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Sinopse do enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2024

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Enredo: Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila

ARGUMENTO

O enredo da Beija-Flor para 2024 é sobre as nobrezas de Maceió, de Nilópolis e da Etiópia. Um encontro mágico de personagens reais, mas que nunca se viram, guiados pela luz dos encantados e da ancestralidade, com as cores, os ritmos e os pisados dos folguedos das Alagoas. Um delírio baseado na realidade, desafiando o espaço e o tempo, algo que só o Carnaval pode nos brindar.

beijaflor enredo2024

Nossa história começa com as festas de Palmares e suas raízes nos cultos africanos e saberes indígenas. Marca de fé e resistência no maior dos quilombos, entranhadas nas tradições populares alagoanas, que têm o engraxate Benedito como um de seus brincantes mais ilustres. Parceiro de boêmios e damas da noite, o nobre folião das encruzilhadas passou a se chamar Rás Gonguila, a dizer que era, ele mesmo, descendente direto do último imperador da Etiópia.

Vamos mergulhar nos devaneios de Gonguila para contar como ele viu a corte de Haile Selassie embarcar numa jangada encantada para conhecer, do outro lado do mundo, os folguedos de uma terra de cores intensas, brisa mansa e mares quentes. Viajaremos no tempo e na mente do príncipe etíope dos carnavais alagoanos para mostrar o encontro dele com a Deusa da Passarela e seus soberanos.

Nessa celebração à beira-mar, veremos uma gente que pisa forte e canta alto para defender a nobreza da cultura popular. Bravos foliões de sangue alagoano, etíope e nilopolitano, que batem cabeça para os mestres do passado e repetem o gesto de Gonguila, ao vestir a fantasia da liberdade e da imaginação para se tornarem reis e rainhas na corte do Rei Momo.

Vem todo mundo para esta festa, pois os bons ventos delirantes vão guiar jangadas e pássaros encantados, a flutuar pelos mares e ares rumo Maceió – e a um belíssimo desfile na Marquês de Sapucaí!

Nilópolis | Maio de 2023

SINOPSE

Quem será o Benedito?

Nasceu em Maceió, no ano de 1905, um menino chamado Benedito, sobrenome dos Santos. Veio ao mundo numa rua que não existe mais, numa parte da cidade com cheiro de magia e maresia, entre as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e de São Benedito. Pouco se sabe sobre seu pai e sua mãe. Seus nomes e suas memórias viraram cinzas. A única certeza que se tem sobre eles é que sofreram na alma o horror da escravidão. Libertos e analfabetos, ganhavam o pão vendendo frutas nas ruas da velha cidade ou limpando os palacetes dos barões do açúcar.

Ao pé do ouvido do moleque, sussurravam histórias encantadas de antepassados que eram reis e rainhas em um país africano, a distante Etiópia, e que desfilavam sua realeza lá pelos altos da Serra da Barriga. A tradição que atravessou gerações levava Benedito de volta ao tempo de Palmares, o maior dos quilombos, cujo sangue nobre ainda corre nas veias das Alagoas. Tempo de dor e luta, mas também de resistência e celebração, quando Benedito ouvia dos pais: “Meu filho, dia de festa era dia de descansar as armas”.

Abaixa teu escudo, guerreiro quilombola. Repousa tua flecha, bravo caeté-wassu. Que hoje dançaremos com os espíritos dos nossos ancestrais em pajelanças caboclas, crenças do catolicismo popular e rituais da Mãe África! É dia de fazer nossos cantos e tambores ressoarem pela eternidade! Assim, sob a proteção de gameleiras e juremas, aqueles que resistiram ao açoite e não dobraram os joelhos deram origem a um povo que brinca sem perder a fé nas suas raízes.

É ele que manda na folia de Maceió

Antes mesmo de Benedito nascer, a Abissínia – nome antigo da Etiópia – já inspirava festas e cortejos no centro de Maceió, região que os jornais da época chamavam de Maceyobissínia. Era um pedaço de África na capital das Alagoas, onde os moleques passavam o tempo pelas ruas ensolaradas. Quando não rodavam direito o pião, e ele tombava no chão, diziam que era uma ‘gonga’. A falta de traquejo de Benedito com o brinquedo de madeira e o barbante de algodão deu a ele o apelido de Gonguila.

