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	<title>Luis Carlos Magalhães &#8211; Carnavalesco</title>
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	<description>Carnaval do Rio de Janeiro, escolas de samba, sambas-enredo, fantasias e vídeos</description>
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		<title>Entrevistão com Luis Carlos Magalhães: &#8216;Meu grande orgulho é você encontrar uma Portela democratizada&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucas Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 18:29:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistão]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Carlos Magalhães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luis Carlos Magalhães já está marcado na tradicional escola de Madureira ao tirar a Águia de um jejum de mais de 30 anos sem títulos, com a conquista do carnaval de 2017. Chegando ao final de seu segundo mandato, após muitos desafios, entre eles, ter substituído uma presidente com tanto apelo e respeito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luis Carlos Magalhães já está marcado na tradicional escola de Madureira ao tirar a Águia de um jejum de mais de 30 anos sem títulos, com a conquista do carnaval de 2017. Chegando ao final de seu segundo mandato, após muitos desafios, entre eles, ter substituído uma presidente com tanto apelo e respeito do portelense, como Marcos Falcon, Luis Carlos conversou com o site <strong>CARNAVALESCO</strong>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-77455" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_22-1024x683.jpg" alt="portela abertura carnaval 22" width="696" height="464" title="Entrevistão com Luis Carlos Magalhães: &#039;Meu grande orgulho é você encontrar uma Portela democratizada&#039; 8" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_22-1024x683.jpg 1024w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_22-300x200.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_22-768x512.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_22-696x464.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_22-1068x712.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_22-630x420.jpg 630w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_22.jpg 1200w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p>Ele falou sobre sua relação com o portelense, o pagamento de dívidas, a democratização da escola, seus projetos para o departamento cultural da Liga do Grupo Especial, ao qual é diretor cultural, sua relação com os carnavalescos de renome que passaram pela Portela nos últimos anos, a frustração com o resultado do último carnaval, além das ações programadas para o centenário da Azul e Branca de Madureira em 2023.</p>
<p><strong>O seu mandato está acabando, qual o balanço que você fez dessas duas gestões na Portela?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Eu posso começar pelo meu orgulho. Claro que a vitória no carnaval é o mais importante de tudo. É o mais emocionante, é o mais inesquecível, é o que vai botar meu nome nessa confusão toda. Mas, o meu grande orgulho é você encontrar uma escola democratizada. Se você concorrer, dentro das normas estatutárias, e tiver um voto a mais do que eu, você vai me derrotar! E mais importante do que isso, você vai governar. Que é diferente! Uma coisa é você ganhar, outra coisa é você governar. Estou falando isso em geral. Esse é o meu maior orgulho. Eu acho que o mérito que eu tive nisso foi, que é muito difícil você substituir um presidente. Ainda mais substituir um presidente como o Falcon. Com a liderança que ele tinha, com o carisma que ele tinha. Se você tem algo contra a escola, você bate lá na minha porta que eu vou ouvir. Então, foi muito difícil essa virada. Você administrar democraticamente, dividindo responsabilidades. Eu conquistei o que eu conquistei na minha vida pessoal fazendo isso, administrando democraticamente. E a pacificação da escola. Quando eu entrei havia treze brigas importantes. Não eram brigas de duas passistas no banheiro, não! Eram brigas de pessoas importantes da escola em cima do palco. A transição Falcon para mim, que foi uma transição muito difícil, por mais que se dê todo o mérito ao Falcon de ter recolocado a Portela no trilho, era uma situação difícil, porque eu não sou o Falcon, somos completamente diferentes. A questão da quantidade de dívidas que nós pagamos, das negociações que nós estamos fazendo. O IPTU nunca havia sido pago. Nós fizemos uma negociação. Dívidas é claro que a escola tem, mas todas administradas, a gente sabe quem a escola deve, quanto deve. E por fim, manter essa marca, a Portela é uma escola de ano inteiro, não sou eu que digo isso não, é uma ideia da administração, o ano inteiro você tem que ter Portela, e incentivando as atividades do departamento cultural que foi muito prejudicado pela pandemia, dando força a todos os sambistas de fora daqui, nos consulados. E o Monarco, que estava feliz, ia de tarde para sua salinha. A gente saber que nossa administração estava agradando o Monarco, isso é uma grande virtude nossa.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-77451" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_20-1024x683.jpg" alt="portela abertura carnaval 20" width="696" height="464" title="Entrevistão com Luis Carlos Magalhães: &#039;Meu grande orgulho é você encontrar uma Portela democratizada&#039; 9" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_20-1024x683.jpg 1024w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_20-300x200.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_20-768x512.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_20-696x464.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_20-1068x712.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_20-630x420.jpg 630w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/02/portela_abertura-carnaval_20.jpg 1200w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p><strong>Você viu de dentro da escola de samba e antes era comentarista. A realidade é muito diferente quando a pessoa vive ativamente o dia a dia de uma escola?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “É uma outra realidade, tem coisa que eu não aguento ouvir, tem coisa que eu não aguento ler. Claro que tem muita coisa boa, que houve uma renovação muito boa. E deve haver sempre. Mas, tem coisas que chega a doer. ‘Ah, porque a Portela fez isso e isso’. Pô, mas eu paguei do meu bolso (risos), entendeu? Mas tem coisa que chega a doer. Até porque a crônica carnavalesca é lugar de muito maluco, não é a crônica carnavalesca não, a comunicação carnavalesca. É uma coisa muito maluca. O cara lá da Bahia pode xingar sua mãe que você nunca vai encontrar com ele (risos). Então, o cara fala ali o que ele quer. Mas, o bom é não ver. Eu não vejo. Quando tem alguma coisa mais complicada, porque tem as vezes, aí a minha mulher me passa, eu olho e tal. Mas, é difícil você ficar olhando aquilo ali”.</p>
<p><strong>O que representou para você o título de 2017?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Para mim é engraçado, porque eu nunca tive esse sonho de levar a Portela ao título, eu nunca achei que eu ia ser presidente da Portela. Eu nunca achei nem que eu ia ser diretor cultural. Como eu nunca achei que ia ser benemérito da Liesa. Eu estava satisfeito com o <strong>CARNAVALESCO </strong>(era comentarista do site). Uma coisa que me orgulha muito, é as pessoas me cobrarem que eu volte. Eu já fui padrinho de criança de leitor meu. Aquilo deu certo mesmo”.</p>
