A série documental protagonizada por Thay Barbosa, musa da comunidade da Estação Primeira de Mangueira, propõe um olhar sensível e profundo sobre o que significa ser musa no carnaval para além da estética e do espetáculo. Ao longo dos oito episódios, Thay revisita a origem simbólica da figura da musa e reconstrói esse lugar a partir do pertencimento, da ancestralidade e da vivência no samba.

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Foto: Divulgação

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A narrativa percorre espaços fundamentais da cultura carnavalesca — a quadra, a rua e a avenida — revelando como cada um deles forma o corpo, a identidade e a consciência de uma mulher do samba. A série destaca o papel da musa como representante de um território, ponte entre o morro e a Sapucaí, entre as mulheres que vieram antes e as que ainda virão.

“Meu desejo com essa série é apresentar a musa para além do senso comum. No samba, esse lugar não é só estético: ele é cultural, político e profundamente comunitário. Ser musa é representar uma história, um território e uma coletividade”, afirma Thay.

Mais do que um retrato individual, a obra se afirma como um manifesto coletivo sobre o samba enquanto memória, resistência e futuro, reforçando que, no carnaval, a musa não vem sozinha: ela carrega a força de uma comunidade inteira.

O primeiro episódio da série será publicado hoje no perfil da musa no Instagram, no @thay.barbosaa e tem direção e edição da Agência Ponto Preto.