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Ensaio técnico do Pérola Negra une impacto cênico, samba contagiante e evolução segura

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Por Letícia Sansão e Will Ferreira

O Pérola Negra deixou claro, logo no primeiro e único contato com a pista do Anhembi, que vai brigar pelas primeiras colocações no Carnaval de 2026. Campeã do Grupo de Acesso 2, a Joia Rara do samba apresentou um ensaio técnico de leitura direta e forte carga simbólica, sustentado pela narrativa de Maria Bonita como figura central de coragem, fé e resistência. Desenvolvido pelo carnavalesco André Machado, o enredo “Valei-me, cangaceira arretada, Maria que abala a gira, valente e Bonita que vence demanda” ganhou corpo na avenida com escolhas claras e protagonismo feminino bem definido.

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Este foi o primeiro e único ensaio técnico do Pérola, por opção da escola. A apresentação durou aproximadamente 58 minutos, contados a partir do início do canto do samba-enredo. A agremiação será a sexta a desfilar no domingo, 15 de fevereiro, pelo Grupo de Acesso 1.

COMISSÃO DE FRENTE

O grande ponto alto do ensaio. Sem tripé, a comissão de frente apostou exclusivamente na força da coreografia e da narrativa corporal para contar o enredo. A apresentação simulou uma batalha no cangaço, retratando a emboscada das forças policiais que culminou na morte de Lampião e Maria Bonita.

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Lampião é morto pelos policiais e fica caído no chão da avenida. É quando a personagem central, Maria Bonita, surge como protagonista. Com uma peixeira, ela enfrenta os policiais em cena, riscando a faca no chão diversas vezes, gesto que dialoga diretamente com um dos versos do samba. A ação se repete ao longo da coreografia, reforçando a ideia de enfrentamento.

A performance é bem construída. Em vários momentos, Maria Bonita ergue a peixeira, ocupando o centro da cena e deixando explícito seu papel de liderança dentro da narrativa. A comissão conseguiu impacto sem recorrer a truques visuais, sustentando tudo na interpretação, no gesto e na intensidade dramática.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Kawe e Nathalia, que fazem sua estreia como primeiro casal do Pérola Negra, tiveram uma apresentação segura e muito bem caracterizada. Vestidos de Maria Bonita e Lampião, trouxeram para a dança elementos do cangaço que foram além dos movimentos tradicionais do quesito, como momentos em que realizaram movimentos que remetem a uma dança sertaneja.

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Além dos passos obrigatórios, o casal incorporou deslocamentos mais firmes, com batidas de pé marcadas no chão enquanto conduziam o pavilhão, gesto típico associado às figuras do cangaço. Nathalia utilizava botas, reforçando a caracterização. A leitura estética e simbólica funcionou bem e contribuiu positivamente.

HARMONIA

O Pérola apresentou bom rendimento geral de canto ao longo da pista. O samba foi bem sustentado pela maioria das alas, especialmente antes do refrão de cabeça, que ganhou força coletiva e causou impacto sonoro na avenida.

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Um ponto de atenção ficou para a primeira ala, formada por mulheres com saias de chita, elemento citado diretamente na letra do samba. Apesar da leitura visual muito clara, a ala apresentou menor intensidade no canto, destoando do restante da escola. Algo completamente reversível em ensaios, principalmente por se tratar de um samba forte.

EVOLUÇÃO

A escola desfilou de forma organizada, com andamento regular. As alas mantiveram bom espaçamento, sem registros de grandes buracos. A presença recorrente do tecido chita nas fantasias reforçou a unidade visual e indicou um caminho estético que deve ganhar ainda mais força no desfile oficial.

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Os componentes avançaram de maneira fluida, o que contribuiu para uma evolução consistente ao longo dos cerca de 58 minutos de ensaio.

SAMBA

A arrancada do samba é intensa e contagiante. Mesmo após a passagem do refrão de cabeça, o início da obra segue em ânimo crescente, levantando a escola e criando um impacto imediato na pista a cada repetição. “Mandacaru anuncia” um início de grande explosão, que foi correspondida no canto forte dos componentes no ensaio técnico do último domingo.

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Outro destaque importante foi a ala musical, que contou com a presença de mulheres ao lado dos intérpretes Lucas Donato e Juan Briggs, um ganho significativo para o canto.

O samba é curto e de fácil memorização, sem perder o tom poético e sensível na abordagem sobre Maria Bonita e sua importância enquanto entidade espiritual.

É, portanto, um samba dançante, divertido e capaz de descrever o enredo do Pérola de forma bastante visual.

OUTROS DESTAQUES

A bateria apresentou duas bossas com clara inspiração nordestina, remetendo ao xote, o que cria uma atmosfera coerente com o enredo. A retomada após as bossas foi sempre bem marcada pelo repique e remete às batucadas antigas. O andamento foi tranquilo e sem correria, mesmo com os momentos de explosão do samba.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

À frente da bateria, a madrinha Ana Paula Santos apareceu caracterizada como cangaceira, riscando uma faca no chão, como manda o samba. Já a rainha Joyce veio como onça, representando a braveza de Maria Bonita.

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O Pérola Negra deixou no Anhembi a impressão de um desfile coeso e com identidade. Assim como Maria Bonita, a Joia Rara mostrou que chega ao Acesso 1 com coragem.

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Viva o protagonista da sociedade! Fácil leitura da comissão de frente se destaca no segundo ensaio técnico da Tucuruvi

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Por Gustavo Lima, Ana Carla Dias, Letícia Sansão e Will Ferreira

Sem chuva, a Tucuruvi realizou seu segundo ensaio técnico no Anhembi neste domingo. Animado por um forte discurso do vice-presidente Rodrigo Delduque, o treino foi marcado positivamente pelo ótimo desempenho da comissão de frente, que mostrou com extrema facilidade o significado do enredo “Anti-herói Brasil”, a mistura do sofrimento com a diversão dos povos das ruas e a malandragem. Ponto bastante positivo para o ensaio. Vale destacar também a atuação do intérprete Hudson Luiz e de sua ala musical. A escola tem como enredo “Anti-herói Brasil”, desenvolvido pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves.

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COMISSÃO DE FRENTE

Liderada por Renan Banov, a ala retratou fielmente o que é ser um anti-herói. O significado está em ser um protagonista sem os estereótipos tradicionais de herói, tão presentes em nosso cotidiano. De acordo com a Tucuruvi, o grande protagonista da sociedade é o trabalhador e aqueles que fazem o “corre” do dia a dia.

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Isso foi muito bem representado na comissão de frente. No início da encenação, havia uma mulher que aparentemente representava o sofrimento, com gestos que reforçavam essa ideia. Atrás dela, outros bailarinos, vestidos com óculos escuros e cabelos no estilo black, contribuíam para a narrativa e também dançavam. Estes representavam o protagonista que curte a vida, a malandragem e o povo das ruas, como diz a letra do samba.

Destaque para a bela pintura corporal, com brilhos e predominância da cor marrom, criando um belo contraste na avenida. Além disso, a comissão de frente cumpriu os itens obrigatórios de saudar o público e apresentar a escola.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Enfrentando um forte vento, Luan Caliel e Beatriz Teixeira imprimaram um ritmo intenso de dança na pista, principalmente nos giros horários e anti-horários, e soube lidar com a força da natureza. Foi possível perceber uma evolução maior do casal neste ensaio no Anhembi, já que, no anterior, a escola enfrentou chuva, algo que sempre dificulta a atuação do casal.

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Destaca-se o empenho da dupla na execução dos movimentos obrigatórios. Nitidamente, priorizaram a técnica em detrimento de uma coreografia mais elaborada dentro do samba. Vale ressaltar também o entrosamento, já que caminham para o terceiro desfile juntos, além da elegância e do sorriso constantes. O casal da Tucuruvi pode ser considerado uma verdadeira bola de segurança para a escola.

“Sou uma pessoa que não gosta de falar que é uma competição, porque venho para cá com a minha família para me divertir. É o meu momento de escape, estar com a comunidade que me acolheu bastante. Então, a gente virou uma família mesmo e acaba que não ligo muito para a competição. Aqui está todo mundo unido, sempre buscando o melhor, se apoiando ao longo desses anos, e isso já é um mérito”, disse a porta-bandeira.