<p><strong>Doeu muito ficar fora das campeãs em 2020?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “ Ah, doeu! Doeu porque a escola estava muito bonita, cara. Foi um dos carnavais mais bonitos que eu vi da Portela. Claro que tem a questão técnica do julgamento, que é ali na sintonia fina. O cara achou isso. Claro que a comissão de frente não foi bem. Aquela coisa do Gilsinho até hoje eu não sei o que ele achou ali no carro de som. Até hoje eu não sei. Alguma coisa das fantasias. É uma questão pessoal. Eu acho que o julgamento não tem solução. Ah, se discutiu muito agora se fecha os envelopes no domingo e fecha depois na segunda, acho que nada disso é solução. Qual é a dificuldade toda? Acho que é uma coisa muito pessoal. Então, não adianta”.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-78922" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portela_ensaiotecnico2022_10-1024x683.jpg" alt="portela ensaiotecnico2022 10" width="696" height="464" title="Entrevistão com Luis Carlos Magalhães: &#039;Meu grande orgulho é você encontrar uma Portela democratizada&#039; 10"></p>
<p><strong>Os portelenses questionam demais a comissão de frente ser o “calcanhar de aquiles”. Por que é tão complicado esse quesito para Portela?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Essa é uma pergunta que eu não consigo responder. Não consigo responder. Teve até comissões de frente que eu achei legal. Isso, porque isso também faz parte da maluquice do carnaval. Você vê, o Carlinhos de Jesus ganhou prêmio, e tirou nota baixa dos jurados. Quando eu vi que o nosso ‘calcanhar de aquiles’, que o nosso pavor, que é a comissão de frente, aí vi que a comissão de frente ganhou prêmio, eu falei ‘somos campeões’. Veio aquela surpresa que foi aquela nota, foi o primeiro carnaval dele, nós mantivemos o Carlinhos, mas é o ‘calcanhar de aquiles’. Esse ano também. É sempre um problema. Agora, vamos ver como vai ser. Não sei te responder isso, só sei que é o ‘calcanhar de aquiles’ “.</p>
<p><strong>Vamos falar de disputa de samba-enredo. Todo mundo tem uma polêmica. É muito difícil ter um novo modelo e que no fim o samba campeão seja o consenso geral?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Mas consenso geral de quem? O que é consenso geral? Nós dois, nós três? Não há isso. A escolha de samba-enredo tem que ser, ou deveria ser uma escolha técnica. Não emocional. Ah, então vamos fazer três concursos? Vamos escolher um samba-enredo que a gente leve para casa, abra uma cerveja e uma sardinha frita para ficar escutando. Aí é um samba-enredo. Eu fiz isso com aquele samba do Martinho de 2010 do Noel Rosa, que foi um polêmico samba-enredo também. Então, eu não gostava. Rapaz, até que um dia eu entrei em uma roda de cavaco, aquele samba cantado no cavaco, só o cavaco, falei ‘que maravilha’. Mas esse é o samba para você ouvir comendo uma sardinha e tomando uma caipirinha. Tem um outro samba que invade a sua alma como é o ‘Sinha Olímpia’. Esse samba não tem uma vez que eu ouça que eu não me emocione. Como é o samba mais político de todos que eu conheci na minha vida, que foi o da Mangueira de 1988 ‘Liberdade, Ilusão’. Aquilo é o samba mais impactante politicamente, até hoje, eu não sei se vai ter outro. Que diz a verdade exata. Você tem o ‘ Kizomba’, que te pega como um furacão. Você tem o samba da Portela de 1985 ‘Gosto que me enrosco’, que me emociona para caramba. Você tem o samba do André e do Bocão ‘Muito prazer eu sou a Vila’, que me remete a minha infância em Vila Isabel. Esse é o samba que eu levaria para uma ilha deserta, para ficar ouvindo até morrer. Agora, é uma coisa muito pessoal também. Uma coisa é você escolher um samba, ter um samba preferido para ir para arquibancada e ver aquilo tudo. O carnavalesco tem uma visão diferente da sua, porque ele quer ver o enredo, ele está vendo as fantasias, a carnavalesca também, o Nilo Sérgio está pensando qual é o samba que favorece fazer umas bossas, o Gilsinho pensa ‘Ih mas esse samba vai cair aqui’, e você está todo emocionado. E ele vai para casa já pensando o que vai fazer para melhorar o samba, e ele faz mesmo, ele é danado. Então, tem uma porção de condicionantes para você escolher o samba. E, por outro lado, tem a questão do compositor, que existem compositores que acham que o samba deles é melhor. Tem outros que tem certeza (risos). É difícil. É difícil você aceitar, mas tem que aceitar. É democrático”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-79951" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lcm.jpg" alt="lcm" width="700" height="400" title="Entrevistão com Luis Carlos Magalhães: &#039;Meu grande orgulho é você encontrar uma Portela democratizada&#039; 11"></p>
<p><strong>Incomoda para você que é apaixonado por samba-enredo ter os problemas com Noca, Marquinhos de Oswaldo Cruz e agora o Samir e Neyzinho?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Vou dizer qual é a filosofia da coisa. Eu vou sempre às reuniões de compositores e o que eu digo é o seguinte: o dia que eu quiser fazer uma escolha de samba-enredo em paz, tranquila, eu vou fazer lá no mosteiro de São Bento. Agora, não é assim. A vida do sambista não é assim. Então, vamos fazer na Portela, vale tudo! Só não vale três coisas: ofender, agredir e tentar agredir. Todo mundo sabe disso e todo ano eu falo isso. E o que que houve lá naquela primeira briga? Houve agressão. Houve tentativa de agressão comigo. E, houve caso de expulsão, houve caso de suspensão e houve caso de cortar prêmio. O futuro a gente não sabe, porque, agora é o centenário da escola. O compositor da escola ser afastado no momento de fazer o samba do centenário é uma punição brava, complicada”.</p>
<p><strong>Você trabalhou com Paulo Barros, Rosa Magalhães e Renato e Márcia Lage. O que pode falar da relação de trabalho com eles?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Eu diria que isso para mim, para um cara como eu que tem a cabeça que eu tenho, a minha cabeça é voltada para emoção e cultura, o melhor de tudo é conviver com o artista. Não é você acompanhar o artista e bater palma para ele da arquibancada. É você viver o momento da criação. É diferente de você ver o serviço pronto. Você não imagina quando uma pessoa tem uma dificuldade e apresenta solução para aquilo. Isso que difere o artista de eu e de você. É muito bom ver o Paulo Barros fazer isso, a Rosa Magalhães fazer isso, ver agora o Renato e a Márcia fazendo isso. Eu digo que é o melhor momento. Agora, há as dificuldades também. Até hoje, o portelense não perdoa pelo desfile da Clara Nunes não ter sido campeão. Foi um momento muito difícil isso. Esse embate do presidente com a carnavalesca. Que aí, você tem que entender que o artista é ela. Agora, quem sabe do resultado que a comunidade quer sou eu. Então, a visão que a Rosa tinha da Clara Nunes, não era a visão que a escola tinha. A visão do artista era diferente da do sambista. A Rosa entendeu de botar ali um pouco da semana de arte moderna. E, isso ficou bonito, ficou, mas não era 100% Clara Nunes como o pessoal queria. Isso até hoje (risos), me cobram. E o desfile ficou bonito pra caramba, eu me emocionei, vejam aquele desfile. Agora, aquela era a Clara da Rosa, mas não era a Clara da Portela”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-63443" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/lcm.jpg" alt="lcm" width="967" height="728" title="Entrevistão com Luis Carlos Magalhães: &#039;Meu grande orgulho é você encontrar uma Portela democratizada&#039; 12" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/lcm.jpg 967w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/lcm-300x226.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/lcm-768x578.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/lcm-80x60.jpg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/lcm-160x120.jpg 160w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/lcm-696x524.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/11/lcm-558x420.jpg 558w" sizes="auto, (max-width: 967px) 100vw, 967px" /></p>
