A Unidos do Viradouro recriou a icônica cena do Carnaval de 2007 e trouxe a Furacão Vermelho e Branco no alto do último carro alegórico da escola. A agremiação de Niterói transformou a Marquês de Sapucaí em um palco de reverência, na madrugada desta terça-feira, ao apresentar o enredo “Pra cima, Ciça”.
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FOTO: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO
Batizado de “Pra Cima, Ciça! – A Bateria nas Alturas”, o carro 6 foi a grande surpresa do desfile. A decisão de colocar a bateria sobre a alegoria não foi apenas uma escolha estética, mas uma forma de honrar e revisitar a trajetória do mestre. Enquanto a Sapucaí acompanhava cada paradinha e retomada do samba, os ritmistas equilibravam emoção e concentração para honrar aquele que mudou a história da batucada.

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Para o segurança patrimonial Caíque Reis, de 31 anos, o maior desafio estava na estabilidade.
“A emoção é muito grande e o maior desafio técnico é a nossa estabilidade. Nós tivemos cinco ensaios na Cidade do Samba em cima do carro, que foi essencial, para sabermos como lidar na hora que ele freia, que ele acelera. O Ciça sempre foi meu professor. Comecei na bateria mirim com 9 anos, hoje tenho 31”, contou ao CARNAVALESCO. Se pudesse sussurrar algo antes da subida, ele não hesitaria: “Muita sorte para gente e que venha o tetra da nossa Viradouro”. E revelou um desejo: entrar na Avenida ao som de “É campeã”.

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Alex Martins, de 45 anos, técnico de informática, também destacou a responsabilidade de tocar fora do chão.
“É tudo novo. Tem a questão da frenagem, prestar atenção, controlar a emoção”, explicou. Para ele, o enredo carrega uma representatividade no carnaval: “A gente costuma homenagear a pessoa só depois que ela morre, então homenagear um amigo pessoal em vida é emocionante”. Antes de subir no carro, a mensagem seria direta: “Eu te amo, você é maravilhoso, um dos melhores que já vi na minha vida”. Com mais de três décadas de desfiles, Alex admite que a experiência nas alturas tem um sabor único.

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A sensação de pertencimento também marcou o retorno do piloto de avião Will Oliveira, de 62 anos. Ele estava entre os ritmistas que atravessaram a Passarela do Samba na alegoria, lá em 2007.
“Para mim, é a segunda vez que vou desfilar em cima de um carro alegórico, em 2007 eu estava com o Ciça. Fiquei três anos fora da escola, mas ele me chamou, e eu estou de volta.” Emocionado, ele definiu sua posição na alegoria como a de “um dos súditos do rei”.
Para Will, Ciça representa tradição e alegria, e o convite para participar desse momento especial é carregado de memórias: “Pra cima Ciça, estamos juntos, te amo. Espero que meu coração aguente a emoção”.









