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	<title>Intendente &#8211; Carnavalesco</title>
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	<description>Carnaval do Rio de Janeiro, escolas de samba, sambas-enredo, fantasias e vídeos</description>
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	<title>Intendente &#8211; Carnavalesco</title>
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		<title>Intendente Magalhães retoma modelo de 2023 e projeta desfiles das séries Prata e Bronze com mudanças estruturais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 05:19:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Intendente Magalhães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente da Superliga, Luiz Vinícius Macedo, anunciou importantes definições para os desfiles das séries Prata e Bronze na Intendente Magalhães em 2027. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o dirigente detalhou mudanças no cronograma, metas de reestruturação dos grupos e o panorama das negociações de verba para as agremiações. A principal novidade para o próximo ano [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_195414" aria-describedby="caption-attachment-195414" style="width: 783px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-195414" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz.jpg" alt="luiz" width="783" height="532" title="Intendente Magalhães retoma modelo de 2023 e projeta desfiles das séries Prata e Bronze com mudanças estruturais 1" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz.jpg 783w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz-589x400.jpg 589w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz-150x102.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz-768x522.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz-618x420.jpg 618w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz-300x204.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz-600x408.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luiz-696x473.jpg 696w" sizes="(max-width: 783px) 100vw, 783px" /><figcaption id="caption-attachment-195414" class="wp-caption-text">Foto: Luiz Gustavo/CARNAVALESCO</figcaption></figure>
<p>O presidente da Superliga, Luiz Vinícius Macedo, anunciou importantes definições para os desfiles das séries Prata e Bronze na Intendente Magalhães em 2027. Em entrevista ao <strong>CARNAVALESCO</strong>, o dirigente detalhou mudanças no cronograma, metas de reestruturação dos grupos e o panorama das negociações de verba para as agremiações. A principal novidade para o próximo ano é a alteração na ordem dos dias de desfile, retornando ao modelo utilizado em 2023. Segundo Macedo, a decisão foi tomada em plenária para atender a demandas internas.</p>
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<p>“Os dias foram trocados. Nossos desfiles oficiais serão domingo (Grupo de Avaliação), segunda e terça-feira (Série Bronze), e sexta e sábado das campeãs (Série Prata). Recebemos pedidos dos presidentes da Série Prata para valorizar (o grupo)&#8230; a maioria dos presidentes entendeu que isso era o ideal”, citou.</p>
<p>Para garantir a fluidez do evento em via pública e o bem-estar do público, os desfiles começarão às 18h. O presidente da Superliga ressaltou que a medida é necessária por questões logísticas da Intendente Magalhães.</p>
<p>“Eu começo cedo para acabar cedo&#8230; a gente está em via pública e tem ali a passagem de ônibus. Queremos que as famílias possam curtir e, começando mais cedo, não prejudicamos ninguém&#8221;.</p>
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<p>A Superliga mantém o plano de reduzir gradativamente o número de agremiações para os próximos anos, com a meta de diminuir quatro escolas por ano até 2027. O novo regulamento deve ser divulgado em breve. “Isso vai ser debatido em plenária no próximo mês para que a gente possibilite às escolas de falar. Acho que até meado de agosto já vamos estar soltando o regulamento. Todo ano a gente debate&#8230; eu não vejo como grandes mudanças, nada muito drástico, mas pode ter alguma alteração e aí todo mundo será informado. No carnaval não tem nada oculto”.</p>
<p>Quanto aos recursos para o Carnaval 2027, a Superliga mantém um diálogo estreito com a Prefeitura do Rio. Macedo confirmou uma reunião agendada com o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD): “Eu sempre vou estar lá para pedir aumento e melhoria para as escolas. Isso é um dever meu&#8221;. A situação com o Governo do Estado, no entanto, apresenta desafios devido ao cenário de transição política. “Hoje temos um governador interino que é desembargador&#8230; a mudança vai estar muito em cima do carnaval. Estamos conversando e acreditamos que vai ter o aporte, mas pode ser num formato diferente por conta da transição. Nossa briga é sempre por aumentar e trazer melhorias”.</p>
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		<title>Gêmeos Jefferson e Jackson comandarão a bateria da Independente da Praça da Bandeira em 2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Carnavalesco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 17:24:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Independente da Praça da Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Intendente Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Superliga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para o Carnaval de 2027, a Independente da Praça da Bandeira terá os gêmeos Jefferson e Jackson como mestres de bateria da “Terremoto”. Jefferson foi renovado pela agremiação e seguirá para o seu segundo ano no comando da bateria. Já Jackson chega para reforçar a liderança dos ritmistas. Jackson Ferreira ingressou no Carnaval aos 5 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_194326" aria-describedby="caption-attachment-194326" style="width: 551px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-194326" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gemeospracadabandeira.jpg" alt="gemeospracadabandeira" width="551" height="375" title="Gêmeos Jefferson e Jackson comandarão a bateria da Independente da Praça da Bandeira em 2027 2" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gemeospracadabandeira.jpg 551w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gemeospracadabandeira-150x102.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gemeospracadabandeira-300x204.jpg 300w" sizes="(max-width: 551px) 100vw, 551px" /><figcaption id="caption-attachment-194326" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Para o Carnaval de 2027, a Independente da Praça da Bandeira terá os gêmeos Jefferson e Jackson como mestres de bateria da “Terremoto”. Jefferson foi renovado pela agremiação e seguirá para o seu segundo ano no comando da bateria. Já Jackson chega para reforçar a liderança dos ritmistas.</p>
<p>Jackson Ferreira ingressou no Carnaval aos 5 anos de idade, na escola de samba mirim Pimpolhos da Grande Rio, onde atuou como mestre de bateria durante dois anos. Também foi diretor de bateria da Grande Rio e da Inocentes de Belford Roxo, e atualmente exerce a função de diretor de bateria da Acadêmicos de Vigário Geral.</p>
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<p>Jefferson tem passagens como mestre de bateria pela Pimpolhos da Grande Rio e por alguns blocos de Duque de Caxias, como “Plante uma Muda” e “Unidos da Laureano”. Atualmente, também é diretor de bateria da Acadêmicos de Vigário Geral.</p>
<p>“Estamos focados em trabalhar muito e conquistar a nota máxima para ajudar a escola a alcançar o tão sonhado título e voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído”, finaliza o mestre.</p>
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		<title>Confira a sinopse do enredo 2027 da Lins Imperial</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/confira-a-sinopse-do-enredo-2027-da-lins-imperial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Carnavalesco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 16:17:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Intendente Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Lins Imperial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>LALÚ DE OURO – um Rei Coroado na Folia Autor: Kitalesi (Arnaldo Roque) Revisão: Mateus Pranto Pesquisa, Desenvolvimento, Enredo: Kitalesi (Arnaldo Roque) e Mateus Pranto Onde começa um caminho? No primeiro passo ou naquilo que já se traz nos pés? No Velho Pernambuco, do berço ao porto, nele, o destino. Fui chão de outras terras, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-194308" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27.jpg" alt="lins27" width="826" height="606" title="Confira a sinopse do enredo 2027 da Lins Imperial 4" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27.jpg 826w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27-545x400.jpg 545w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27-150x110.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27-768x563.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27-572x420.jpg 572w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27-80x60.jpg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27-300x220.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27-600x440.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lins27-696x511.jpg 696w" sizes="(max-width: 826px) 100vw, 826px" /></p>
<p>LALÚ DE OURO – um Rei Coroado na Folia<br />
Autor: Kitalesi (Arnaldo Roque)<br />
Revisão: Mateus Pranto<br />
Pesquisa, Desenvolvimento, Enredo: Kitalesi (Arnaldo Roque) e Mateus Pranto</p>