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“É um ano muito difícil. A Tucuruvi caiu de novo injustamente, e eu posso falar isso com propriedade, porque entrei na escola quando ainda estava no Acesso. Logo depois, em outubro, veio a subida. A escola subiu com o enredo de Chico Anysio, e a história parece se repetir. A Tucuruvi vem muito bem há alguns anos, com enredos fora do sério e, injustamente, caiu novamente. Todo mundo sente esse gosto amargo. A escola vem com tudo, e eu e a Bia estamos trabalhando há muito tempo. É um ano difícil até para nós. No Especial, conseguimos fazer uma coreografia mais intensa, com mais tempo. No Acesso, precisamos reduzir um pouco, porque o tempo é menor. Qualquer erro custa caro, e isso é difícil de lidar. Mesmo assim, vamos entrar de cabeça erguida para buscar esse título novamente para a Cantareira”, completou o mestre-sala.

HARMONIA

É nítido que todos os componentes da escola sabem cantar o samba de ponta a ponta, porém houve falta de vigor e volume no canto na maioria das alas. Faltou imprimir a garra apresentada nos desfiles de “Ifá” e “Assojaba”.

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Toda a escola desfilou com a mesma camisa do enredo, que trazia, na parte de trás, o seu significado. Mesmo com a análise geral do canto, uma ala destoou positivamente das demais. A que trazia a frase “Um povo com voz é um perigo” se sobressaiu pelo canto forte. Ainda assim, vale ressaltar que o quesito Harmonia depende da sinergia entre canto, carro de som e bateria. Por isso, o volume é fundamental para a audição dos jurados.

EVOLUÇÃO

A primeira ala após a comissão de frente é coreografada e, em diversos momentos, os componentes evoluíam normalmente e, ao tentar entrelaçar as fileiras, abriam-se muitos espaços. Também foi possível observar integrantes perdidos, que não acompanhavam suas fileiras e acabavam ficando para trás. Em determinado momento dessa mesma coreografia, toda a última fileira permaneceu atrás enquanto as demais avançavam.

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Em um outro momento específico, as fileiras da ala das baianas também se separou, mas o ajuste foi feito rapidamente. Ainda assim, a Tucuruvi deve ficar atenta a esse tipo de situação, que aparenta ser simples de corrigir, mas que agora só poderá ser trabalhada em ensaios na quadra.

No entanto, é importante esclarecer que, no caso da primeira ala, o diretor de harmonia Ricardo Fervorini entrou em contato com o CARNAVALESCO e informou que se trata de uma ala de ação justificada. Dessa forma, quaisquer incidentes ocorridos não são passíveis de dedução de pontos. A ala das baianas também não é julgada e, conforme o regulamento, qualquer espaçamento entre os componentes, independentemente da distância em relação às grades, não pode gerar penalização por parte do jurado.

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Assim, apesar de ter havido falhas na execução, a escola se manifestou oficialmente, e não há impacto na avaliação do quesito.

SAMBA-ENREDO

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Na voz de Hudson Luiz, a obra cresceu de maneira impressionante. O intérprete tem um estilo que puxa o samba para si, sem transferir totalmente a condução para a comunidade ou para o público. Seu timbre se sobressai, e ele utiliza isso como trunfo para obter êxito em perfeita sintonia com a “Bateria do Zaca”. Os apoios femininos também combinam muito bem com o tom de voz do cantor.

OUTROS DESTAQUES

A “Bateria do Zaca”, comandada por mestre Serginho, destacou-se ao marcar bem o samba durante o ensaio e executar as bossas nos momentos corretos.

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“Depois do ensaio de bateria que fizemos na quinta-feira, voltamos para casa mais quietinhos e ajustamos o que precisava ser ajustado. Acertamos alguns detalhes que haviam passado despercebidos, e o resultado é isso que você está vendo. A galera curtiu, estamos trabalhando forte e sério. Agora é manter o trabalho em banho-maria e recuperar as peças. Estou muito satisfeito”, avaliou Serginho.

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Conjunto musical é destaque no primeiro ensaio técnico da Acadêmicos do Tatuapé

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

A Acadêmicos do Tatuapé realizou o seu primeiro ensaio técnico visando à preparação para o Carnaval 2026. Um forte temporal atingiu a cidade de São Paulo, sobretudo a Zona Norte, mas a chuva deu uma trégua para a escola, que conseguiu desfilar com a pista seca. Os destaques do treino ficaram por conta da comissão de frente, que apresentou diferentes ingredientes, do canto da comunidade e do rendimento do carro de som.

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O quesito Harmonia, como é de praxe na escola, se fez presente novamente e se manteve de forma linear, fator importante para o julgamento. A comissão de frente, coreografada por Leonardo Helmer, realizou diferentes movimentos e explicou de forma emocionante o enredo, a ideia do “Broto primordial” e o sucesso da colheita. Outro destaque foi a ala musical, com Celsinho Mody, que teve excelente desempenho no Anhembi, cuidando do timbre e mantendo-se animado o tempo todo para colocar o gás necessário nos componentes.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, coreografada por Leonardo Helmer, ensaiou representando o “Broto primordial”. Interpreta-se que tudo o que brota reluz e significa um novo começo. Com isso, os bailarinos foram à pista com vestimentas predominantemente brancas e cumpriram os requisitos principais, como a saudação ao público e a apresentação da escola.

Dentro da encenação, havia uma mulher posicionada à frente de todos os dançarinos, como se estivesse guiando o grupo. Essa personagem era o centro da apresentação, enquanto os demais componentes formavam uma roda ao seu redor, criando uma cena de forte apelo teatral.

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No tripé, os componentes pegavam folhas e as sacudiam. Interpreta-se como a colheita sendo realizada, a terra rendendo bons frutos. É válido destacar que a comissão de frente da Tatuapé mudou bastante em relação aos últimos anos. Antes, era conhecida por apenas cumprir os requisitos básicos do regulamento, mas agora a escola arrisca mais e aposta fortemente nas encenações para explicar melhor o enredo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Diego e Jussara mostrou resiliência neste ensaio. A bandeira saiu do mastro em frente à segunda cabine e, sendo assim, não houve apresentação voltada a ela. Foi a primeira falha em muitos anos, considerando ensaios e desfiles.

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A resiliência citada se deu pelo fato de a dupla ter demonstrado o entrosamento necessário conforme o manual do julgador. O emocional foi rapidamente recuperado e o casal conseguiu realizar um ensaio no padrão “Casal Foguinho”. Executaram todos os movimentos exigidos, principalmente os giros no sentido horário e anti-horário, com bastante intensidade, algo que sempre foi muito bem feito pela porta-bandeira desde que assumiu o pavilhão da agremiação.

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“Hoje foi o nosso primeiro ensaio técnico aqui com a escola completa, bateria e tudo mais. A gente conseguiu contar tudo o que estamos planejando apresentar para os jurados, a apresentação de pista e tudo mais. Inclusive, tivemos imprevistos. Tudo pode acontecer. Tem o tempo, que nos dá sol e vento, tem chuva. Tudo isso faz parte do nosso trabalho, mas, graças a Deus, hoje conseguimos apresentar tudo o que vínhamos planejando desde abril de 2025”, contou a porta-bandeira.

“Hoje tivemos um pequeno problema com o pavilhão, com a costura, mas dentro da pista mesmo resolvemos e continuamos a nossa trajetória, colocando em prática o que já tínhamos ensaiado. Os imprevistos estão aí para acontecer e, se acontecerem, não podemos perder o controle da situação. Vamos corrigindo”, completou o mestre-sala.

HARMONIA

É chover no molhado elogiar a força do canto da Tatuapé. O samba-enredo, que foi resultado de uma junção, desde o dia de sua apresentação foi completamente abraçado pela comunidade, como costuma acontecer todos os anos.

