O bicho está solto na Unidos de Vila Isabel, que realizou, na última sexta-feira, mais uma eliminatória de sambas-enredo para o Carnaval 2026. Com o enredo “Macumbembê, Samborembá. Sonhei que um sambista sonhou a África”, idealizado pelo enredista Vinícius Natal e pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, a escola de Noel Rosa apresentou uma excelente safra de sambas. A qualidade das obras foi notada na quadra, em ótimas apresentações, com alguns destaques, mas todas muito bem defendidas. O CARNAVALESCO esteve presente e traz a análise de cada obra na disputa.

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Foto: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

Parceria de PC Feital: Abrindo a noite de eliminatórias, a parceria de PC Feital, Gustavinho Oliveira, Thales Nunes, Danilo Garcia, Gabriel Simões, Hugo Oliveira, Telmo Augusto e Washington Motta teve Rafael Tinguinha no comando do microfone. Com a quadra ainda tímida, o samba teve uma boa performance. O intérprete, integrante do carro de som da escola, jogou em casa na condução da obra. A melodia contribuiu para o bom desempenho na apresentação. A primeira parte do refrão “Toca macumba, aqui é Casa de Bamba / Toca macumba, é o Povo do Samba a cantar” apresentou um balanço melódico interessante, que agregou à boa performance.

Parceria de André Diniz: Com a inconfundível voz de Wander Pires no microfone, o samba da parceria de André Diniz e Evandro Bocão se destacou pela mobilização da quadra em torno da apresentação. Muitos ritmistas que ficam na frente do palco aproveitaram a primeira passada, sem bateria, para gravar a obra. Nas demais apresentações, o samba reuniu torcedores em todos os lados, cercando o palco e cantando de ponta a ponta. Foi o ponto alto da noite e, aparentemente, o mais esperado pelo público.

Parceria de Cláudio Mattos: A parceria de Cláudio Mattos, Ribeirinho, Markinho da Vila, Didi Tupinambá, Américo, R. Zimmermann, Robson Bastos, Domingos PS e Carlinhos Niterói teve seu samba defendido de maneira exemplar por Igor Vianna. O refrão foi bem cantado, em especial o trecho “Gira no macumbembê, firma no samborembá / Nessa África em xirê, pra canjira começar”. A apresentação foi satisfatória perante a quadra.

Parceria de Ricardo Mendonça: Defendido pela dupla Tem Tem Jr. e Evandro Malandro, o samba da parceria de Ricardo Mendonça, Diego Nicolau, Deco Augusto, Guilherme Karraz, Marcão, Vitor Marques, Miguel Dibo e Gigi da Estiva apresentou, com sua letra animada, um bom desempenho em mais uma sexta-feira de eliminatórias da escola de Noel Rosa. O refrão “Ê macumbembê samborembá / Ê macumbembê samborembá / Risca a pemba nas calçadas de Noel / Quem assina a autoria é a Vila Isabel!” é um trunfo da obra que, assim como a letra, conta com uma melodia animada, ambas contribuíram para a boa performance.

Parceria de Moacyr Luz: Encerrando a noite, a parceria de Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Inácio Rios, Márcio André Filho, João Martins, Dani Baga e Igor Federal teve Bruno Ribas na defesa do samba, que é mais curto que os demais, mas fluiu bem na quadra, sem deixar diferença relevante em relação às outras obras. O pré-refrão “Macumbembê, samborembá, ‘sonho de um sonho’, seu moço, a luz que vem de Dakar / Macumbembê, samborembá, samba é macumba e macumba é samba” é chiclete e levantou o público para o refrão principal.