O Carnaval de 2025 marcou a estreia conjunta das coreógrafas Bruna Lopes e Ariadne Lax à frente da comissão de frente da Unidos da Tijuca. O desafio foi duplo: além de conduzir um quesito central na apresentação da escola, as duas também precisaram criar laços de confiança e entender os pontos fortes de cada uma para consolidar a parceria.

“Foi um ano de conhecimento. Nunca tínhamos trabalhado juntas, então era preciso encontrar essa liga, perceber até onde cada uma podia ir e também entender toda a equipe. Agora, em 2026, estamos mais confortáveis, já conhecemos a equipe inteira da Tijuca”, resumiu Ariadne.
Para Bruna, o segundo ano será de amadurecimento e ajustes técnicos. “A gente deu um match muito rápido, mas agora é rever o que deu errado. Falando bem praticamente, olhando para as notas, o que os jurados apontaram como falhas. Aprender com esses erros para não repeti-los e, se Deus quiser, gabaritar em 2026”, declarou.
A força do samba no processo criativo
A definição do samba-enredo da Tijuca, que escolheu a parceria de Lico Monteiro como hino do Carnaval 2026, também tem impacto direto no trabalho da comissão.
“Tivemos três obras lindíssimas na final. Qualquer uma que vencesse iria acrescentar muito. Essa safra nos ajuda desde a leitura da sinopse, quando já vamos ampliando ideias. Foi uma sorte termos tido sambas tão inspirados, todos eles nos engrandecem”, avaliou Ariadne.
Mudanças e permanências
O que manter e o que transformar em relação a 2025? As coreógrafas são taxativas: cada enredo pede uma estética própria.
“Nada se mantém. Alguns bailarinos continuam, mas a proposta é completamente diferente. Estamos falando de Carolina Maria de Jesus, uma mulher, uma batalhadora, exaltando a literatura. É um enredo feminino, que por si só já muda toda a concepção do trabalho”, explicou Bruna.
Questionadas se a comissão será formada apenas por mulheres, elas despistam:
“Vamos ter de tudo.”
Troca com o carnavalesco
Outro ponto destacado é a parceria com Edson Pereira, carnavalesco da escola.
“A gente sempre teve uma troca muito forte. Começamos debatendo bastante o enredo e depois o estudo e a pesquisa ficam por nossa conta. Quando surge uma dúvida ou achamos algo interessante, levamos a ele e à equipe dele”, declarou Ariadne.
Bruna completou:
“Este ano, por estarmos mais à vontade, o trabalho tem uma marca mais nossa, mais de Ariadne Lax e Bruna Lopes mesmo.”
Com a experiência adquirida no primeiro desfile e a inspiração do novo enredo, a dupla garante que a comissão de frente da Tijuca em 2026 virá diferente, com a marca da força feminina e literária de Carolina Maria de Jesus.










