A Mocidade Unida da Mooca foi a primeira escola a desfilar na sexta-feira de carnaval pelo Grupo Especial de São Paulo. Na estreia na elite, a agremiação apresentou o enredo “Gèlèdés- Agbara Obinrin”, assinado pelo carnavalesco Renan Ribeiro, levando para a Avenida um desfile marcado por potência estética e forte narrativa.
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A estreia da MUM no Grupo Especial de São Paulo foi definido por emoção, entrega e a sensação de dever cumprido. À frente da bateria, mestre Dennys destacou para o CARNAVALESCO a superação e o envolvimento da comunidade ao longo da temporada.

“Foi uma estreia linda, uma estreia incrível. A comunidade estava ansiosa por esse momento, muito especial,muito louco isso tudo. O que nós vivemos esse ano foi incrível, muita batalha, muita luta, muita resiliência. Nós abdicamos de tudo, família, trabalho, compromissos, mas tudo valeu a pena. Agora vamos esperar, esperar o melhor, a bateria foi muito bem, gostei muito do que foi apresentado. Também fizemos dois bons ensaios técnicos e um bom desfile. A expectativa é a melhor, independente de nota, o trabalho foi cumprido”, disse.

Ainda sobre o desempenho dos ritmistas, Dennys ressaltou a sintonia entre bateria, samba e público, apontando a união como peça-chave para o resultado apresentado na Avenida.
“A receptividade do público perante a apresentação da bateria foi incrível. O samba ajuda e tudo que é feito na bateria é feito junto com o samba e com a melodia. Toda a direção de bateria já conduz o trabalho pensando no samba, é uma união que casou e deu certo, e a galera recebeu da melhor maneira”, concluiu.

Rafael Falanga, presidente da MUM, também celebrou o momento histórico e atribuiu o sucesso à estratégia antecipada e à conexão construída com a arquibancada desde os primeiros ensaios técnicos.
“Estou com sentimento de muita felicidade. Eu acredito que a participação da arquibancada foi fundamental desde os ensaios técnicos, a antecipação da preparação da MUM também tem uma parcela muito grande nessa conexão com o público. Nós antecipamos o lançamento de samba e antecipamos o lançamento de enredo. Em junho a gente já tinha samba, em agosto a gente já estava ensaiando na rua portanto foi uma construção que acabou dando muito certo e se consagrou aqui nesse desfile incrível, um desfile potente pela narrativa, pelo enredo, pelo chão da escola que representou muito bem esses 40 anos de luta, destacou Falanga.

Rafael ainda reforçou que a chegada ao Grupo Especial foi resultado de um projeto consistente, pautado pela ambição de crescer a cada ano e entregar sempre mais do que o esperado.
“A MUM vem do Grupo de Acesso do carnaval de São Paulo e sempre projetamos carnavais acima do grupo que nós estávamos. Acredito que a plástica foi uma sequência da própria ideologia do trabalho da escola. Nós nunca entramos no carnaval para permanecer, o nosso sonho era estar no especial então a gente tinha que entrar para ganhar e com isso era sempre mais, era sempre entregando tudo e acho que a gente conseguiu aqui no grupo especial também entregar o nosso máximo nas alegorias, nas fantasias, no nosso trabalho diário do barracão, da quadra, do chão da escola, dos quesitos que ensaiaram exaustivamente como a bateria, o casal, a comissão portanto foi o carnaval da entrega, e eu acho que refletiu na Avenida, estou muito feliz”, concluiu.










