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Viradouro celebra 76 anos com festa, apresenta equipe e projeta mais um grande desfile em 2023

Samba, festa e organização. As três palavras resumem como foi o aniversário da Unidos do Viradouro, atual líder do ranking da Liesa, uma série de atrações marcou os festejos pela celebração do aniversário de 76 anos da escola de Niterói. Além da tradicional Missa em Ação de Graças, realizada na Igreja Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Niterói, a quadra foi palco de shows de pagode e do marcante pocket-show, com o intérprete Zé Paulo Sierra, ritmistas comandados por mestre Ciça, Erika Januza, rainha de bateria, passistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira. A agremiação aproveitou a ocasião para apresentar sua equipe e colocar em prática o planejamento para o Carnaval de 2023.

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Fotos: Luan Costa/Site CARNAVALESCO

Após o terceiro lugar no último carnaval, o clima na escola é muito leve, o presidente de honra, Marcelo Calil, subiu ao palco ao lado de seu filho, o presidente administrativo Marcelinho Calil, ambos demonstraram total sintonia e brincaram dizendo que a primeira renovação para o próximo carnaval era justamente a de Marcelo Calil. Em seguida, o presidente de honra agradeceu os segmentos e componentes da escola pelo desfile realizado neste ano. Segundo ele, a colocação da escola foi justa, assim como o título da Grande Rio. Em seu discurso, Marcelo ainda destacou que a Viradouro assumiu o ranking da Liesa, o que para ele é motivo de muito orgulho.

“Eu entendo que a nossa colocação foi honrosa, todo mundo quer ganhar, a gente também, a gente se preparou para isso, chegamos fortes no desfile, mas infelizmente não conseguimos o caneco, o resultado do primeiro lugar foi muito justo. A Grande Rio superou todas as expectativas e levou o título, mas eu queria dizer a vocês, que desde que estamos nesta casa, em 2016, nesse tempo todo, desde que chegamos no Grupo Especial, nós conseguimos hoje ser os líderes do ranking da Liesa. Isso é uma honra imensa para todos nós e é o resultado de muito trabalho, nós pegamos a escola em enorme dificuldades, hoje somos líderes do ranking, fomos segundo, primeiro e terceiro. Nosso sonho é sempre estar entre as três primeiras, com o objetivo sempre de estar em primeiro lugar”, pontuou Marcelo Calil.

marcelinho calil

Desde que assumiram a administração da Viradouro, a família Calil tem sido exemplo no mundo do samba, a escola se reergueu, ascendeu ao Grupo Especial e desde então tem conseguido ótimas posições, sobre esse momento, Marcelinho Calil diz que se sente orgulhoso e espera conseguir construir um legado positivo para o futuro.

“Sinto orgulho e a certeza de que a gente deixa um legado aqui na escola, não nosso, mas a escola por si só deixa o seu legado para o niteroiense, para sua comunidade, para os Gonçalenses e para o sambista de uma maneira geral, é saber da responsabilidade que é gerir uma escola de samba, queremos fazer com a que a escola jamais seja esquecida, e fazer com que as pessoas e a história dessa comunidade sejam respeitadas, é motivo de orgulho, honra e alegria”, contou o presidente.

Equipe Carnaval 2023

A contratação dos coreógrafos Priscilla Mota e Rodrigo Negri, conhecidos como Casal Segredo, foi uma das grandes movimentações vistas no pós carnaval, após um período vitorioso na Mangueira, o casal chega para somar na vermelho e branco de Niterói. A dupla ganhou destaque no carnaval em 2010, com a célebre performance em que os componentes da comissão de frente da Unidos da Tijuca trocavam a roupa em plena Sapucaí. Eles marcaram história na escola do Borel, passaram pela Acadêmicos do Grande Rio entre 2015 e 2018 e estiveram na Mangueira nos Carnavais de 2019, 2020 e 2022, conquistando um título. Os dois contam que trabalhar na Viradouro é um sonho por tudo que ouviam falar sobre a gestão da escola.

casal segredo

“Eu e o Rodrigo somos pessoas muito conectadas com o carnaval, a gente vê tudo, percebemos todas as escolas, e olhar isso é constatar que a Viradouro virou uma potência de fazer carnaval, então pra gente é interessante chegar em uma escola que está num momento muito bom, com um time perfeito e no topo, queríamos viver isso, a Viradouro é o local que a gente queria estar”, contou Priscilla.

