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O Carnaval 2026 chega como mais um capítulo de resistência, amadurecimento e entrega para o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade Independente de Padre Miguel, Diogo Jesus e Bruna Santos. À frente de um dos pavilhões mais tradicionais do samba, os dois encaram mais um desfile conscientes do peso que carregam e certos de que a evolução é diária, construída muito antes de a Sapucaí se abrir.

Para Diogo, o sentimento que resume o momento é direto e simbólico: superação.

“Superação. Acho que, a cada ano que passa, a gente vem se superando, tanto aqui na Sapucaí quanto fora, nos nossos trabalhos, no dia a dia. É superação para mim, superação para o nosso trabalho e, com certeza, para o nosso espírito”, afirmou o mestre-sala, destacando que o crescimento não se limita à avenida, mas atravessa a rotina, os ensaios e a vida profissional do casal.

Bruna amplia esse olhar ao falar da responsabilidade assumida desde que chegaram ao posto. Para ela, a cobrança e o compromisso não são recentes.

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“A responsabilidade vem desde 2020, desde quando a gente assumiu o posto. Eu e o Diogo assumimos uma responsabilidade muito grande, até porque assumimos a condução de um casal. Essa cobrança já vem de muito tempo. A gente tenta, a cada ano, melhorar, a cada dia a mais, para superar o nosso trabalho e o nosso desempenho na Avenida”, explicou a porta-bandeira.

A busca pelos 40 pontos segue sendo um norte constante, mas o Carnaval 2026 traz um novo desafio técnico: a cabine espelhada. Diogo reconhece que a tensão aumenta, mas garante que o preparo acompanha a mudança.

“A busca é incansável o ano todo. Termina um carnaval e a gente já pensa no outro. Este ano são 60 pontos e cabine espelhada, então vai ser um pouco mais tenso, mas estamos preparados. Temos uma rede de apoio, pessoas trabalhando com a gente, e com certeza vamos dar o nosso melhor”, afirmou.

Bruna, por sua vez, enxerga a novidade como um ajuste, não como uma ruptura.

“Acredito que não muda muita coisa, até porque a gente já está acostumado a dançar em 360 graus na quadra. Isso já é comum para nós. A diferença é que o novo assusta, dá aquele friozinho na barriga por ser novidade. É preciso ter atenção para os dois lados, mas estamos trabalhando muito bem isso junto aos coreógrafos. A ideia é chegar aqui, fazer o melhor e que os jurados gostem da nossa coreografia”, disse.

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Sobre a fantasia, o casal mantém o mistério, mas deixa escapar um clima de exuberância. Entre risos, adiantam apenas que o visual terá brilho, muitas cores e a identidade verde e branca que representa a Mocidade, reforçando a expectativa para o desfile.

A construção da dança, ponto central da apresentação, é descrita por Diogo como um encontro entre tradição e contemporaneidade.

“Sou muito tradicional na minha dança, enquanto a Bruna vem com uma energia e uma modernidade muito fortes. Os coreógrafos trabalham bem isso com a gente. Conseguimos conciliar, mesclar, e com certeza sai uma dança bonita, porque a gente trabalha muito para isso”, afirmou.

Entre técnica, emoção e compromisso com o pavilhão, Diogo Jesus e Bruna Santos chegam ao Carnaval 2026 reafirmando não apenas a busca pela nota máxima, mas o respeito à história da Mocidade e à arte do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Um trabalho que segue sendo lapidado dia após dia, com a superação como princípio e a avenida como palco final.