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	<title>Personalidades do carnaval &#8211; Carnavalesco</title>
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	<description>Carnaval do Rio de Janeiro, escolas de samba, sambas-enredo, fantasias e vídeos</description>
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	<title>Personalidades do carnaval &#8211; Carnavalesco</title>
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		<title>Personalidades do Carnaval: Leonardo Leonel, o artista das fantasias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Danilo Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2021 14:19:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades do carnaval]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A série “Personalidades do Carnaval” traz um bate-papo com Leonardo Leonel, o Leozinho, que há 18 anos assina a confecção de mais de duas mil fantasias que desfilam no carnaval brasileiro. O trabalho do artista no Ateliê Aquarela Carioca, com o sócio Pedro dos Santos, ganha cada vez mais credibilidade e uma notória percepção da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A série “Personalidades do Carnaval” traz um bate-papo com Leonardo Leonel, o Leozinho, que há 18 anos assina a confecção de mais de duas mil fantasias que desfilam no carnaval brasileiro. O trabalho do artista no Ateliê Aquarela Carioca, com o sócio Pedro dos Santos, ganha cada vez mais credibilidade e uma notória percepção da minuciosa, sendo refletida nas notas máximas dos jurados.</p>
<p>Filho de compositor de sambas-enredo campeão na Vila Isabel, Leonel, Leozinho teve toda a sua infância dentro da agremiação. Foi integrante da escola mirim Herdeiros da Vila, desfilando entre meados dos anos de 1999 e 2000 teve a oportunidade de ingressar no projeto social da adereços e fantasias. Nascia ali, o futuro figurinista que, por tamanho destaque na oficina, ganhou um estágio no barracão de alegorias da escola mãe, tecendo o início da jornada dentro do carnaval. Confira abaixo a conversa que a equipe de reportagem do site <strong>CARNAVALESCO</strong> teve com o Leozinho.</p>
<p><strong>COMO INICIOU O ATELIÊ<br />
</strong>&#8220;Quando eu ganhei o estágio no barracão da Vila, conheci o Pedrão (Pedro dos Santos), meu parceiro e sócio, mas não estávamos satisfeitos e um dia meu pai foi ao barracão e me perguntou se eu estava gostando, disse não, e, que eu queria fazer fantasia. Ele me mandou sair de lá, virou meu primeiro sócio e abriu o ateliê comigo, isso em 2003&#8221;.</p>
<figure id="attachment_70332" aria-describedby="caption-attachment-70332" style="width: 808px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-70332 size-full" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie5.jpg" alt="leonel atelie5" width="808" height="638" title="Personalidades do Carnaval: Leonardo Leonel, o artista das fantasias 4" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie5.jpg 808w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie5-300x237.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie5-768x606.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie5-696x550.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie5-532x420.jpg 532w" sizes="(max-width: 808px) 100vw, 808px" /><figcaption id="caption-attachment-70332" class="wp-caption-text">Leonardo e Pedro, sócios no Ateliê Aquarela Carioca. Foto: arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p><strong>OS PRIMEIROS FIGURINOS<br />
</strong>&#8220;Não tínhamos muita credibilidade, ninguém nos conhecia. Mas conseguimos pegar algumas fantasias de ala da Vila Isabel, Rocinha e Tuiuti. Com o campeonato da Vila, muitas escolas nos procuraram para fazermos as roupas do ano seguinte e aí começamos a fazer os casais de mestre-sala e porta-bandeira e comissão de frente&#8221;.</p>
<p><strong>A CONSOLIDAÇÃO DO ATELIÊ<br />
</strong>&#8220;Em 2009, a Porto da Pedra contratou a gente para fazer o primeiro casal da escola e eles não tinham dinheiro para investir. Tive que reinventar e decidi pintar os faisões da fantasia anterior, para a cor dourada e isso foi o maior boom. Todos queriam saber como havia sido feito, daí nos consolidamos e nos fixamos no Grupo de Acesso e Especial&#8221;.</p>