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A forte harmonia se destaca especialmente nos últimos versos do samba: “Que a esperança está no amanhã, e assim será, viver é partilhar e nada em troca esperar”. É um samba fácil de assimilar, e seus refrões comprovam isso. Vale ressaltar que o ótimo canto reflete diretamente no julgamento, visto que a escola manteve a constância, e a harmonia é avaliada do início ao fim do desfile. De fato, é um quesito que costuma causar poucos problemas para a escola.

EVOLUÇÃO

Um ponto de atenção para a escola: houve uma situação em que o casal de mestre-sala e porta-bandeira abriu 13 grades para a marcação do abre-alas, sendo que o regulamento permite, no máximo, 12. Fica o registro de que é até estranho notar esse tipo de erro na evolução da escola, já que a Tatuapé é referência na montagem de desfile. Sempre apresenta evoluções de alto nível no Anhembi, mas teve esse percalço logo em frente à cabine de jurados do Setor H. A escola ensaia no próximo fim de semana e terá a chance de corrigir.

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No mais, o quesito foi muito bem executado. Os componentes preencheram corretamente as fileiras e dançaram no padrão Tatuapé. Vale destacar que os desfilantes não têm a característica de dançar de um lado para o outro no mesmo lugar, mas também não caminham em linha totalmente reta. A expressão corporal é forte e dialoga diretamente com o samba-enredo.

SAMBA-ENREDO

Excelente atuação do intérprete Celsinho Mody e de sua ala musical. O cantor mostra que, mesmo com o passar do tempo, ainda desponta como um dos melhores do carnaval paulistano e segue em alto nível há muitos anos.

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Interagiu com o público usando frases como “agora é com vocês” e fez o mesmo com a comunidade. Durante o desfile, elogiava os componentes com expressões como “que escola linda!”. Um verdadeiro capitão, que chamou o samba para si e, pelo que se viu no ensaio, tende a ser um destaque ainda maior do que no ano passado. Isso faz total diferença para dar mais gás aos componentes. A ala musical também é formada por grandes nomes, com cordas dignas de elogios.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Qualidade Especial”, de mestre Cassiano Andrade, imprimiu um ritmo forte e acelerado. O estilo de Cassiano casou perfeitamente com a potência vocal e a melodia dos sambas da Tatuapé na voz de Celsinho Mody. As bossas foram bem executadas, com destaque para o apagão nos versos finais.

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“O ensaio foi muito bom. Agora vou me reunir com os diretores, porque há coisas que eu não consigo ter dimensão à frente da bateria. No fim, eles vão me passar tudo o que aconteceu. Vamos acertar para o próximo e, se Deus quiser, fazer um belo desfile. Acho que foi bem positivo pela alegria do pessoal. Vamos atrás dos detalhes que faltam e entregar um grande trabalho. É uma escola muito forte, que realmente trabalha bastante. Posso falar pela minha vivência dentro da escola: é uma comunidade que vai para a pista pensando em ganhar”, avaliou o mestre.

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Sob chuva, Acadêmicos de Niterói encerra ensaios de rua com canto forte e brilho do casal Emanuel e Thainara

Por Matheus Morais e Rhyan de Meira

A Acadêmicos de Niterói realizou no último domingo seu último ensaio de rua pela Amaral Peixoto, logradouro localizado no centro da cidade que nomeia a agremiação. Cantando apaixonadamente debaixo de chuva, a Azul e Branco da Cidade Sorriso mostrou muita animação e disposição no início da noite deste domingo, com o canto dos componentes sendo um dos pontos altos do ensaio, assim como a apresentação do casal Emanuel e Thainara, que veio à frente da escola. A “Cadência de Niterói” também teve uma grande apresentação neste último treino na Amaral. No domingo de carnaval, a agremiação abrirá os desfiles do Grupo Especial, onde estreia, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Lula e sua trajetória de vida e política, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Fotos: Matheus Morais e Rhyan de Meira/CARNAVALESCO

Com um desempenho muito bom sob a chuva que caía em Niterói, Emanuel Lima e Thainara Mathias abriram com muita elegância o último ensaio de rua da Niterói. O casal apresentou um bailado muito coeso e entrosado, com bastante vigor e uma coreografia mais tradicional, demonstrando muita sintonia entre eles, com Emanuel riscando bem o chão da Amaral Peixoto, com movimentos ágeis e tradicionais na dança e no cortejo à sua dupla, enquanto Thainara mostrou muita segurança nos giros e nas coreografias feitas pela dupla ao longo da apresentação, como no entremeio do samba entre “Vi a esperança crescer” e “No Brasil de Rubens Paiva”.

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SAMBA E HARMONIA

Com os componentes estando com o samba na ponta da língua, a escola niteroiense passou cantando muito firme na Amaral Peixoto, onde não se via nenhum componente sem cantar a obra de 2026. Em especial, para além dos refrões e do entremeio, alguns versos da segunda metade, como “Tem filho de pobre virando doutor / Comida na mesa do trabalhador / A fome tem pressa / Betinho dizia”, eram cantados com muita emoção por alguns, inclusive. Emerson Dias teve um grande desempenho neste último ensaio, conduzindo bem o hino da escola com muita força e mantendo o samba para cima mesmo com a chuva do início, sendo bem auxiliado pela ala musical da escola.

Ao CARNAVALESCO, o intérprete Emerson Dias comentou sobre essa temporada na rua para a Niterói e suas expectativas para a Sapucaí.

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“O balanço aqui na Amaral Peixoto foi sempre positivo desde o primeiro ensaio que a gente teve. A resposta da comunidade, do povo, foi muito forte. A Niterói foi muito abraçada por causa do samba, do enredo, da popularidade, do trabalho de harmonia, de ritmo no geral, do canto, dos carros de som e da bateria. A gente está chegando a um denominador comum muito agradável de andamento e de como o samba tem que ser executado. Acho que isso veio corroborar com o sucesso que a gente está tendo com esse samba a nível Brasil. Hoje, a Sapucaí é um termômetro pra gente. Se a gente conseguir, na hora da largada, botar o astral lá em cima e jogar a energia que a gente acredita que vai acontecer, vai ser um desfile de canto e de samba como há muito tempo não se vê na Sapucaí, devido à popularidade e ao alcance que o samba teve. Essa é a nossa expectativa, é isso que a gente está trabalhando. É o grande trunfo da Niterói neste Carnaval”, avaliou.

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EVOLUÇÃO

A Niterói passou com muito vigor em meio à chuva, com seus componentes bem soltos ao longo do treino realizado neste domingo. A escola evoluiu com bastante alegria, animação e fluidez, sem longas paradas, permitindo aos componentes essa leveza para evoluir ao longo do percurso. As alas coreografadas se destacaram ao longo do ensaio, em especial a que veio atrás da bateria, com uma coreografia inspirada na repressão da ditadura militar e na resistência a ela.

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O presidente Wallace Palhares também falou ao CARNAVALESCO sobre este último ensaio e o que espera do início dos ensaios técnicos da Sapucaí na próxima semana.

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“É um balanço bem positivo. A Niterói cantou desde o primeiro ensaio. Foi um samba, e não só um samba, mas um enredo também, que furou a bolha. Isso foi muito satisfatório. A cada ensaio houve uma progressão, e isso foi muito positivo. A minha expectativa é a melhor possível. Tudo o que eu estou vendo — do barracão, da galera que está ensaiando, da equipe dos carros — me faz esperar um ensaio técnico histórico pra gente. Não só pra gente, mas pro povo do carnaval. A gente está se preparando muito, não só para o ensaio técnico, mas também para o dia do desfile de fato. O samba já está sendo bem recebido, já saiu da bolha. A Niterói teve essa sorte, foi abençoada com um grande samba. Os compositores mandaram bem demais, e o carro de som também alcançou todas as expectativas”, disse.

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OUTROS DESTAQUES

A “Cadência de Niterói” teve um grande desempenho nesta última passagem pela Amaral Peixoto em preparação para o desfile na Sapucaí. Mestre Branco Ribeiro regeu muito bem os ritmistas, executando com precisão as bossas e garantindo um bom andamento. A rainha Vanessa Rangeli esteve presente à frente da bateria. A comissão de frente não esteve presente neste último ensaio de rua da escola.