<p><strong>Na sua cabeça e do seu grupo, qual é a ideia para a eleição na Portela?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Como todo concorrente a ideia é ganhar (risos). Eu gostaria muito de manter o trabalho, porque a Portela é complicada, e a Portela fica em Madureira que é um baú de ouro, e você sabe que hoje as escolas estão sofrendo influências. Da outra vez eu ia concorrer com o Escafura, ele ia bater chapa comigo, e nós entendemos que o importante era fortalecer a Portela. E assim fizemos. Ele abriu mão da candidatura dele para mim, em função das circunstâncias que ele também concordou, e agora é outra realidade, vamos esperar passar o carnaval, já vamos começar, mas a ideia nossa, nós não estamos falando em nomes. Vai chegar um momento que nós vamos sentar e ver qual é o melhor nome”.</p>
<p><strong>Após sua saída da presidência o Luis Carlos Magalhães volta a ser comentarista ou vai descansar?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Eu não gostaria mais de comentar carnaval. Não sou nenhum garotão. Você ficar a noite inteira acordado, porque de manhã você não dorme, tenho filho pequeno, pô! Tem claridade, você não dorme. Eu tive que abrir mão, eu desfilei no Cordão do Bola Preta 25 anos seguidos. Então, eu tive que abrir mão porque não dá para você ficar comentando carnaval do Acesso, se você tem que acordar no sábado de manhã e você tem que chegar lá cedinho. Olha que eu tinha regalia pela minha história, pela relação que eu tenho com o Bola Preta, eu tenho regalia de ir lá em cima. Eu chego ali (risos), um segurança daqueles enormes me pega pelos fundilhos e me põe lá em cima. Mas, eu tinha que acordar muito cedo e aí você acaba perdendo. Então, eu não gostaria, agora, podemos discutir alguma outra coisa (risos)”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-56777" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna.jpg" alt="lcm coluna" width="697" height="503" title="Entrevistão com Luis Carlos Magalhães: &#039;Meu grande orgulho é você encontrar uma Portela democratizada&#039; 13" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna.jpg 697w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-300x216.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-324x235.jpg 324w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-582x420.jpg 582w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /></p>
<p><strong>Você é diretor cultural da Liesa. Como melhorar e trazer o sambista para mais perto do carnaval nessa parte cultural?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Isso aí também é uma coisa complicada de se entender. Porque, eu quando vim para cá, para ser diretor cultural, eu achei que eu ia fazer o que a equipe de direção cultural fazia na Portela. Que a minha praia é a área cultural. Nós fizemos um trabalho ali, de primeira. Elogiadíssimo. Quando eu vim para cá, eu constatei que aqui não é o departamento cultural. Aqui é um departamento de documentação. É muito diferente. A gente tem que documentar o carnaval, abrir isso aqui para pesquisadores, não é exatamente um departamento cultural. A Liesa é muito para dentro, a Liesa é das 12 escolas. Ela está ali representando o interesse das 12 escolas. E, ela faz tudo nesse sentido. Estou conversando aí com a diretoria nova, com os meninos, com o Pedro e com o Helinho, com o Perlingeiro (Jorge) também, para a gente fazer alguma coisa para fora. Ali tem um auditório lindo, quais são os projetos que eu tenho, que eu preciso amadurecer? Por exemplo, agora seria hora de você chamar o Leandro, por exemplo, da Mangueira, botar em uma mesa, ‘Ô Leandro, o que você quer do carnaval da Mangueira? Pegar o puxador da Mangueira e cantar o samba. E os compositores. Você fazer uma imersão em cada escola. Entendeu? Eu acho que isso seria bonito para caramba. A outra coisa é você no período fora do carnaval, pegar livros, por exemplo, o Simas (Luiz Antônio), escreveu um livro sobre não sei o que, o Leonardo Bruno escreveu um livro sobre não sei o que, o Felipe Ferreira também, traz aqui, faz um ‘happy hour’. &#8216;Olha Felipe, porque você falou sobre isso? ‘Ô Léo Bruno, porque você falou sobre isso’? Como você pesquisou isso? E botar o livro para vender ali, para eles ganharem o dinheirinho deles. É isso que eu pretendo fazer em termos de Liesa. A outra coisa é fazer uma coisa que é um sonho, que é fazer uma coisa mais moderna de comunicação com o desfile com quem está ouvindo, vendo o desfile, do que está se passando ali. É mais ou menos o &#8220;Roteiro dos Desfiles&#8221;, do Marcos Roza, aquilo ali é uma beleza, é um livreto. Se você é um aficionado, você quer saber detalhes. A ideia é fazer uma coisa mais moderna, mais comunicativa do ponto de vista da ciência e da informática. É difícil, mas vamos perseguir essa ideia. Eu queria também, mas é uma coisa pessoal, fazer também, cursos de história do samba lá para a Intendente. Só para os desfilantes, de graça. Quem sabe a Liesa dá um certificado. Às vezes você pega um garoto deles lá e ele não sabe quem foi Cartola. Eu dou aula disso em pós-graduação, e as pessoas ficam encantadas com aquilo. Você precisa levar esse tipo de informação para as pessoas, para que elas se orgulhem disso, projeto tem para caramba”.</p>
<p><strong>Falando em finanças. A pandemia foi avassaladora. Qual foi o tamanho do impacto para a Portela?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Olha, impactou. Aí também a Portela é diferente, porque a Portela são gerações. De repente você barra um cara no camarote que está cheio pra caramba no camarote, só cabem 30 pessoas, e o ar-condicionado pifa. Aí vem uma pessoa que você barra e ele fala assim ‘quem é você para me barrar? Você sabia que eu sou neto do Tinhãozinho de Oliveira?’. Entendeu? Se você deixa essas pessoas não receberem, é diferente de não deixar uma pessoa que você não conhece. É a mesma coisa, mas é diferente. Porque aí tem uma pressão familiar. Teve esse impacto de a gente deixar o nosso pessoal sem pagamento durante um tempo, mas nós pagamos, atrasado, mas pagamos. Até de ajuda que nós recebemos para a escola, nós tiramos um pedaço para pagar o pessoal, dividimos ali direitinho. O impacto absoluto de ter perdido tantas pessoas e pessoas tão queridas, tão importantes para a escola. Esse foi o impacto, o mais é adaptação porque a gente acaba se adaptando. Ficamos com a quadra fechada, não podia ter feijoada, não podíamos alugar, vender os nossos shows. Isso, financeiramente, foi muito ruim. Agora, a gente vai se adaptando. Tá aí, o carnaval se fosse em fevereiro, a Portela estava pronta. Não sei se todas estavam, mas a Portela estava pronta”.</p>