<figure id="attachment_70331" aria-describedby="caption-attachment-70331" style="width: 696px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-70331 size-large" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-1024x681.jpg" alt="leonel atelie4" width="696" height="463" title="Personalidades do Carnaval: Leonardo Leonel, o artista das fantasias 5" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-1024x681.jpg 1024w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-300x200.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-768x511.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-1536x1022.jpg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-696x463.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-1068x710.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-632x420.jpg 632w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4-1920x1277.jpg 1920w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie4.jpg 2048w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /><figcaption id="caption-attachment-70331" class="wp-caption-text">Foto: Nobres Casais</figcaption></figure>
<p><strong>FANTASIAS EM SÃO PAULO<br />
</strong>&#8220;As escolas de lá sempre nos procuraram, mas acabávamos não pegando pelo fato do carnaval aqui nos consumir muito e não termos tempo para estar sempre por lá. Com a internet, essa questão mudou e nos aproximou mais. Ano passado, o Chico Spinoza pediu para fazermos o primeiro casal do Vai-Vai e a escola foi campeã. Isso nos consagrou e já temos conversas lá para quando o carnaval voltar.</p>
<p><strong>NESTE PERÍODO DE PANDEMIA O QUE ESTÁ FAZENDO PARA SOBREVIVER<br />
</strong>&#8220;Quando começou a pandemia eu estava de férias. Além do carnaval, fazemos teatro, cinema, mas o forte é o carnaval. Em maio eu fiquei nervoso e aí comecei a confeccionar peças para decoração de casa, como a Nossa Senhora Aparecida, cortinas, quadros, almofadas e foi o que consegui fazer para sobreviver. Perdemos 80% da nossa receita. Está sendo muito difícil, mas estamos sobrevivendo&#8221;.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-70328" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie.jpg" alt="leonel atelie" width="574" height="367" title="Personalidades do Carnaval: Leonardo Leonel, o artista das fantasias 6" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie.jpg 574w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie-300x192.jpg 300w" sizes="(max-width: 574px) 100vw, 574px" /></p>
<p><strong>A FALTA DE AJUDA POR PARTE DO PODER PÚBLICO<br />
</strong>&#8220;É revoltante para todos nós, profissionais do carnaval. O poder público tem que se meter nisso sim. É do carnaval que a cidade e o estado lucram muito com os impostos vindos com a hotelaria, vendas, trabalhos etc&#8221;.</p>
<p><strong>NESTE PERÍODO QUAL SERIA A DEMANDA NO ATELIÊ<br />
</strong>&#8220;As escolas estariam definindo os seus enredos. Em Junho os carnavalescos começam a desenhar os protótipos e me ligam dizendo o que estão pensando dos figurinos e em julho começamos a confecção das roupas. Empregamos 15 funcionários fixos, mas temos muitos terceirizados&#8221;.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-70329" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie2.jpg" alt="leonel atelie2" width="607" height="341" title="Personalidades do Carnaval: Leonardo Leonel, o artista das fantasias 7" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie2.jpg 607w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie2-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 607px) 100vw, 607px" /></p>
<p><strong>QUAL FANTASIA DEU MAIS TRABALHO PARA FAZER<br />
</strong>&#8220;A primeira porta-bandeira da Mangueira em 2016. Digamos que não deu trabalho, ela foi mais elaborada. Um processo de estudo gigantesco, pois, ela vinha com uma maquiagem artística na cabeça para ficar careca, representando uma Iaô, exigindo uma caracterização impecável&#8221;.</p>
<figure id="attachment_70333" aria-describedby="caption-attachment-70333" style="width: 927px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-70333 size-full" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fantasia_squel.jpg" alt="fantasia squel" width="927" height="655" title="Personalidades do Carnaval: Leonardo Leonel, o artista das fantasias 8" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fantasia_squel.jpg 927w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fantasia_squel-300x212.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fantasia_squel-768x543.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fantasia_squel-100x70.jpg 100w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fantasia_squel-696x492.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fantasia_squel-594x420.jpg 594w" sizes="auto, (max-width: 927px) 100vw, 927px" /><figcaption id="caption-attachment-70333" class="wp-caption-text">Foto: Liesa</figcaption></figure>
<p><strong>RELAÇÃO COM OS CARNAVALESCOS NO PROCESSO DE CONFECÇÃO<br />
</strong>&#8220;No passado era mais difícil, não podíamos optar em muitas coisas do projeto e se fizéssemos algo diferente dava um desgaste muito grande. Hoje, mudou muito. Eles entregam os desenhos e nos dão autonomia para criarmos do nosso jeito, isso possibilita e muito o processo de laboratório de cada roupa.</p>