Força locomotiva! Grande Rio vive noite de comunhão com a comunidade e alto nível de quesitos no ensaio de rua

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Por Maria Estela Costa e Júnior Azevedo

O grande dia está se aproximando, e a Grande Rio encerrou, neste domingo, a temporada de ensaios de rua. O último ensaio foi realizado na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, em Duque de Caxias, e foi marcado pela potência do canto da comunidade, pela sintonia entre a escola e os apaixonados por ela, pela performance da ala musical e pela presença da rainha de bateria, Virginia. Para 2026, a escola aposta no enredo “A Nação do Mangue”, criado pelo carnavalesco Antônio Gonzaga, que homenageia o movimento cultural Manguebeat, misturando ritmos musicais e interligando a cultura dos manguezais, vistos em Pernambuco, com as periferias da Baixada Fluminense. A escola mostrou que está pronta para os ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí, que acontecerão nos dias 1º e 8 de fevereiro.

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“No ensaio de hoje, deu para perceber o abraço da comunidade com a escola, uma coisa louca, uma coisa só. Graças a Deus, a escola está pronta para a Sapucaí. Hoje, como tradicionalmente no nosso último ou penúltimo ensaio, a comunidade abraça, e isso nos deixa com muito mais força para o carnaval. A gente já está ensaiando desde novembro e, na quadra, desde setembro. Então, realmente, estamos muito confiantes do que vai acontecer na avenida”, diz Thiago Monteiro, diretor de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

Dando início ao ensaio, a comissão de frente, ensaiada pelos coreógrafos Hélio e Beth Bejani, chegou com as mãos para cima, indicando que eram um grupo em manifestação, em sincronia com o trecho da canção que diz “a revolução já começou”. Eles também realizaram movimentos simulando caranguejos, primeiro com as mãos e os passos, e depois dando pequenos pulos de um lado para o outro em círculos. A coreografia transmite a ideia de coletividade, deixando claro o local de pertencimento e a relevância dessa cultura. Nos momentos finais da apresentação, uma dançarina é erguida enquanto canta o refrão com força. Os dançarinos optaram por figurinos confortáveis e de fácil combinação: camisas que os identificam como integrantes da comissão de frente e shorts pretos.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Mais uma vez, Daniel Werneck e Taciana Couto deram um show e reafirmaram a boa relação entre eles. Um dos destaques do casal é a capacidade de se comunicar pelo olhar; por isso, não se perdem de vista durante a apresentação. Daniel dança com um leque como adereço, o que confere charme e elegância aos movimentos, enquanto Taciana mantém o compromisso de deixar o pavilhão sempre erguido e em movimento, conectando seus passos aos do mestre-sala.

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Fotos: Maria Estela Costa e Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Na coreografia, o casal consegue unir as raízes do quesito ao enredo, sem destoar da proposta central, que envolve os giros da porta-bandeira e a contemplação do mestre-sala. Essa conexão é perceptível no trecho “Casa de gueto, casa de gueto”, quando eles realizam movimentos de abre e fecha com as mãos, trocam de posição e executam um breve giro antes de prosseguir com a apresentação. No figurino, Taciana escolheu um vestido vermelho, com decote entre os seios, e botas da mesma cor. Daniel optou por camisa social sem mangas e calça social douradas, além de sapato branco.

HARMONIA

A energia deste último ensaio era de Sapucaí, com todas as alas cantando o samba com potência e sem confundir os versos, estimulando o público a cantar junto. Sem dúvidas, a ala musical e a bateria se conectam naturalmente, funcionando como complemento uma da outra, sem sobreposição, reflexo de uma boa relação, crucial para o rendimento do samba.

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Na noite, o intérprete Evandro Malandro se jogou na folia: subiu na simulação de carro de som feita pelos foliões e, em seguida, foi para a calçada cantar e pular com eles, fazendo o público vibrar e aumentando ainda mais a energia do ensaio. Além disso, foram realizadas paradinhas nos refrãos para que a comunidade cantasse sozinha, algo essencial para o desfile, considerando a ampliação do sistema de som da Sapucaí, que pode impactar a avaliação do quesito.

“Estou muito feliz com todo o desempenho do samba desde o início, desde a disputa. Assim que o samba venceu, houve uma aclamação geral da comunidade, embora houvesse outras obras muito boas. Esse samba vem na linha melódica que eu gosto de trabalhar e com a cadência que o Fafá também domina muito bem. Como diz nosso professor de canto, fomos acertando os ponteiros até chegar ao último ensaio. Se Deus quiser, vamos explodir na Sapucaí nos dias 1º e 8”, afirma Evandro Malandro.

EVOLUÇÃO

As alas estavam felizes, cantando e ensaiando com leveza e espontaneidade, mas sempre atentas às orientações dos diretores de ala, que exigiam concentração nas fileiras e nos momentos de progressão, ponto importante para o desempenho da escola. Apesar disso, a agremiação enfrentou algumas dificuldades devido à performance da rainha de bateria. Por ser um ensaio de rua, o acesso dos fãs a ela é maior, e Virginia fez questão de cumprimentar e interagir com a comunidade, o que é positivo e aproxima ainda mais o público da escola. No entanto, isso gerou alguns espaçamentos na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, controlados com a coordenação do diretor de carnaval, Thiago Monteiro. Essa situação tende a ser diferente na Sapucaí, onde há maior controle da progressão e do acesso à rainha.

A maioria das alas utilizava adereços, como pompons com as cores da agremiação, cabos de vassoura simulando lanças e guarda-chuvas de frevo, em referência à cultura pernambucana. A ala das baianas apresentou figurino mais elaborado, com estampa de círculos nas cores verde, laranja, branco e vermelho, combinada com tecido liso laranja. A ala dos passistas seguiu a mesma proposta de figurino elaborado: as mulheres vestiam body verde com decote, pedrarias da mesma cor e franjas verdes na parte inferior, responsáveis por dar mais movimento às roupas.

SAMBA

A comunidade adotou o samba, e os espectadores cantavam a plenos pulmões mesmo antes da escola passar. O samba da Grande Rio vem crescendo cada vez mais: melodia e refrãos ficam facilmente na memória, com letra potente que transmite bem o objetivo do enredo, celebrando o Manguebeat e conectando-o à Baixada Fluminense. O trabalho da bateria, comandada pelo mestre Fafá, e da ala musical, começando de forma mais cadenciada e aumentando gradualmente a potência, com batidas conectadas e paradinhas pensadas para integrar a comunidade, faz com que o samba seja muito bem recebido pelo público.

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“A expectativa é boa. Ter dois ensaios ajuda muito, porque podemos corrigir o que não funcionou no primeiro. Não à toa, a Grande Rio optou por fazer outro ensaio de rua em local diferente. Nosso samba está na boca da comunidade e tem crescido muito. A gravação do CD é uma coisa, ao vivo é outra: a escola está pulsando. Agora é silêncio e trabalho, com humildade e sabedoria, entregando tudo nas mãos de Deus”, contou mestre Fafá.

OUTROS DESTAQUES

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A rainha de bateria, Virgínia Fonseca, esteve presente com fantasia trabalhada em pedrarias vermelhas e salto dourado. Sua presença gerou grande emoção no público, retribuída com interação e carinho. As musas Alane Dias, Karen Lopes, Thainá Oliveira e Jaquelline também marcaram presença, demonstrando admiração pela agremiação e pela comunidade, entregando carisma na interação com o público. Thiago Monteiro e Evandro Malandro comentaram sobre as expectativas para os ensaios técnicos.

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“Ensaio é para testar. Ninguém ganha nem perde carnaval em ensaio. Se for para errar, que erre agora, para corrigir a tempo. O importante é chegar no dia do desfile sem erro”, destacou Thiago Monteiro.

“Estou muito esperançoso e ansioso. O pré-carnaval me deixa mais nervoso do que o dia do desfile, que é só alegria. Tenho certeza de que teremos uma grande aceitação nos ensaios técnicos e, se Deus quiser, vamos deslanchar no desfile”, concluiu Evandro Malandro.

