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Presidente da Superliga anuncia negociações com a Prefeitura do Rio para que escolas tenham barracões perto da Intendente

O presidente da Superliga Carnavalesca do Brasil, entidade responsável pelos desfiles da Avenida Intendente Magalhães, revelou ao CARNAVALESCO a existência de negociações para que terrenos desocupados nos arredores da via sirvam de barracão das escolas da Série Prata e Bronze.

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vinicius superliga
Foto: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO

“O prefeito Eduardo Paes, em conversa comigo, já sinalizou a possibilidade de, em um outro formato (não no mesmo formato da Cidade do Samba, nem da Cidade do Samba 2), fazer algo para as agremiações das séries Prata e Bronze. Nós imaginamos a área do antigo Centro de Treinamento do Botafogo em Marechal Hermes. É um terreno que está na reta para a Intendente Magalhães. Não é numa zona de moradia, as vias são largas, amplas. Há a questão, no entanto, da viabilidade do projeto. Esta é a nossa primeira conversa: entender a quem pertence o terreno e ver a viabilidade de trânsito, mas isso já é um ponto com o nosso prefeito”, disse Luiz Vinícius Macedo, em entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO.

Além de adiantar os detalhes do possível acordo, o presidente elogiou a gestão de Eduardo Paes, em seu terceiro mandato como prefeito da Cidade Maravilhosa, pela condução do carnaval.

“Eu, particularmente, só tenho a agradecer ao tratamento que a Prefeitura, o prefeito Eduardo Paes tem dado para as agremiações da Intendente Magalhães. Ele, como todos sabem, é amante do carnaval. A gente conseguiu um aumento gradativo nos recursos a cada ano. O prefeito sempre nos deu aumento em relação à subvenção. Ele visualiza a dificuldade que é fazer carnaval na Intendente Magalhães”, afirmou Luiz.

A conversa ainda se debruçou sobre a opinião de Luiz acerca do carnaval 2025 na Intendente, a possível manutenção do esquema de dias de desfiles (com a Série Prata nos mesmos dias do Grupo Especial). Confira abaixo a entrevista completa.

Qual o balanço que você faz do Carnaval 2025 na Intendente?

“O Carnaval 2025 foi marcado pela organização e tranquilidade. Houve um nível de competição altíssima entre as agremiações. O balanço que a gente faz é de sucesso. Vamos buscar as melhorias possíveis para o Carnaval de 2026 naquilo que a gente identificar que houve falha, mas tenho certeza que tivemos bastante elogio por parte do público, dos desfilantes. Foi muito satisfatório”.

Você projeta manter os mesmos dias de desfiles em 2026? Como foi ter a Série Prata nos mesmos dias do Especial?

“A gente precisa entender com os órgãos públicos, com a Riotur e a Prefeitura, se vai ter alguma alteração em relação ao que nos foi solicitado no final de 2024. O formato da Série Prata nos mesmos dias de desfile do Grupo Especial foi uma solicitação da Riotur, da Prefeitura. Esse ano nós não tivemos problema nenhum de trânsito, de fechamento, de entrega de avenida. A Intendente Magalhães é uma avenida de fluxo de veículos que liga a Zona Oeste à Zona Norte, de forma que a gente precisa ter o cuidado de estar alinhado com a Prefeitura e com a Riotur. A gente vai respeitar as orientações da Prefeitura, que, pelo meu entender, vai seguir o padrão desse ano”.

Qual sua análise do sistema de som na pista de 2025?

“Nós tivemos, em 2025, o melhor som dos últimos anos na Intendente Magalhães. Colocamos um profissional da Liga responsável pela parte de sonorização e usamos um sistema novo, de Bluetooth com corte no delay, o que facilitou muito. A empresa de som da Avenida e a empresa que foi responsável pelos carros de som foram empresas dedicadas, competentes. O nosso profissional, o nosso técnico se entendeu muito bem com as duas empresas. No último dia, salvo engano, teve um problema nesse sistema e aí tiveram que cabiar novamente. O sistema de cabeamento já está um pouco obsoleto, porque acaba que o carro alegórico passa em cima do cabo e rompe, interfere no som. Foi essa intercorrência que nós tivemos, mas o sistema vai se aprimorar para o próximo ano”.