<p><strong>DIA DOS DESFILES<br />
</strong>&#8220;Eu e o Pedrão não vemos nem a avenida. Levamos uma equipe de 10 pessoas com a gente e ficamos na concentração montando todos os casais e comissão de frente. Cada roupa vai com dois integrantes do ateliê até o final do desfile para caso aconteça algum imprevisto durante a apresentação. Isso aqui e em São Paulo&#8221;.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-70330" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie3.jpg" alt="leonel atelie3" width="620" height="465" title="Personalidades do Carnaval: Leonardo Leonel, o artista das fantasias 9" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie3.jpg 620w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie3-300x225.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie3-80x60.jpg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie3-265x198.jpg 265w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/06/leonel_atelie3-560x420.jpg 560w" sizes="auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px" /></p>
<p><strong>MAIOR EXIGÊNCIA DAS ESCOLAS<br />
</strong>&#8220;Segredo de cada figurino. Os meus funcionários não fazem fotos das roupas antes dos desfiles, as provas de figurinos são divididas em dias e horários para cada agremiação&#8221;.</p>
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		<title>Mara Rosa é a prova do poder transformador do samba na comunidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Danilo Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Apr 2021 21:50:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades do carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Salgueiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A série “Personalidades do carnaval” traz um papo com uma personagem que possui o DNA vermelho e branco da Academia do Samba. Filha de antigos funcionários do Salgueiro, porteiro (pai) e auxiliar de serviços gerais (mãe), Mara Rosa teve a honra de nascer nos anos de glória do samba dentro das comunidades do Rio de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A série “Personalidades do carnaval” traz um papo com uma personagem que possui o DNA vermelho e branco da Academia do Samba. Filha de antigos funcionários do Salgueiro, porteiro (pai) e auxiliar de serviços gerais (mãe), Mara Rosa teve a honra de nascer nos anos de glória do samba dentro das comunidades do Rio de Janeiro. Cativada desde criança, hoje ela desempenha a função de presidente da escola de samba mirim Aprendizes do Salgueiro. Abaixo o papo completo.</p>
<p><strong>Início no Salgueiro</strong></p>
<p>“Quando pequena, eu dava meus primeiros passos na escola indo levar comida para os meus pais na quadra, almoço. Aos cinco anos entrei para o Aprendizes e me apaixonei mais ainda pelo carnaval e pelo Salgueiro, eu já vinha de uma educação roxa pelas escola. Até que no ano de 2011 entrei para escola de mestre-sala e porta-bandeira do Manoel Dionísio, meu sonho era ser igual a tia Tâninha, primeira porta-bandeira da escola e muito campeã”.</p>
<p><strong>Carreira de porta-bandeira</strong></p>
<p>“Fui a primeira porta-bandeira do Aprendizes dos meus 11 aos 18 anos, até que fui para a escola mãe e comecei a desfilar como terceira no ano de 2003. Depois passei para o posto de segunda nos anos de 2004 até 2008. Em 2009 fui convidada para ser a primeira porta-bandeira da União da Ilha, fui campeã com notas máximas e voltamos ao Grupo Especial, depois passei pela Viradouro como segunda, Tuiuti e Curicica como primeira, encerrei a carreira para ser mãe e não pretendo voltar, pois, hoje dedico a minha vida para minha filha”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-69423" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100058000859_83325-1024x682.jpg" alt="100058000859 83325" width="696" height="464" title="Mara Rosa é a prova do poder transformador do samba na comunidade 13" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100058000859_83325-1024x682.jpg 1024w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100058000859_83325-300x200.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100058000859_83325-768x512.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100058000859_83325-696x464.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100058000859_83325-1068x712.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100058000859_83325-630x420.jpg 630w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100058000859_83325.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p><strong>Volta ao Salgueiro</strong></p>
