Com tabuleiros à cabeça, as baianas de Maricá evocaram o empoderamento feminino e a força do enredo “Berenguendéns e balangandãs”, assinado por Leandro Vieira. A fantasia das matriarcas do samba remete à luta de mulheres que, ainda no período da escravidão, conquistaram a própria liberdade por meio da venda de adornos e joias metálicas compostas por pingentes e símbolos diversos.
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A indumentária traduz o núcleo simbólico do enredo: as negras do tabuleiro, que transformaram as joias em forma de conquistar a alforria.
Em seu terceiro ano na ala, Fabiana Dantas destacou a liberdade como eixo central da representação.
“É imensamente gratificante fazer parte das baianas. Hoje representamos as negras do tabuleiro, com frutas e pães. O enredo mostra a importância da liberdade, não só do povo negro, mas do ser humano como um todo, seja branco, preto, homem ou mulher”, afirmou.

As componentes também ressaltam o esforço necessário para evoluir com a fantasia, marcada pelo brilho do ouro das joias, pelas estampas africanas nas cores do pavilhão e pelo tradicional tabuleiro de ganho.
“Leve nunca é, mas com esforço e amor ao que a gente faz, a gente consegue levar”, afirmou Fabiana.

Apesar do peso, Gisele Bárbio destacou a beleza, o conforto e a potência histórica da indumentária.
“Estou achando essa fantasia maravilhosa. Ela traz ancestralidade. Os balangandãs mostram a força das mulheres. Tenho fé que seremos campeãs. Não é leve, mas é confortável. Vamos arrasar”, disse.

Veterana da ala, Juliana Nunes se orgulha de representar a herança das mulheres que trabalharam em busca da própria liberdade. Para ela, o empoderamento feminino segue atual e necessário.
“A gente fala de empoderamento feminino, e é muito importante ver isso na avenida, reafirmando que queremos e podemos ser livres”, concluiu.