<p><strong>Sem o apoio público é impossível fazer um desfile competitivo?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Sem dúvida, e eu acho que tem que ser assim mesmo. Eu acho que uma coisa é o carnaval de Porto Alegre, aí a prefeitura dá uma ajudazinha, outra coisa o carnaval de Maceió, a prefeitura ajuda, bota uma decoração ali, agora o carnaval do Rio de Janeiro transcende a cidade. Ele alcança o Brasil e ultrapassa as fronteiras do Brasil e vai para o mundo inteiro. Tem que ser uma festa desse tamanho. Não adianta dizer que o carnaval é a maior festa do Brasil, que os desfiles de escola de samba são a maior festa do Brasil, e você não dá a estrutura que a escola precisa. Acho que tem que ter ajuda federal, estadual e municipal, não precisa ser muito não, precisa ser mais regular do que quantitativo. Você precisa saber que em março você vai receber tanto. Junho você vai receber tanto, novembro você vai receber tanto, e janeiro, se você receber isso, você pode planejar. Agora, como foi no tempo do Crivella, você ligava para a Rosa Magalhães e falava ‘Rosa nós vamos te pagar tanto’. Aí quando chegava em junho ele dizia que não ia pagar nada. E, eu tinha que dizer para a Rosa ‘olha, Rosa, eu tava brincando hein’ (risos). Tá entendendo? Era uma maluquice. Para ser um desfile na dimensão do que é dito sobre ele, do que ele atrai de turismo, do que ele fortalece a rede hoteleira, do que ele traz de recurso para a cidade, é preciso que seja uma festa de verdade. Não pode ser uma festa só popular. Porque a gente tem que ter banheiros limpos, tem que ter as alegorias firmes, as fantasias bonitas, os artistas bem pagos, aí precisa de dinheiro”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-29974" src="https://www.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2019/05/lcm_pavao_portela.jpg" alt="lcm pavao portela" width="672" height="407" title="Entrevistão com Luis Carlos Magalhães: &#039;Meu grande orgulho é você encontrar uma Portela democratizada&#039; 14"></p>
<p><strong>O que sentiu quando adiaram os desfiles de fevereiro para abril?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Eu me senti muito contrariado. Porque uma coisa é o leigo, outra coisa é um ser bem informado. Na Portela nós tínhamos isso. O nosso vice-presidente, diretor de carnaval, Fábio Pavão, se eu quiser saber alguma coisa sobre pandemia, eu ligo para a casa dele. Porque ele sabe tudo. Aqueles números, vai ter essa progressão aqui. Ele sabe isso tudo. Nós achávamos que podia ter o carnaval em lugar fechado que você tivesse controle como tem na Portela. Você quer fantasia? Cadê a vacinação completa? Aí ela ganha fantasia. E, no carnaval também tem que ter isso, tanto para quem vai desfilar como para quem vai vender guaraná, cafezinho, sanduíche. Nós acreditamos que no carnaval poderia ser feito isso. Carnaval da Sapucaí, carnaval de escola de samba. Agora se decidiu isso, a plenária das escolas de samba com os técnicos, médicos da prefeitura, vai ter desfile porque está seguro. Conclusão, o que era seguro não vai ter, e o que não era seguro, vai ter. Como é complicado você ser o prefeito em uma hora dessas. E a gente sabe, nós que estudamos o carnaval, que é o enredo da Viradouro, toda vez que o carnaval é adiado, ele acontece duas vezes. A gente está careca de saber disso. Como vai segurar um bloco de Benfica? Você segura um bloco de Ipanema que você conversa, agora um bloco de Benfica, de Cascadura, do Morro do Pinto vai sair. Vai ter festa fechada. Como tem jogos de futebol, como tem as raves, como tem festa da Anitta, o problema, é que quando é o poder público, ele pode dizer para não ter. Estabelecer multa, mas o particular não, ele chega e faz. É muito complexo isso tudo”.</p>
<p><strong>Com o falecimento do Monarco a Portela ficou sem presidente de honra. Terá alguma eleição? E quem você gostaria de indicar para assumir?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “Nunca teve eleição. É uma coisa natural. Não pensamos ainda, que é muito recente. Assim chutando aqui, estou pensando nisso agora, nesse momento, porque eu estou com ela na cabeça, que é Dona Olinda, de repente a gente convida Dona Olinda para ser a presidenta. Não sei, isso aqui eu estou inventando agora. Pura maluquice minha. Mas não estamos pensando em fazer eleição, pode ser que surja naturalmente o nome. No passado nós tínhamos muitos nomes, hoje os grandes pais fundadores da Portela estão mortos, um dos últimos foi o Monarco, ainda que não seja um pai fundador, mas é um carregador, é um homem que se atribuiu a missão de contar a história da Portela, de seus baluartes, pela importância que ele tinha diante de nós. Ele foi um nome natural”.</p>
<p><strong>Por fim, o que espera do ano do centenário portelense, o que a escola pensa de ações durante o ano e o que não poderá faltar no enredo?</strong></p>
<p>Luis Carlos Magalhães: “ Olha, não pode faltar Portela (risos). Isso é complicado. Portelense é um bicho danado porque você faz um samba de terreiro, um samba do cotidiano, do dia a dia ali da escola, dos casos, dos romances. Outra coisa é o samba exaltação, que você fala do Paulo (da Portela), do Caetano e do Rufino, fala do Candeia, não adianta, você explicar para os caras, samba de terreiro, é samba de terreiro, porque todo mundo faz samba exaltação. Só fala da Portela. Se acontece isso com o samba de terreiro, imagina no samba do centenário. Não pode o cara chegar e fazer um samba assim ‘Porque saí da casa do Candeia, fui para a casa do Manacéia, e depois fui para a casa do Walter Rosa, encontrei com Rufino&#8230;’, não pode isso. Agora, eu não sei nem qual vai ser a leitura do enredo. De repente, deixar por conta do compositor. Centenário, se vira. Entendeu? Mas, eu acho que o que não pode faltar é um histórico. Eu me lembro de um samba da Renascer de Jacarepaguá que falava sobre o Candeia, feito pelo Claudio Russo, Moacyr Luz e Tereza Cristina, era um samba tão bonito, e falava sobre a alma do Candeia, não falava ‘Candeia foi um policial truculento, e depois levou os tiros e transformou sua cabeça’. Não é isso. A Teresa Cristina conhece muito o Candeia. Eles fizeram o samba com tal profundidade da alma, porque eu estou falando isso, porque de repente você consegue traçar um painel da Portela sem contar a história da Jaqueira, onde a Portela foi fundada, sem falar do Paulo, Caetano e Rufino, sem falar da bandeira que representava a bandeira japonesa, e depois foi copiada por todas as escolas, você faz um panorama, não é superficial, é uma coisa sentimental da Portela e vai ficar muito mais bonito do que um samba desses descritivos. Pensamos em ações do centenário o ano todo. Nós vamos começar agora, quando começa o ano do centenário, algumas coisas nós já fizemos, a sala de troféus não deixa de ser já uma programação do centenário, a coisa do Monarco que nós fizemos, aquele painel, e nós vamos contratar um grande profissional para fazer uma festa da cidade. Que não é só uma festa em Madureira, não é só uma festa na Rua Clara Nunes, nós queremos que seja uma festa da cidade, e que seja uma festa que englobe todas as escolas, que quando você fala em 100 anos da Portela, você está falando de 100 anos do desfile. Você está englobando todas as escolas, então nós vamos conversar com todas as escolas para elas poderem participar também. Mas, de repente vai ter coisa em Copacabana, aí é por conta do profissional”.</p>