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Espetacular! Com samba forte e emoção à flor da pele, Viradouro faz da Amaral Peixoto um tributo a Ciça

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Por Matheus Morais e Rhyan de Meira

A Unidos do Viradouro se despediu com muita força da Amaral Peixoto no último domingo. Com a presença da rainha Juliana Paes, o Furacão Vermelho e Branco foi regido com maestria pelo enredo da escola, mestre Ciça, em uma noite marcada também pela evolução perfeita da escola, com canto firme e animado e uma performance excelente de Wander Pires. A Vermelha e Branca de Niterói será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, no segundo dia de desfiles do Grupo Especial, com o enredo “Pra cima, Ciça”, em homenagem ao seu mestre de bateria, uma das grandes personalidades do Carnaval carioca, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.

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COMISSÃO DE FRENTE

Trazendo seus integrantes com uma coreografia com bastante samba no pé, Rodrigo Negri e Priscilla Mota, responsáveis pela comissão de frente da agremiação, montaram uma apresentação muito calcada nos movimentos bem tradicionais do samba e na figura dos passistas, com muitos gestos e partes da coreografia também voltados às mãos e às palmas, fazendo referência ao fato de Ciça ter iniciado sua trajetória como passista e chegado ao posto de mestre de bateria. A sincronia da coreografia junto ao canto dos bailarinos também empolgou bastante o público presente, que festejava a cada movimento realizado, explicitando a boa comunicação que essa abertura da escola teve com quem estava na Amaral Peixoto.

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Fotos: Matheus Morais e Rhyan de Meira/CARNAVALESCO

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Julinho Nascimento e Rute Alves foram impecáveis na apresentação do último domingo. Em uma dança bem tradicional e de excelência, trouxeram muitos movimentos característicos da dança do casal na maior parte da exibição para a marcação da cabine do júri, demonstrando também muita sincronia e sintonia entre ambos. Julinho exibiu domínio nos riscados e no cortejo, com muita firmeza e segurança, enquanto Rute realizou giros muito precisos em uma dança com muito vigor, mas também suavidade, exibindo bem o pavilhão da escola durante todo o tempo.

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SAMBA E HARMONIA

Wander Pires comandou a ala musical da Viradouro com muito talento, marcando bem a emoção da escola que canta para seu mestre. Com grande desempenho, Wander manteve o samba firme durante todo o ensaio, e o carro de som também teve papel fundamental nesse resultado, demonstrando muita união entre seus componentes sob a liderança de Hugo Bruno. Já os componentes da Viradouro soltaram a voz com força ao cantar o samba, emocionando-se com os versos e mantendo boa harmonia e constância entre as alas, mesmo as mais afastadas do carro de som, como a ala das crianças, que veio logo após o primeiro casal. Destaque para versos como “Sou eu, mais um batuqueiro a pulsar por você / Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender”, que remetem diretamente ao homenageado e foram entoados com força ao longo do ensaio.

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Ao CARNAVALESCO, Wander Pires avaliou os ensaios de rua da Viradouro e a expectativa para a Passarela do Samba.

“Os ensaios da Amaral Peixoto são o parâmetro principal e triunfal para que a gente consiga galgar um grande desfile e alcançar a nossa tão sonhada quarta estrela, o campeonato. Estou na maior expectativa de que vamos fazer dois grandes ensaios na Sapucaí e realizar um desfile espetacular, se Deus quiser”, declarou.

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EVOLUÇÃO

A Viradouro veio leve e animada, evoluindo com muita força. Os componentes da escola do Barreto estiveram soltos ao longo do treino, evidenciando alegria, emoção e canto, tudo na medida certa. A escola passou muito forte pelo chão da Amaral Peixoto, preenchendo bem o espaço da avenida e demonstrando, mais uma vez, grande força neste quesito.

Marcelinho Calil, diretor executivo da agremiação, conversou com o CARNAVALESCO sobre a temporada de ensaios na Amaral Peixoto e as expectativas para os próximos dois domingos na Sapucaí.

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“Foi espetacular. Tivemos grandes ensaios, fruto também de uma continuidade. Não é de hoje que a escola ensaia bem, mas este enredo, por estar tão próximo da gente, potencializa exponencialmente a emoção, a alegria e a vibração. Agora é fazer esses últimos ensaios na Sapucaí e desfilar como estamos acostumados. Tenho certeza de que estamos muito na briga por esse título. A temporada de ensaios da Amaral foi de altíssimo nível técnico, e o principal deste ano é a emoção, a felicidade, a vibração e a espontaneidade que esse enredo proporciona. Sobre a Sapucaí, tentamos separar as coisas, mas não dá. O ensaio técnico é um momento de objetivos técnicos, mas também de conexão popular com o Ciça, que já vem sendo homenageado nesses ensaios. Isso tudo é mágico. Agora é transformar esse valor agregado imenso em potência de desfile”, disse.

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OUTROS DESTAQUES

A “Furacão Vermelho e Branco” veio brincando sob o comando do homenageado. Mestre Ciça realizou diversas bossas, se divertiu com a bateria e comandou plenamente os ritmistas da agremiação, contando com a presença de Juliana Paes, rainha de bateria da escola, que recebeu muito carinho do público ao passar pela avenida.

Ciça também conversou com o CARNAVALESCO sobre a reta final de ensaios, destacando a chuva neste último encontro e a expectativa para os ensaios técnicos.

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“A avaliação foi ótima. Trabalhamos o tempo todo na quadra. Hoje a chuva atrapalhou um pouco, choveu muito no Rio de Janeiro, mas, pra mim, foi tudo bom. A avaliação é positiva. O que vem pela frente também vai ser bom. Vamos apertar o bolo para melhorar ainda mais a bateria. O ensaio é importante, mesmo com chuva. Temos que estar preparados para desfilar nessas condições, então já é um grande teste. A expectativa para a Sapucaí é grande. Ali levo 100% da bateria. É no campo de jogo que a gente ensina e ajusta de verdade”, comentou.

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Tá voando! Unidos da Tijuca faz ensaio de rua potente e grandioso na Conde do Bonfim

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A Unidos da Tijuca ocupou a Rua Conde do Bonfim para levar a energia do Morro do Borel a todos os tijucanos. A chuva forte que caiu na cidade não atrapalhou a adesão dos componentes ao ensaio em uma das principais ruas da Tijuca. Com o cortejo mantido e o samba na ponta da língua, cerca de 2.000 componentes demonstraram disposição para contar a história de Carolina Maria de Jesus. A amarelo-ouro e azul-pavão vai levar para a Avenida o enredo em homenagem à autora e à sua obra, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira em seu segundo ano na escola.

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A fim de mudar a leitura sobre a história da homenageada e o curso da própria Unidos da Tijuca, a escola se mostrou com muita vontade de brigar entre as seis primeiras do Grupo Especial. O ensaio deste domingo contou com a presença de todos os quesitos. A abertura foi arrepiante com a comissão de frente de Ariadne Lax e Bruna Lopes e seguiu aquecida com a elegância do casal Matheus André e Lucinha Nobre. Além disso, a integração entre Marquinhos Art’Samba, seu carro de som e a “Pura Cadência”, de mestre Casagrande, empolgou os desfilantes, que cantaram a todo momento.

COMISSÃO DE FRENTE

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As coreógrafas Ariadne e Bruna trouxeram para a Conde do Bonfim uma coreografia impactante e emocionante. O protagonismo da principal componente foi bem defendido, com uma interpretação marcante por suas falas, suas interações com os componentes masculinos, seu sofrimento e também sua suavidade nos momentos finais da apresentação. A performance contou com gestos intensos, gritos de “dor” e “revolta” que arrepiaram os espectadores e movimentos bem sincronizados.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Miranda e Lucinha Nobre, se apresentou com um misto de leveza e vigor que deu o tom ao bailado. Ambos respeitaram o pavilhão com carinho; em determinado momento, Lucinha inclusive deixava seu rosto sobre a bandeira. Os giros do casal foram bem encaixados, terminando sempre com a troca de olhares entre os dois. Outro detalhe importante da coreografia é quando o samba chega ao trecho “Sou a caneta que não reproduziu / A sina da mulher preta no Brasil”, e Lucinha rodopia batendo no peito enquanto Matheus a corteja. Mesmo com esses detalhes, a concepção da coreografia é de um bailado clássico, sem acréscimos de outros ritmos.

