A Unidos de Bangu realizou, na última segunda-feira, seu ensaio de bateria no Setor 11 da Marquês de Sapucaí. Abrindo a temporada de ensaios de bateria, o Primeiro Pavilhão da Zona Oeste esteve com a sua bateria reunida em peso sob o comando de Mestre Dinho, em seu primeiro carnaval na escola. O ensaio também contou com as passistas e o primeiro casal da agremiação, além da presença do presidente Leandro Augusto. A agremiação da Zona Oeste vai levar para a Avenida uma homenagem à sambista, cantora e política Leci Brandão, por meio do enredo “As coisas que mamãe me ensinou”, assinado pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Salles e Marcus do Val, sendo a quarta escola da sexta-feira de carnaval.
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O comandante da Caldeirão da Zona Oeste, mestre Dinho, destacou de forma muito positiva a importância de realizar o ensaio de bateria na Sapucaí, especialmente para ele, ajudando a reunir os ritmistas da escola nesta nova fase que a bateria da Bangu vive sob a sua regência. Ele reforça que o trunfo que será levado por ele e seus ritmistas para a Sapucaí será ritmo, bossas coesas dentro do samba e muita alegria, em especial alegria nos punhos, como frisou, demonstrando como cada ritmista está se dedicando à agremiação. Além disso, Dinho também comentou o naipe que deve se destacar na Caldeirão da Zona Oeste em 2026 e sobre paradinhas e bossas que podemos esperar na Passarela do Samba.

“A Caldeirão da Zona Oeste hoje, do mestre Dinho, é uma bateria que está sendo formada por mim. Eu, meus novos diretores, meus ritmistas, meus amigos. É importante para todos pegarem essa essência aqui do campo de jogo. O naipe de destaque é o meu estilo, a marcação. Firme, compacta, minha terceira bem desenhadinha, o meu forte. Vou vir com quatro paradinhas, mas acho que o carro-chefe é a bossa que representa o nosso enredo, Leci Brandão, que é a bossa da Mangueira, em que a gente vem representando bem a escola dela”, destacou.

Diretor de carnaval da Unidos de Bangu, Marcelo do Rap destacou como é importante este ensaio como um termômetro para a Caldeirão, por conta de sua formação ser mais recente, a partir da reformulação proposta por mestre Dinho, que não trouxe ninguém da Unidos de Padre Miguel com ele, querendo criar a bateria a partir do zero. Marcelo também destacou que o ateliê da Bangu para o próximo desfile já está pronto e vai começar a entregar as fantasias das alas. O diretor também reforçou que a Bangu tem um samba que vai ficar na história do carnaval e que já está na boca do povo esta homenagem para Leci Brandão, que é uma das maiores sambistas do país. Marcelo também defendeu o respeito ao carnaval da Série Ouro, que se realiza muitas vezes com grandes dificuldades para as agremiações, assim como as escolas da Intendente.

“Ele formou uma equipe nova, uma diretoria nova, e hoje o que aconteceu no ensaio foi uma coisa espetacular. Estamos muito tranquilos no quesito bateria. Nosso barracão é espetacular, está muito grandioso e vamos brigar pelo título. A Bangu já chegou a um patamar que não dá mais para ficar na meiuca da tabela, que já não é mais o que a gente busca. Buscamos o acesso. A subida da Niterói mostra que aqui é muito equilibrado, é só fazer carnaval que vai. É nisso que a gente se apega e nos comentários de que, se estivéssemos disputando no ano passado, estaríamos na briga, disputando o título com as outras coirmãs. E agora a gente veio para ganhar o carnaval, com um samba em homenagem merecida à Leci Brandão, que deu tudo, a vida dela toda, pelo povo e pelo carnaval”, disse.

O presidente Leandro Augusto também destacou a importância de se realizar o ensaio de bateria, especialmente no reconhecimento do campo e do contato com o chão da Sapucaí. O dirigente também falou sobre o que esperar da Unidos de Bangu em 2026, reforçando que a escola já demonstrou muita superação no carnaval do último ano e que agora vai proporcionar um grande espetáculo para a Sapucaí em busca do título da Série Ouro.
“O mestre fazendo as paradinhas e as bossas, a caminhada, o tempo até o jurado. É o primeiro contato dele com o solo sagrado da Sapucaí. O público não está, mas ele consegue imaginar eles aqui, então é muito importante. A Bangu, no ano passado, já mostrou que renasce das cinzas. Nós estamos aprendendo com nossos erros há um tempo, e acho que vai ter que nos segurar, porque nós vamos estar na disputa”, reforçou.