<p>“Mesmo sendo porta-bandeira de outras escolas eu nunca deixei de sair do Salgueiro, o meu emprego oficial era nele. Desde os meus 19 anos, eu trabalhava na vila olímpica da escola e depois passei para a função de gerente administrativa da quadra. Cursei a faculdade de Comunicação Social e após isso saí para ir trabalhar na minha área de formação, mas continuei como integrante da comunidade&#8221;.</p>
<p><strong>Presidência do Aprendizes</strong></p>
<p>“Quando o André Vaz assumiu a presidência da escola mãe, ele me chamou para assumir a escola mirim. O André queria alguém que entendesse a comunidade, eu sabia bem das necessidades que ela tinha, além de uma abertura muito grande com todos eles”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-69422" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100078300552_5015.jpg" alt="100078300552 5015" width="960" height="640" title="Mara Rosa é a prova do poder transformador do samba na comunidade 14" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100078300552_5015.jpg 960w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100078300552_5015-300x200.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100078300552_5015-768x512.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100078300552_5015-696x464.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100078300552_5015-630x420.jpg 630w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p><strong>Trabalhos sociais antes e durante a pandemia</strong></p>
<p>“Um dos maiores trabalhos que eu consegui trazer junto ao André foi o projeto &#8216;Salgueirar vem de criança&#8217;. A nossa escola não tinha escolinhas para a arte do carnaval, só para o esporte. Demos início antes da pandemia com as aulas de ballet, percussão (com um grande número de alunos portadores de deficiências motoras e mentais), samba no pé e para os pais não ficarem à toa esperando os filhos. Temos também a aula de ritmos e alegorias e adereços. Com a pandemia, focamos na busca pela minimização dos impactos dela na comunidade, a fome foi o maior fator e fizemos de tudo para não deixar ninguém passar fome, demos o nosso máximo com a distribuição de cestas básicas”.</p>
<p><strong>Desafios de colocar uma escola mirim na avenida e o lado de bom</strong></p>
<p>“O lado bom é por ser muito gratificante, eu me vejo neles&#8230; comecei na escola mirim. Tenho muitas memórias afetivas e isso me faz bem. O ruim é que a gente não tem apoio nenhum do governo para a execução dos desfiles, mas o Salgueiro me dá um apoio muito grande”.</p>
<p><strong>Relação do poder público com o carnaval</strong></p>
<p>“É um descaso total! As escolas de samba chegam nos lugares onde o governo não entra e somos nós que fazemos o papel de agente do bem e oportunidades. Olham quantas crianças eu as coirmãs tiramos do alvo das coisas ruins, damos acesso para a cultura e educação? Tinha que existir um investimento muito grande para as escolas mirins, o futuro do país são esses pequenos”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-69421" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100038700280_141638-1024x682.jpg" alt="100038700280 141638" width="696" height="464" title="Mara Rosa é a prova do poder transformador do samba na comunidade 15" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100038700280_141638-1024x682.jpg 1024w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100038700280_141638-300x200.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100038700280_141638-768x512.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100038700280_141638-696x464.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100038700280_141638-1068x712.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100038700280_141638-630x420.jpg 630w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/04/100038700280_141638.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p><strong>Além da escola mirim, você se doa para a execução do desfile da escola mãe?</strong></p>
<p>“Hoje o meu doar para a escola mãe é através do social. O trabalho do Aprendizes é tão intenso como o da escola matriz e acabo ficando sem tempo. Mas sempre que dá eu dou uma ajuda para todos que estão na execução do desfile, sempre desfilo com todos de camisa e próximo da bateria”.</p>
<p><strong>O seu papel na comunidade salgueirense se destaca de que forma?</strong></p>
<p>“Eu não deixei de ser comunidade e isso acabou fazendo com que eu seja um meio de comunicação da escola com o povo. Só entende quem é salgueiro”.</p>
<p><strong>O que espera do futuro do carnaval?</strong></p>
<p>“Eu tenho a certeza de que será um carnaval de resistência, quem sobreviveu, quem está com saúde e lembrando tudo que passamos”.</p>