Hoje o que sonha para as escolas da Intendente? O que é apenas sonho e o que pode virar realidade?

“O que eu sonho é melhores condições para as agremiações da Série Prata, como sonho também para a Série Bronze. A gente conseguiu um aumento gradativo nos recursos a cada ano. O prefeito sempre nos deu aumento em relação à subvenção. Ele visualiza a dificuldade que é fazer carnaval na Intendente Magalhães. Hoje, nosso maior desejo é ter um barracão de alegorias para que as agremiações tenham dignidade para fazer seus carros, tranquilidade em deixar seus carros. Um local para ir, para voltar, sair da zona de moradia. Muitas agremiações utilizam um galpão, outras vêm de outras localidades. O ideal seria que a gente tivesse um local amplo, que as escolas pudessem fazer suas alegorias. O Eduardo Paes, em conversa comigo, já sinalizou a possibilidade de, em um outro formato (não no mesmo formato da Cidade do Samba, nem da Cidade do Samba 2), fazer algo para as agremiações da Série Prata e Bronze. Nós imaginamos a área do antigo Centro de Treinamento do Botafogo em Marechal Hermes. É um terreno que está na reta para a Intendente Magalhães. Não é numa zona de moradia, as vias são largas, amplas. Há a questão, no entanto, da viabilidade do projeto. Esta é a nossa primeira conversa: entender a quem pertence o terreno e ver a viabilidade de trânsito, mas isso já é um ponto com o nosso prefeito”.

Dia 26 de abril é a nossa festa do Estrela do Carnaval, na quadra da Unidos da Tijuca. Qual a importância da gente estar premiando escolas da Série Prata?

“Eu acompanho o Estrela do Carnaval há algum tempo. É de suma importância esse trabalho que é feito pelo CARNAVALESCO de dar visibilidade para as agremiações da Intendente Magalhães, mostrar nosso carnaval, dar espaço para que os artistas que se apresentam na Intendente tenham um espaço na mídia especializada de Carnaval. Eu fico muito feliz em ver essa cobertura. Esse ano, a cobertura do CARNAVALESCO foi muito forte nos desfiles da intendente Magalhães. Eu fico muito feliz em ver as escolas da série Prata homenageadas, recebendo seus prêmios. Vou estar presente no dia da premiação, porque premiar é valorizar a cultura do carnaval, valorizar esses artistas que tanto se dedicam à nossa cultura, à cultura popular. É muito importante essa premiação. Sou totalmente grato ao CARNAVALESCO pelo prêmio Estrela do Carnaval”.

O que você acha da premiação do Estrela do Carnaval da Série Prata ser junto com a Série Ouro e Grupo Especial?

“O fato de ser no mesmo dia do Grupo Especial e da Série Ouro só enaltece as escolas da Série Prata, eleva o nível que as escolas se apresentam. A gente sabe que o carnaval é a arte, a cultura, mas ele no formato que a gente conhece é uma competição. As escolas sonham em estar na Marquês de Sapucaí, sonham em estar na Série Ouro e as escolas depois sonham em um dia talvez chegar ao Grupo Especial. Botar uma premiação no mesmo dia das escolas da Série Ouro, do Grupo Especial é de uma importância muito grande para valorizar os profissionais que executam essas verdadeiras obras de arte, que a gente apresenta como forma de carnaval. Mais uma vez ,agradeço ao Estrela do Carnaval e ao CARNAVALESCO pela importância e visibilidade que se dá à Intendente Magalhães, à Série Prata e à Série Bronze”.

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