“A escola tem um perfil muito parecido com o nosso, acho que tudo isso pesou no momento final da nossa decisão, a escola é uma potência, espero que a gente consiga ficar por muito tempo”, frisou Rodrigo.

Casal enaltece a família Calil

Geralmente, em time que tá ganhando não se mexe, e a Viradouro resolveu seguir esse lema, de novidade, apenas a contratação da já mencionada dupla de coreógrafos Priscilla Mota e Rodrigo Negri, e a apresentação da nova segunda dupla de casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete, os dois que também são o primeiro casal da União da Ilha, se mostraram extremamente felizes.

Os outros segmentos seguem em busca de mais um ano de conquistas para a escola, é o caso do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, na escola desde 2018, quando surpreendentemente aceitaram o convite para trabalhar no Grupo de Acesso, vitoriosos por onde passam, eles já possuem dois títulos pela agremiação de Niterói, um no Acesso e outro no Grupo Especial, os dois falam sobre o momento especial que a escola está vivendo, elogiam a gestão e desejam um feliz aniversário para a escola.

casal viradouro

“Essa moça está completando 76 anos e eu desejo que ela tenha mais mil anos felizes como esse momento que ela está vivendo, um dia não mais terá essa gestão dos Marcelo´s, eu torço para que ela tenha gestões como a deles, foi essa gestão que colocou a Viradouro nesse lugar, nessa potência, nesse ranking da Liesa, a minha escola é primeira, eu desejo que ela sempre tenha pessoas que a amem de verdade, que cuidem dela. Quando nós viemos pra escola, mesmo ela estando no acesso, percebemos logo na primeira conversa o que eles queriam para a escola, eles passaram o projeto e independente de cifras era irrecusável, era impossível a gente não aceitar a proposta”, destacou Rute.

‘Viradouro é importantíssima na minha vida’, diz mestre Ciça

Quando se pensa em Viradouro, automaticamente vem a imagem de Mestre Ciça na cabeça, completamente identificado com a escola, ele que marcou época lá atrás, voltou em 2019 e reforçou ainda mais os laços, o Caveira, como também é conhecido, é mais um a enaltecer a gestão da família Calil e completa dizendo que os ensaios da bateria já estão a todo vapor.

cica viradouro

“Eu costumo dizer que a grande felicidade que eu tenho como mestre de bateria é aqui na Viradouro, foram 10 anos na primeira passagem, a Viradouro é importantíssima na minha vida, são 76 anos da fundação da escola, uma nova gestão da família Calil, hoje a Viradouro voltou a ser uma potência do carnaval carioca, voltou a ser muito forte, isso é importante, uma estrutura maravilhosa e agora é só seguir. Aqui na Viradouro a gente termina um carnaval e já estamos pensando no próximo, não é só a questão financeira, é vontade de trabalhar, qualquer profissional que chega aqui percebe isso. Já iniciamos o nosso ensaio na terça passada, estamos aguardando um grande samba, o enredo tem uma proposta muito interessante”, disse o mestre.

zepaulo viradouro

Zé Paulo perto do recorde de Dominguinhos

Outra figura muito identificada com a Viradouro é o intérprete Zé Paulo Sierra, indo para o nono ano no comando do carro de som da escola, ele festeja esse momento e diz que sempre sonhou construir laços fortes em uma escola do tamanho da Viradouro. Zé está
próximo de alcançar Dominguinhos do Estácio e diz é uma honra.

“É gratificante, eu hoje sou o mais antigo na equipe, cheguei em 2014 na escola, tenho o privilégio de estar com o Ciça, que é um ícone da escola, recebendo agora o Casal Segredo, é uma honra. Já passei por muita coisa aqui dentro, a maioria delas muito grande, o saldo é positivo, estar aqui dentro é muito bom, estou perto de pessoas que eu amo e que me amam. Falta pouco pra chegar no Dominguinhos e isso é muito gratificante, vou fazer 10 anos aqui, fazer parte de uma escola por tanto tempo é um privilégio muito grande, ésempre motivo de orgulho e o Dominguinhos era uma figura a ser seguida, um exemplo”,
contou o intérprete.