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		<title>Luis Carlos Magalhães segue como diretor cultural da Liesa e ganha título de benemérito</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/luis-carlos-magalhaes-segue-como-diretor-cultural-da-liesa-e-ganha-titulo-de-benemerito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Carnavalesco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 17:36:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Liesa]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Carlos Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Portela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, foi convidado a permanecer no cargo de Diretor Cultural da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e a partir de agora passa a ser também Benemérito da Instituição. O anúncio oficial foi feito na última quinta-feira, 18, quando Jorge Perlingeiro foi eleito como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, foi convidado a permanecer no cargo de Diretor Cultural da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e a partir de agora passa a ser também Benemérito da Instituição. O anúncio oficial foi feito na última quinta-feira, 18, quando Jorge Perlingeiro foi eleito como presidente da Liga para o triênio 2021-2024.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-68457" src="http://site.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/03/luis_carlos_magalhaes.jpg" alt="luis carlos magalhaes" width="647" height="513" title="Luis Carlos Magalhães segue como diretor cultural da Liesa e ganha título de benemérito 16" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/03/luis_carlos_magalhaes.jpg 647w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/03/luis_carlos_magalhaes-300x238.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2021/03/luis_carlos_magalhaes-530x420.jpg 530w" sizes="auto, (max-width: 647px) 100vw, 647px" /></p>
<p>A nova configuração da diretoria da Liesa é composta ainda pelo Vice-presidente, Hélio Motta; Moacyr Barreto (Secretário); Pedro Macedo Gomes (Tesoureiro); Fernando Cesar Leite (Diretor Jurídico); Elmo José dos Santos (Diretor de Carnaval); Hélio Motta (Diretor Comercial); Moacyr Henriques (Diretor de Patrimônio); Gabriel David (Diretor de Marketing) e Júlio César Guimarães Sobreira (Coordenador de Julgadores).</p>
<p>Fundadora da Liga, a Majestade do Samba ocupa, atualmente, o segundo lugar no ranking da Liesa, pelos excelentes resultados obtidos nos últimos cinco desfiles.</p>
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		<title>Luis Carlos Magalhães: São Cristóvão ou Estácio, qual é o verdadeiro berço do samba carioca?</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/luis-carlos-magalhaes-sao-cristovao-ou-estacio-qual-e-o-verdadeiro-berco-do-samba-carioca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Carnavalesco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 19:23:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Carlos Magalhães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisador tem que ter sorte, principalmente os pesquisadores informais, como o meu caso. Na verdade sempre fiquei “embatucado” desde a primeira vez em que ouvi essa história de que o nome “escola de samba” teve origem no fato de a “Deixa Falar” ter, na época de sua fundação, uma “Escola Normal” ali perto. Assim disseram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisador tem que ter sorte, principalmente os pesquisadores informais, como o meu caso.</p>
<p>Na verdade sempre fiquei “embatucado” desde a primeira vez em que ouvi essa história de que o nome “escola de samba” teve origem no fato de a “Deixa Falar” ter, na época de sua fundação, uma “Escola Normal” ali perto. Assim disseram Ismael, Bicho Novo e todos os pesquisadores.</p>
<p>Mas que escola era essa, afinal?</p>
<p>Já ouvi dizer até que a escola era o Instituto de Educação, e que as cores vieram do América F.C..Mas o Instituto era muito distante para ser “ali perto”. Por outro lado o América, que é quase vizinho ao Instituto, também não era “ali perto” e era perto o suficiente para influenciar nas cores. Mais por outro lado ainda, o Instituto foi fundado em 1930, dois anos depois da Deixa Falar, portanto não teve nada a ver com isso, certo?</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-56777" src="http://site.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna.jpg" alt="lcm coluna" width="697" height="503" title="Luis Carlos Magalhães: São Cristóvão ou Estácio, qual é o verdadeiro berço do samba carioca? 18" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna.jpg 697w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-300x216.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-324x235.jpg 324w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-582x420.jpg 582w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /></p>
<p>Aí parti para a pesquisa. A história das escolas normais do Rio de Janeiro começa lá na segunda metade do século XIX. Várias províncias brasileiras já tinham sua escola normal. O nosso então Município Neutro não tinha. Veio então o decreto imperial nº 6379 de 30/11/1876 e criou duas escolas com a finalidade precípua de formar professores para as escolas do município da Corte. Duas escolas: uma para os homens e uma para as mulheres, tá vendo como é que era? E mais, a escola masculina era em regime de externato, já para as meninas o regime era de internato.</p>
<p>Em dezembro daquele ano, no dia do aniversário do Imperador, foi lançada a Pedra Fundamental do edifício que abrigaria, mas que não abrigou, a primeira escola normal. Era ali na esquina da Rua da Relação com Rua dos Inválidos, bem onde era o DOPS. Isso mesmo, o velho DOPS, de péssima memória. Ali acabou sendo construído o prédio da Polícia Central, é só passar lá e ler a plaqueta.</p>
<p>No ano seguinte, em 5 de abril, era inaugurada a Escola Normal do Município da Corte, nos salões repletos do Externato Pedro II, na rua Larga de São Joaquim. Estavam matriculadas 88 moças e 87 moços. Do Pedro II de suas primeiras aulas o curso normal foi transferido para a antiga Escola Central (hoje Escola Nacional de Engenharia), no Largo de São Francisco, até que em 1888 a escola encontrou abrigo onde é hoje a Escola Técnica Rivadávia Corrêa, lá permanecendo até 1914.</p>
<p>Sabe-se que naquele ano os alunos foram transferidos para uma escola chamada Estácio de Sá. Vi isto e fiquei muito animado, animadíssimo. Logo desanimei ao saber que essa escola Estácio de Sá ficava na rua São Cristóvão. Quer dizer, mais distante ainda que o atual Instituto de Educação: Estaca Zero. Pelo menos era isso eu imaginava.</p>
<p>Vida que segue&#8230;</p>
<p>Peguei o carro num domingo de tarde e fui até o começo da Rua São Cristóvão, lá na Avenida Brasil, junto ao gasômetro. Percebi que ali não era o início da Rua de São Cristóvão, era o final. Então fui ver onde começava a rua. Fui indo, no sentido do decréscimo da numeração, até encontrar o muro da linha férrea Leopoldina, na Rua Francisco Eugênio, onde está o prédio alto da Ipiranga. Achei que a Rua São Cristóvão terminava ali, mais ou menos no. 400. Resolvi subir as escadas da passagem de nível sobre a estrada de ferro.</p>
