
O Morro da Casa Verde comemorou o título do Grupo de Acesso II de 2026 e teve seu samba aclamado. A escola da Zona Norte apresentou na Avenida o enredo “Santo Antônio de batalha, faz de mim batalhador”, assinado pelo carnavalesco Ulisses Bara. Após a queda em 2023, a ala de compositores do Morro passou a apostar em um estilo de samba diferente de anos anteriores, muito favorecido pela característica dos enredos definidos pela escola. As obras se tornaram mais leves, contando com mais cadência e riqueza poética em uma letra mais curta. A estratégia rendeu excelentes frutos, tanto que, nos três anos em que ficou no Acesso II, o samba da Verde e Rosa sempre foi considerado entre os melhores do Carnaval de São Paulo. Ao CARNAVALESCO, o presidente do Morro da Casa Verde, Diego de Campos, explicou que as mudanças estratégicas feitas pela escola renderam resultados que culminaram na conquista do título.
“Desde quando descemos, nós tivemos que fazer algumas mudanças. Consideramos que, com o samba-enredo, são três notas que matamos: samba enredo, evolução e harmonia. Sempre estamos trabalhando com isso, junto com um time que é muito bom. O Celson Mody, o Juninho FPA, o Tiago SP… nossa, tem muita gente boa. Sempre viemos fazendo grandes sambas, e pretendo continuar fazendo esse grande espetáculo que o público gosta. Nós fazemos carnaval justamente para a comunidade e para o público. É um espetáculo que o Morro da Casa Verde vem fazendo nesses últimos tempos. Eu espero continuar, e que Deus continue abençoando a caneta dos nossos compositores. Muito obrigado, Celson Mody, por mais uma pancada, e vamos embora para 2027 que está logo aí”, disse.
Importância do trabalho interno
O Grupo de Acesso I tem apresentado nos últimos anos um nível de competitividade bastante elevado, mas para Diego o importante é o Morro da Casa Verde fazer a sua parte. O presidente vê na coirmã Pérola Negra, que conseguiu conquistar a classificação para o Grupo Especial após ser campeã do Acesso II em 2025, um exemplo de que todas as escolas entram como iguais na Avenida, seja qual for a divisão em que estiverem.
“Na verdade, com todo respeito a todas as escolas, todas entram com todas as notas máximas, independentemente de quem está no grupo. O que a escola faz é perder dentro das faixas amarelas. Se o Morro da Casa Verde passar e não perder a nota, o Morro da Casa Verde se consagrará campeão ou vice-campeão. É assim que aconteceu com o Pérola Negra, é o Carnaval dentro da pista. Muita gente de fora fala que o grupo está forte e tal. Sim, realmente, não só o Grupo de Acesso I, o Grupo Especial, o Grupo de Acesso II, estão todos os grupos muito fortes. O que faz você perder nota? Não é a outra escola, e sim é você mesmo. É uma batalha dentro da escola de samba Morro da Casa Verde, pelo menos é assim que eu enxergo o Carnaval. Eu não enxergo as demais coirmãs, e sim o que nós temos que fazer”, afirmou.