Outros Destaques

A rainha de bateria, Erika Januza, esteve presente e distribuiu simpatia, com muito carisma e samba no pé, a atriz que rapidamente criou identificação com a escola, foi muito assediada e se mostrou extremamente grata por fazer parte desse momento de celebração.

erika januza

“Pra mim é uma honra e uma alegria danada fazer parte de um pedacinho dessa história grandiosa da Viradouro, porque se manter bem por tanto tempo é muito difícil, eu sei que a escola passou por altos e baixos, mas estar aqui hoje celebrando esses 76 anos é motivo de muita alegria, pra mim é realmente uma honra fazer parte desse momento tão lindo”, pontuou a rainha.

Presidente e carnavalesco demonstram muita emoção ao falarem do enredo da Unidos de Vila Maria para 2023

A Unidos de Vila Maria apresentou na noite de sexta-feira o seu enredo em evento realizado em sua quadra. O tema tem como título “Minha origem, Minha essência, Minha história! Fonte de muito amor além do carnaval”, onde a escola irá contar toda a sua história e, também, do bairro Vila Maria. O desfile da agremiação será desenvolvido pelo carnavalesco Cristiano Bara. O artista falou sobre o sentimento de assinar o enredo.

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Foto: Gustavo Lima/Site CARNAVALESCO

“O sentimento maior da Vila Maria é o amor ao ser humano. Nós vamos contar a história da Vila Maria. As pequenas, as médias, as grandes e muitas histórias pra contar. Tem muita coisa. A essência da escola, o momento em que ela foi fundada os pavilhões que ela já teve, o processo de criação, até os dias de hoje, onde vamos falar do social, que cuida do ser-humano. É uma escola que distribui brinquedos para as crianças para manter o sonho vivo, tem o trabalho da equoterapia”.

Bara revelou que a pesquisa do enredo para o Carnaval 2023 está pronta. “A pesquisa está pronta, a sinopse, temos todas as ideias amarradas na cabeça e amadurecendo algumas. O restante está praticamente no lugar pra gente começar a fazer pilotos e reproduzir. É um enredo maravilhoso e vamos para mais um carnaval feliz da vida, mais um ano na Vila Maria que mora dentro do meu coração”, afirmou.

Adilson José, presidente da agremiação, que é nascido e criado no bairro, não escondeu emoção ao falar do tema. “Hoje nós estamos felizes por lançar nosso enredo para o carnaval 2023. É um tema esperado em que sempre quisemos fazer e, com tudo que passamos, achamos a hora ideal. Passamos uma pandemia em que nos colocamos como porta-vozes. Arregaçamos as mangas, trabalhamos, produzimos e não tivemos medo. Então, agora, mais fortalecidos do que nunca, sob as bênçãos de Nossa Senhora, nos colocamos nessa posição de falar da nossa própria história, origem, essência e caminhos percorridos. Eu pisei descalço nesse chão, não existia o asfalto ainda, nós vimos muita coisa acontecer, a Dutra se multiplicar. Era uma pista única e hoje conduz todo o Brasil. Eu vivi tudo isso, sou grato e vou fazer valer juntamente com meus parceiros e minha comunidade. Tudo isso dentro de um sentimento que é o amor. É o que rege nossa caminhada”.

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Por fim, o presidente revelou parte do andamento que a Vila Maria já vem produzindo. “Hoje também foi um passo importante para colocar os nossos compositores para fazer os sambas-enredo. Paralelo a isso, já está sendo desenhado, desenvolvido e pensado todo o enredo. Temos a certeza de que vamos mostrar um excelente carnaval”.

A Unidos de Vila Maria será a quarta escola a passar pela avenida na sexta-feira de carnaval.

Vila Maria exalta o bairro e sua história no Carnaval 2023

A Vila Maria anunciou nesta sexta-feira o enredo para o Carnaval 2023. “Vila Maria, minha origem, minha essência, minha história! Fonte de amor nuito além do carnaval” é o título do enredo, que será novamente desenvolvido pelo carnavalesco Cristiano Bara.

Em 2022, a Vila Maria apresentou o enredo “O mundo precisa de cada um de nós, a Vila é porta-voz” e terminou na quinta colocação.