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SAMBA-ENREDO E HARMONIA

Marquinhos Art’Samba e seu carro de som evidenciaram sua qualidade em mais um ensaio da Unidos da Tijuca. A qualidade do samba e a potência do intérprete combinam com a proposta da Tijuca, e é possível ouvi-lo durante a maior parte do desfile. A composição de Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca conquistou o tijucano, como relatou acima a diretora de Carnaval Elisa Fernandes. Isso é comprovado com o canto forte e integral da comunidade, com destaque para os refrões e trechos como “Fui a caneta que não reproduziu / A sina da mulher preta no Brasil”, “Onde nascem Carolinas, não seremos mais os réus / Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados” e “Sou a liberdade, mãe do Canindé”.

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Antes do ensaio, o intérprete Marquinhos Art’Samba conversou com o CARNAVALESCO e avaliou como foi o pré-carnaval da Tijuca.

“O nosso pré-carnaval está sendo muito bem feito. O samba está aí, sendo cantado por todos nós, em todo o Brasil. A escola está com vontade mesmo de ser campeã. A avaliação é nota 10. O canto da comunidade é só você ver. A comunidade não está cantando, a comunidade está berrando o samba”, exclamou.

EVOLUÇÃO

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O tapete amarelo-ouro e azul-pavão fluiu muito bem pela Rua Conde do Bonfim. A energia se manteve alta durante todo o ensaio, com direito a componentes emocionados enquanto cantavam o samba e desfilavam. A possibilidade de chuva não impediu a presença maciça dos desfilantes nem conteve a empolgação. As alas coreografadas se exibiram com impacto e elevaram a expectativa para o que será visto na Sapucaí. As baianas e a velha guarda da escola evoluíram com muita beleza e animação.

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OUTROS DESTAQUES

O mestre Casagrande regeu a bateria “Pura Cadência” com muita destreza. Todas as bossas foram bem encaixadas, e os ritmistas aparentaram muita felicidade e confiança com o trabalho que está sendo feito. O mestre de bateria agradeceu a presença da comunidade e acredita que está no caminho certo.

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“Quero agradecer a toda a bateria, a toda a comunidade. A escola veio em peso. O morro desceu, e quando o morro desce, a gente vai para cima. Acho que estamos no caminho certo, estamos fazendo tudo certo. Agora temos mais dois ensaios técnicos pela frente, muito importantes. Muito pé no chão e muito foco. Tem muito tempo que eu não vejo a escola cantar da forma que está cantando. Realmente é para mudar a história da Unidos da Tijuca. Hoje não vou avaliar nada, porque hoje é só agradecer a toda a comunidade que veio. Com o dilúvio que caiu hoje no Rio de Janeiro, eles vindo do jeito que vieram, provaram que querem realmente mudar a história da Tijuca. Agora é ensaiar e ensaiar, não tem mais jeito”, disse Casagrande.

A empolgação da escola transborda também no carisma da rainha de bateria, Mileide Mihaile, que já está completamente integrada à Unidos da Tijuca. Sua interação com as crianças da comunidade, componentes e as demais musas comprova esse ponto.

OPINIÃO DA DIRETORA

A diretora de carnaval, Elisa Fernandes, comentou sobre essa temporada de ensaios antes de pisar na Sapucaí.

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“É uma temporada muito importante para a escola. A comunidade comprou a ideia do enredo, do samba e do projeto. A ideia de poder mudar a história da Carolina e apresentar a história da Carolina como a família gostaria que fosse contada, e não só pelo recorte de Quarto de Despejo, acabou caindo bem para a comunidade também, que acredita que está na hora de mudar a história. A escola já não volta ao Desfile das Campeãs desde 2016, então a comunidade está acreditando que essa mudança também vai acontecer para a escola e que essa energia de mudança vai fazer a Tijuca voltar a viver seus áureos tempos, porque é uma grande escola, uma escola quase centenária. A cada ensaio, a gente sobe mais um degrauzinho. Tenho certeza de que o último degrau vai ser o desfile oficial. Nós estamos na briga, tenho certeza de que estamos na briga”, argumentou a diretora.

Na agenda da Unidos da Tijuca, até o desfile oficial na segunda-feira, 16 de fevereiro, a escola vai ensaiar na Marquês de Sapucaí nas próximas sextas-feiras, 30 de janeiro e 6 de fevereiro, e encerra essa jornada em casa, aos pés do Morro do Borel, na Rua São Miguel, no próximo dia 8 de fevereiro. A diretora de carnaval afirmou que as expectativas para pisar na Avenida estão “altíssimas”:

“A comunidade está empolgadíssima, contando os dias. Você vê o contingente hoje, com essa chuva. As pessoas estão aqui, a galera está com orgulho. Esse enredo e esse samba mexeram muito com a autoestima do desfilante. Quando eu voltei para a escola, agora na direção, percebi que o que tínhamos que fazer nesse primeiro momento era trabalhar essa questão da autoestima”, declarou.

Além disso, sentiu que a escola foi abraçada não só pela própria comunidade, como também pelos sambistas torcedores das outras coirmãs.

“É uma história que conecta muito a comunidade, não só a comunidade da Tijuca, mas a comunidade do Carnaval também. Tenho certeza de que as pessoas das outras escolas também têm um carinho muito grande com o que estamos construindo e apresentando. Acho que é isso que mexeu com essa comunidade e está fazendo os ensaios ficarem lotados: ensaios de quadra, festas na quadra. Tivemos o aniversário da escola lotadíssimo; fizemos a festa do Dia da Consciência Negra lotadíssima. As pessoas estão acreditando e estão se sentindo felizes, e a alegria dá resultado. É nisso que eu estou acreditando também”, defendeu Elisa Fernandes.

Canto que ecoa e responde: com rua lotada, Mocidade mostra preparo e força da comunidade no último ensaio de rua

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Por Carolina Freitas e Ana Beatriz Campelo

As ruas de Bangu estavam praticamente vazias na noite do último domingo, exceto pela Avenida Ministro Ary Franco, que estava impressionantemente lotada, por conta do último ensaio de rua da Mocidade. Torcedores e componentes não deixaram a ameaça de chuva abalar e mostraram que a Verde e Branca de Padre Miguel tem chão fortíssimo e que a escola está preparada para o primeiro ensaio na Sapucaí. A evolução é nítida. O clima era de confiança, de quem sabe que o trabalho foi feito e entregue.

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“A gente viu um temporal se desenhar durante o dia e olha como está isso aqui, lotado”, comentou, impressionado, o intérprete Igor Vianna, que horas antes havia convocado o público a comparecer ao ensaio pelas redes sociais e teve seu pedido atendido minutos depois, ainda durante a tarde.

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Fotos: Carolina Freitas e Ana Beatriz Campelo/CARNAVALESCO

COMISSÃO DE FRENTE

Comandada pelo coreógrafo Marcelo Misailidis, a comissão de frente se apresentou em alto nível técnico. Os integrantes executaram a coreografia com precisão, empolgação e bastante concentração, usando apenas capas pretas como figurino, o que despertou uma grande curiosidade sobre como serão as fantasias do desfile oficial, já que o adereço é essencial para os movimentos.

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Misailidis acompanhava cada movimento de perto, corrigindo detalhes em tempo real, enquanto os componentes ajustavam as marcações sem interromper a dança. Foi um ensaio para valer, com cara de desfile oficial. Na simulação para a cabine de jurados, eles deram um verdadeiro show e arrancaram gritos e aplausos do público que foi assistir, sendo uma das alas que mais empolgaram os torcedores.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Com a ausência do primeiro casal, Diogo Jesus e Bruna Santos, coube ao segundo casal, Diogo Moreira e Isabella Moura, a missão de conduzir o pavilhão, e eles corresponderam à altura. Com elegância, precisão e bom entrosamento, a dupla apresentou uma dança segura e empolgada, transmitindo leveza e confiança. A resposta do público veio em forma de muitos aplausos, reconhecendo a qualidade da apresentação.