<p>Onde começa um caminho? No primeiro passo ou naquilo que já se traz nos pés? No Velho Pernambuco, do berço ao porto, nele, o destino. Fui chão de outras terras, bem ali, onde o mundo se organizava em cortejo: entre reis e rainhas, entre cantos e passos marcados, faziam-se presentes as memórias do passado. Não como lembrança, mas como força viva que conduzia cada gesto. Era o maracatu que ensinava: no estandarte, a direção; na calunga, o espírito; nas alfaias, o pulso que guiava o corpo. A experiência do território se fundia à minha. Tudo falava. Tudo tinha lugar. Tudo tinha sentido.</p>
<p>Um dia, bradei Adeus — Estrela Brilhante. Adeus — Nação Elefante. E carregado das memórias do meu velho Pernambuco, parti. Encarando as águas frente a frente, fui também onda. Mar. Travessias. Transformação. De uma margem a outra, o mundo se revirava, e eu com ele. Fui criado baiano por Salvador. Na Bahia de todos os caminhos, mais uma vez, o mundo se desenhava em movimento.</p>
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<p>Ainda moço, conheci o estaleiro e, na lida em que o chão se firmava sob os pés, aprendi mais que o trabalho. Aprendi o valor da organização coletiva, do tempo partilhado e da coordenação. O fazer pedia medida, ritmo e acordo. Mas era na rua que a vida se expandia. Entre tabuleiros e ganhadeiras, vi de perto as nossas grandes Iás organizando a circularidade da vida, o sustento e a presença pública do gesto de liderança. Com elas, compreendi que estar na rua era também saber conduzir, negociar e permanecer.</p>
<p>Fui me refazendo em outros ritmos.</p>
<p>Todo janeiro, os ranchos de reis saíam em desfile, com papéis e funções em uma sequência que se encadeava em narrativa. Mais que ver, aprendi a ler o movimento e os espaços de sentido: de cada gesto, uma função; de cada passo, um lugar no todo. Nas veredas que se abriram, o conhecimento seguia em ritmo e canto. Das chulas do Recôncavo às rodas que se faziam na terra batida, a palavra se dizia em improviso; da capoeira às macumbas, dos sambas às festas, soube o jogo, o desvio e a resposta. Sem saber, já trazia em mim tudo aquilo que ainda pisaria em outro chão. Encruzilhada. E, novamente, travessia.</p>
<p>Parti. Da Bahia, deixava o estaleiro que me viu chegar e, junto a um grupo de malungus, fui em busca de novos rumos na Baía de Guanabara.</p>
<p>Atravessei mais uma vez o mar.</p>
<p>Aportei em julho de 1892. Do alto da Pedra do Sal, olhos atentos avistavam os navios que se achegavam ao Rio Antigo. Lá de baixo, no cais, olhando pra cima, percebi o sinal: uma bandeira branca, marca de Oxalá, indicando a presença de gente amiga. No alto do morro, as casas das tias. Ali, toda aquela gente que chegava era acolhida, onde se oferecia abrigo, comida e descanso, até que cada um pudesse se aprumar. Foi de frente para o mar que essa gente preta, preta como a terra, assentou a própria história. Diante dos olhos de Iemanjá, ergueu-se a pequena África. No Rio, um pedaço baiano.</p>
<p>E eu, Rei. Coroado na Folia.</p>
<p>Mala à cabeça, parti morro afora e busquei abrigo com o baiano Miguel Pequeno, a poucos metros dali, no beco João Inácio. Em tempos em que o corpo preto era vigiado e o samba, suspeito, precisei proteger a mim e aos meus… Comprei patente, fiz-me tenente, e mais tarde, capitão da Guarda Nacional. Não por vaidade, mas por estratégia: uma forma de abrir passagem e de garantir presença. Consegui. Criei meios de interceder para manter vivo o verbo da roda onde queriam silêncio. E assim, fui criando laço, firmando nome. Ainda rapaz, assumi lugar entre a minha gente e, no terreiro de João Alabá, um dos mais respeitados da cidade, fizeram-me ogã. Lalú de Ouro.</p>
<p>Nos fundos da Barão de São Félix, o tempo era outro. Batuque e reza se encontravam, temporalidade e corpo se misturavam. Tinha kizomba, tinha fundamento. Tinha o som — sempre o som — dos tambores atravessando noites a fio. Não cessava. Do couro batido ao sopro que rasgava o ar, da palma que marcava ao coro que respondia. Donga, João da Baiana, Pixinguinha… Era a música um modo de existir, fazendo da rua um corpo sonoro em movimento.</p>
<p>No pedaço que também era de Ciata, o canto ganhou forma de cortejo, e os becos se vestiram de alegria. No verso e improviso, fui fazendo da voz caminho e das vielas poesia, dizendo também o que nem sempre queriam ouvir. Dei meus primeiros passos nesse modo de expressão que, logo, tomaria forma e nome. Anos depois, já afastado de antigos companheiros&#8230; Nesse tempo, a história se fez. Foi ali que a brincadeira virou legado — e eu mesmo tratei de contar como foi:</p>
<p>“Em 6 de janeiro de 1893, estava eu no botequim do ‘Paraíso’, na rua Larga de São Joaquim (hoje Marechal Floriano Peixoto), entre as ruas da Imperatriz e Regente, em companhia de vários baianos que costumeiramente ali se reuniam, quando lembrei-me da festa dos Três Reis Magos que na Bahia se comemorava naquele dia. Estavam presentes o Luiz de França, o Avelino Pedro de Alcântara, o João Câncio Vieira da Silva, e eu propus então a fundação de um rancho. Passando a ideia em julgado, ali mesmo eu dei o nome de “Rei de Ouro”! Na mesma hora, no armarinho de um turco fronteiro ao botequim, comprei meio metro de pano verde e meio metro de pano amarelo e fiz um estandarte no estilo da Bahia, para os ensaios. Ninguém mais descansou. O pessoal saiu avisando que à noite havia ‘um chá&#8230; dançante’ em minha casa. (&#8230;) Às tantas da noite reuni o pessoal e disse qual o fim daquela brincadeira e então ficou definitivamente fundado o rancho, o primeiro rancho carioca. (&#8230;) Nunca se tinha visto aquilo, aqui no Rio: porta-bandeira, porta-machado, batedores.”</p>
<p>E de tudo isso eu fui precursor! No desenrolar dos cortejos, a elegância se fez presença, em meio a giros, mesuras e passos marcados. O corpo aprendia a cortejar a bandeira e a sustentar o rito da apresentação. Assim foi. No terceiro ano, fundei o Rosa Branca. No ano seguinte, fiz nascer o Botão de Rosa. Mais adiante, em 1899, dei forma ao rancho A Jardineira, que já no carnaval seguinte saiu às ruas, levando adiante o modo novo de brincar que a gente vinha fazendo crescer. Os ranchos davam novos sentidos à brincadeira, em que o riso, o gesto e o jogo do corpo diziam mais do que parecia. E foi assim que erguemos a nossa glória, com disciplina, beleza e invenção. Fizemos da avenida um palco, onde em cada estandarte levantado, a revelação da memória viva de uma história que veio antes de nós.</p>
<p>E eu, Rei. Coroado na Folia.</p>
<p>O sagrado e a matéria se encruzilhavam, a cidade aprendia outro compasso. Muita coisa ganhava caminho. Gente chegava, gente se formava, gente saía dali pronta. Foi nesse território que muitos nomes se fizeram e, hoje, são herdeiros de um tempo que não se perdeu, mas se espiralou. Cada qual à sua maneira, levando adiante o que ali se gestava: o samba, o cortejo, a palavra, o corpo e a rua. Nosso lugar de criação e reinvenção. E o que se firmava não ficava — se encantava. Espalhava-se em gesto, em canto, em forma de ser no mundo. Era passagem. O que nascia como experiência, seguia adiante como discurso.</p>
<p>Dali se fez Heitor dos Prazeres, herdeiro e guardião de memórias desenhadas no samba e na vida. Traço, ritmo e roda se encontravam como forma de narrar um tempo que seguia pulsando. Nessa mesma cadência, Ismael Silva fez do ritmo identidade, enquanto o professor Paulo da Portela transformou organização em escola.</p>
<p>Mais adiante, o chão seguiu vivo em outras vozes. O tempo seguiu seu curso, mas não rompeu o caminho. Em outras gerações, o fazer se reinventou, e, na avenida, ganhou nova forma de condução. Foi assim que Laíla fez do desfile linguagem ao (re)organizar o espetáculo sem romper com a raiz, enquanto o griô João Banana sustentou, na palavra e na presença, a continuidade do que ali se firmava, mantendo viva a chama de um fazer que não se encerra, mas se renova.</p>
<p>E se tantos caminhos se abriram, foi porque antes alguém ensinou a atravessar. No meio de todos eles, sigo eu. Não como começo. Como fundamento. O passado se levanta no presente e, na Lins Imperial, há de ser eu e nós, chão de muitos, canto de todos. Caminho que se reinscreve na avenida e no povo, como prática, como memória e como continuidade.</p>
<p>Eu, pra sempre, Rei. Coroado na Folia!</p>
<p>REFERÊNCIAS<br />
ACERVO SOCIOAMBIENTAL. Povos indígenas no Brasil: documentação histórica e socioambiental. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/sites/default/files/documents/03L00030.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO (FAPESP). Uma história do samba: as tias e o avô do samba. Disponível em: https://namidia.fapesp.br/uma-historia-do-samba-as-tias-e-o-avo-do-samba/241298. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
FOLHA DE S.PAULO. Como um valentão criou uma nova forma de pular o carnaval. Disponível em: https://temas.folha.uol.com.br/100-anos-de-samba/a-historia-que-a-rua-escreveu/como-um-valentao-criou-uma-nova-forma-de-pular-o-carnaval.shtml. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Dossiê: Matrizes do samba no Brasil. Brasília: IPHAN, 2007.<br />
LOPES, Nei. Dicionário social do samba. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.<br />
LIRA NETO. Uma história do samba. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.<br />
MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.<br />
PAULA, Célia Regina Silva de. Práticas discursivas e identidade cultural no samba. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, [s.d.]. Disponível em: https://www.pplinuerj.com.br/sipos/administracao/tesesedissertacoes/documentos/DissertacaoCELIAREGINASILVADEPAULA2.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
PEÇANHA, João Carlos de Souza. O samba como expressão de identidade nacional: cultura, política e memória. 2013. Tese (Doutorado em História) – Universidade de Brasília (UnB), Brasília, 2013. Disponível em: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/15715/1/2013_JoaoCarlosdeSouzaPecanha.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
