Com o enredo “As coisas que mamãe me ensinou”, a Unidos de Bangu levou para Sapucaí uma homenagem para Leci Brandão mostrando sua história na música, na política, na Mangueira e no ativismo.

De autoria dos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus do Val, a escola transformou a avenida em extensão do quintal e da militância da artista, costurando ensinamentos maternos, consciência social e samba como ferramenta de transformação.
Para dar ritmo para escola, a bateria “Caldeirão da Zona Oeste” (CZO) contou com o experiente mestre Dinho, que fez sua estreia na agremiação e foi direto e reto para falar sobre o trabalho apresentado.

“O melhor da noite foi poder homenagear a Lecy Brandão. Fizemos tudo o que planejamos até porque eu sou da época dela. Eu vim aqui para fazer samba, tocar samba. Não vim aqui para fazer papagaiada. Tenho 45 anos de Sapucaí e estou fazendo 20 de mestre. Estou muito feliz”, declarou ao CARNAVALESCO.
A emoção também tomou conta do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Leonardo Moreira e Bárbara Moura, que estavam vestidos de “Ancestralidade Familiar”, com as cores dourada e vermelha. A porta-bandeira se emocionou ao falar sobre o desfile e tudo o que representou passar pela avenida defendendo o pavilhão da Bangu.
“Eu estou emocionada. Ano passado a gente não deu nota. Então, esse ano é a realização de um sonho nosso de provar para todo mundo que nós somos capazes. Para todo mundo que duvidou da Bárbara e do Léo está aí o nosso trabalho. Todas as cabines foram impecáveis. Estamos realizados”, declarou Bárbara ao CARNAVALESCO.

Trabalhamos o ano todo em dobro porque ano passado nossa estreia teve uma fatalidade, mas a Bangu deu mais uma chance para gente, nossa diretoria apostou no nosso trabalho e é muito gratificante porque é a conclusão de um trabalho de muito tempo. É a realização de um mostrar que somos capazes e merecemos estar nesse lugar”, complementou Leandro.










