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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

A mudança no sistema de julgamento dos desfiles do Grupo Especial em 2026 provocou reações diversas entre o público que acompanhou as apresentações na Marquês de Sapucaí. Com a adoção de cabines espelhadas e a redução do número de paradas para apresentação, o novo formato buscou dar mais fluidez ao desfile e ampliar a visibilidade das performances para quem estava nas arquibancadas. Entre os espectadores ouvidos pelo CARNAVALESCO, a avaliação sobre o modelo foi majoritariamente positiva, embora as notas anunciadas na apuração ainda tenham gerado críticas.

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Torcedora do Salgueiro há 40 anos e integrante da torcida oficial Amigos do Salgueiro, Elizinha, 52 anos, considerou que o novo sistema é válido, mas acredita que os resultados da apuração não refletiram plenamente alguns desfiles.

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“Eu achei válido, achei bom esse novo sistema. Só que pelo carnaval que o Salgueiro apresentou na avenida, sem falhas, era desfile para segundo lugar. A gente colocou um carnaval campeão na rua e ficamos em quarto”, afirmou.

Mesmo com a frustração pela colocação final, ela destacou que a comunidade segue celebrando o desempenho da escola. “Claro que estamos felizes por voltar ao G6, mas a gente acredita que poderia estar mais à frente”.

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Já Júlia Silva Pedro, 23 anos, fisioterapeuta e torcedora da Portela, avaliou que o resultado da escola em 2026 refletiu o momento vivido pela agremiação.

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“Acho que a Portela até deu sorte por não cair. Na minha opinião, a escola recebeu a pontuação que merecia”, disse.

Para ela, o desempenho pode servir como alerta para mudanças internas na escola: “Já faz alguns anos que a Portela vem vacilando. Uma escola do tamanho da Portela não pode ficar tanto tempo sem ganhar”.

Entre os torcedores da Mocidade Independente de Padre Miguel, o sentimento foi de inconformismo com o resultado. Thiago Maia, 42 anos, engenheiro civil, afirmou que a colocação final não correspondeu ao desfile apresentado pela escola.

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“Assim como toda a nação independente, a gente ficou muito sentido com a posição da Mocidade. Pelo que foi apresentado na avenida, a escola merecia estar pelo menos entre as seis primeiras”, afirmou.

Ele também disse esperar uma manifestação da organização do carnaval sobre o julgamento. “Na nossa visão foi injusto. Mas a Mocidade não desiste nunca. Em 2027 a gente volta mais forte para buscar o campeonato”.

Já Lucas, intérprete do bloco Amiguinhos da Caprichosos, acredita que o novo modelo de cabines pode trazer benefícios para o ritmo do desfile.

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“Analisando, acho que é positivo para o andamento. As apresentações ficam voltadas para os dois lados e o desfile não fica tão parado. Pode ficar mais movimentado e melhor de assistir”, avaliou.

Apesar disso, ele também demonstrou estranhamento com algumas notas da apuração: “Algumas notas da Imperatriz eu não entendi, principalmente em samba-enredo e em mestre-sala e porta-bandeira”.

Entre aprovação ao novo formato e críticas às avaliações dos jurados, a reação do público mostra que as mudanças no sistema de julgamento começam a ser assimiladas, mas o debate sobre os critérios e as notas do carnaval continua tão presente quanto sempre esteve nas arquibancadas da Sapucaí.