PERRAUT DA SILVA, Natan. Entre tradição e espetáculo: transformações nas escolas de samba contemporâneas. 2024. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, 2024. Disponível em: https://www.bdtd.uerj.br:8443/bitstream/1/23273/2/Dissertação%20-%20Natan%20Perrout%20da%20Silva%20-%202024%20-%20Completa.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
PORTAL TERRA. A origem do casal que representa uma escola de samba: mestre-sala e porta-bandeira. Disponível em: https://www.terra.com.br/amp/story/diversao/a-origem-do-casal-que-representa-uma-escola-de-samba-mestre-sala-e-porta-bandeira,0f412a364434a1c62cd6fa4c56fca7795muhvcmr.html. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ (UNESPAR). O samba e suas dinâmicas musicais contemporâneas. Revista Vórtex, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/vortex/article/download/9676/7204/41499. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA). “Me chamo Elizeth Cardoso. Sou uma cantora brasileira.”: notas sobre a trajetória da Divina (1936–1965). Salvador: UFBA, [s.d.]. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/35002/1/“Me%20chamo%20Elizeth%20Cardoso.%20Sou%20uma%20cantora%20brasileira.”%20Notas%20sobre%20a%20trajetória%20da%20Divina%20%281936-1965%29.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF). O samba e a construção da cultura popular no Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, [s.d.]. Disponível em: https://www.historia.uff.br/stricto/td/906.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF). Carnaval, identidade e cultura urbana no Brasil. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, [s.d.]. Disponível em: https://www.historia.uff.br/stricto/td/1806.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
LALÚ DE OURO – um Rei Coroado na Folia</p>
<p>Autor: Kitalesi (Arnaldo Roque)<br />
Revisão: Mateus Pranto<br />
Pesquisa, Desenvolvimento, Enredo: Kitalesi (Arnaldo Roque) e Mateus Pranto</p>
<p>Onde começa um caminho? No primeiro passo ou naquilo que já se traz nos pés? No Velho Pernambuco, do berço ao porto, nele, o destino. Fui chão de outras terras, bem ali, onde o mundo se organizava em cortejo: entre reis e rainhas, entre cantos e passos marcados, faziam-se presentes as memórias do passado. Não como lembrança, mas como força viva que conduzia cada gesto. Era o maracatu que ensinava: no estandarte, a direção; na calunga, o espírito; nas alfaias, o pulso que guiava o corpo. A experiência do território se fundia à minha. Tudo falava. Tudo tinha lugar. Tudo tinha sentido.</p>
<p>Um dia, bradei Adeus — Estrela Brilhante. Adeus — Nação Elefante. E carregado das memórias do meu velho Pernambuco, parti. Encarando as águas frente a frente, fui também onda. Mar. Travessias. Transformação. De uma margem a outra, o mundo se revirava, e eu com ele. Fui criado baiano por Salvador. Na Bahia de todos os caminhos, mais uma vez, o mundo se desenhava em movimento.</p>
<p>Ainda moço, conheci o estaleiro e, na lida em que o chão se firmava sob os pés, aprendi mais que o trabalho. Aprendi o valor da organização coletiva, do tempo partilhado e da coordenação. O fazer pedia medida, ritmo e acordo. Mas era na rua que a vida se expandia. Entre tabuleiros e ganhadeiras, vi de perto as nossas grandes Iás organizando a circularidade da vida, o sustento e a presença pública do gesto de liderança. Com elas, compreendi que estar na rua era também saber conduzir, negociar e permanecer.</p>
<p>Fui me refazendo em outros ritmos.</p>
<p>Todo janeiro, os ranchos de reis saíam em desfile, com papéis e funções em uma sequência que se encadeava em narrativa. Mais que ver, aprendi a ler o movimento e os espaços de sentido: de cada gesto, uma função; de cada passo, um lugar no todo. Nas veredas que se abriram, o conhecimento seguia em ritmo e canto. Das chulas do Recôncavo às rodas que se faziam na terra batida, a palavra se dizia em improviso; da capoeira às macumbas, dos sambas às festas, soube o jogo, o desvio e a resposta. Sem saber, já trazia em mim tudo aquilo que ainda pisaria em outro chão. Encruzilhada. E, novamente, travessia.</p>
<p>Parti. Da Bahia, deixava o estaleiro que me viu chegar e, junto a um grupo de malungus, fui em busca de novos rumos na Baía de Guanabara.</p>
<p>Atravessei mais uma vez o mar.</p>
<p>Aportei em julho de 1892. Do alto da Pedra do Sal, olhos atentos avistavam os navios que se achegavam ao Rio Antigo. Lá de baixo, no cais, olhando pra cima, percebi o sinal: uma bandeira branca, marca de Oxalá, indicando a presença de gente amiga. No alto do morro, as casas das tias. Ali, toda aquela gente que chegava era acolhida, onde se oferecia abrigo, comida e descanso, até que cada um pudesse se aprumar. Foi de frente para o mar que essa gente preta, preta como a terra, assentou a própria história. Diante dos olhos de Iemanjá, ergueu-se a pequena África. No Rio, um pedaço baiano.</p>
<p>E eu, Rei. Coroado na Folia.</p>
<p>Mala à cabeça, parti morro afora e busquei abrigo com o baiano Miguel Pequeno, a poucos metros dali, no beco João Inácio. Em tempos em que o corpo preto era vigiado e o samba, suspeito, precisei proteger a mim e aos meus… Comprei patente, fiz-me tenente, e mais tarde, capitão da Guarda Nacional. Não por vaidade, mas por estratégia: uma forma de abrir passagem e de garantir presença. Consegui. Criei meios de interceder para manter vivo o verbo da roda onde queriam silêncio. E assim, fui criando laço, firmando nome. Ainda rapaz, assumi lugar entre a minha gente e, no terreiro de João Alabá, um dos mais respeitados da cidade, fizeram-me ogã. Lalú de Ouro.</p>
<p>Nos fundos da Barão de São Félix, o tempo era outro. Batuque e reza se encontravam, temporalidade e corpo se misturavam. Tinha kizomba, tinha fundamento. Tinha o som — sempre o som — dos tambores atravessando noites a fio. Não cessava. Do couro batido ao sopro que rasgava o ar, da palma que marcava ao coro que respondia. Donga, João da Baiana, Pixinguinha… Era a música um modo de existir, fazendo da rua um corpo sonoro em movimento.</p>
<p>No pedaço que também era de Ciata, o canto ganhou forma de cortejo, e os becos se vestiram de alegria. No verso e improviso, fui fazendo da voz caminho e das vielas poesia, dizendo também o que nem sempre queriam ouvir. Dei meus primeiros passos nesse modo de expressão que, logo, tomaria forma e nome. Anos depois, já afastado de antigos companheiros&#8230; Nesse tempo, a história se fez. Foi ali que a brincadeira virou legado — e eu mesmo tratei de contar como foi:</p>
<p>“Em 6 de janeiro de 1893, estava eu no botequim do ‘Paraíso’, na rua Larga de São Joaquim (hoje Marechal Floriano Peixoto), entre as ruas da Imperatriz e Regente, em companhia de vários baianos que costumeiramente ali se reuniam, quando lembrei-me da festa dos Três Reis Magos que na Bahia se comemorava naquele dia. Estavam presentes o Luiz de França, o Avelino Pedro de Alcântara, o João Câncio Vieira da Silva, e eu propus então a fundação de um rancho. Passando a ideia em julgado, ali mesmo eu dei o nome de “Rei de Ouro”! Na mesma hora, no armarinho de um turco fronteiro ao botequim, comprei meio metro de pano verde e meio metro de pano amarelo e fiz um estandarte no estilo da Bahia, para os ensaios. Ninguém mais descansou. O pessoal saiu avisando que à noite havia ‘um chá&#8230; dançante’ em minha casa. (&#8230;) Às tantas da noite reuni o pessoal e disse qual o fim daquela brincadeira e então ficou definitivamente fundado o rancho, o primeiro rancho carioca. (&#8230;) Nunca se tinha visto aquilo, aqui no Rio: porta-bandeira, porta-machado, batedores.”</p>
<p>E de tudo isso eu fui precursor! No desenrolar dos cortejos, a elegância se fez presença, em meio a giros, mesuras e passos marcados. O corpo aprendia a cortejar a bandeira e a sustentar o rito da apresentação. Assim foi. No terceiro ano, fundei o Rosa Branca. No ano seguinte, fiz nascer o Botão de Rosa. Mais adiante, em 1899, dei forma ao rancho A Jardineira, que já no carnaval seguinte saiu às ruas, levando adiante o modo novo de brincar que a gente vinha fazendo crescer. Os ranchos davam novos sentidos à brincadeira, em que o riso, o gesto e o jogo do corpo diziam mais do que parecia. E foi assim que erguemos a nossa glória, com disciplina, beleza e invenção. Fizemos da avenida um palco, onde em cada estandarte levantado, a revelação da memória viva de uma história que veio antes de nós.</p>
<p>E eu, Rei. Coroado na Folia.</p>
<p>O sagrado e a matéria se encruzilhavam, a cidade aprendia outro compasso. Muita coisa ganhava caminho. Gente chegava, gente se formava, gente saía dali pronta. Foi nesse território que muitos nomes se fizeram e, hoje, são herdeiros de um tempo que não se perdeu, mas se espiralou. Cada qual à sua maneira, levando adiante o que ali se gestava: o samba, o cortejo, a palavra, o corpo e a rua. Nosso lugar de criação e reinvenção. E o que se firmava não ficava — se encantava. Espalhava-se em gesto, em canto, em forma de ser no mundo. Era passagem. O que nascia como experiência, seguia adiante como discurso.</p>
<p>Dali se fez Heitor dos Prazeres, herdeiro e guardião de memórias desenhadas no samba e na vida. Traço, ritmo e roda se encontravam como forma de narrar um tempo que seguia pulsando. Nessa mesma cadência, Ismael Silva fez do ritmo identidade, enquanto o professor Paulo da Portela transformou organização em escola.</p>
<p>Mais adiante, o chão seguiu vivo em outras vozes. O tempo seguiu seu curso, mas não rompeu o caminho. Em outras gerações, o fazer se reinventou, e, na avenida, ganhou nova forma de condução. Foi assim que Laíla fez do desfile linguagem ao (re)organizar o espetáculo sem romper com a raiz, enquanto o griô João Banana sustentou, na palavra e na presença, a continuidade do que ali se firmava, mantendo viva a chama de um fazer que não se encerra, mas se renova.</p>