Presidente da Dragões revela entrosamento com Jorge Freitas e fala sobre trocas na bateria e porta-bandeira

No sorteio da ordem dos desfiles para o carnaval, o site CARNAVALESCO marcou presença e conversou com o presidente Renato Remondini, conhecido como Tomate, da Dragões da Real, escola que busca o título inédito e fez mudanças na sua equipe.

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Foto: Vinicius Vasconcelos/Site CARNAVALESCO

Lembrando o desempenho em 2022, ficou no 7ª lugar, o presidente da Dragões comentou: “O que posso dizer é que foi uma fatalidade. Única escola de samba que tomou 30 em todos os quesitos que não foram os dois quesitos de enredo e mestre sala e porta bandeira, diretamente ligados (ao fato da porta bandeira Evelyn ter desmaiado). Então talvez o resultado do carnaval não teria sido esse, se não tivesse acontecido o atraso e consequentemente o desmaio. Mas a gente saiu fortalecido, muito forte, graças a Deus a escola já está trabalhando muito”.

A escola decidiu trocar o carnavalesco Jorge Silveira pelo Jorge Freitas, multicampeão, inclusive, em duas escolas oriundas de torcida organizada: Mancha Verde e Gaviões da Fiel.

“O Jorge é mais um guerreiro que vem se juntar ao nosso exército. Cara fenomenal, fantástico, inteligente, muito fácil de se lidar, e que a gente está muito feliz. E me parece que ele também é muito feliz com a gente. Tenho certeza que vamos fazer um grande trabalho”, comentou o presidente.

Além da mudança do carnavalesco, a escola fez outras duas mudanças, no mestre de Bateria e na porta-bandeira, Tomate explicou as contratações.

“Tornado é um grande amigo, Evelyn também. A Evelyn saiu por vontade dela, estamos com a Janny (Moreno) que é uma pessoa sensacional, está muito feliz. Estamos dando todo apoio para eles. E em relação ao Tornado é um grande amigo, sabe que as pessoas sempre estão abertas para ele, e a chegada do Klemen (mestre de bateria) foi muito bacana, uma recepção calorosa de todos os ritmistas da escola, já começou o trabalho, o coro já está comendo”.

Em festa junina na quadra da Dragões será revelado o enredo para o próximo carnaval neste sábado (25), e o presidente da Dragões deu um pequeno ‘spoiler’ para os ansiosos: “Vou dizer que é um enredo com a cara da Dragões. Enredo que vai dar um sambão lá para cima, colorido, muito bacana. E a gente já está com tudo desenhado, pilotos fazendo. Enfim, pessoal curtiu muito, e acho que é enredaço”.

A Dragões da Real novamente será a última escola, mas desta vez no sábado, ou seja, fecha de vez os desfiles no próximo ano. Nas redes sociais, Jorge Freitas comemorou “encerrar o desfile tem tudo a ver com nosso tema”.

Com apenas 21 anos de idade, a Dragões busca seu título inédito, foi vice-campeã em 2017 e 2019. Mas em 2020 e 2022 acabou não voltando para o desfile das campeãs, entretanto desde que subiu em 2012, sempre ficou do 7ª lugar para cima, ou seja, uma regularidade importante na escola.

Marcus Ferreira revela que Mocidade já tem enredo para o Carnaval 2023

Na noite desta sexta-feira, em publicação nas redes sociais, o carnavalesco Marcus Ferreira revelou que a Mocidade Independente de Padre Miguel já tem enredo para o Carnaval 2023.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

“O dia é santo e o carnaval me dará mais uma chance de falar do nosso chão… Já temos enredo, independentes! E do jeitinho que a @mocidadeoficial gosta”, disse Marcus Ferreira.

Recentemente, Marcus Ferreira declarou ser torcedor da escola de Padre Miguel e contou que teve uma recepção maravilhosa agora que vai assinar o desfile da Verde e Branco em 2023. Desde a Intendente até o Especial, o artista no ano que vem assinará seu 14º desfile.

“Nunca fui tão bem acolhido pelas pessoas em uma entrada em nova escola. Não sei se conta o fato de eu também amar essa escola. Unir o trabalho com o coração é muito importante. Reconstrução de autoestima. Acredito muito que vai ser um casamento lindo. Já estamos trabalhando para fazer um grande espetáculo no ano que vem. A Mocidade é uma grande escola e tem uma história tremenda”.

