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Velha-Guarda: tradição e da cultura do samba

No dia estadual da Velha Guarda, escolas de samba do Grupo Especial falam sobre a importância do segmento para o carnaval

Tradicionais e que carregam o legado de seus pavilhões, no dia 30 de setembro, o carnaval carioca homenageia os verdadeiros guardiões da tradição: as velhas-guardas das escolas de samba. Com um dia dedicado a eles, estabelecido pela Lei 2.451 em 1995, o “Dia Estadual da Velha-Guarda das Escolas de Samba” não é apenas um reconhecimento, mas uma celebração da importância dos sambistas na construção do legado e na história das tradições que moldam a identidade das agremiações. Esse segmento desempenha um papel fundamental na preservação das memórias e dos valores do samba, com toda sua rica herança cultural. Embora os critérios de admissão variem de uma escola para outra, todos os integrantes compartilham a necessidade de um histórico de dedicação ao pavilhão.

Mangueira: Patrimônio Cultural

Na Estação Primeira de Mangueira, a tradição da Velha Guarda vem desde 1943, quando foi formada por grandes nomes como Cartola e Carlos Cachaça. Atualmente, sob a presidência de Dona Gilda Moreira, a velha-guarda conta com 50 integrantes que devem ter mais de 60 anos e ser sócios da escola há pelo menos 30 anos. Esse rigor na seleção garante a preservação das tradições e da identidade da agremiação.

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Foto: JM Arruda;Divulgação Mangueira

Dona Gilda, aos 84 anos, é um verdadeiro símbolo de dedicação. Desfilante da Verde desde os cinco anos de idade, após ingressar na velha-guarda como secretária na década de 80, tornou-se um dos pilares da agremiação. Sua história exemplifica a profunda conexão que os integrantes mantêm com a escola, reforçando a missão de transmitir as memórias e valores do samba às novas gerações.

Recentemente, a Velha Guarda da Mangueira foi declarada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial pela cidade do Rio de Janeiro, um reconhecimento que ressalta a importância desse grupo na cultura carioca.

Portela: Duas Faces da Tradição

A centenária Portela, uma das escolas de samba mais tradicionais do Brasil, se destaca por uma peculiaridade única: a divisão de sua velha-guarda em duas categorias. A Galeria da Velha Guarda, fundada em 1968, é composta por membros que devem ter um laço significativo com a escola. Para ingressar, os interessados precisam formalizar um pedido, que é avaliado pela presidência da escola e um dos critérios é ter relação com a Portela em desfiles e segmentos, garantindo que a essência da velha-guarda seja preservada.

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Foto: Magaiver Fernandes/Divulgação Portela

Um dos rituais importantes da Galeria da Velha Guarda é o batismo dos novos membros, um momento emocionante que marca a entrada efetiva do componente para a escola. Além disso, a celebração anual do aniversário do grupo é um evento especial, onde são escolhidos o “Pai Sambista” e a “Mãe Sambista”. A Galeria da Velha Guarda administra a Portelinha, antiga quadra da escola, onde realizam eventos para arrecadar fundos e manter a quadra viva, fortalecendo assim o vínculo com a história e a tradição da Portela.

Por outro lado, a Velha Guarda Show representa a arte e o talento dos sambistas veteranos que fazem parte da história da Portela. Tem um dos seus criadores Paulinho da Portela e Candeia, o elenco conta com a formação icônica de artistas como Monarco, Noca da Portela e Tia Surica. O grupo não apenas apresenta clássicos do samba, mas também participa de iniciativas de shows e é atração fixa de toda feijoada da tradicional feijoada da família portelense.

Unidos de Padre Miguel: Um Retorno Histórico

Recentemente recém-chegada ao Grupo Especial, a Unidos de Padre Miguel, com 66 anos de história, possui uma velha guarda consolidada que é um verdadeiro patrimônio da agremiação. Fundada em 1980, a Velha Guarda tem seu destaque por sua dedicação à tradição do samba. desempenha um papel fundamental na formação da identidade da agremiação, garantindo que as novas gerações compreendam e valorizem suas ricas tradições.

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Foto: Fausto Ferreira/Divulgação UPM

Uma das histórias mais inspiradoras da associação é a de Antônio Carlos José Barbosa, de 64 anos, que preside a Velha Guarda da Unidos de Padre Miguel. Com uma trajetória que começou no ano de 1995, Antônio Carlos assumiu a liderança do grupo em 2023, preparando-se para uma estreia emocionante no Grupo Especial em 2025.

Cultivando as tradições e ancestralidade de cada pavilhão

O Dia da Velha-Guarda é uma oportunidade valiosa para reconhecer e celebrar os verdadeiros guardiões do samba. As histórias e contribuições desses sambistas são fundamentais para manter viva a essência do carnaval carioca, assegurando que as tradições sejam transmitidas de geração em geração.

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