Quinta escola a desfilar no segundo dia de desfiles da Série Prata, a Acadêmicos da Abolição veio para a Intendente Magalhães com um belo desfile, retratando a ancestralidade e a importância de cultivá-la e cultuá-la. Encantou o público presente e se mostra uma forte candidata ao campeonato.
COMISSÃO DE FRENTE
A comissão, assinada pelo coreógrafo Gabriel Castro, apresentou o cultivo da ancestralidade por meio da simbologia das árvores, em que o plantio se transformava em uma árvore ancestral.
A dança foi um espetáculo. Cada detalhe da coreografia foi executado com precisão, com os dançarinos brilhando e demonstrando, desde o início, a força com que a escola se apresentaria na avenida.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal Thiaguinho Mendonça e Jéssica Ferreira desfilou com figurino predominantemente preto, com detalhes em roxo, de belo acabamento.
A dança evidenciou ótima química entre os dois, que empolgaram o público presente. Com coreografia segura e sem ousadias, optaram pelo simples bem executado, estratégia que contribuiu positivamente para o conjunto do desfile e merece elogios.
ENREDO
A proposta dos carnavalescos Arthur Paschoa, Julianna Lemos, Pedro Duque e Thayssa Menezes, intitulada “Chão é Gente – Cultivar, Cultuar e Colher Ancestralidade”, buscou mostrar que a terra não é apenas a superfície onde pisamos, mas um território sagrado onde respiramos e que nos conecta à ancestralidade afro-indígena. É nesse solo que o presente floresce.
O desfile conseguiu transmitir com clareza essa mensagem desde a comissão de frente até a última alegoria, sem problemas de leitura, mantendo correção e coerência do início ao fim, sendo recompensado com muitos aplausos da torcida.
EVOLUÇÃO
A evolução foi tranquila e organizada desde o início. A escola soube administrar o tempo com inteligência, mantendo andamento adequado e encerrando sua apresentação em excelente marca: 36 minutos e 39 segundos.
HARMONIA
Houve ótima sintonia entre a bateria e o carro de som, liderado por Emerson Dias e Digão Audaz. A comunidade cantou o samba do início ao fim, contribuindo para um conjunto harmônico e consistente.
FANTASIAS E ALEGORIAS
As fantasias eram bonitas, leves e adequadas para que os componentes desfilassem com conforto e alegria durante toda a apresentação.
Os carros alegóricos estavam bem-acabados, visualmente bonitos, sem problemas de iluminação, e desfilaram com tranquilidade do início ao fim, reforçando a qualidade plástica da escola.
OUTROS DESTAQUES
A bateria, comandada pelo mestre Bruzaca, esteve impecável, com bossas bem executadas e andamento seguro. Recebeu aplausos do público e também das cabines de jurados. A rainha de bateria, Larissa Melo, destacou-se pelo gingado e pela presença marcante na avenida.