<p>E se tantos caminhos se abriram, foi porque antes alguém ensinou a atravessar. No meio de todos eles, sigo eu. Não como começo. Como fundamento. O passado se levanta no presente e, na Lins Imperial, há de ser eu e nós, chão de muitos, canto de todos. Caminho que se reinscreve na avenida e no povo, como prática, como memória e como continuidade.</p>
<p>Eu, pra sempre, Rei. Coroado na Folia!</p>
<p>REFERÊNCIAS<br />
ACERVO SOCIOAMBIENTAL. Povos indígenas no Brasil: documentação histórica e socioambiental. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/sites/default/files/documents/03L00030.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO (FAPESP). Uma história do samba: as tias e o avô do samba. Disponível em: https://namidia.fapesp.br/uma-historia-do-samba-as-tias-e-o-avo-do-samba/241298. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
FOLHA DE S.PAULO. Como um valentão criou uma nova forma de pular o carnaval. Disponível em: https://temas.folha.uol.com.br/100-anos-de-samba/a-historia-que-a-rua-escreveu/como-um-valentao-criou-uma-nova-forma-de-pular-o-carnaval.shtml. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Dossiê: Matrizes do samba no Brasil. Brasília: IPHAN, 2007.<br />
LOPES, Nei. Dicionário social do samba. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.<br />
LIRA NETO. Uma história do samba. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.<br />
MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.<br />
PAULA, Célia Regina Silva de. Práticas discursivas e identidade cultural no samba. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, [s.d.]. Disponível em: https://www.pplinuerj.com.br/sipos/administracao/tesesedissertacoes/documentos/DissertacaoCELIAREGINASILVADEPAULA2.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
PEÇANHA, João Carlos de Souza. O samba como expressão de identidade nacional: cultura, política e memória. 2013. Tese (Doutorado em História) – Universidade de Brasília (UnB), Brasília, 2013. Disponível em: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/15715/1/2013_JoaoCarlosdeSouzaPecanha.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
PERRAUT DA SILVA, Natan. Entre tradição e espetáculo: transformações nas escolas de samba contemporâneas. 2024. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, 2024. Disponível em: https://www.bdtd.uerj.br:8443/bitstream/1/23273/2/Dissertação%20-%20Natan%20Perrout%20da%20Silva%20-%202024%20-%20Completa.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
PORTAL TERRA. A origem do casal que representa uma escola de samba: mestre-sala e porta-bandeira. Disponível em: https://www.terra.com.br/amp/story/diversao/a-origem-do-casal-que-representa-uma-escola-de-samba-mestre-sala-e-porta-bandeira,0f412a364434a1c62cd6fa4c56fca7795muhvcmr.html. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ (UNESPAR). O samba e suas dinâmicas musicais contemporâneas. Revista Vórtex, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/vortex/article/download/9676/7204/41499. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA). “Me chamo Elizeth Cardoso. Sou uma cantora brasileira.”: notas sobre a trajetória da Divina (1936–1965). Salvador: UFBA, [s.d.]. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/35002/1/“Me%20chamo%20Elizeth%20Cardoso.%20Sou%20uma%20cantora%20brasileira.”%20Notas%20sobre%20a%20trajetória%20da%20Divina%20%281936-1965%29.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF). O samba e a construção da cultura popular no Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, [s.d.]. Disponível em: https://www.historia.uff.br/stricto/td/906.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.<br />
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF). Carnaval, identidade e cultura urbana no Brasil. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, [s.d.]. Disponível em: https://www.historia.uff.br/stricto/td/1806.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.</p>
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		<item>
		<title>Império da Tijuca anuncia saída de Elisa Sanches do posto de rainha de bateria</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/imperio-da-tijuca-anuncia-saida-de-elisa-sanches-do-posto-de-rainha-de-bateria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Carnavalesco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 21:56:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Império da Tijuca]]></category>
		<category><![CDATA[Intendente Magalhães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Império da Tijuca anunciou que Elisa Sanches não seguirá como rainha de bateria da &#8220;Sinfonia Imperial&#8221; para o próximo Carnaval. A informação foi divulgada pela escola por meio de uma nota oficial nas redes sociais. No comunicado, a agremiação agradeceu pelo período em que ocupou o cargo durante o ciclo do Carnaval 2026. Segundo [&#8230;]</p>
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<p>O Império da Tijuca anunciou que Elisa Sanches não seguirá como rainha de bateria da &#8220;Sinfonia Imperial&#8221; para o próximo Carnaval. A informação foi divulgada pela escola por meio de uma nota oficial nas redes sociais. No comunicado, a agremiação agradeceu pelo período em que ocupou o cargo durante o ciclo do Carnaval 2026. Segundo a escola, Elisa fez parte da história recente da verde e branca da Tijuca ao representar a bateria da agremiação ao longo da temporada.</p>
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<p>&#8220;A direção do Império da Tijuca reconhece sua participação neste reinado e agradece pela contribuição à &#8216;Sinfonia Imperial&#8217; ao longo deste ciclo&#8221;, destacou a nota.</p>
<p>A escola também desejou sucesso à ex-rainha de bateria em seus futuros projetos, caminhos e desafios, ressaltando a importância da trajetória construída junto à comunidade tijucana. Com a saída de Elisa Sanches, o Império da Tijuca ainda não anunciou quem ocupará o posto de rainha de bateria da &#8220;Sinfonia Imperial&#8221; para o próximo desfile.</p>
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		<item>
		<title>Prefeitura de Niterói reformará quadra do Acadêmicos do Cubango</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/prefeitura-de-niteroi-reformara-quadra-do-academicos-do-cubango/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Carnavalesco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2026 00:08:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Cubango]]></category>
		<category><![CDATA[Intendente Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Superliga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Prefeitura de Niterói e o Acadêmicos do Cubango firmaram, nesta sexta-feira, um acordo para a realização de obras de revitalização na quadra da agremiação, localizada na Rua Noronha Torrezão, na Cidade Sorriso. O encontro contou com a presença da presidente Patricia Cunha, do vice-presidente Iran Robinson, do deputado federal Dimas Gadelha (PT-RJ), da secretária [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_190256" aria-describedby="caption-attachment-190256" style="width: 464px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-190256" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/05/quadracubango.jpg" alt="quadracubango" width="464" height="332" title="Prefeitura de Niterói reformará quadra do Acadêmicos do Cubango 6" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/05/quadracubango.jpg 464w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/05/quadracubango-150x107.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/05/quadracubango-300x215.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /><figcaption id="caption-attachment-190256" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Cubango</figcaption></figure>
<p>A Prefeitura de Niterói e o Acadêmicos do Cubango firmaram, nesta sexta-feira, um acordo para a realização de obras de revitalização na quadra da agremiação, localizada na Rua Noronha Torrezão, na Cidade Sorriso. O encontro contou com a presença da presidente Patricia Cunha, do vice-presidente Iran Robinson, do deputado federal Dimas Gadelha (PT-RJ), da secretária executiva da Prefeitura de Niterói, Marcilene Souto &#8211; representando o prefeito Rodrigo Neves -, e do vereador de São Gonçalo, Juliano Freitas (PT-RJ).</p>
<p>O espaço, que vai muito além dos ensaios e apresentações da escola, é considerado um importante ponto de convivência da comunidade. Além das atividades ligadas ao carnaval, a quadra recebe ações sociais voltadas para crianças e moradores da região, workshops de samba no pé, ensaios de bateria, reuniões de planejamento e diversos eventos culturais realizados ao longo do ano.</p>
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<p>A parceria prevê melhorias estruturais importantes para a preservação e modernização do espaço, fortalecendo ainda mais o papel social e cultural da Verde e Branca em Niterói. A Prefeitura mantém, historicamente, investimentos voltados à cultura popular e ao carnaval da cidade, contribuindo diretamente para a valorização das agremiações e das manifestações culturais do município. A presidente Patricia Cunha destacou a importância do encontro e do apoio recebido para o novo momento da escola:</p>
<p>“Ficamos muito felizes em receber o deputado Dimas, a secretária Marcilene, na figura do prefeito Rodrigo Neves, e o vereador Juliano, que tiveram toda a gentileza do mundo em conhecer a quadra da Cubango e apoiar, junto à Prefeitura de Niterói, esse projeto que vai mudar a vida de nós cubanguenses. O vice-presidente e eu estamos eternamente gratos por todo apoio e assistência”, agradeceu Patricia.</p>