Mestre Marcão sobre Estrela do Carnaval: ‘mérito é todo dos meus diretores e ritmistas’

De volta ao grupo Especial com a bateria SuperSom do Paraíso do Tuiuti no desfile de 2022, depois de dois anos sem comandar nenhuma bateria no Rio de Janeiro, após sair do Salgueiro no pré-carnaval de 2019, mestre Marcão superou dois anos de preparação alongada por conta da pandemia e as dificuldades que foram apresentadas durante a passagem da escola na Avenida e deu um verdadeiro show de bom andamento mesclado com bossas precisas, mostrando muita ousadia e cadência. Para a festa de entrega do Estrela do Carnaval, no dia 03 de julho, na quadra da Imperatriz, mestre Marcão espera fazer uma grande celebração com o mundo do carnaval, enfatizando o encontro com todos aqueles que participaram de alguma forma do carnaval de 2022.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“A expectativa é de rever os amigos e de um belo espetáculo de todos os premiados. Agradeço ao site CARNAVALESCO por resistir e sempre nos contemplar com essa premiação que é muito importante para todos que amam o carnaval. Lutar sempre desistir jamais”.

Saiba como comprar seu ingresso

O primeiro lote de ingressos já está sendo vendido, podendo ser adquirido de forma presencial, na quadra da Imperatriz (Rua Professor Lacê, 235, Ramos), de segunda a sexta, das 10h às 18h. A reserva online pode ser feita pelo número (11) 99126-4866. A escola aceita cartões de débito, crédito e pix. No dia da festa será necessário apresentar comprovante de vacinação. Valores: Mesa antecipada (para até 4 pessoas): R$ 120,00 e  entrada pista: R$ 25,00. Os camarotes estão esgotados.

Bonde do madrugadão

Experiente, vitorioso, mestre Marcão divide os louros do bom trabalho com a equipe e seus comandados. “Para mim é sempre uma honra ganhar esse grandioso prêmio Estrela do Carnaval. Tenho uma equipe de diretores e ritmistas fantásticos. O mérito é todo deles, sem eles nada aconteceria. É o ‘ Bonde do madrugadão’ (risos)”, explica o mestre mostrando alegria e descontração.

Se o décimo lugar do Tuiuti não foi o que a bateria e a escola em geral projetava, a SuperSom se virou muito bem e fora a correria no final tentando que a escola não estourasse muito o tempo, durante boa parte do desfile levantou a Sapucaí impulsionando o excelente samba Azul e Amarela de São Cristóvão. Mestre Marcão relembrou o trabalho árduo de preparação e fez questão de agradecer a oportunidade e a confiança que o Paraíso do Tuiuti depositou em seu trabalho.

“Estar de volta na Sapucaí depois de dois anos é um privilégio, tenho que agradecer ao presidente Thor e à sua equipe por acreditar no trabalho que desenvolvemos no carnaval 2022. Foi gratificante demais”, ressalta Marcão.

Disputa de samba na Imperatriz será totalmente aberta a compositores de outras agremiações pela primeira vez

A disputa de samba-enredo para o Carnaval de 2023 na Imperatriz Leopoldinense será aberta a todos os compositores interessados pela primeira vez na história. Dessa forma, poetas de escolas coirmãs, filiados a entidades musicais em geral e novos talentos dos mais variados gêneros poderão inscrever suas obras no concurso. As regras e o formato da disputa também serão informados na data da divulgação da sinopse.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

A entrega da sinopse do enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”, do carnavalesco Leandro Vieira, será no próximo dia 29 de junho, às 20h, na quadra da Imperatriz, em Ramos, Zona Norte do Rio.

“Agora, quem já compõe ou participa de disputas em outras escolas também poderá participar do concurso na Imperatriz. É também uma oportunidade de conhecermos novos talentos do Rio de Janeiro e do país. Acreditamos muito nessa mescla. Esse convite também se estende a compositores de outros gêneros musicais”, diz a presidente da Imperatriz, Cátia Drumond.

Fundada em 9 de março de 1959 e reconhecida por ter uma das principais discografias do Carnaval brasileiro, a Verde, Branco e Ouro da da Leopoldina revelou grandes compositores, como Zé Katimba, Guga, Niltinho Tristeza, Preto Jóia e Tuninho Professor. Agora, a Rainha de Ramos quer promover uma disputa plural, unindo a experiência dos compositores da casa com talentos de fora.

