A apuração do Grupo de Acesso de São Paulo trouxe à tona uma realidade diferente do ano anterior: o fim da “chuva de notas 10” e um julgamento mais rigoroso. Em conversa exclusiva com o CARNAVALESCO, o presidente da Liga, Tomate, analisou o processo de avaliação deste ano, defendendo a preparação dos jurados e a transparência do sistema utilizado.
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Diferente do último carnaval, quando a Liga promoveu uma análise com jurados entre os desfiles do Acesso e do Especial, este ano a estratégia foi outra. Segundo Tomate, a decisão de não realizar novos encontros após o julgamento do Acesso foi tomada em consenso, visando evitar a confusão relatada pelos próprios avaliadores no passado.
“Este ano, além de da gente ter mais tempo, houve pelo menos três vezes mais treinamentos, as avaliações foram muito melhores”, explicou o presidente, destacando que a entidade agora utiliza uma plataforma onde todos têm acesso integral às informações.
Para ele, o corpo de jurados está mais maduro: “O ano passado a gente entendeu que por ser um ano com muita mudança no critério, com todos os jurados novos, um novo processo, que a gente precisava dessa conversa”.
Desempenho das escolas e o ‘fim do 10 automático’
Sobre o resultado que consagrou o Morro da Casa Verde, Tomate foi enfático ao dizer que o desempenho da escola foi amplamente reconhecido. “Morro da Casa Verde fez um grande desfile e apontado pelos internautas, por todo mundo como uma das favoritas da subida”, afirmou, citando também o equilíbrio com agremiações como X-9 Paulistana, Pérola Negra e Imperador do Ipiranga. Um dos pontos mais celebrados pela gestão foi a variação das notas, indicando um julgamento mais técnico e menos complacente.
“A gente não teve praticamente nenhum jurado que deu 10 para todo mundo. Se eu não me engano, eu acho que não teve nenhum inclusive que deu 10 para todo mundo. Eu acho que talvez a gente esteja encontrando agora um caminho assertivo”, pontuou o dirigente.
Ao ser questionado sobre a satisfação com o trabalho realizado, Tomate defendeu que a Liga atingiu o limite de preparação possível. Ele comparou o julgamento do carnaval com a tecnologia no esporte para ilustrar que falhas podem ocorrer, apesar de todo o esforço.
“Mais do que nós fizemos não tem o que fazer. Errar é o humano, isso é fato. É, no futebol o VAR erra. Se o VAR erra, como que o humano não vai errar?”, questionou o presidente. Ele reiterou que tudo foi decidido de forma democrática entre os 32 presidentes das entidades.
Para finalizar, o mandatário deixou claro que o foco agora é celebrar as vitórias e corrigir os rumos para o futuro. “A gente resultado de carnaval não se discute. Se comemora para quem tem que se comemorar e corrige para quem tiver que corrigir no caso que que cometeu alguma falha”, concluiu.