<p>A direção da escola e os representantes envolvidos seguem alinhando os próximos passos do projeto, incluindo a definição do cronograma para o início das intervenções que serão realizadas na quadra da agremiação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Das sombras do manicômio à luz da arte: Curicica homenageia Arlindo Oliveira</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/das-sombras-do-manicomio-a-luz-da-arte-curicica-homenageia-arlindo-oliveira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 22:40:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[União do Parque Curicica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://carnavalesco.com.br/?p=182438</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os carnavalescos Braulio Malheiro e Gleydson Castro falaram ao CARNAVALESCO sobre o enredo “As Viagens de Arlindo – Minha Loucura é Ser Artista”, da União do Parque Curicica, escola da Intendente Magalhães, que homenageia Arlindo Oliveira, artista plástico que ressignificou os desafios da saúde mental no Ateliê Gaia, localizado na Colônia Juliano Moreira, em Curicica [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os carnavalescos Braulio Malheiro e Gleydson Castro falaram ao <strong>CARNAVALESCO</strong> sobre o enredo “As Viagens de Arlindo – Minha Loucura é Ser Artista”, da União do Parque Curicica, escola da Intendente Magalhães, que homenageia Arlindo Oliveira, artista plástico que ressignificou os desafios da saúde mental no Ateliê Gaia, localizado na Colônia Juliano Moreira, em Curicica (Zona Oeste do Rio de Janeiro). O espaço foi um dos maiores e mais antigos complexos manicomiais do Brasil, inaugurado em 1924 para abrigar pacientes psiquiátricos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-182439" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-533x400.jpeg" alt="IMG 0833" width="533" height="400" title="Das sombras do manicômio à luz da arte: Curicica homenageia Arlindo Oliveira 8" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-533x400.jpeg 533w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-150x113.jpeg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-768x576.jpeg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-1536x1152.jpeg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-2048x1536.jpeg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-560x420.jpeg 560w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-1120x840.jpeg 1120w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-80x60.jpeg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-160x120.jpeg 160w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-300x225.jpeg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-600x450.jpeg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-696x522.jpeg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-1392x1044.jpeg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-1068x801.jpeg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-1920x1440.jpeg 1920w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0833-265x198.jpeg 265w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p>“O enredo não é nosso. O enredo é do professor Nilton Gamba Jr., da PUC. Ele teve contato com o Arlindo por muitos anos e fez uma exposição de obras dele na própria PUC. A partir disso, levou esse enredo para a escola. Nós setorizamos e fizemos a sinopse”, explicou Braulio.</p>
<p>“Todo o processo criativo partiu da gente junto com ele, para construir essa narrativa ali na Intendente”, complementou Gleydson.</p>
<p><strong>O grande destaque do enredo</strong></p>
<p>Para os carnavalescos, o maior trunfo está no resgate do território e das histórias que ele produz.</p>
<p>“Falar dele já é um grande trunfo, porque a ideia do enredo é falar da localidade, resgatar esse lugar, que é a região da Colônia, ali em Curicica, com bairros muito próximos. O enredo é, na verdade, olhar para dentro de si, para dentro dos artistas que a comunidade produz. Por mais que o Arlindo não seja nascido ali, ele viveu a vida naquele local”, afirmou Gleydson.</p>
<p>Braulio pontuou que Arlindo se tornou parte do imaginário popular da região. “Existem histórias folclóricas sobre ele em Curicica, como a do boi que ele matou, um mito que assombrava o bairro. Quando ele saiu com a cabeça do boi, tornou-se, para ele e para os moradores, o herói de Curicica”.</p>
<p><strong>Gleydson ressaltou a importância de mostrar a criatividade que existia dentro da Colônia.</strong></p>
<p>“Também mostramos todo o processo artístico que aconteceu durante o período em que ele esteve internado. É engrandecedor falar disso e mostrar para o mundo que ali existia uma semente artística, como Bispo do Rosário, Estela do Patrocínio, Arlindo de Oliveira e tantos outros do Ateliê Gaia. Muita gente conhece o Bispo do Rosário, mas a colônia produziu muitos artistas visuais e também vocais, como Estela do Patrocínio. Existe uma potência artística enorme ali, na Zona Oeste, em Jacarepaguá, que muitas vezes passa despercebida. Hoje ainda existem artistas atuando lá, no Ateliê Gaia, com diversas vertentes. A colônia, que nos anos 60 e 70 chegou a ter mais de três mil pessoas internadas, hoje é um espaço que respira arte e vida. Nos anos 80 e 90 havia ali um espaço voltado para o carnaval. Escolas levavam alas para serem produzidas junto com os internos. O carnaval sempre esteve presente naquele espaço”.</p>
<p>Braulio lembrou o estigma histórico do local e a necessidade de ressignificação, destacando personagens fundamentais dessa história e fazendo um convite:</p>
<p>“Jacarepaguá, por muito tempo, foi conhecido como o ‘bairro dos loucos’. No final, fazemos uma homenagem ao centenário da Colônia Juliano Moreira, que completa 100 anos, destacando essa contribuição artística que ela deu e ainda dá para a cidade do Rio de Janeiro. Quem ainda não conhece o museu que existe dentro da colônia, vale muito a pena visitar. Durante as visitas, descobrimos também que Dona Ivone Lara foi terapeuta ocupacional e enfermeira de saúde mental, e que ela, junto com Nise da Silveira, ajudou a romper com o estigma do manicômio, trabalhando com pintura e música para resgatar os internos”.</p>
<p><strong>A parte plástica e estética do desfile</strong></p>
<p>Visualmente, a União do Parque Curicica promete evolução em relação ao último carnaval.</p>
<p>“A gente aumentou a escola em relação ao último desfile. Como a escola saiu da posição 11, trouxemos fantasias mais altas, sempre respeitando o espaço da Intendente Magalhães. Utilizamos materiais que favorecem a luminosidade, como muito acetato, para potencializar o brilho. As alegorias terão mais cenografia e menos pessoas”, explicou Braulio.</p>
<p>Gleydson adiantou que a estética nasce das próprias referências do território:</p>
<p>“Todo esse processo artístico é alimentado pelas referências que encontramos naquele local. Queremos entregar para a comunidade uma escola bonita, com volume, uma estética interessante, buscando o grande objetivo, que é o título e o retorno à Sapucaí”.</p>
<p><strong>Desafios da Intendente Magalhães</strong></p>
<p>Para driblar as dificuldades financeiras e estruturais, o reaproveitamento é palavra-chave.</p>
<p>“Inicialmente, olhamos tudo o que a escola tinha do último carnaval: materiais que sobraram, bases, cores. Aproveitamos tudo o que foi possível encaixar no novo projeto. Trabalhamos com métrica muito certinha, comprando exatamente o necessário e evitando desperdício”, contou Braulio.</p>
<p>Gleydson explicou que o processo envolve garimpo e resumiu a filosofia da dupla:</p>
<p>“Também trabalhamos com doações, sempre deixando clara a nossa assinatura estética.”</p>
<p>Braulio reforçou: “Reaproveitar não significa que alguém verá fantasia do ano passado. Nosso processo é técnico e artístico ao mesmo tempo. Sabemos quanto custa cada fantasia. É um trabalho pensado também no bolso da escola. A escola está feliz com o enredo, a comunidade está orgulhosa. Falar do próprio bairro é muito significativo para eles”.</p>
<p>Assim, a União do Parque Curicica dá luz a uma história rica da cultura brasileira que surgiu — e segue viva — na Zona Oeste carioca através da arte.</p>
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		<title>Tradição leva à Intendente a força do Sertão na história de Gardênia Cavalcanti</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/tradicao-leva-a-intendente-a-forca-do-sertao-na-historia-de-gardenia-cavalcanti/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 21:17:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Intendente Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Tradição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Tradição levará para a Intendente Magalhães uma história que alcançou a rede nacional. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o carnavalesco da escola, Leandro Valente, contou detalhes do enredo “A Menina do Sertão que Virou Estrela de TV”, que homenageia a trajetória da jornalista e apresentadora Gardênia Cavalcanti, nascida em Santana do Ipanema, no Sertão nordestino, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Tradição levará para a Intendente Magalhães uma história que alcançou a rede nacional. Em entrevista ao <strong>CARNAVALESCO</strong>, o carnavalesco da escola, Leandro Valente, contou detalhes do enredo “A Menina do Sertão que Virou Estrela de TV”, que homenageia a trajetória da jornalista e apresentadora Gardênia Cavalcanti, nascida em Santana do Ipanema, no Sertão nordestino, e que construiu, a partir da superação, um caminho de sucesso na televisão brasileira. Segundo ele, mais do que uma biografia, o desfile propõe a valorização do povo nordestino e, especialmente, da mulher nordestina.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-182417" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-533x400.jpg" alt="IMG 20260206 WA0107" width="533" height="400" title="Tradição leva à Intendente a força do Sertão na história de Gardênia Cavalcanti 11" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-533x400.jpg 533w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-150x113.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-768x576.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-1536x1152.jpg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-2048x1536.jpg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-560x420.jpg 560w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-1120x840.jpg 1120w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-80x60.jpg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-160x120.jpg 160w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-300x225.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-600x450.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-696x522.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-1392x1044.jpg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-1068x801.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-1920x1440.jpg 1920w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260206-WA0107-265x198.jpg 265w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p>Leandro explicou que a escolha do tema nasceu de um desejo antigo da escola.</p>