Aprendeu o ofício de engraxate e sua lida era na ponta da flanela. Gastava prosa nas calçadas, a lustrar sapatos de políticos, artistas e intelectuais na porta dos cafés e tabacarias. Mas era entre bêbados, meretrizes e desocupados que mais gostava de estar, entre goles e cigarros, carteados e sinucas. Pois foi na boêmia e nas encruzilhadas que Gonguila lapidou seu maior talento: ser folião. Um devotado súdito de Momo, líder do Cavaleiro dos Montes, bloco que fez história nos carnavais da capital, com nome inspirado nas dunas de areia da Praia do Jaraguá.

Naquele tempo, Maceió fervia entre o Sábado de Zé Pereira e as cinzas da Quarta-feira. Debaixo de um sol de brasa, a única nuvem era de confete e serpentina. Em seus conversíveis, almofadinhas e madames se divertiam nos corsos, enquanto a massa trançava as pernas no passo do frevo, importado do vizinho Pernambuco. Nas batalhas de orquestras que arrastavam multidões, vencia a que soprasse mais alto seus metais. E tome cerveja gelada para esfriar a goela e lapada de cachaça para incendiar o povo de novo!

Gonguila descia do Farol ao cais do porto e seguia até a Ponta Grossa – onde até hoje moram seus descendentes. Alto e forte, tocava clarim pelo trajeto, sempre ao lado do estandarte do bloco, todo de veludo e ornamentos dourados, com a imagem de um ginete montado num alazão. Aqui e acolá, um brincante espetava algum tostão com alfinete no pano do estandarte. Dava pelo menos para pagar os músicos e alguma bebida. Depois do desfile, virava porteiro da Fênix Alagoana, o clube dos ricos, que se embriagavam de lança-perfume nos luxuosos salões.

Um dia, faltava pouco para o Carnaval, Gonguila ouviu a notícia: bem longe dali, Rás Tafari – “príncipe respeitado” – era coroado imperador da Etiópia. Fechou os olhos e puxou na gaveta da memória as histórias dos nobres etíopes de Palmares. Entre o real e a fantasia, assumiu o parentesco com o monarca, botou um Rás na frente do apelido de infância e transformou-se em Rás Gonguila. Testemunhou a coroação do imperador e profetizou: um dia, ainda haveria de ver o encontro encantado das realezas de Maceió, da Etiópia e de uma corte azul e branca, maravilhosa e soberana.

Imperador de estandarte na mão

Em sua profecia, Rás Gonguila quase caiu duro quando descobriu sua herança africana. Tudo começou há mais de 700 anos, quando um primo distante, descendente direto da Rainha de Sabá e do Rei Salomão, fundou o Império Etíope. Séculos depois, num truque do destino, Zawditu, a imperatriz do momento estava lá super de boa, na dela, quando adoeceu e foi desta para uma melhor. Rás Tafari, filho de um conselheiro do palácio, não nasceu para reinar, mas viu o trono cair no seu colo.

Na festa da coroação, coisa igual nunca se viu. Aquele que seria o último imperador da Etiópia escolheu o nome de Haile Selassie – “O Poder da Divina Trindade”. Etnias de várias partes vieram saudar Sua Majestade Imperial, cada uma com seus trajes e adornos de festa: flores na cabeça, barro nos cabelos, pintura no corpo, joias de madeira e miçangas. Vieram também cristãos das cidades de Lalibela, onde Jesus e Maria são pretos, e de Gondar, com seu colorido festival Timkat. De presente, toda sorte de panos de estamparia, cestos, sementes, ossos e chifres de exóticos animais.

Depois de sete dias e sete noites de música, dança e banquetes, estava coroado o novo Leão de Judá. Rás Gonguila viu com seus próprios olhos quando ele saiu do palácio empunhando o estandarte imperial, de manto vermelho sangue, cetro de marfim e espada de ouro cravejada de pedras preciosas. Subiu com a imperatriz Menen em uma carruagem puxada por zebras e antílopes. Atrás deles, um cortejo alucinante de brincantes etíopes. Gonguila achou até que parecia um grande bloco de rua, rumo à jangada encantada que partiria com destino a Maceió.

De sangue azul, nilopolitano

Gonguila mergulha ainda mais fundo nos seus devaneios e convida o povo da Mirandela a participar da festa. De ori consagrado a Iemanjá e protegido por Ogum, essa gente soberana que exalta a própria nobreza com samba no pé. Tem sido assim desde os tempos dos blocos Centenário e Irineu Perna de Pau, que pavimentaram o caminho vitorioso do Beija-Flor. Em seu sonho, o Rás alagoano viu a corte nilopolitana flutuando no cais do porto de sua querida Maceió.

