A Unidos do Viradouro realizou, no último sábado, em sua quadra, mais uma etapa da eliminatória de samba-enredo para o Carnaval 2026. O CARNAVALESCO, por meio da série “Eliminatórias”, esteve presente. Abaixo, você confere a análise de cada apresentação. Nesta noite, se apresentaram oito sambas. O anúncio das obras que seguem na disputa será feito nas redes sociais da escola na próxima terça-feira.
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Parceria de Thiago Carvalhal: A primeira obra da noite foi assinada por Thiago Carvalhal, Bebeto Maneiro, Ludson Areia, Babby do Cavaco, Carlinhos Viradouro, Vinícios Moro, Pablo Adame e Rodrigo Neves. A apresentação contou com a condução segura do premiado intérprete Nego, que imprimiu ao samba a energia e a pegada necessárias para envolver o público. O ponto alto foi o refrão principal: “Abraço de mãe na Viradouro // A sua história não se apagará // É dia de festa, maestro do morro // Tem muita macumba pra comemorar!” O trecho se destacou pela força e funcionalidade na quadra. O único senão foi a presença de alguns torcedores lendo a letra para acompanhar a apresentação.
Parceria de Claudio Russo: O segundo samba da noite foi assinado por Claudio Russo, Dudu Nobre, Anderson Lemos, Lequinho, Junior Fionda, Totonho, Fadico, Manolo, André Braga e Júlio Alves. A interpretação ficou a cargo de Tinga, que transformou a apresentação em um verdadeiro espetáculo. Mesmo antes do início oficial, a torcida já entoava trechos da obra, criando um clima de expectativa. Quando Tinga assumiu o microfone, incendiou a quadra: chuva de papéis picados, bandeiras erguidas e, sobretudo, o samba cantado em coro. Os refrões, tanto o principal quanto o do meio, foram os mais entoados. O grande destaque, no entanto, ficou para os versos que antecediam o refrão principal: “Vou bater macumba // Vou bater macumba”, que ganharam força especial na voz da comunidade.
Parceria de Paulo César Feital: O terceiro samba da noite foi composto por Paulo César Feital, Inácio Rios, Márcio André Filho e Igor Federal. A obra foi defendida por Bruno Ribas, que conduziu a apresentação com maestria. A estrutura remete bastante à obra escolhida em 2025, assinada pelos mesmos compositores, evidenciando uma linha de construção que tem se mostrado funcional e competitiva. A parceria também levou um expressivo número de torcedores à quadra, reforçando sua força no concurso. Momentos de destaque surgiram já na abertura do samba: “Samba de sambar // É fogo na pele e no couro // Batuca a essência no fundo da alma da Viradouro” e também no refrão do meio: “Adarrum, afoxé, ijexá // Maestro da fé, alma lavada no Abaeté // Filho de Dona Guida nunca perde a batalha // Pode contar que a magia do ‘Velho’ não falha”.
Parceria de Deco: O quarto samba da noite foi assinado por Samir Trindade, Deco, Deiny Leite, Victor Rangel, Fabrício Sena, Felipe Sena, Robson Moratelli, Jeiffer, Ricardo Castanheira e JP Figueira. A condução ficou a cargo do intérprete Gilsinho, que imprimiu sua marca e garantiu uma apresentação firme e bem estruturada. A presença de uma torcida numerosa e vibrante ajudou a potencializar o clima, tornando a exibição ainda mais contagiante. Na letra, o samba presta diversas referências à trajetória de Mestre Ciça, mas sem soar repetitivo. As lembranças surgem com frescor, em novas melodias, resultando em uma obra que reverencia o passado e, ao mesmo tempo, se afirma como novidade. Esse equilíbrio fica evidente em trechos como o final: “E a Viradouro, meu amor, faz a homenagem”.
Parceria de Felipe Filósofo: O quinto samba da noite foi assinado por Felipe Filósofo, Fábio Borges, Russo da Festa, Elenice Baptista, Cacá Nascimento, Márcio Nascimento, Felipe Trotta, Devid Gonçalves, Evaldo Silva e Porkinho. A interpretação ficou sob responsabilidade de Igor Sorriso, que conduziu a obra com firmeza e carisma, acompanhado por Thiago Acácio e Cacá Nascimento. A apresentação teve um clima contagiante, resultado tanto da condução segura do trio quanto da energia da torcida, que cantou e vibrou do início ao fim. O grande momento veio no refrão do meio, quando os versos “De joelhos, de joelhos reza o tambor” ecoaram com intensidade, emocionando e empolgando ao mesmo tempo. O samba se destacou por equilibrar passagens festivas com momentos mais densos e emotivos.
Parceria de Mocotó: O sexto samba da noite foi assinado por Mocotó, PC Portugal, Arlindinho Cruz, J. Lambreta, André Quintanilha, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes, Renato Pacote, Reinaldo Guimarães e Bira Fernandes. A condução ficou por conta do intérprete Emerson Dias, que deu voz à obra com energia e segurança. Foi uma das apresentações mais completas da noite, reunindo animação, criatividade e potência. O samba manteve a vibração constantemente em alta, criando uma atmosfera sempre positiva e em sintonia direta com o enredo em homenagem a mestre Ciça. Algumas passagens emocionaram, demonstrando a versatilidade da composição. A torcida deu um verdadeiro espetáculo à parte. Além das tradicionais bandeiras, levou imitações de instrumentos e até um grupo de bate-bolas, sendo até então a mais criativa da disputa. O ponto alto foram os refrões, especialmente o principal, que marcou o ápice da apresentação e arrancou forte reação do público.
Parceria de Claudio Mattos: A penúltima obra da noite foi assinada por Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners. A condução ficou a cargo de Pitty de Menezes, que foi um dos grandes responsáveis pela avalanche que se tornou a apresentação. Impactante, contagiante e com ares de favorita, a obra desponta como forte candidata à final. Antes mesmo da apresentação, o samba já figurava entre os mais comentados e, na quadra, mostrou estar definitivamente na boca da torcida e dos segmentos da escola. Durante a passagem, muitos componentes cantaram com empolgação, reforçando a força da obra. O samba dialoga perfeitamente com a narrativa do enredo e, acima de tudo, remete ao modelo de sucessos que a Viradouro tem levado para a avenida nos últimos anos.
Parceria de Lucas Macedo: O último samba da noite foi apresentado pelos compositores Lucas Macedo, Diego Nicolau, Jefferson Oliveira, Vinicius Ferreira, Richard Valença, Miguel Dibo, Orlando Ambrósio, Hélio Porto, Aldir Senna e Wilson Mineira. A defesa ficou a cargo de Zé Paulo, Diego Nicolau e Charles Silva, que conduziram a obra com excelência. A parceria também levou um expressivo número de torcedores à quadra, reforçando sua presença no concurso. O samba apresentou ótimas variações melódicas e trechos de grande inspiração. Ganhou destaque o bis que antecede o refrão, evocando a melodia do clássico samba-exaltação da Estácio de Sá: “Hoje a Furacão prova seu amor // Eternamente, Professor!” Outro momento marcante foi a parte final, com versos de forte impacto coletivo: “Êêêêê… tá de alma lavada o Caveira! // Êêêá… é macumba de Alafiá! // No seu comando, o rufar é nossa voz // Serei sempre por você // Como sempre foi por nós”. O resultado foi uma apresentação intensa e vibrante, que consolidou o samba como um dos pontos altos da noite.