A Mocidade Independente de Padre Miguel utilizou suas redes sociais para se posicionar de forma contundente durante o Mês da Mulher e chamar atenção para a escalada da violência de gênero no Brasil. Em uma publicação acompanhada de dados alarmantes e manchetes recentes, a escola reforçou que o feminicídio e a violência contra a mulher são problemas estruturais da sociedade e exigem responsabilidade coletiva.

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O post relembra casos recentes de violência, como o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, além de destacar a média de aproximadamente seis mulheres mortas por dia no país em 2025 vítimas de feminicídio. A mensagem é direta ao afirmar que os episódios não são isolados, tampouco exageros ou “casos da internet”, mas reflexo de uma realidade persistente.

Em outro trecho, a agremiação chama atenção para um dado simbólico: a pergunta “como matar uma mulher sem deixar rastros?” teria sido feita milhões de vezes em mecanismos de busca neste ano, evidenciando a dimensão preocupante da cultura de violência e misoginia.

A Mocidade enfatiza que o enfrentamento ao feminicídio não deve ser tratado como pauta exclusiva das mulheres. “É um problema social que precisa ser enfrentado com responsabilidade, debate e compromisso coletivo”, destaca a arte divulgada.

A escola também direciona uma mensagem específica aos homens, incentivando o diálogo e a mudança de comportamento: interromper piadas machistas, questionar atitudes violentas e não normalizar práticas que perpetuam agressões. “O silêncio também protege agressores”, reforça a publicação.

Confira o texto divulgado na íntegra:

“Estamos no Mês da Mulher, e eu não posso, e não vou, ficar calada diante de tudo que vem acontecendo.

Uma adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo no Rio. Aproximadamente 6 mulheres foram mortas por dia no Brasil em 2025 por feminicídio.

Não é episódio isolado. Não é exagero. Não é ‘caso da internet’.

E enquanto for assim, eu não vou sucumbir. Porque mulher nenhuma deveria ter medo de existir.

Homens, conversem entre vocês. Interrompam piadas. Questionem comportamentos. Não normalizem violências.

A violência contra a mulher é um problema de todos.”