<p>Foi o que fiz, naturalmente já sem carro. Subi as escadas, cruzei a linha férrea e ao descer encontrei uma rua chamada Rua Ceará, onde fica hoje a Vila Mimosa e o reduto Punk da cidade. Caminhei por toda a rua até alcançar a ponte sobre a qual passam os trens da Central, já junto ao Quartel dos Bombeiros da Praça da Bandeira.</p>
<p>Voltei aos documentos iniciais, consultei outros e notei que a tal escola Estácio de Sá era o nº. 18 da Rua São Cristóvão. Ai veio o estalo. A Rua São Cristóvão no passado não terminava ali. Portanto a Rua Ceará não tinha nada que estar fazendo ali. Alguém tinha colocado a Rua Ceará ali. Quem terá sido?</p>
<p>No tempo em que a tal Escola Estácio de Sá passou a ser a escola normal, em 1914, Ismael já era nascido e já morava no Estácio. Só não havia ainda a Escola de Samba Deixa Falar, nem ela nem nenhuma outra. Aliás, não havia nem samba ainda. Havia isto sim, muito choro, muito maxixe, principalmente na casa das tias da Praça Onze. Pelo telefone nem havia sido gravada.</p>
<p>Mas pesquisador tem que ter sorte&#8230;</p>
<p>E veio a sorte!</p>
<p>Um dia, eu estava muito impressionado com o CD sobre a região portuária produzido pelo pessoal do bloco Escravos da Mauá, e fazia uma pesquisa sobre mapas daquela região. Lembrei que no Livro do Jô Soares “O Xangô de Baker Street”, que eu havia acabado de ler, havia um mapa da região de antes da reforma da Pereira Passos. Ao observar o mapa percebi que junto ao Largo do Estácio, onde deveria estar a tal escola a que Ismael Silva se refere, existia a Estação da Cia. de bondes São Cristóvão, antiga Street Railway, fundada em 1870.</p>
<p>Aí então apelei e me abracei com o Google Maps. Pude perceber que havia uma linha “coerente de continuidade” entre a Rua São Cristóvão , a rua Ceará e a outra rua que nos conduz até o Estácio. Meti o dedinho no teclado, busquei o Plano de Reabilitação da área e vi absolutamente maravilhado que a Rua Ceará é a antiga Rua São Cristóvão. Restava saber onde era o tal número 18. Fucei outros mapas, inclusive o do Jô com lente de aumento, e acertei no milhar.</p>
<p>Resumo da ópera: A escola normal que procuramos ficava na exata esquina da antiga Rua São Cristóvão com a extinta Rua Machado Coelho. Se ainda existisse hoje ficaria dentro dos jardins da Estação Estácio do Metrô, na exata esquina da Rua Joaquim Palhares com Rua Estácio de Sá.</p>
<p>A história é assim: Tudo começa com uma sesmaria imensa, que ia do Rio Comprido até Inhaúma, concedida em 1565 por Estácio de Sá (olha ele aí) aos jesuítas. Nela estavam contidos o Engenho Velho, o Engenho Novo, a Fazenda São Cristóvão, a Fazenda do Macaco (Vila Isabel), entre outros sítios, tudo depois retomado em 1759 para a Coroa pelo Marquês de Pombal ao expulsar os jesuítas de todos os territórios portugueses.</p>
<p>Pois então, na Fazenda de São Cristóvão passava o Caminho de São Cristóvão, que começava no Largo do Mataporcos, atual Largo do Estácio,atravessava aquela parte da cidade (hoje com o nome de Rua Joaquim Palhares), passava pela atual Praça da Bandeira, seguia em direção ao bairro de São Cristóvão por onde hoje é a Rua Ceará, entrava no bairro propriamente dito por onde é hoje a Rua S. Cristóvão até margear a igrejinha local e finalizar lá pelas bandas do Gasômetro, junto ao que era mar e hoje é a Av. Brasil.</p>
<p>Um dia do ano de 1914, quando já era identificada como Rua São Cristóvão, viu a Escola Estácio de Sá, nela localizada sob o número 18,receber a nobilíssima função de ensinar e formar professores. Permaneceu nesta condição de Escola Normal até 1930 quando suas funções foram transferidas para o então construído Instituto de Educação da Rua Mariz e Barros. A velha escola do no. 18 passou então às funções de Escola Estadual recebendo o nome do educador Uruguaio José Pedro Varela.</p>
<p>Antes disso, essa mesma escola entraria para a história por ter exercido outra nobilíssima função: servir como referência para que o bloco “Deixa Falar”, pela proximidade, se auto-denominasse “Escola de Professores de Samba”;eram eles Ismael Silva, Nilton Bastos, Bide, Rubem Barcelos, Edgar, Aurélio Gomes, Baiano, Brancura, Marçal entre outros. Ensinaram a todos nós o samba carioca que possibilitaria o desfile processional permitindo aos componentes andar, cantar e dançar, tudo que o samba amaxixado da Praça Onze não permitia.</p>
<p>Tudo era conversado no Bar Apolo e no Botequim do Compadre, ponto de encontro da malandragem do Estácio.Era o ano de 1928.No ano anterior morria de tuberculose aos 26 anos o lendário Mano Rubem, bamba da festa da Penha e irmão de Bide, deixando órfão o bloco de corda“União Faz A Força” que ele estava organizando. No carnaval seguinte a nova agremiação foi fundada aproveitando as cores e os sambistas daquele bloco. Durou três anos. Depois de Rubem, morreram Nilton Bastos e Edgar, estes no mesmo ano. Perdeu a graça para Ismael, foi embora do Estácio.</p>
<p>E foi assim que tudo começou “&#8230;depois veio a Favela, a Mangueira e a Portela&#8230;”</p>
<p>Ah! Eu ia esquecendo: as cores que a “Deixa Falar” herdou do bloco do Mano Rubem são vermelho e branco. E foram tiradas do América mesmo, que era o time preferido da rapaziada e era, digamos, mais ou menos por ali.</p>
<p><strong>Fontes:</strong><br />
· História do Instituto de Educação. Alfredo Baltazar da Silveira, Secretaria de Educação do Distrito Federal, 1954.<br />
· Pioneiros o samba. Arthur de Oliveira Filho, Editorial, 2002<br />
· São Ismael do Estácio, o sambista que foi rei. Maria Thereza Mello Soares, Funarte, 1985.<br />
· Site: http://maps.google.com<br />
· Site:www.geocities.com/areas<br />
· Site:www.metro.gov.br</p>
<p><strong>Sugestões para ouvir:</strong><br />
· Disco: Estácio e Flamengo – 100 anos de samba e amor.<br />
Gravadora: SACI<br />
Música: A primeira escola<br />
Autores: Pereira Mattos e Joel de Almeida<br />
Cantores: Cristina Buarque e D. Ivone Lara</p>
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		<title>Luis Carlos Magalhães: &#8216;Sambas que não morrem&#8217;</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/luis-carlos-magalhaes-sambas-que-nao-morrem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Carnavalesco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2020 18:19:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Grupo Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Carlos Magalhães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O site CARNAVALESCO volta a publicar textos feitos por Luis Carlos Magalhães, na época que ele ocupava o espaço de colunista do nosso veículo ou no site de O Dia na Folia. O primeiro fala dos sambas (publicado em junho de 2015). Confira abaixo. Sambas que não morrem Decorrido um exato mês do carnaval fecho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O site <strong>CARNAVALESCO</strong> volta a publicar textos feitos por Luis Carlos Magalhães, na época que ele ocupava o espaço de colunista do nosso veículo ou no site de O Dia na Folia. O primeiro fala dos sambas (publicado em junho de 2015). Confira abaixo.</p>