<p><strong>Panorama da nova e antiga gestão?</strong></p>
<p>“Eu não trabalhei na antiga gestão, eu só posso falar é da atual. O André é muito humano, ele tem um olhar diferenciado. É Salgueiro, foi diretor de ala e sabe quem é cada família da escola e suas necessidades”.</p>
<p><strong>Como conheceu o Lolo (marido e mestre de bateria da Imperatriz)?</strong></p>
<p>“Eu o conheci no Tuiuti. Eu era a primeira porta-bandeira e ele diretor de bateria, fomos nos conhecendo e hoje formamos essa família linda com o fruto da nossa filha Luna.”</p>
<p><strong>Como é ter um mestre de bateria em casa?</strong></p>
<p>“Uma loucura! Eu nunca tive namorado de samba, sempre tive o estereótipo de que homem do carnaval é mulherengo, fui conhecendo ele e vi que não era dessa forma. O Lolo é muito íntegro, correto, humano e sempre me deu várias direções e ajudas nas minhas decisões”.</p>
<p><strong>Sobre o carnaval?</strong></p>
<p>“Todo mundo acha que carnaval é só um lazer de quatro dias, não é. Ele é uma ferramenta de mudança de vidas, eu sou um exemplo: filha de analfabetos, pobre, de favela e sem oportunidades. Se não fosse o carnaval eu hoje não seria uma pós-graduada”.</p>
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		<title>Personalidades do Carnaval: Tia Nilda, a mãe baiana da Mocidade Independente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Danilo Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2021 17:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Mocidade]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades do carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Tia Nilda]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano era 1979 e a Mocidade Independente de Padre Miguel conquistava o campeonato com o enredo “Descobrimento do Brasil”. Ali, surgia o amor de Nilda da Silva com a verde e branco da Zona Oeste do Rio. Carinhosamente chamada por todos de Tia Nilda, nascida e criada nos arredores da escola do coração, ela nunca teve contato direto com a agremiação no seu tempo de criança e adolescência, tendo a única memória afetiva com carnaval quando seu pai a levava com seus irmãos para assistirem aos desfiles na Presidente Vargas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-66580 size-full" src="http://site.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda2.jpg" alt="Personalidades do Carnaval: Tia Nilda, a mãe baiana da Mocidade Independente" width="989" height="688" title="Personalidades do Carnaval: Tia Nilda, a mãe baiana da Mocidade Independente 18" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda2.jpg 989w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda2-300x209.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda2-768x534.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda2-100x70.jpg 100w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda2-200x140.jpg 200w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda2-696x484.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda2-604x420.jpg 604w" sizes="auto, (max-width: 989px) 100vw, 989px" /></p>
<p>Depois de casada, uma de suas filhas, Rosimere, pediu para que a levasse para ver o samba e foi no ensaio da Mocidade, no Bangu Atlético Clube, o destino para tal admiração e o ponta pé que daria início na vida carnavalesca da famosa baluarte do carnaval.</p>
<p>Aos 78 anos, ela continua a presidir a ala das matriarcas do samba e conta com uma equipe de dez pessoas para gerir o trabalho. No último carnaval (2020) – Tia Nilda passou a desfilar no carro alegórico devido sua idade e recomendações médicas, contando com a ajuda de sua filha à frente das 70 baianas da Mocidade Independente de Padre Miguel.</p>
<p>O site <strong>CARNAVALESCO</strong> abre a série &#8220;Personalidades do Carnaval&#8221; com essa sambista ícone do carnaval e traz ótimas recordações do passado e revela casos da atualidade, onde a presidente da ala das baianas da Mocidade conta casos nunca ditos ao público, como chegar com um pernil em casa após uma saída de apresentação da escola e se mostra pronta para ser exemplo na vacinação para o mundo do samba.</p>
<p><strong>Como começou sua história com a escola?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Levei minha filha em 1979 para ver como era uma escola de samba, ela havia me pedido. Chegando na sede do Bangu ela ficou encantada e com aquele jeito de criança pediu para um dirigente da escola para eu desfilar, aceitei. No dia seguinte estava eu no barracão da escola lá no bairro do Caju para tirar as medidas e saí como baiana, depois disso nunca mais parei&#8221;.</p>
