À frente da bateria da Rosas de Ouro, Ana Beatriz Godói viveu uma noite de entrega profunda ao samba e à escola que ela define como parte da própria vida. Em meio ao brilho da avenida, a rainha mostrou que seu papel vai além da estética, é presença, sentimento e conexão com o coração da comunidade.

“A Rosas faz parte da minha vida. Estar à frente dessa bateria é sentir o coração bater no mesmo ritmo da escola”, afirmou.

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No Carnaval de 2026, a escola levou para a avenida o enredo Escrito nas Estrelas, uma viagem pelo universo do cosmos e pela relação do ser humano com os astros. A proposta conduziu o desfile por caminhos que unem criação, espiritualidade e destino, explorando como estrelas e planetas atravessam a história, os sonhos e a forma de enxergar o mundo.

“Esse enredo fala muito sobre acreditar, sobre destino e sobre se reconhecer no brilho que existe em cada um”, destacou a rainha.

Representando a deusa da noite, Ana Beatriz surgiu com imponência e delicadeza. A fantasia dialogava diretamente com o enredo e com a proposta da bateria, inspirada na estética egípcia. O visual traduziu o mistério e o brilho do céu estrelado, como se a rainha fosse uma joia lapidada para refletir a luz das estrelas no coração da avenida.

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“Quis trazer esse mistério do céu, algo que fosse forte e ao mesmo tempo sensível. Me senti parte desse universo que a escola contou”, contou.

Mesmo diante de um início de desfile já marcado pela perda de alguns décimos, a postura da escola foi de foco e entrega. A escolha foi seguir adiante sem permitir que isso interferisse na apresentação. A Rosas veio para fazer o que estava preparado, com concentração, alegria e verdade, e essa energia se refletiu na atuação da rainha, que manteve o eixo e a firmeza durante todo o percurso.

“A gente não pode deixar nada abalar. O desfile é maior que qualquer situação. É seguir com verdade e respeito ao nosso trabalho”, afirmou Ana Beatriz.

A plástica da escola emocionou. Ao longo do desfile, a rainha se deixou tocar pelo conjunto apresentado, vivendo cada momento intensamente, com o olhar atento e o corpo entregue ao ritmo da bateria, que conduziu o samba com força e cadência envolventes.

“Quando a bateria começa, tudo se encaixa. É ali que eu me encontro de verdade”, revelou.

Ser rainha de bateria, para ela, é o papel exercido com mais amor. É onde se sente completa, conectada e verdadeira dentro do Carnaval.

“Reinar é sentir o samba pulsar junto com a escola. É entrega, é amor, é pertencimento”, concluiu.

Na avenida, Ana Beatriz Godói reafirmou que reinar é, antes de tudo, sentir o samba pulsar junto com a escola, sob o céu estrelado que inspirou o desfile.