HARMONIA

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Um dos grandes pontos altos da noite foi, sem dúvida, a harmonia. No início do ensaio, o intérprete Igor Vianna ordenou, em seu discurso, que a comunidade cantasse forte, e o pedido foi atendido com louvor. O canto veio potente e constante, evidenciando o chão da Estrela Guia. A condução de Igor foi firme e segura, mantendo a escola ligada do começo ao fim.

“O balanço é um saldo totalmente positivo. Eu costumo dizer que o samba de 85 é a coisa mais forte e o Independente vai a qualquer lugar. A gente não se prende. Vimos algumas pessoas falarem nas redes sociais: ‘Mocidade é só Padre Miguel’, mas Bangu também faz parte da comunidade da Mocidade. A diretoria optou por um ensaio mais técnico nessa rua, que tem medidas bem parecidas com a Sapucaí. É muito aceitável um certo receio, mas só quem viveu essa pré-temporada sabe o quanto foi acertada a decisão. A nação Independente está aqui em peso esperando o nosso último ensaio. Não tem como não tirar um saldo positivo de tudo isso”, avaliou o cantor.

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Igor também falou sobre as expectativas para levar o próximo ensaio para a Sapucaí e deu seu relato de fã da agremiação.

“São as melhores. Sempre fui um Independente mais espectador. Este ano, está sendo a minha estreia, não só como puxador da Mocidade, mas também como desfilante. Porém, sempre fui à Avenida assistir e prestigiar a minha escola; por isso, sei o poder que ela tem na avenida e que o Independente tem chão. Toda a comunidade do carnaval, em geral, pode esperar um povo apaixonado cantando muito na Marquês de Sapucaí”.

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EVOLUÇÃO

No quesito evolução, a Mocidade apresentou um avanço claro em relação a ensaios anteriores. Problemas pontuais de dispersão e buracos, observados em treinos passados, foram corrigidos. As alas passaram mais bem posicionadas, ocupando corretamente seus espaços e mantendo a fluidez do desfile. A empolgação se manteve até o fim, e a ala coreografada foi um dos destaques, chamando atenção pela sincronia e fluidez dos movimentos.

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OUTROS DESTAQUES

Algumas alas se sobressaíram, como a ala dos passistas, que veio cheia, vibrante e com muito samba no pé. A ala coreografada, mais uma vez, mostrou alto grau de entrosamento.

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A rainha de bateria, Fabíola de Andrade, foi outro ponto de destaque. Esbanjou carisma, entusiasmo e foi muito atenciosa com a comunidade que estava lá para prestigiá-la, além de entregar bastante samba no pé durante todo o percurso.

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A bateria “Não Existe Mais Quente”, comandada por mestre Dudu, mostrou que estava bastante afiada e precisa, apresentando uma condução de qualidade, muito alinhada ao carro de som.

Dudu falou sobre a fase atual vivida pela escola enquanto avaliou o desempenho do trabalho desenvolvido até aqui.

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“Hoje, a Mocidade se encontra em um momento especial. A gente quer realmente fazer o Independente ser feliz. A escola vem há muito tempo batendo na trave pelo não rebaixamento, e a Mocidade não merece isso. Vamos provar que a escola é gigante mesmo, que o Independente precisa torcer e brigar para a escola voltar às campeãs e que seja a campeã do carnaval, obviamente. Mas o trabalho está entregue, os segmentos todos bem reforçados. E, falando de bateria, eu trabalhei bastante as músicas da Rita. Comecei a escutar a cantora para entender um pouco do que era Rita Lee. Tentei botar as bossas dentro das melodias que o samba me entregou, para que o jurado tenha um entendimento melhor também. Agora não tem mais o que mudar, é esperar a oportunidade do dia oficial. Sabemos que vêm dois ensaios técnicos agora, mas a escola optou por fazer esse ensaio na Ministro Ary Franco para que o Independente tenha um ensaio digno. Na Guilherme da Silveira é um ensaio bom, tradicional, mas era uma rua muito apertadinha. Aqui, na Ary Franco, a gente encontrou uma rua até maior que a Avenida; é um ensaio técnico de verdade. Agora é aguardar o nosso momento do desfile oficial e vamos, que eu sei que a Mocidade vai dar a volta por cima. Vamos entregar o melhor para a escola sempre”.

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O mestre também demonstrou empolgação para a estreia do ano no Sambódromo. “As expectativas são as melhores. Vêm dois ensaios aí, e não vai ser diferente. A gente sempre entrega o melhor. Todo mundo tem grande paixão pela Mocidade. O Independente, de fato, é apaixonado de verdade e não vai ser diferente lá embaixo também. Pode ter certeza disso. Vamos entregar sempre o nosso melhor”.

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Beija-Flor leva Nilópolis a Copacabana, transforma a Avenida Atlântica em Bembé e confirma força de rolo compressor

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A orla de Copacabana voltou a ser tomada pelo azul e branco de Nilópolis em um ensaio-desfile que reuniu memória, emoção e projeção de futuro. Mesmo após um tempo sem acontecer, o último ensaio no bairro havia sido realizado em 2018, ano em que a escola conquistou o título do carnaval com o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar”, a presença da Beija-Flor na Zona Sul reafirma uma tradição que atravessa décadas e conecta a Baixada Fluminense a diferentes territórios da cidade por meio do samba.

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Fotos: Marielli Patrocínio/CARNAVALESCO

A passagem da Beija-Flor pela orla da praia de Copacabana carrega um forte simbolismo, por ser fora de sua quadra, longe da Mirandela, local onde a escola testa sua força, mede a potência do samba-enredo e estabelece um diálogo direto com um público diversificado, formado por moradores, turistas, sambistas e apaixonados pelo carnaval carioca.

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Para o presidente da escola, Almir Reis, o retorno após sete anos tem um peso emocional e histórico. “Para a gente, é uma emoção muito grande, depois de sete anos, estar aqui novamente. Isso aqui sempre foi um desfile tradicional da Beija-Flor. Em 2018, nós saímos daqui e fomos campeões. Quem sabe isso não acontece novamente?”, afirmou. Em 2025, o ensaio precisou ser cancelado por conta do calor excessivo, o que aumentou ainda mais a expectativa para este reencontro com Copacabana.

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Apesar do clima festivo, o presidente reforça que a escola mantém os pés no chão na preparação para o desfile oficial na segunda-feira de carnaval.

“Independentemente de vir de um campeonato, a gente está fazendo o nosso trabalho. Evolução, harmonia, o barracão praticamente pronto, fantasias encaminhadas. Agora é fazer o correto na avenida, porque carnaval é na avenida”, pontuou, confiante na disputa pelo título.

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O ensaio também evidenciou a força do samba-enredo, uma junção escolhida pela escola para contar, na Marquês de Sapucaí, a história do Bembé do Mercado, que acontece em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, sendo uma das mais antigas e simbólicas manifestações públicas do candomblé no Brasil. O tema conecta fé, ancestralidade e resistência negra, transformando o Carnaval carioca em espaço de celebração e memória afro-brasileira.

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Essa narrativa ganha ainda mais potência com a bateria Soberana, que apresentou uma nova bossa justamente em um dos trechos mais simbólicos do samba, “Yemanjá, alodê no mar, no mar”, com uma variação rítmica marcada por sutileza e impacto, dialogando diretamente com o enredo e criando um momento de forte conexão entre samba e espiritualidade.

Para o diretor de carnaval, Marquinho Marino, a proposta do ensaio foi menos técnica e mais afetiva, sem abrir mão da comunicação com o público.

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“Foi muito produtivo pela alegria, pelo divertimento, por ver o público abraçando a escola. A gente fez um ensaio mais livre, mais espontâneo, sem preocupação técnica, deixando o povo vir atrás da gente”, ressaltou.

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Mesmo com o samba sendo um dos mais ouvidos da temporada nas plataformas digitais, Marino reforça que o verdadeiro teste acontece na avenida.