<p><strong>Como foi desfilar pela primeira vez?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Era tudo novo para mim. No dia de pegar a fantasia, fiquei apavorada com tanta baiana na quadra. Eram mais de cem. Cheguei bem cedo na escola e saí de lá já na parte da tarde, deu tempo só de ir em casa, se arrumar e pegar o trem para ir para o centro do Rio desfilar, foi a maior felicidade da minha vida entrar na avenida e poder ver como era bonito tudo aquilo”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-66581" src="http://site.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1.jpg" alt="tia nilda1" width="934" height="693" title="Personalidades do Carnaval: Tia Nilda, a mãe baiana da Mocidade Independente 19" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1.jpg 934w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1-300x223.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1-768x570.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1-80x60.jpg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1-160x120.jpg 160w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1-265x198.jpg 265w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1-485x360.jpg 485w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1-696x516.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tia_nilda1-566x420.jpg 566w" sizes="auto, (max-width: 934px) 100vw, 934px" /></p>
<p><strong>Seu marido não na época não queria deixar você desfilar no ano seguinte, como o convenceu?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Naquele tempo os desfiles eram grandes e a Mocidade desfilou já no fim, cheguei em casa no dia seguinte que saí para desfilar às duas horas da tarde e aí ele disse que seria a primeira e última vez que eu desfilava. Eu vendia comida em uma obra na frente do presídio de Bangu e uma vez indo entregar as marmitas encontrei com a falecida Soninha (porta-bandeira da escola na época) e ela me chamou para ir num show da escola em São Paulo. Disse que meu marido não queria que eu fosse mais para a escola. Ela foi pedir a ele, alegando que eu dormiria no mesmo quarto que ela e teria cachê. Ele deixou. Depois disso, foi tendo mais shows ao longo do ano e eu ia em todos. Quando vi, já estava próximo ao carnaval do na seguinte e desfilei novamente”.</p>
<p><strong>Como você se tornou responsável pelas baianas e há quanto tempo está no cargo?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Na escola existia a tia Chica; mãe de santo, primeira baiana da Mocidade e coordenadora da ala. Após meus primeiros desfiles ficamos bem próximas uma da outra. Todo domingo ela vinha na minha casa com uma broa de milho para tomar café, conversávamos muito, ela me pedia ajuda nas decisões para coordenar as baianas e dizia que quando ela parasse eu iria assumir o lugar dela. Eu falava que não, e que tinham pessoas melhores para isso. Quando ela parou me indicou e não tive como dizer não para o pedido dela. Nisso, já estou há 24 anos neste cargo”.</p>
<p><strong>Ao longo desses anos, teve alguma dificuldade que a senhora já passou na escola?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Nunca passamos por nenhuma dificuldade, a escola nos dá um amparo muito bom. A única vez que tivemos um problema foi quando o Cid Carvalho passou pela Mocidade e fez um excelente trabalho, mas na hora do desfile a nossa fantasia veio cheia de problemas e passamos a avenida toda com as pedras caindo, a fantasia desmontando, passando uma vergonha. Felizmente, a culpa não foi do carnavalesco, sim do ateliê que confeccionou nossas roupas. Tirando essa situação, nunca tivemos momentos ruins na escola”.</p>
<p><strong>A senhora já viajou muito pela Mocidade, como foram essas experiências?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Cada lugar que íamos me dava uma experiência diferente. Rodamos o Brasil e o mundo. Fora do país, fizemos show praticamente em toda Europa, no Japão, nos Estados Unidos, mas o que marcou mais foram as cidades pequenas que fomos aqui no Brasil. Eu achava a coisa mais linda aquelas pracinhas, igrejas, ruas bonitas, parecia coisa de novela e isso me fascinava. A primeira vez que fui para fora do país foi na França e lembro de pedir para o sr. Castor de Andrade para guardar todo o meu cachê porque iria reformar minha casa e quando chegamos no Brasil ele me deu todo o pagamento em dólar, fiquei surpresa&#8230; nunca tinha visto na minha frente aquela moeda e consegui fazer a obra em casa”.</p>