Pois chegou o grande dia! Batuqueiros, é hora de esticar o couro dos tambores. Velha guarda alinhada com chapéu de fita azul e branca. Passistas com bicolor e sandália de prata no pé. Baiana ajeitando a saia antes de girar na imensidão do asfalto. Acerta o passo, nobre mestre-sala, e desfralda o pavilhão, guardiã do nosso maior tesouro. Olha a Beija-Flor aí, gente, mostrando que essa escola nasceu para vencer e, cá entre nós, sempre foi chegada a viajar na imaginação.

Caiu dos olhos dos nossos ancestrais uma lágrima de saudade, lembrando o velho tempo que passou. Brincando com a imaginação, hoje seremos fantasia, um lindo beija-flor anunciando uma delirante viagem carnavalesca rumo às Alagoas. Tirem do passado a nobreza, joguem fora a roupa do dia a dia e vistam-se de reis e rainhas, como Gonguila e Selassie, que é o que vocês são!

Sobe todo mundo nesse pássaro encantado, pois os bons ventos vão nos guiar pelos ares rumo àquele pedacinho de Brasil.

Rei dos brincantes

Lá vem jangada com nobres da Etiópia singrando o mar. Lá vem Beija-flor e sua corte nilopolitana batendo as asas e soprando os ventos. No cais enfeitado de cor, Gonguila os espera ao som do frevo e balé de estandartes. E o povo nas ruas de Maceió regendo o apito dos mestres, que brincam folguedos em todos os cantos de Alagoas e abrem a sede* desta grande festa da ancestralidade.

Tem chegança e fandango de marujos. Samba de matuto dos canaviais e coco de roda da beira da praia. Bumba-meu-boi e mascarados; pastoril, caboclinhos e papangus. Cambindas e taieiras de saias rodadas. Toré dos caetés-wassu, quilombo dos cativos e maracatus – antes perseguidos, mas que hoje podem rezar bem alto o seu xangô.

E tem guerreiro, com suas cabeças de catedrais e mantos de fitas, o mais querido dos folguedos, que sintetiza a alma dos alagoanos: povo de olhar e palavras doces como o mel da cana, abraço quente como o sol e gingado manso como o balançar da palha do coco e da cana. Gente que celebra de noite e de dia, na proteção de Nossa Senhora do Rosário e dos encantados, de São Benedito e dos orixás, com a fé tecida nas tramas de rendas e bordados.

Está cumprida a profecia do encontro de realezas, que hoje coroam Gonguila, imperador do Carnaval de Maceió. É o triunfo da cultura popular, em um esfuziante banho à fantasia nas águas de infinitos azuis. Neste congraçamento, todo mundo é rei e rainha. Basta se deixar levar por um delírio de Carnaval.

* Abrir a sede (lê-se séde) é como os alagoanos chamam o início das apresentações de seus folguedos, sempre com um canto puxado pelo mestre dos brincantes. É abrir a gira, começar os trabalhos.

CARNAVAL 2024

Presidente de Honra: Anísio Abraão David
Presidente: Almir Reis
Diretor de Carnaval: Dudu Azevedo
Carnavalesco: João Vitor Araújo
Pesquisador de Enredo: Rodrigo Hilário

REFERÊNCIAS

A coroação de Sua Majestade Imperial Haile Selassie. National Geographic (02/11/1930). Disponível em: https://tinyurl.com/3h2hd5mt

Arquivo confidencial #41: Haile Selassie. Canal História e Tu/Youtube. Disponível em: https://tinyurl.com/ycxz4uf3

BARROSO FILHO, Luiz. Panorama da cultura popular em Alagoas. Coletânea de artigos. Maceió, 2010.

BEZERRA, Luiz Anselmo. A família Beija-Flor. Dissertação de Mestrado/História/UFF. Niterói, 2010.

BRANDÃO, Théo. Folguedos Natalinos (3ª edição). Editora: Museu Théo Brandão/UFAL. Maceió, 2003.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro (12ª edição). Global Editora. São Paulo, 2012.