“Permitir a participação de autores que não são, obrigatoriamente, membros efetivos da ala de compositores da Imperatriz irá proporcionar uma safra de sambas com maior diversificação rítmica, melódica e poética. Será uma das eliminatórias mais emocionantes e acirradas da história gresilense”, comemora André Bonatte, presidente da ala de compositores da Imperatriz.

O enredo de Leandro Vieira se debruça na “peleja” inverossímil e delirante dos cordelistas que, após a morte do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva – o famoso Lampião -, transformaram em jocoso, ficcional e rica literatura o destino pós-morte da mítica personalidade nordestina.

Cordéis populares sobre o tema, como “A chegada de Lampião no inferno”, “O grande debate que teve Lampião com São Pedro” e “A chegada de Lampião no céu” são o mote do brasileiríssimo e rico universo artístico da narrativa proposta pelo artista.

Luana Bandeira deixa posto de musa, mas ganha destaque na Viradouro

Após quatro desfiles brilhando como musa na Viradouro, a dançarina Luana Bandeira, de 33 anos, está deixando o cobiçado posto na escola de Niterói. Ela passará a ser destaque numa das alegorias que vai ilustrar o enredo “Rosa Maria Egipcíaca”. A ideia da troca de lugar já vinha sendo amadurecida pela ex-assistente de palco de Luciano Huck na Globo, mas o martelo foi batido numa conversa com a diretoria da escola semanas atrás.

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Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação

“Como musa, sempre fui presença assídua nos ensaios de quadra e de rua. Mas, depois do nascimento da Iolanda, já sentia a necessidade de ter mais tempo pra ela, que está com 1 ano e nove meses. Só que meu amor pelo samba e a ótima convivência com a Viradouro me deixavam dividida entre continuar ou não como musa”, revela a beldade, que admite estar vibrando com o novo espaço que terá na escola no próximo Carnaval.

“Vou ser destaque performática. Foi uma ideia do Tarcísio (Zanon, carnavalesco). E estou adorando. Muita gente não sabe, mas tenho registro profissional de atriz. Vai ser a minha primeira vez na Avenida interpretando uma personagem, mostrando algo diferente do que as pessoas já conhecem, que é o meu samba no pé”, comenta Luana.

Antes de estrear, em 2018, como musa na Viradouro, Luana foi passista do Salgueiro e da Estácio, onde foi rainha de bateria de 2012 a 2017.

‘Mogangueiro da Cara Preta’ é o título do enredo do Tuiuti para o Carnaval 2023

A agremiação de São Cristóvão bateu o martelo sobre o título do enredo do próximo desfile: “Mogangueiro da cara preta”. A dupla Rosa Magalhães e João Vitor Araújo ainda faz mistério sobre o desenvolvimento, mas dá pistas e adianta que se trata de uma história inédita na Avenida.

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Arte: Ricardo Neves

“Estamos mergulhados na pesquisa de um tema que vai ser ricamente explorado. Essa é a fase em que separamos as informações visuais, os textos. Tudo para contar muito bem essa história”, disse a professora Rosa Magalhães.

“E põe história nisso! É um enredo extremamente cultural, com a nossa cara (minha e da Rosa) e também com a cara preta do Tuiuti”, despista João.

A logo oficial e a sinopse do enredo serão divulgadas nas próximas semanas.

Sinopse do enredo da Tom Maior para o Carnaval 2023

Tom Maior 2023: Um culto às mães pretas ancestrais

Mãe, entidade suprema que guia nossa jornada. Figura que nos traz tantos significados e representações pela vida afora. Que nos faz sentir acolhidos, amados, ensinados e, também por muitas vezes, feridos. Pois nem sempre compreendemos seus planos e vontades.

A Mãe é no nosso nascimento, como é na origem do mundo. A Mãe é o começo de tudo, apoio de nosso primeiro passo.

Contam os ensinamentos Yorubás que Olodumaré criou o conhecido e o desconhecido, o céu e a terra, o Orum e o Aye. Olodumaré é o Deus supremo. E com a missão de povoar o nosso plano, o plano do Aye, ordena a expedição da criação. Nela estavam Obatalá, Ogum, Exu e Odu, a primeira mulher. Nossa primeira Mãe preta. A Mãe que carrega a cabaça no ventre, símbolo da fertilidade e da criação. A fartura da terra. A fecundidade da vida.

