sidclei salgueiro
Foto: Thomas Reis/Divulgação Rio Carnaval

A Aprendizes do Salgueiro segue exaltando o legado de personalidades ilustres da escola-mãe. Em 2026, homenageou o intérprete Quinho, falecido em 2024. Para o próximo ano, a escola irá celebrar a trajetória do mestre-sala Sidclei Santos. Ele é o mestre-sala mais longevo na história do Salgueiro e vem garantindo 40 pontos para a escola com consistência há 10 anos. Em conversa com o CARNAVALESCO, o artista se emociona com a homenagem e a valorização de sua história na escola.

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“Eu sou mestre-sala antigo, daquele mestre-sala de raiz que ama o carnaval, que ama a sua escola, que valoriza a sua escola, que luta pela sua bandeira. E é mais importante quando você é valorizado pela sua escola. E hoje foi uma prova maior de tudo: que ser representante do Salgueiro não é dinheiro, não é nada. É reconhecimento, valorização. Eu sou grato ao Salgueiro, sou grato à Mara, grato ao Aprendizes, grato ao presidente. Gratidão sempre”, compartilhou.

Sidclei começou a trajetória no carnaval em escola mirim e chegou ao Salgueiro aos 16 anos. Em 1994, estreou como segundo mestre-sala da agremiação. Em 1997, foi promovido a primeiro mestre-sala, função que exerceu até 1999. Sidclei também teve passagens pela São Clemente e Grande Rio, sempre marcadas pela excelência técnica, elegância e tradição características de seu bailado. Em 2011, retornou ao posto de primeiro mestre-sala do Salgueiro, onde segue fazendo história defendendo o pavilhão vermelho e branco e se tornou referência na dança de mestre-sala.

O mestre relembra o início no carnaval e sua trajetória como oriundo de escola mirim, reconhecendo a importância dessas instituições na formação de grandes sambistas e para a sua própria história.

“Falo com você com lágrimas nos olhos e emocionado de receber uma homenagem do Aprendizes do Salgueiro, de uma escola em que passaram grandes sambistas, que revelou grandes nomes, como Dudu Nobre, Lucinha Nobre, mestres Gustavo e Guilherme, Igor Sorriso. Eu não fui do Aprendizes, mas tive uma participação muito grande no Aprendizes, como jurado, escolhendo casais, participando nos anos 1990. E eu sou oriundo de escola de samba mirim. Na época em que comecei, era a Alegria da Passarela. E era um sonho muito distante chegar à Alegria da Passarela. Minha avó me trazia aqui para o samba do Salgueiro, e eu me tornei salgueirense”, disse.

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A escolha da homenagem para o mestre, em plena atividade, reforça o papel da escola mirim na preservação e transmissão da cultura do carnaval para as próximas gerações, além da valorização de quem faz história na agremiação.

“Hoje eu fiz história no Salgueiro como enredo do Aprendizes. Além do legado que eu vou deixar como mestre-sala, eu vou deixar um legado para as crianças”, afirmou.

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