo de elite do samba carioca é composto por 12 escolas.
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Para Guimarães, qualquer mudança no regulamento deve priorizar o nível técnico do espetáculo, e não apenas o aumento numérico de participantes. “A Liga foi fundada justamente para preservar a qualidade do desfile e as grandes escolas. Aumentar o carnaval tem que ser qualitativo”, afirmou o dirigente, ressaltando que o debate sobre o regulamento de 2027 precisa considerar o dinamismo do evento.
Impacto na grade horária e no público
Um dos pontos centrais da crítica de Guimarães reside na logística e nos horários dos desfiles, que já são impactados pelas exigências da grade televisiva. Ele destacou que, devido aos horários de início condicionados à programação da Rede Globo, as escolas já entram na Avenida muito tarde.
“Hoje uma escola demora 2 horas para desfilar. A última escola entra 4h15 da manhã, em torno de 4h15 a 4h30, quando devia entrar 2h30. Colocar uma quinta escola seria ainda desfilar de 6h30 da manhã. Seria um retrocesso na minha modesta opinião”, explicou.
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Independência da Liesa e foco no telespectador
Guimarães também fez questão de reforçar a autonomia da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) em relação ao poder público. Embora reconheça o papel da prefeitura, ele pontuou que “o dono do carnaval é o prefeito, mas a Liga não pertence à prefeitura”.
O dirigente alertou ainda para a necessidade de olhar para quem assiste ao espetáculo de casa, lembrando que a audiência televisiva é massivamente superior ao público presente no Sambódromo. “Se tem 100 mil pessoas na avenida, em casa tem 10 milhões assistindo. Isso tem que ser olhado, essa dinâmica tem que ser olhada outra vez”.
Ao encerrar sua declaração, Capitão Guimarães reiterou que foi pego de surpresa pelo assunto e que sua opinião é pautada na manutenção do prestígio do carnaval carioca: “Eu acho que carnaval é qualidade”.