<p><strong>Qual a influência do samba na sua vida?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Tudo o que eu sou hoje devo ao samba. A minha vida foi toda dentro da Mocidade e através dela me abriu muitas portas para ótimas amizades, reconhecimentos, trabalhos e oportunidades diferentes. Tem uma única influência do carnaval na minha vida que nunca disse para nenhuma entrevista. A minha mãe era uma pessoa muito doce, pacata, foi criada em colégio interno e nunca tinha visto carnaval, uma vez minha irmã a levou para assistir ao desfile do setor 01 e quando eu entrei com as baianas ela gritava que eu estava linda e chorava. Depois que ela faleceu, todos anos quando vamos entrar na avenida e viramos aquela curva do joelho para entrar, eu olho para aquela arquibancada e vejo ela como daquela vez e choro muito ao lembrar”.</p>
<p><strong>Existe algum fato engraçado que a senhora viveu na escola?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Todas as vezes que fazíamos show em algum lugar sempre tinha muita comida e falavam para levarmos tudo o que sobrasse. A gente trazia para não estragar. Fomos tocar na casa da família Orleans e Bragança, era tudo muito chique e quando acabou o tataraneto de Dom Pedro II nos levou para um banquete enorme e quando começamos a comer tinha um pernil gigante na mesa que ninguém tocou, fiquei só admirando aquela coisa linda. Quando acabamos ele disse que era para levarmos tudo e fui lá, peguei o pernil e fui embora com ele. Quando cheguei em casa minhas filhas ficaram sem entender nada ao me verem com aquele pernil bonito nos braços”.</p>
<p><strong>No passado eram as baianas que preparavam a feijoada da escola, certo?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Antigamente nós que fazíamos a feijoada. Eu ia com algumas baianas dois dias antes do evento na quadra antiga para cortar e dessalgar as carnes. Eram 25 Kg de arroz, 50 Kg de feijão, 80 Kg de salgado e 600 molhes de couve cortadas à mão. Acontecia todo primeiro domingo do mês e enquanto o evento estava acontecendo a gente estava no fundo da quadra terminando os preparos e depois a gente ainda ia rodar na apresentação de avental. Cozinhávamos na lenha. Isso fez com que ganhássemos o título de melhor feijoada do Rio pelo Rei da Feijoada no Copacabana Palace”.</p>
<p><strong>Qual é a diferença dos carnavais do passado para hoje?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Estrutura. Hoje temos mais coisas que no passado, como ônibus na porta para levar os desfiles e voltar, uma quadra nova com mais comodidade e isso faz com que desempenhamos nosso papel com bastante alegria no dia da avenida”.</p>
<p><strong>Depois de tanto bater na porta, no ano de 2017, a Mocidade conquistou o sonhado título. Como a senhora recebeu a notícia e qual foi o sentimento?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Eu vou sempre para a quadra com as baianas no dia da apuração. Chegamos todas cedo, ficamos juntas, quando dá a hora do almoço a gente faz uma vaquinha para comprar frango assado. Naquele ano todo mundo estava ansioso pelo desfile que fizemos e quando saiu o resultado definitivo, eu quase caí para trás de tanta emoção&#8230; era um título muito aguardado por toda a comunidade, foi muita emoção”.</p>
<p><strong>Existe algum movimento para se integrar baianas novas na escola e não deixar a cultura acabar?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Olha, graças a Deus tem uma fila bem grande de pessoas querendo entrar na ala. Eu deixo que as minhas baianas me digam quando não dá mais para elas rodarem e aí conforme vão surgindo essas vagas, eu vou pondo as que estão na espera”.</p>
<p><strong>Neste período de pandemia, como está sendo ficar em casa sem ter as atividades da escola? E a vacina contra o Coronavírus, irá tomar?</strong></p>
<p>TIA NILDA: “Eu vou tomar, já disse para todos aqui em casa! Não vejo a hora de podermos voltar com tudo e só depois que sair a vacina poderemos retornar como era antes. Nesse negócio de pandemia, sem poder ir na escola para as reuniões, samba, ensaio de quadra e rua, acabei ficando doente e minha pressão oscilava. Fiquei com ansiedade e passava mal dentro de casa. Tudo isso sentindo falta da minha rotina na escola que não parava durante o ano. Não vejo a hora disso tudo passar”.</p>
<p><strong>O que espera para o futuro do carnaval e da escola após a pandemia?</strong></p>
<p>Tia Nilda: “O futuro a Deus pertence. Eu espero sempre o melhor para a nossa nação e para o carnaval desejo mais união das diretorias para que sejamos uma festa mais que organizada, sim, admirada. Também, quero que os nossos governantes parem com essa politicagem e vejam quantas vidas já perdemos&#8221;.</p>
<p><strong>Para finalizar, Tia Nilda no carnaval é&#8230;</strong></p>
<p>Tia Nilda: “Eu sou uma baiana como outra qualquer. Coloco meu sangue e alegria pela minha escola Mocidade Independente de Padre Miguel, que é uma estrela abstrata que só quer ser amada e idolatrada por todos nós”.</p>
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