<h2>Sambas que não morrem</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-56777" src="http://site.carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna.jpg" alt="lcm coluna" width="697" height="503" title="Luis Carlos Magalhães: &#039;Sambas que não morrem&#039; 20" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna.jpg 697w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-300x216.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-324x235.jpg 324w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2020/03/lcm_coluna-582x420.jpg 582w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /></p>
<p>Decorrido um exato mês do carnaval fecho os olhos e deixo fluir a imagem retida em minha memória: o desfile formidável da Vila Isabel. Fico pensando no samba da escola e nos sambas de quase todas as outras. Confesso que sinto uma enorme tristeza; uma tristeza que vem de longe, de tão longe que nem sei mais&#8230;</p>
<p>Na verdade tenho que reconhecer que a seiva de minha paixão pelo carnaval, pelo desfile, é o samba-enredo. Acho mesmo que o samba-enredo é o que nutre uma escola, um desfile&#8230; um enredo.</p>
<p>Quando o samba é regular, é bonzinho, é funcional, e cumpre o seu papel na avenida o carnaval para mim fica incompleto, perde muito o sabor da festa.</p>
<p>Todo fim de carnaval me animo a procurar, pesquisar, ‘fuçar’ mesmo jornais e revistas na tentativa de localizar o ponto D, os anos D, a década D, enfim achar a marca da decadência do gênero, para citar uma expressão de Sérgio Cabral.</p>
<p>Nunca levei isto adiante, acho mesmo que por medo de achar o tal ponto. Medo de – achando &#8211; perder a esperança de que tal fastio seja apenas uma fase. A esperança de que o samba-enredo volte a iluminar e nutrir a festa do carnaval, retomando sua força e seu espaço.</p>
<p>O texto abaixo foi extraído em fevereiro de 1978, às vésperas do carnaval, da Revista de Domingo do Jornal do Brasil, e me valeu como indicador nesta tentativa. Nele o jornalista Marcio Abramo já indicava uma “caída”, um empobrecimento da safra daquele ano e já chamava atenção para os dois anos imediatamente anteriores.</p>
<p>“ (&#8230;) Os sambas-enredo, na opinião dos críticos profissionais estão ainda em nível inferior até aos dos que foram produzidos nas duas últimas safras, já consideradas pobres. Essa indigência agravada (&#8230;) não seria um mal de essência, isto é, não traduziria o esgotamento da criatividade dos compositores das escolas, que permaneceria generosa. Significaria, isto sim, uma alarmante manifestação da influência de forças que cercam, vindas de fora com interesses que não propriamente os do samba, as escolas, impedindo que chegue à avenida a criação brotada nos terreiros, saída do puro prazer e da necessidade de cantar (&#8230;)”.</p>
<p>O diálogo por e-mails com sambistas das novas gerações traz para quem vem de mais longe a obrigação de mostrar o pau, depois de matar a cobra. Muitos perguntam se havia mesmo ‘grandes safras’ ou se, na verdade, ‘saudosisticamente’, vivemos de comparar os sambas de único ano atual com o somatório de vários sambas de diversos carnavais passados.</p>
<p>Uma outra corrente dessas novas gerações, e de outras também, sentencia sem dó: os sambas de hoje morrem no sábado das campeãs. Cabe, neste contexto, só para começar, a pergunta: o samba da Mangueira/2009 é um grande samba?</p>
<p>Cabe, só para continuar, a pergunta: o que é um grande samba?</p>
<p>Cabe, só pra complicar, a pergunta: grande samba em função de quê?</p>
<p>Há sambas que já chegam avisando: Ó, eu sou um grande samba, escuta só!</p>
<p>Outros se revelam grandes no processo e outros só se revelam mesmo na hora “H” do desfile.</p>
<p>Outros&#8230; só se revelarão grandes com o passar do tempo, se tornando maiores cada vez mais, a cada ano, a cada carnaval&#8230;</p>
<p>Claro que tudo é muito pessoal, mas dou para exemplo da primeira pergunta o samba da Portela de 1984, &#8216;Contos de Areia&#8217;. A primeira vez que o ouvi, muito mal cantado por um colega de trabalho, já fiquei arrepiado. Assim se deu com &#8216;Bum Bum Baticumbum Prucurundum&#8217;, do Império de 1982.</p>
<p>Como segundo exemplo o samba da Mocidade de 1992, &#8216;Sonhar Não Custa Nada&#8217;. Pude ver o samba nascer, crescer e depois me encantar em pleno carnaval. O mesmo aconteceu com “Deu a Louca no Barroco”, da Mangueira de 1999.</p>
<p>O terceiro exemplo que dou é Kizomba, tão fulminante que nem preciso citar a escola e nem o ano. Tá bom que todo mundo que frequentava a Vila já se encantava com o samba, mas “pegar na veia” daquele jeito só mesmo no carnaval.</p>
<p>“Explode Coração” poderia ser citado, fez história e até mudou de nome, mas não o considero um grande samba dentro dos critérios aqui tratados.</p>
<p>Como quarto exemplo cito “100 anos de liberdade ou Ilusão”, da Mangueira de 1988. Se é certo que já no desfile se mostrou grande, é certo também que o tempo fez dele um samba antológico. O mesmo tempo que não deixará ninguém esquecer tantos outros “de anos diferentes” suficientes para encher esta página toda.</p>
<p>Cabe, então, só para avançar a pergunta: o que caracteriza uma boa safra? Um único e antológico grande samba será suficiente? Ou dois ou três? Ou será um conjunto de dois ou três sambas de bom nível no mesmo ano?</p>
<p>Com estas referências saí como um navegador pelos mares do samba em busca de grandes safras, velejando por antigos carnavais. Como em uma bússola, tomei o texto acima reproduzido como ‘norte’ por ele ter a referência do ano de 1978, trinta anos passados, como um ano de safra, digamos, já decadente, segundo o jornalista.</p>
<p>De lá para cá encontrei muito poucas boas safras. Pior, acabei por mares mais bravios. Resolvi então tomar cada escola por um mar: cada escola uma viagem.</p>
<p>Qual terá sido o último grande samba do Salgueiro? O mesmo Salgueiro que, para mim, é a escola que mais produziu grandes sambas em sua história. Sendo assim, se considerarmos um samba à altura dessa mesma história, só vamos encontrá-lo na década dos anos 1970 &#8230; do século passado. Ou estarei sendo muito rigoroso?</p>
<p>E a Mangueira? Mesmo tendo alguns sambas de bom nível já neste século, e tendo belos sambas em anos salteados no século anterior, se o critério utilizado for igualmente rigoroso, vamos cair também na década de 70, além dos já aqui citados.</p>
<p>A Portela não foi muito adiante, ou nada. Excetuando aquele já citado, qual terá sido o grande samba da escola da década de 70 para cá? Cartas para a redação&#8230;</p>
<p>O mesmo se dará com o Império.Se compararmos &#8211; só comparar, não exigir nível igual &#8211; com os sambas dos anos Silas-Mano Décio qual terá sido o grande samba da escola além daquele também já citado.</p>
<p>Das escolas com histórias de êxito mais recentes poderemos encontrar aqui e ali um samba, dois, três da Imperatriz, da Mocidade, do Estácio ocorridos nas últimas décadas, também da Beija-Flor e da Vila. Mesmo a Ilha que tanto nos encantou já não acerta o alvo há muito tempo.</p>
<p>Há muitos sambas dos quais gostamos, que fizeram bom papel em seus desfiles, que até alcançam a nota plena dos jurados; mas não é disto que estamos falando. A recente entrevista de Bruno Filippo, aqui neste espaço, com o velho Cabral dá bem a conta do quanto esta briga é antiga.</p>
<p>Quando lemos o texto lá de cima, tão distante no tempo, sentimos vibrar a espetada desferida pelo velho Cabral quando diz que o gênero está em decadência; quando Cabral está mostrando sua desilusão, mostra – e os jovens militantes do carnaval já perceberam &#8211; que é preciso estar atento e forte, que não podem se dispersar nesta luta cuja primeira, mais importante e mais difícil batalha é saber por que isto está acontecendo.</p>