“O samba tomou corpo, ganhou força e está impulsionando a escola. Mas o samba tem que acontecer na avenida. Aqui fora ele cumpriu o papel dele, agora precisa cumprir lá dentro”, avaliou.

À frente da bateria, o mestre Rodney celebrou o desempenho da escola e o simbolismo de levar a cultura da Baixada Fluminense para a Zona Sul.

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“Toda vez que a gente vem para Copacabana dá coisa boa. O trabalho está fluindo, é gradativo, a escola está criando unidade. Mesmo com chuva, todo mundo se comportou muito bem”, disse.

Para ele, o ensaio também cumpre um papel social importante. “É trazer a nossa cultura da Baixada para o pessoal da Zona Sul ver o que a gente faz. O samba, o carnaval, isso é cultura. Não tem discriminação, somos todos iguais. O samba mostra isso”, afirmou, e destacou ainda a chuva no fim do desfile como uma forma de bênção.

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Ao ocupar novamente Copacabana, a Beija-Flor reafirmou sua identidade como uma escola que entende o carnaval como espetáculo, manifestação cultural e encontro popular. E fez um ensaio que não apenas aquece para a Sapucaí, mas também aponta para um desfile ancorado na força do samba, na precisão musical e na profundidade simbólica de um enredo que conecta fé, história e território.

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Salgueiro faz o samba ecoar alto no Baródromo e aquece comunidade na busca pela décima estrela no Carnaval 2026

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O Salgueiro se apresentou no último domingo, no Baródromo, tradicional reduto sambista da Tijuca, Zona Norte do Rio, em uma performance potente que fez jus ao peso de seu nome. A bateria “Furiosa”, o intérprete Igor Sorriso, o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Leonardo Moreira e Bárbara Moura, baianas e passistas abrilhantaram a noite, dando uma palhinha do que será o cortejo da agremiação em 2026. O CARNAVALESCO esteve presente e conversou com integrantes da escola e foliões sobre a importância do encontro e as expectativas para o grande dia do desfile.

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Fotos: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

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O diretor de carnaval do Salgueiro, Wilsinho Alves, celebrou, em um primeiro momento, o serviço prestado pelo Baródromo à comunidade sambista do Rio de Janeiro.

“O Baródromo se tornou um reduto de quem gosta de escola de samba e de samba-enredo. O Baródromo é importantíssimo na cultura do carnaval carioca. Toda vez que o Salgueiro e o salgueirense forem convocados para cá, a gente vai fazer uma festa linda e lotada, no nosso bairro, como a que estamos vendo hoje. Viva o Baródromo, viva o Salgueiro!”, expressou Wilsinho.

Quem também fez questão de reconhecer o valor da iniciativa foi o intérprete Igor Sorriso. “Carnaval é a festa do povo. Eventos como esse de hoje são importantes para interagir e se conectar ainda mais com quem realmente faz essa festa”, disse Igor.

Para o mestre de bateria, Gustavo Oliveira, a importância do negócio está em atender a uma demanda até então ignorada.

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“Aqui no Rio ainda não havia, além da quadra das escolas, um espaço no qual o sambista pudesse vir o ano inteiro tomar uma cerveja e falar de samba-enredo, falar de desfile. Muita gente, quando acaba o carnaval, esquece as escolas de samba e começa a curtir outras coisas, mas tem a galera que vive escola de samba 24 horas por dia durante os 365 dias do ano. O Baródromo entendeu essa necessidade”, pontuou Gustavo.

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A poucas semanas do desfile oficial, o Salgueiro propõe uma homenagem à antológica carnavalesca Rosa Magalhães, falecida em 2024, em um cortejo que tem tudo para fechar com chave de ouro a temporada carnavalesca de 2026 do Rio de Janeiro.

“Fizemos uma temporada de ensaios muito boa. Chegamos ao carnaval com o samba no ponto máximo de rendimento e, a cada apresentação, a cada ensaio de rua, a gente vê que o samba vai ser um sucesso. Vai ser um arrastão, e todo mundo vai cantar para a mestra. A gente está muito confiante no título. Temos barracão, fantasia e demais quesitos muito fortes”, destacou Wilsinho Alves.

Ainda sob tal viés, o mestre Gustavo defendeu a competência da bateria “Furiosa”, uma das mais esperadas do carnaval carioca.

“Mais da metade da bateria vem de uma geração de antigos ritmistas, de antigos diretores. É uma galera que é salgueirense de berço, como eu e meu irmão, e carrega a escola na alma, no sangue, e se entrega anualmente para fazer um trabalho perfeito, com muita garra, muita vontade e muito amor pelo nosso pavilhão. Podem esperar um Salgueiro forte, vibrante e uma bateria com aquele ritmo maravilhoso e muita novidade”, antecipou o condutor da orquestra salgueirense.

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Já Igor Sorriso elogiou a progressão do trabalho da escola na temporada 2026: “Percebo, nessa reta final, evolução, crescimento e maturidade. Vamos chegar no dia do desfile no auge do nosso envolvimento com o público, da nossa emoção e da nossa energia”.

Embora não tenha se apresentado com a parceira Marcella Alves na noite de ontem, o primeiro mestre-sala da Academia do Samba, Sidclei Santos, esteve presente no evento e compartilhou com o CARNAVALESCO sua análise do desempenho da escola às vésperas do carnaval.

“Não só para o Salgueiro, mas para todas as escolas, o Baródromo é um termômetro, porque aqui realmente tem sambista. A depender da recepção do público, você desenvolve uma noção se o samba vai crescer. É um local onde todo mundo canta o samba, independentemente de para qual escola torce. Se o samba for bom e as pessoas gostarem, elas vão cantar. A receptividade que nós tivemos aqui hoje nos deixou muito felizes, empolgados e esperançosos com nosso samba e com a conquista da décima estrela”, defendeu Sidclei.

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No lugar do primeiro casal, Leonardo Moreira e Bárbara Moura, segundo casal do Salgueiro, conduziram com maestria o pavilhão da escola. Bárbara também contou suas impressões sobre o pré-Carnaval da agremiação.

“Este ano, houve gente duvidando do nosso potencial, mas isso só faz a comunidade ser mais forte e querer mostrar mais trabalho. Hoje, entrar no barracão do Salgueiro é ver Rosa Magalhães em todos os cantos. É muito bonito e emocionante. Tenho certeza de que vai ser um desfile muito emocionante para todo mundo, ainda mais fechando a terça-feira de carnaval”, garantiu a jovem.

Por fim, os foliões que compareceram ao Baródromo neste domingo não deixaram de dividir suas expectativas quanto ao desfile do dia 17 de fevereiro. Cria do Morro do Salgueiro e salgueirense de família, a autônoma Adriana Rodrigues, de 51 anos, reforçou a grandeza da agremiação e convidou a comunidade a mostrar tudo de si.

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“Mais do que vir forte ou não este ano, o Salgueiro é uma escola forte. O enredo da Rosa Magalhães é muito rico; o samba está leve e gostoso; a comunidade tem mostrado sua força. Sempre que puder dar o melhor, temos que dar, porque, assim como o Salgueiro, há outras grandes escolas”, disse Adriana, cuja mãe faz parte da velha guarda e o cunhado é compositor da escola.

Já o estudante de Direito, Jorge Luiz Lopes, de 29 anos, recorreu não só à competência dos segmentos, mas à tradição salgueirense para justificar a aposta na potência da apresentação do Salgueiro.

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“A Rosa Magalhães começou no Salgueiro em 1971, então nada mais justo do que o Salgueiro fazer uma homenagem a essa grande artista do carnaval. Tenho ouvido vários comentários elogiando o barracão. A junção dos dois sambas finalistas ficou perfeita. Estou confiante de que o Salgueiro vai fazer um grande desfile”, colocou o rapaz.

Edilene Palbet, empresária que completou ontem seus 46 anos e desfila pela Academia do Samba desde os 7, também justificou o porquê de a nação salgueirense estar tão otimista com este desfile.

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“O Salgueiro vem forte para disputar o título. Fui a todos os ensaios, e está todo mundo com muita garra para vencer, cantando o samba. Está tudo perfeito”, finalizou a aniversariante.

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