<p>“Eu e a presidente Rafaela Nascimento sempre tivemos muita vontade de levar um enredo nordestino para a Tradição. Em 12 anos como carnavalesco da escola, a gente nunca tinha conseguido realizar isso. A Gardênia vem como narradora-personagem, como protagonista da história que a gente vai contar e cantar.”</p>
<p>Valente acredita que o enredo tem tudo a ver com a tradição da escola em abordar temas de empoderamento e desconstruir estigmas.</p>
<p>“Assim como fizemos no Trono Negro, agora a gente quer colocar o povo nordestino num lugar de realeza. Existe esse inconsciente de que o nordestino chega ao Sudeste em um lugar de subserviência, e a gente quer desconstruir essa imagem. Mostrar que uma mulher nordestina pode chegar e vencer, sim.”</p>
<p><strong>O grande destaque do enredo</strong></p>
<p>O grande trunfo, segundo o artista, está na emoção que será transmitida ao cruzar a avenida.</p>
<p>“A entrada vai ser muito emocionante, trazendo a infância dela em Santana do Ipanema e esse deslocamento pelo Nordeste, passando por Paulo Afonso e Recife, com toda essa herança cultural. O setor inicial reúne referências como Bumba Meu Boi, Chegança, Reisado, Maracatu e Frevo, culminando em um final simbólico. A gente volta para esse sertão, para essa terra seca, mas agora iluminada pelas luzes de uma estrela que subiu aos palcos.”</p>
<p><strong>A parte plástica e estética do desfile</strong></p>
<p>No que diz respeito ao visual, Leandro adiantou um projeto ambicioso: equilibrar tradição e modernidade.</p>
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<p>“Dentro de todos os trabalhos que eu e a Rafaela já fizemos juntos, esse é o projeto mais volumoso da Tradição. A gente fala de sertão, de herança nordestina, com muito artesanal — fuxico, renda, detalhe —, mas em contraponto com tecnologia, LED, iluminação e uma estética high-tech. Desse lugar também é possível se comunicar de forma midiática, potente e grandiosa. O desfile terá mais recursos tecnológicos do que projetos anteriores da escola.”</p>
<p><strong>Desafios da Intendente Magalhães</strong></p>
<p>Com longa experiência na avenida, Leandro fala com propriedade sobre os obstáculos de colocar um carnaval na Intendente Magalhães, na Zona Norte, e explica como, neste ano, o enredo ajudou em todo esse processo.</p>
<p>“Posso dizer que sou um expert da Intendente Magalhães. São mais de dez anos fazendo carnaval lá. Já fizemos carnaval sem recurso nenhum, tirando da cartola o que não tinha na carteira. Mas a força desse enredo me abre possibilidades de parcerias, de apoios, de pessoas ligadas à Gardênia, o que permite entregar um carnaval mais rico e confortável. Hoje consigo brindar o público sem precisar me preocupar tanto com essa pressão financeira.”</p>
<p>Mais do que contar a história de uma estrela da TV, a Tradição leva para a avenida uma narrativa de inspiração. Ao transformar a trajetória de Gardênia Cavalcanti em samba, a escola mostra que, no sertão, também nascem sonhos capazes de brilhar para o Brasil inteiro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Acadêmicos da Abolição propõe reflexão afro-indígena sobre terra e ancestralidade</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/academicos-da-abolicao-propoe-reflexao-afro-indigena-sobre-terra-e-ancestralidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 19:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Acadêmicos da Abolição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O CARNAVALESCO conversou com Thayssa Menezes e Pedro Duque, carnavalescos da Acadêmicos da Abolição, e eles contaram detalhes do enredo “Chão é Gente: Cultivar, Cultuar e Colher Ancestralidade”, que será o tema do desfile deste ano na Intendente Magalhães. Segundo os dois, a temática foi inspirada nos ideais de Nego Bispo e Ailton Krenak, representantes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>CARNAVALESCO</strong> conversou com Thayssa Menezes e Pedro Duque, carnavalescos da Acadêmicos da Abolição, e eles contaram detalhes do enredo “Chão é Gente: Cultivar, Cultuar e Colher Ancestralidade”, que será o tema do desfile deste ano na Intendente Magalhães.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-182412" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-533x400.jpeg" alt="IMG 0848" width="533" height="400" title="Acadêmicos da Abolição propõe reflexão afro-indígena sobre terra e ancestralidade 16" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-533x400.jpeg 533w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-150x113.jpeg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-768x576.jpeg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-1536x1152.jpeg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-2048x1536.jpeg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-560x420.jpeg 560w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-1120x840.jpeg 1120w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-80x60.jpeg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-160x120.jpeg 160w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-300x225.jpeg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-600x450.jpeg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-696x522.jpeg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-1392x1044.jpeg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-1068x801.jpeg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-1920x1440.jpeg 1920w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0848-265x198.jpeg 265w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p>Segundo os dois, a temática foi inspirada nos ideais de Nego Bispo e Ailton Krenak, representantes dos saberes quilombolas e indígenas, respectivamente, e propõe uma reflexão afro-indígena sobre a relação entre humanidade, terra e ancestralidade, já que tudo o que envolve nossa cultura e saberes sociais veio desses povos originários e foi se transformando ao longo do tempo.</p>
<p>“A gente estava pensando inicialmente em abordar as ideias do Nego Bispo, mas achamos que poderia ser uma boa convergência juntá-las às ideias do Ailton Krenak. Então pensamos nesse enredo justamente a partir da posição desses dois autores, refletindo essa visão afro-indígena e como ela pode trazer uma outra forma de enxergar a terra, pensando o ser humano como parte da natureza”, contou Thayssa, sobre como surgiu a ideia do enredo.</p>
<p>Pedro complementou, explicando como a narrativa também dialoga diretamente com a história da escola, já que o carnaval é uma festa formada, até hoje, pela comunidade afro-indígena: “Em 2026, a camisa acadêmica da Abolição completa 50 anos. Então, trazer o nosso chão, o chão da escola de samba, confluindo com todas essas ideias do Ailton Krenak e do Nego Bispo, foi uma grande junção que fizemos pensando em valorizar esse chão que é nosso”.</p>
<p><strong>O grande destaque do enredo</strong></p>
<p>Na opinião de Thayssa, o grande trunfo está na forma como o ser humano, em geral, precisa enxergar o conceito de terra. Para ela, é preciso pensar fora da caixa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-182413" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-533x400.jpeg" alt="IMG 0851" width="533" height="400" title="Acadêmicos da Abolição propõe reflexão afro-indígena sobre terra e ancestralidade 17" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-533x400.jpeg 533w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-150x113.jpeg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-768x576.jpeg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-1536x1152.jpeg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-2048x1536.jpeg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-560x420.jpeg 560w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-1120x840.jpeg 1120w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-80x60.jpeg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-160x120.jpeg 160w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-300x225.jpeg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-600x450.jpeg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-696x522.jpeg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-1392x1044.jpeg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-1068x801.jpeg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-1920x1440.jpeg 1920w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0851-265x198.jpeg 265w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p>“A gente tenta pensar essa terra não só como espaço de cultivo, mas também como espaço de celebração, como um lugar que fornece outros tipos de saberes. Não é exatamente indígena, nem um enredo ‘afro’ no sentido tradicional, mas como essas visões podem gerar uma materialidade e uma experimentação diferentes”.</p>