A Mãe é a criação.

Mas Odu, que no cruzamento do Orum com o Aye, onde o terreno e o espiritual se encontram, jurou nunca trair aos homens, por eles foi traída. Feriram em mágoas o coração da Mãe. Em troca, Odu recebeu de Olodumaré os poderes de Senhora do Destino destes homens.

Um poder materno. Que rege, que ensina, que protege, que educa e que castiga. Sim, pois a disciplina é uma forma de amor, como o castigo é um gesto de cuidado. A forma de fazer compreender que nossos atos têm consequências e que o caminho da paz e da compaixão sempre serão o norte a seguir, mesmo que as vias pareçam tortuosas.

Porque em nosso coração o Bem e o Mal são representações daquilo que não sabemos explicar. Para criar ou transformar muitas vezes é preciso demolir, desviar caminhos. Nem sempre se compreende com clareza as intenções de uma Mãe.

Odu é a primeira Iyami, que em Yorubá significa “Minha mãe”. E as representações destas Iyamis se replicam nas tradições sagradas de diversas formas.

Contam as histórias dos griôs (aqueles que transmitem nosso passado) que de Odu descendem todas as Iyamis. E que na criação do Aye, nosso mundo, as Iyamis foram fundamentais para alcançar o equilíbrio. O balanço entre a alegria e a dor, a saúde e a doença, o começo e o fim.

A Mãe é a criação e o ensinamento.

Criar é guiar. As primeiras descendentes de Odu se materializaram em aves e estes pássaros habitaram os pilares de nossa existência. Sete árvores míticas que regem nosso destino. Em seus galhos, todos os sentimentos contraditórios e nem sempre compreensíveis de nossa evolução. A vida e a morte, a fartura e a privação, a surpresa e a decepção. A incerteza.

As aves sobrevoam nossa vida e, com a visão ampla que o vôo permite, compreendem para além de onde vão as colinas, as montanhas e as barreiras que nos limitam os olhos. E assim são as mães. As mulheres pássaro. As mulheres-eleié.

A Mãe é a criação, o ensinamento e a guia.

Para guiar é preciso ter força e conhecimento, como são fortes e sábias as mães pretas orixás, ou obirinsá. Elas que dominam as forças da natureza e conhecem as imperfeições de nossa natureza, nossa essência. Salubá Nanã! Ora Ye ye ô Òsun! Odoya Iyemonja! Epa hey Oyá! Ri Ro Iyèwá! Akirô Oba Yê!

Seu poder vem da consciência e do amor. Da humanidade de nos reconhecer fracos mas dignos de nossa existência. E a evolução vem da compreensão destas falhas e deste poder. Da certeza que um poder materno nos guia em busca da evolução. E beber deste poder, por meio da fé, nos faz homens e mulheres mais fortes.

A Mãe é a criação, o ensinamento, a guia e a força.

Às mães devemos respeito. Mais que respeito, devoção. Como nos festivais Gèlèdès, em que aqueles que cultuam as mães pretas entoam cânticos (orin), evocações (oriki), saudações (ibá) e rezas (adurá) a suas protetoras.

Louvar às mães pretas é honrar seu nome, sua história e aceitar seus ensinamentos. É compreender sua grandeza e sua importância em nosso aprendizado. Demonstrar temor e acatar sua liderança. É entender a nós mesmos pelos olhos da Mãe, os olhos de amor.

Amor manifesto em muitas mães pretas, infinitas representações de um mesmo sentimento, de uma mesma fé, embora muitas vezes personificadas em diferentes símbolos. A estas mães pretas cultuamos e pedimos bençãos.

A benção Mãe preta Aparecida, Mãe preta Monila de Hipona, Mãe preta Ifigênia. A benção Mãe preta Josefina Bakhita, a benção Mãe preta Anastácia, a benção Mãe preta Nhá Chica. Ao som de atabaques, harpas ou na voz crua e sofrida dos romeiros, é um mesmo sentimento que busca elevar aos céus em palavras nossa submissão e respeito. A aceitação e agradecimento por todo o amor. A Mãe é a criação, o ensinamento, a guia, a força, o respeito e a devoção.

Enredo: Flávio Campello
Sinopse: Judson Sales