Oitava escola a desfilar no primeiro dia de apresentações, a Vizinha Faladeira contou a história do mar ancestral na Baía de Guanabara por meio de uma voz misteriosa, auxiliada pela sereia, símbolo da escola. O desfile da azul, vermelha e branca, que começou com dois minutos e meio de atraso, terminou com a agremiação ultrapassando o tempo limite regulamentar.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão, com coreografia de Naty Menezes, formada por uma equipe totalmente feminina, apresentou a ajuda da sereia na busca pelo mar ancestral. Durante as três apresentações diante das cabines de jurados, duas integrantes perderam um adereço azul e a peruca também azul, mas isso não comprometeu a execução da coreografia.

A dança destacou o brilho da sereia na condução dessa busca, contando ainda com a presença de Iemanjá para revelar de onde vinha a voz ancestral.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Luiz Felipe e Jéssica Barreto vestia fantasias em tons de azul, com referências ao mar detalhadas nas roupas. A dupla demonstrou elegância na dança e excelente química durante a apresentação.

Diante das cabines de jurados, optaram por uma performance segura, sem grandes ousadias, priorizando a precisão para evitar problemas. Não houve intercorrências no bailado.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação

ENREDO

Intitulado “A voz que vem do mar é ancestral”, o enredo dos carnavalescos Leandro e Vitor Mourão apresentou uma proposta interessante para a Intendente ao abordar a ancestralidade ligada ao mar. A narrativa tratou da busca por raízes feridas na Baía de Guanabara, resgatando a memória e a espiritualidade associadas às águas.

EVOLUÇÃO

A evolução começou comprometida. Quando o cronômetro já marcava dois minutos e 30 segundos, a escola efetivamente iniciou seu desfile na pista da Intendente, o que impactou diretamente o planejamento.

Mesmo com cuidados ao longo do percurso e a percepção de que poderiam ultrapassar o tempo, a Vizinha Faladeira acelerou o andamento após a comissão de frente e o primeiro casal passarem pela última cabine de jurados. Ainda assim, a agremiação excedeu o limite de 40 minutos em dois minutos e 11 segundos, evidenciando falha no controle do tempo.

HARMONIA

Houve boa química entre o carro de som e a bateria, o que contribuiu para a harmonia musical. No entanto, muitos componentes não cantaram o samba-enredo, o que pode prejudicar a escola na avaliação do quesito. Embora poucos soubessem a letra integralmente, os que cantavam o faziam com intensidade, amenizando parcialmente o problema.

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FANTASIAS E ALEGORIAS

As fantasias estavam leves e confortáveis, permitindo que os componentes desfilassem com tranquilidade. Todas estavam bem caracterizadas de acordo com os temas propostos em cada setor.

As alegorias eram bonitas e alinhadas aos temas apresentados no enredo. Não houve problemas técnicos, inclusive na iluminação dos carros, que funcionou corretamente ao longo do desfile.

SAMBA-ENREDO

O samba-enredo se mostrou de fácil compreensão e bem estruturado. A sonoridade permitiu que o público acompanhasse a letra com clareza, reforçando a proposta temática da escola.

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OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelos mestres Lippe e Polinho, foi um dos destaques do desfile. Mesmo diante do problema na evolução, os ritmistas passaram com segurança, sem ousadias excessivas, apostando no simples e eficiente. A rainha de bateria Kamilla Cardoso mostrou muito gingado e encantou o público presente.