<p>Pedro concorda com essa ideia e afirma que, apesar de temas como chão e colheita já serem recorrentes no carnaval, a proposta da Abolição é outra.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-182414" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-533x400.jpeg" alt="IMG 0853" width="533" height="400" title="Acadêmicos da Abolição propõe reflexão afro-indígena sobre terra e ancestralidade 18" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-533x400.jpeg 533w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-150x113.jpeg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-768x576.jpeg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-1536x1152.jpeg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-2048x1536.jpeg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-560x420.jpeg 560w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-1120x840.jpeg 1120w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-80x60.jpeg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-160x120.jpeg 160w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-300x225.jpeg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-600x450.jpeg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-696x522.jpeg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-1392x1044.jpeg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-1068x801.jpeg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-1920x1440.jpeg 1920w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/02/IMG_0853-265x198.jpeg 265w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p>“A gente quer trazer uma outra vertente de pensamento, tanto visual quanto conceitual. Acho que esse é o nosso grande trunfo para o Carnaval do ano que vem”.</p>
<p>A parte plástica e estética do desfile<br />
Sobre a estética do desfile, Pedro adianta que a narrativa também será construída visualmente a partir das cores e da luz, conectando-se ao carnaval apresentado pela escola em 2025.</p>
<p>“O nosso desfile parte de uma escolha cromática muito clara. Ele começa mais escuro e vai, aos poucos, quase amanhecendo, caminhando para essa clareza. Tivemos vontade de vir mais grandiosos no sentido de volumetria este ano. É uma continuidade do trabalho do último carnaval, de trazer uma Abolição muito rica e grandiosa, como ela merece ser”.</p>
<p><strong>Desafios da Intendente Magalhães</strong></p>
<p>Ao falar das dificuldades de realizar um carnaval na Intendente Magalhães, Thayssa destacou a relação com a escola como um ponto fundamental.</p>
<p>“A nossa agremiação nos dá muita estrutura de trabalho no sentido de liberdade criativa, de confiar na gente, no que a gente quer apresentar e experimentar. Essa construção entre a nossa equipe e a escola funciona muito bem.”</p>
<p>Pedro encara esse desafio como um estímulo criativo e uma oportunidade para experimentar novas técnicas artísticas.</p>
<p>“A gente sabe que existem dificuldades, como todas as escolas da Série Prata, mas é aí que mora a criatividade: pegar o mínimo e transformar no máximo. É nesse espaço que a experimentação com materiais não usuais entra em cena, para conseguir apresentar um trabalho imponente e grandioso.”</p>
<p>Com muita pesquisa, sabedoria e emoção, o desfile da Acadêmicos da Abolição virá para provar que o carnaval é mais do que um espetáculo visual. Com esse enredo, a escola convidará o público a refletir sobre uma nova forma de pensar a vida a partir da ancestralidade e dos saberes naturais, lembrando que também fazemos parte da natureza, mesmo que nos esqueçamos disso no dia a dia.</p>
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		<title>Novo Império aposta na força de cura das folhas e matas para estreia na Série Bronze</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Radicetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 19:16:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Intendente Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[novo império]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O CARNAVALESCO conversou com a equipe criativa das escolas da Série Prata e Bronze, diretamente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio, sobre os preparativos para os desfiles de 2026. Alex Santiago, que divide o cargo de carnavalesco da Novo Império com Elvis Luiz e Jorge Caribé, se debruçou, em detalhes, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>CARNAVALESCO</strong> conversou com a equipe criativa das escolas da Série Prata e Bronze, diretamente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio, sobre os preparativos para os desfiles de 2026.</p>
<figure id="attachment_181146" aria-describedby="caption-attachment-181146" style="width: 528px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-181146" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-528x400.jpg" alt="Alex Santiago" width="528" height="400" title="Novo Império aposta na força de cura das folhas e matas para estreia na Série Bronze 19" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-528x400.jpg 528w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-150x114.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-768x581.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-1536x1163.jpg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-2048x1550.jpg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-555x420.jpg 555w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-1110x840.jpg 1110w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-80x60.jpg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-160x120.jpg 160w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-300x227.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-600x454.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-696x527.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-1392x1054.jpg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-1068x808.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_161423_Gallery-1920x1453.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px" /><figcaption id="caption-attachment-181146" class="wp-caption-text">Foto: Gabriel Radicetti / CARNAVALESCO</figcaption></figure>
<p>Alex Santiago, que divide o cargo de carnavalesco da Novo Império com Elvis Luiz e Jorge Caribé, se debruçou, em detalhes, sobre o enredo “No canto sagrado dos pajés e curandeiros, a cura que brota da floresta”, defendido neste ano pela agremiação na Série Bronze.</p>
<p>“Em 2026, a Novo Império trabalha a cura por meio da força ancestral da floresta. A gente vai fazer uma exaltação de todo esse saber passado de geração em geração, utilizando as folhas e demais elementos empregados para que essa cura seja corporal, mental e espiritual. Além das flores e folhas, essa cura da qual falamos vem das matas, da espiritualidade, dos banhos, das bênçãos, da fala, do sorriso e da alegria”, explicou Alex.</p>
<p>O profissional recordou o processo de escolha do tema, que surgiu por sugestão de Ney Lopes.</p>
<p>“Ney Lopes trouxe essa proposta para mim a partir de uma foto e de uma música antiga. Aí eu falei: ‘Olha, dá para pensar em um novo enredo e um novo samba em cima desse projeto inicial’. A gente foi discutindo e começou a tecer uma linha, em que se entende que esse saber ancestral tem um viés indígena e outro africano. Ele atravessa o oceano e vem se unificar aos saberes dos povos indígenas brasileiros, juntamente com os saberes dos portugueses e da própria Igreja Católica, formando um grande sincretismo em prol da cura”, contou Alex.</p>
<p>O carnavalesco ainda detalhou o projeto do desfile.</p>
<p>“A escola vem colorida, com fantasias diversificadas, grandes e volumosas. Vamos levar dois tripés, um carro alegórico e 19 alas. No primeiro setor, eu venho trabalhando essa questão da travessia africana do oceano. Os ancestrais africanos trazem saberes que vêm parar no Brasil. O segundo setor traz a questão dos pretos-velhos Catende, que, no sincretismo, vinculam-se a São Benedito, santo católico que utilizava as raízes e as folhas das matas para curar as pessoas. No último setor, a gente vem trazendo a cura que ultrapassa apenas as folhas. Nos debruçamos sobre a alegria do Carnaval e dos Doutores da Alegria. Uma cura além dos remédios, que passa pelo espírito, pelo sorriso e pelo samba”, disse ele.</p>
<p>O desenvolvimento conceitual e estético do cortejo encontra limitações operacionais na Intendente Magalhães, como relatou Alex Santiago, mas, apesar disso, a Novo Império aposta cada vez mais em sua equipe para levar ao público da região um espetáculo do mais alto nível.</p>
<p>“O grande desafio é a gente conseguir o contingente. Acabamos competindo, às vezes, com escolas da Sapucaí. Seiscentos componentes é um quantitativo gigantesco. Também tem a questão da logística de chegar à Intendente. As ruas laterais são estreitas, então não se pode pensar em carro alto, carro grande. Isso limita a questão da escultura. A escola, no entanto, passa por um crescimento. A gente era do Grupo de Avaliação no ano passado; este ano, a gente está na Série Bronze e vem se fortalecendo cada vez mais. Foi feita uma reestruturação da equipe, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira. Os nossos três carnavalescos têm, cada um, o seu potencial. Construímos um carnaval competitivo, grande e esperançoso”, finalizou Alex.</p>
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		<title>Vai dar zebra! Acadêmicos do Dendê mistura carnaval e futebol para celebrar o Clube da Portuguesa</title>
