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Retrospectiva 2020: o que aconteceu em julho, agosto e setembro

O site CARNAVALESCO apresenta a quarta reportagem da série ‘Retrospectiva 2020’. Neste texto vamos relembrar o primeiro trimestre do segundo semestre de 2020. Longe de acabar, a Covid-19 começava a dar os primeiros sinais de diminuição de casos e óbitos. Mas a realização do carnaval se mostrava cada dia mais improvável. Em São Paulo o martelo foi batido em julho: desfiles apenas em julho de 2021. No Rio ficou para setembro. Enquanto os dirigentes decidiam o futuro das escolas em reuniões a portas fechadas os sambistas seguiam se mexendo para que os colaboradores das agremiações não morressem de fome.

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Julho – São Paulo adia o carnaval e Liesa muda a decisão mais uma vez

O mês de julho aumentou a especulação para o adiamento do carnaval. Sem tempo e recursos para a realização do evento em fevereiro e o mais importante: sem condição de saúde, aumentou a força dos argumentos para o adiamento da folia. A Liga SP largou na frente e cravou o adiamento para julho de 2021. A Liesa até fez uma plenária para definir a questão, mas decidiu adiar a decisão para o mês de setembro.

Enquanto isso as escolas, sem fluxo de caixa, já tomavam a decisão de demitir funcionários. Mangueira e São Clemente anunciaram paralisação total. Em meio ao cenário avassalador os casais de mestre-sala e porta-bandeira lançaram o projeto ‘Bailado Solidário’ para ajudar os dançarinos que defendem os pavilhões. O carnavalesco Edson Pereira também passou a ajudar seus colaboradores e a Unidos da Tijuca também ajudava com subsídio os seus funcionários.

Ainda em julho Portela, São Clemente e Salgueiro divulgaram seus enredos para 2021, mesmo com a indefinição na realização da festa. O site CARNAVALESCO realizou sua primeira live em parceria com o camarote do King e contou com a presença de União da Ilha, Viradouro e Grande Rio.

Agosto – Projeto Barracão Solidário é lançado para ajudar artistas do carnaval

Com os barracões das escolas fechados por tempo indeterminado e sem qualquer previsão para o afrouxamento das medidas de isolamento aconteceu o óbvio: o estrangulamento econômico de artesão, artistas plásticos, marceneiros, ferreiros, costureiras e demais trabalhadores da parte plástica do carnaval. Neste sentido surgiu o projeto ‘Barracão Solidário‘, que assim como o ‘Ritmo Solidário’ e o ‘Bailado Solidário’ buscou doações e recursos para ajudar financeiramente essas pessoas. A ideia foi abraçada pelos grandes carnavalescos que doaram desenhos e obras para leilões. Uma live também foi produzida para arrecadação de fundos.

A Unidos de Padre Miguel impressionou os sambistas em agosto ao realizar uma eliminatória inteiramente virtual, respeitando todas as medidas de segurança sanitária. A escolha do samba foi no dia 01 de agosto e deixou a sensação de que era possível produzir algo paliativo enquanto as quadras não pudessem ser reabertas em virtude da pandemia de Covid-19.

Em São Paulo as escolas também usaram da criatividade para realizarem suas finais de samba-enredo e demais eventos. Assim como cinemas e grandes de casas de show, agremiações como a Águia de Ouro e Dragões da Real criaram eventos drive-thru para tentar alguma arrecadação no período de pandemia. A iniciativa arrancou elogios em todo o mundo do samba.

Setembro – Morte de compositor com Covid-19 deixa sambistas perplexos e Liesa adia desfiles

Com o anúncio da sinopse de grandes escolas de samba e ainda sem a definição sobre a realização dos desfiles os compositores começaram a gravar sambas em estúdios fechados e nem sempre com a segurança sanitária recomendável. A consequência foi trágica: o compositor do Salgueiro Diego Tavares contraiu o coronavírus e alguns dias depois acabou morrendo. A notícia abalou o mundo das escolas de samba e os grandes compositores decidiram recuar nas gravações. Poucos dias depois da morte de Diego, imagens de quadras cheias e sem nenhum tipo de isolamento ou uso de máscara causou revolta nas redes sociais.

Paralela à essa situação a Liesa finalmente bateu o martelo sobre o Carnaval 2021. Os desfiles em fevereiro estavam cancelados. Ainda não havia entretanto uma definição quanto a uma data. A Riotur elogiou a decisão da entidade que organiza os desfiles, mas uma audiência pública virtual da Câmara de Vereadores cobrava um plano emergencial para o carnaval. Blocos e escolas foram taxativos: sem vacina não desfilariam.

Ainda no início de setembro um vídeo editorial do site CARNAVALESCO pediu profundas mudanças no carnaval das escolas de samba. O veículo referência na cobertura carnavalesca realizou sua live de aniversário. O lendário mestre de bateria da Unidos de Vila Isabel, Mug, contraiu e venceu a Covid-19. E o Império Serrano causou polêmica ao colocar em seu regulamento de disputa um artigo sobre a moral e os bons costumes. Depois de uma intensa reação o artigo foi removido.

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