
A nova formação do primeiro casal defensor do pavilhão salgueirense marca o início do Carnaval 2027. Laryssa Victoria chega para somar à escola com frescor e tradição, para dançar ao lado do mestre-sala Sidclei Santos, que segue para seu 16º carnaval consecutivo na escola. O casal já está em preparação física e iniciará os ensaios a partir de abril. A mudança veio com a saída da antecessora Marcella Alves, por decisão tomada pela própria porta-bandeira. A sugestão de Laryssa como novo nome partiu de Sidclei, em um jogo rápido para decidir a nova parceira. A escolha veio por acompanhar de perto a trajetória da artista, já que a conhece desde a barriga da mãe. Além disso, a definição também foi motivada por uma grande inspiração de Laryssa: a porta-bandeira Ana Paula, que defendeu o pavilhão ao lado de Sidclei entre os anos de 1994 e 1999.
“A Laryssa era muito fã de uma porta-bandeira que dançou comigo aqui nos anos 1990, a Ana Paula. E a gente parou de dançar prematuramente; era uma das promessas do carnaval. E aquilo me remeteu que, um dia, se eu tivesse uma oportunidade de dançar, seria com ela [Laryssa], não seria outra porta-bandeira. Porque eu vi uma identidade muito grande com a da Paula, que dançou comigo”, compartilhou.
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Mesmo jovem, Laryssa traz uma bagagem cheia de experiência e conquistas para a escola. Sua trajetória no carnaval começou aos 11 anos de idade e ela, inclusive, foi aluna de Sidclei e Marcella no workshop “Lapidando Talentos”, no Salgueiro. Passou por escolas como Estácio de Sá, Porto da Pedra e Imperatriz Leopoldinense, onde ocupou o cargo de segunda porta-bandeira até este ano, quando foi convidada a integrar a equipe salgueirense.
“Quando ele me ligou, falando que não tinha outra opção para ele, que, quando ele falou meu nome, foi muito bem aceito pela presidência, isso dá uma confiança. Porque eu sou uma menina da nova geração e poder estar chegando agora ao Salgueiro, que é uma escola muito grande, muito importante para o carnaval, é uma felicidade mesmo”, contou.
Laryssa foi recebida de braços abertos pela comunidade salgueirense e pela presidência da escola, que, segundo Sidclei, “não mediu esforços para trazê-la”. E o mestre garante que, com toda dedicação, o legado de excelência do primeiro casal seguirá pelos próximos anos.
“Eu tenho certeza absoluta, para a nação salgueirense, de que trabalho, dedicação e ensaio não vão faltar. E, com o trabalho e o ensaio, com certeza, vão vir os 40 pontos, junto nessa mistura tão sonhada. O que eu mais sonho na minha vida hoje, depois de enredo, é só ser campeão do carnaval; isso já pode me realizar no mundo do carnaval, do samba”, disse.
Laryssa chega para ocupar o posto que foi de Marcella Alves por 12 anos, período em que a bailarina construiu uma história premiada e consistente na escola. Para a “estreante”, Marcella é uma inspiração, e a nova história no Salgueiro é a realização de um sonho.
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“Eu me sinto muito honrada, porque a Marcella é minha inspiração. Sempre admirei muito a dedicação dela, a disciplina e a dança desde pequena. Poder ser a porta-bandeira que vai seguir o legado da Marcella é muita responsabilidade. É um sonho de menina que está sendo realizado”, declarou.
Já sobre o novo parceiro, Laryssa destaca as qualidades do mestre e garante que, nesse encontro de gerações, prezará pela tradição, que é um dos grandes trunfos de Sidclei, mas também trará seu diferencial.
“Sid é um mestre-sala que deixa a porta-bandeira brilhar. Automaticamente, ele brilha. Porque hoje é muito difícil você ver um mestre-sala que entende que quem tem que brilhar é a porta-bandeira. E o Sid tira de letra nisso, e é onde ele brilha, é onde você consegue enxergar que é um mestre-sala que respeita o espaço, respeita a tradição. Isso, para mim, é o que mais me encanta. Porque eu sou da nova geração, tenho essa questão de trazer um diferencial, mas também prezo muito pela tradição com o Sid”.
A mudança não muda nem apaga a história que foi escrita nos últimos 12 anos; esse novo momento é a continuação de um legado. Sidclei garante que a amizade com Marcella segue inabalada e não economiza elogios para a porta-bandeira.
“A Marcella é minha irmã. Foram anos de companhia, de sucesso. Eu sou grato por tudo o que ela me fez me transformar. A Marcella, sem demagogia, é uma ‘monstra’. Eu acho que ela conquistou o espaço dela no carnaval. Eu sou grato por esses anos todos de ter representado a nação salgueirense junto com ela e grato por ter dançado com uma das melhores porta-bandeiras de todos os tempos. Somos felizardos. Por mais que falem ‘poxa, a gente separou’, as pessoas se separam, é normal. A gente não se separou por briga, foi uma situação normal. Está tudo bem, nós somos amigos, somos irmãos, ela é minha irmã. Desejo felicidade para ela, da mesma forma como ela deseja para mim”, disse.