<p>Para usar a expressão de Marcio Abramo, saber se seria um mal de essência, traduzindo o esgotamento da criatividade dos compositores, ou a má influência das forças que cercam as escolas.</p>
<p>Uma das marcas deste carnaval foi o fato de um carnaval tão formidável como o da Vila ser derrotado por seu próprio samba. Um samba de cuja parceria fez parte seu mais festejado e vitorioso compositor das novas gerações da escola.</p>
<p>Se as atuais safras decepcionam os mais jovens, que dirão os ‘da antiga’, os mais ‘cascudos’?</p>
<p>Que dirão aqueles que, como eu, viram um carnaval com “Chico Rei” e “Aquarela do Brasil”, do Salgueiro e do Império, em um mesmo ano ? ; ou viu depois um carnaval com dois sambas do gabarito de “História do Carnaval Carioca” e os “Cinco Bailes da História do Rio, das mesmas escolas?</p>
<p>Será que algum desses jovens acreditaria que um dia houve um desfile com sambas formidáveis como”Carnaval, Festa de Um Povo”, da Mangueira, e “Pernambuco Leão do Norte”, do Império? E que neste mesmo carnaval havia ainda “D.Beja”, do Salgueiro, “Sublime Pergaminho”, de Lucas e “Quatro Séculos de Modas e Costumes”, da Vila Isabel?</p>
<p>Não teria coragem de dizer a eles que no ano seguinte poderiam ouvir, em um mesmo carnaval,“Bahia de Todos os Deuses”, “Mercadores e Suas Tradições”, do Salgueiro e da Mangueira, e ainda “Yá-Yá do Cais Dourado”, “Heróis da Liberdade”, da Vila e do Império. Mais maldade ainda dizer-lhes que, nesse mesmo desfile, ainda poderiam ouvir a maravilha de samba-poema que é “Flor Amorosa de Três Raças”, da velha Imperatriz.</p>
<p>Neste caso considero prudente omitir deles que poderiam, ainda naquele mesmo desfile, dar ainda só uma ‘escutadinha’ no”Rapsódia Folclórica” da Mocidade ou “Ouro Escravo”, da Em Cima da Hora, duas pérolas.</p>
<p>Isto tudo aí em cima é década de 1960. Silas era o maioral mas era o Salgueiro a escola que mais encantava com seus sambas, com o jovem Martinho chegando pelas beiradas lá pelos lados do Morro do Macaco.</p>
<p>Mas e a década de 1970?</p>
<p>Eu sei que não vão mesmo acreditar, mas houve um ano, 1971, que reuniu “Festa para Um Rei Negro”, “Nordeste, seu Canto, sua Dança”, mais uma vez do Salgueiro e do Império. E mais “Modernos Bandeirantes”, da Mangueira, “Misticismo da África ao Brasil”, do Império da Tijuca, uma maravilha, “Rapsódia da Saudade”, da Mocidade, e ainda “Barra de Ouro, Barra de Rio, Barra de Saia”, de uma inacreditável Imperatriz.</p>
<p>E pode colocar ainda “Lapa em Três Tempos”, da nossa querida Portela.</p>
<p>Alguém com vinte anos pode acreditar nisto?</p>
<p>Só para não me estender muito, podem crer que até 1976 o nível era este. Safras com seis a sete sambas de ótimo nível, incluindo aí sambas de escolas de grupos de acesso.</p>
<p>Pensando melhor, julgo que vale a pena estender um pouco para não deixar dúvidas; curto e grosso:</p>
<p>1970: Lendas e Mistérios da Amazônia, Portela; Glórias Gaúchas, Vila; Oropa, França e Bahia, Imperatriz e Terra de Caruaru do Estácio.</p>
<p>1972: Carnaval dos Carnavais, Mangueira; Ilu, Ayê, Portela; Martin Cererê, Imperatriz; Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade, da Vila; Rio Grande do Sul, Festa do Preto Forro, do Estácio.</p>
<p>1973, fraquinha: Lendas do Abaeté, Pasárgada e Saber Poético da Literatura de Cordel, Mangueira, Portela e Em Cima da Hora.</p>
<p>1974: Rei de França na Ilha&#8230;, Salgueiro; Pixinguinha, Portela; Dona Santa, Rainha do Maracatu, Império; Mangueira em tempo de Folclore; Festa do Divino. Mocidade; Festa dos deuses Afro-Brasileiros e (UFA!!) Lenda das Yabás da Ilha.</p>
<p>1975: Minas do Rei Salomão, Salgueiro; Zaquia Jorge, Império; Macunaína da Portela e Festa do Círio de Nazareth do Estácio; O Mundo Fantástico do Uirapuru (uma sinfonia ) da Mocidade e Imagens poéticas de Jorge de Lima (que melodia!) da Mangueira.</p>
<p>1976: Sonhar Com Rei Dá Leão, Menininha do Gantois e Lenda das Sereias, da Beija-Flor, Mocidade e Império. E como se não bastasse: Arte Negra na Legendária Bahia, os Sertões e Mar Baiano em Noite de Gala, de Estácio,Em Cima da Hora e Lucas.</p>
<p>Agora vamos voltar ao texto inicial, do JB.</p>
<p>Quando o jornalista Marcio Abramo, ao se queixar da safra de 1978, afirma que as duas safras anteriores já eram consideradas pobres está se referindo aos anos de 1976 e 1977, certo ?</p>
<p>Vamos, em primeiro lugar, dar uma chegada ao ano de 1978, ano de sua “queixa”.</p>
<p>Huummmm! Vejamos. Criação do Mundo na Tradição Nagô, da Beija-Flor &#8230; O Amanhã. É &#8230; não foi mesmo grande coisa em termos de quantidade mas absolutamente honrado com o antológico samba da Ilha.</p>
<p>E o carnaval do ano de 1977, por ele também “já” considerado pobre? Tivemos “Domingo” da Ilha e ainda &#8216;Vovó no Reino da Saturnália&#8217;, &#8216;Mundo de Barro do Mestre Vitalino&#8217; e &#8216;Brasil, Berço dos Imigrantes&#8217;, da Beija Flor, Império da Tijuca e Império Serrano. Huummm &#8230; nada mau. Uma glória para os tempos de hoje&#8230;</p>
<p>Já o desfile de 1976 marcava a aparição de “Sonhar Com Rei dá Leão”, da triunfante Beija-Flor, “Menininha do Gantois” da Mocidade, “Lenda das Sereias”, do Império. “Arte Negra da Legendária Bahia”, do Estácio e, pasmem, “Os Sertões” da Em Cima da Hora. E ainda Mar Baiano Em Noite de Gala, de Lucas.</p>
<p>No entendimento, ao rigor do jornalista, tais safras foram fraquinhas, fraquinhas &#8230; Não sabia o que estava por vir.</p>
<p>Quando li o texto fiquei me perguntando. Será que aquele ano de 1978, por ele apontado estaria sinalizando apenas um “acidente de percurso” ou, muito mais que isto, estaria marcando a decadência do gênero? Quem sabe uma mudança de “papel” dos sambas no contexto “moderno” dos desfiles?</p>
<p>Ao identificar os “sambas que não morrem”, para mostrá-los aqui, pude novamente ouví-los quase todos. Fiquei me perguntando se fosse o caso de trazê-los de volta, se o povo os cantaria nas circunstâncias atuais?</p>
<p>Fiquei me perguntando se os “sambas que não morrem” na verdade nos soam como antigos temas de antigos filmes que marcaram tanto nossas vidas? Se seriam como trilhas sonoras de nossas próprias vidas, de carnavais em que éramos mais jovens e mais felizes. Assim como temas de filmes que nada significam para quem não os viu?</p>
<p>Talvez ficasse mais confortado se tivesse tais certezas.</p>
<p>Não eram mais os tempos em que os sambas, ao invés de morrerem na quarta-feira, eram gravados tempos depois, por cantores de meio-de-ano, com novos arranjos que valorizassem suas belas melodias.</p>
<p>E alguém teria hoje a coragem de jogar no caldeirão da Sapucaí um enredo prosaico como “O mundo Fantástico do Uirapuru”, tal como fez Arlindo Rodrigues em 1975?</p>
<p>A conclusão que chego é a de que aquele momento apontado no texto marcava não apenas o tal “acidente de percurso”. Os sambas enredo dos anos seguintes na verdade mostravam que chegava um novo tempo.</p>
<p>Tempo em que os sambas deixariam de ser a marca maior dos desfiles.</p>
<p>Tempo em que os sambas não mais fariam a alegria maior dos sambistas.</p>
<p>Não seriam mais cantados pelo povo.</p>
<p>Tempo dos sambas que morrem&#8230;</p>
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