		<link>https://carnavalesco.com.br/vai-dar-zebra-academicos-do-dende-mistura-carnaval-e-futebol-para-celebrar-o-clube-da-portuguesa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Radicetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 19:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intendente]]></category>
		<category><![CDATA[Acadêmicos do Dendê]]></category>
		<category><![CDATA[Intendente Magalhães]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O CARNAVALESCO conversou com a equipe criativa das escolas da Série Prata e Bronze, diretamente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio, sobre os preparativos para os desfiles de 2026. Pablo Azevedo e Renato Vieitas, carnavalescos do Acadêmicos do Dendê, da Série Prata, falaram sobre o enredo da escola e também [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>CARNAVALESCO</strong> conversou com a equipe criativa das escolas da Série Prata e Bronze, diretamente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio, sobre os preparativos para os desfiles de 2026.</p>
<figure id="attachment_181141" aria-describedby="caption-attachment-181141" style="width: 513px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-181141" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-513x400.jpg" alt="Screenshot 20260129 155920 Gallery" width="513" height="400" title="Vai dar zebra! Acadêmicos do Dendê mistura carnaval e futebol para celebrar o Clube da Portuguesa 20" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-513x400.jpg 513w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-150x117.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-768x599.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-1536x1198.jpg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-2048x1598.jpg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-538x420.jpg 538w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-1077x840.jpg 1077w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-300x234.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-600x468.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-696x543.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-1392x1086.jpg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-1068x833.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155920_Gallery-1920x1498.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px" /><figcaption id="caption-attachment-181141" class="wp-caption-text">Fotos: Gabriel Radicetti / CARNAVALESCO</figcaption></figure>
<p>Pablo Azevedo e Renato Vieitas, carnavalescos do Acadêmicos do Dendê, da Série Prata, falaram sobre o enredo da escola e também sobre a alegria e os desafios de trabalhar na Intendente Magalhães.</p>
<p>“O nosso enredo para 2026 é ‘No Carnaval de Sete Mares, Vai Dar Zebra’, uma homenagem ao Clube da Portuguesa, que tem uma mascote bem faceira, a zebra. Dado o histórico do clube de promover grandes carnavais, acompanhamos, no desfile, a jornada de sua mascote, uma apaixonada pelo carnaval, partindo dos mascarados de Veneza até chegar à Ilha do Governador, sede da Portuguesa e do Acadêmicos do Dendê. No caminho, a zebra pega uma gôndola e passa por diversas ilhas do Oceano Atlântico, conhecendo o carnaval de cada uma delas. Uma vez na Ilha do Governador, narra a gloriosa história do clube e termina com uma grande festa carnavalesca para brindar, nessa galhardia, como outrora, o gran finale”, explicou Pablo.</p>
<p>Renato contou que a ideia do enredo partiu da diretoria da escola e foi, então, abraçada pela dupla criativa, que adicionou seu tempero pessoal à construção do desfile.</p>
<figure id="attachment_181142" aria-describedby="caption-attachment-181142" style="width: 522px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-181142" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-522x400.jpg" alt="Screenshot 20260129 155913 Gallery" width="522" height="400" title="Vai dar zebra! Acadêmicos do Dendê mistura carnaval e futebol para celebrar o Clube da Portuguesa 21" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-522x400.jpg 522w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-150x115.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-768x588.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-1536x1176.jpg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-2048x1569.jpg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-548x420.jpg 548w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-1097x840.jpg 1097w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-80x60.jpg 80w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-300x230.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-600x460.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-696x533.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-1392x1066.jpg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-1068x818.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155913_Gallery-1920x1471.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 522px) 100vw, 522px" /><figcaption id="caption-attachment-181142" class="wp-caption-text">Renato Vieitas</figcaption></figure>
<p>“A ideia do enredo surgiu logo quando recebemos a confirmação de que seríamos os carnavalescos do Acadêmicos do Dendê. A homenagem foi uma proposta do presidente. Tivemos, então, a grande sacada de mobilizar a mascote da Portuguesa como fio condutor. Acredito que conseguimos explorar a história carnavalesca e futebolística do clube de uma forma bem lúdica, colorida e alegre”, disse.</p>
<p>Sob esse viés, Pablo pontuou que a união do carnaval e do futebol, as duas grandes paixões do carioca e do insulano, levará identificação e muita emoção à Intendente.</p>
<p>“Estamos com uma abertura de grande impacto, um final também de grande impacto e algumas surpresinhas no meio do desfile. Acredito muito que essa zebra ficará bastante feliz ao final do desfile”, declarou.</p>
<p>Para Renato, por sua vez, o grande diferencial do cortejo serão as cores, sobretudo no início do desfile.</p>
<p>Renato e Pablo comentaram ainda sobre a experiência profissional na Intendente Magalhães, via que serve de palco para os desfiles do Grupo de Avaliação, da Série Bronze e da Série Prata (quinta, quarta e terceira divisões do carnaval carioca, respectivamente).</p>
<p>“Fazer carnaval na Intendente é bem difícil, não somente pelo orçamento, mas também pela estrutura. Não há um barracão igual para todas as escolas, em nível de Cidade do Samba. Não se podem construir alegorias grandiosas; os carros são apertados, arrochados”, analisou Renato.</p>
<p>Pablo também descreveu as limitações impostas às últimas divisões do maior espetáculo da Terra.</p>
<p>“Fazer carnaval ali é reciclar, é reaproveitar. A gente não pode abusar muito das dimensões, nem para o lado, nem para cima — embora gostaríamos muito. É um misto de desafio e prazer ao mesmo tempo. É um Carnaval de raiz, do povão mesmo. A Intendente não tem a visibilidade da Sapucaí, mas é um carnaval que traz um pouco daquela nostalgia do passado, assim como o nosso enredo”, destacou.</p>
<p>Ambos reconheceram, no entanto, a potência de atuar nesses segmentos.</p>
<figure id="attachment_181143" aria-describedby="caption-attachment-181143" style="width: 570px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-181143" src="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-570x400.jpg" alt="Screenshot 20260129 155917 Gallery" width="570" height="400" title="Vai dar zebra! Acadêmicos do Dendê mistura carnaval e futebol para celebrar o Clube da Portuguesa 22" srcset="https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-570x400.jpg 570w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-150x105.jpg 150w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-768x539.jpg 768w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-1536x1077.jpg 1536w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-2048x1437.jpg 2048w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-599x420.jpg 599w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-1198x840.jpg 1198w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-300x210.jpg 300w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-600x421.jpg 600w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-696x488.jpg 696w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-1392x976.jpg 1392w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-1068x749.jpg 1068w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-1920x1347.jpg 1920w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-100x70.jpg 100w, https://carnavalesco.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260129_155917_Gallery-200x140.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption id="caption-attachment-181143" class="wp-caption-text">Pablo Azevedo</figcaption></figure>
<p>“Não há camarotes grandiosos que abafam o som das escolas e afastam o público da avenida. É também uma grande escada para chegar ao topo. É uma escola de fazer escola de samba”, pontuou Pablo.</p>
<p>“Ver aquelas pessoas na arquibancada, quase tocando nos componentes, saindo de suas casas para ver e prestigiar a gente, é muito gratificante. Passar pelo trecho final, depois daquela curva, é a melhor coisa que tem”, compartilhou Renato.</p>
<p>Por fim, Pablo propôs ao poder público uma reflexão acerca das condições de atuação das escolas e dos profissionais da Intendente Magalhães.</p>
<p>“O poder público pode olhar com mais carinho e atenção para as escolas de lá, principalmente no que diz respeito às estruturas para a construção do carnaval. Quem sabe a Intendente não ganhe, no futuro, uma Cidade do Samba própria?”, questionou o condutor criativo da agremiação do Morro do Dendê.</p>
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