Coleção História Geral da África. Volumes 3 a 7. Autores diversos. UNESCO, MEC e UFSCar, 2010. Disponível em: https://tinyurl.com/bta63rnd

Coroação da Majestade Haile Selassie e Menen Asfaw. Canal Ethiopian South America/Youtube. Disponível em: https://tinyurl.com/5e6zd9st

CUNHA, E. Salles. Aspectos do folclore de Alagoas e outros assuntos. Editora: Spiker. Rio de Janeiro, 1956.

DANTAS, Cármen Lúcia & TENÓRIO, Douglas Apratto. Alagoas Popular – Folguedos e danças da nossa gente. Editora: Instituto Arnon de Mello. Maceió, 2012.

Dezenove horas de comemoração por dia cansam diplomatas, não Haile Selassie. The New York Times (07/11/1930). Disponível em: https://tinyurl.com/vzeuhza5

DUARTE, Abelardo. Folclore negro das Alagoas. Editora: EDUFAL. Maceió, 1974.

FABATO, Fábio; SIMAS, Luiz Antonio. Pra tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos. Editora Mórula. Rio de Janeiro, 2015.

FREIRE, Adriana Cirqueira. Etnias indígenas alagoanas. Editora: IFAL. Maceió, 2020.

GOMES, Flávio dos Santos. Palmares: Escravidão e liberdade no Atlântico Sul (2ª edição). Editora: Contexto. São Paulo, 2014.

GOMES, Laurentino. Escravidão – Volume 1: Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. Editora: Globo Livros. Rio de Janeiro, 2019.

GUIMARÃES, Stella Villares et al. O Brasil É Um Luxo – Trinta Carnavais de Joãosinho Trinta. Editora CBPC. Rio de Janeiro, 2008.

MOTTA, Aydano André. Maravilhosa e soberana: Histórias da Beija-Flor. Editora: Verso Brasil. Rio de Janeiro, 2012.

OLIVEIRA, Paulo Victor de. A perseverança e o silêncio: Ensaio sobre a disjunção nas narrativas sobre religiões afro-brasileiras em Maceió. Dissertação de Mestrado/Sociologia/UFAL. Maceió, 2019.

RAMOS, Arthur. O folk-lore negro do Brasil. Editora: Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 1935.

ROCHA, José Maria Tenório. Cultura Popular. Editora: SECULT. Maceió, 1985.

_______, José Maria Tenório. Folguedos carnavalescos de Alagoas. Editora: SENEC. Maceió, 1979.

_______, José Maria Tenório. Folguedos e danças de Alagoas. Editora: SECA. Maceió, 1984.

SIMAS, Luiz Antonio. O corpo encantado das ruas. Editora: Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 2019.

TICIANELI, Edberto. Os antigos Carnavais de Maceió. História de Alagoas, 2017. Disponível em: https://tinyurl.com/y2dptsrb

__________, Edberto. Rás Gonguila, o príncipe etíope dos carnavais alagoanos. História de Alagoas, 2020. Disponível em: https://tinyurl.com/muyk3h8c

Agradecimentos especiais: Prefeitura de Maceió e Fórum de Cultura Popular e Artesanato de Alagoas (Focuarte).

Entrevistas realizadas em Alagoas: Lienete Marques do Nascimento e Silviany Domingues do Nascimento (descendentes de Rás Gonguila); Mestres e mestras do Folclore Alagoano: Ana Alves Ferreira (Pastoril Recordar é Viver/Maceió), Ana Paula Rocha Lins (Taieiras Nair da Bertina/São Miguel dos Campos), Edivar Vicente Feitosa (Guerreiro Treme Terra Pilarense/Pilar) e Lucimar Alves da Costa (Chegança Silva Jardim/Coqueiro Seco); João Victor Lemos Viana (jornalista e pesquisador); Edberto Ticianeli (jornalista e pesquisador); Cármen Lúcia Dantas (museóloga); Hildenia Oliveira (museóloga); Victor Sarmento (museólogo).

Conheça o enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2024

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A Beija-Flor anunciou na tarde deste sábado o enredo para o Carnaval 2024. A escola levará para Avenida “Um delírio de carnaval na Maceió de Rás Gonguila” que será desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo. * LEIA AQUI A SINOPSE DO ENREDO

beijaflor enredo2024

“É uma honra muito grande pisar nesse palco. Estava muito emocionado quando vi o grupo da escola se apresentando na quadra. Hoje, eu faço parte desta história. Isso é muito sagrado e sério”, disse o carnavalesco.

Quem foi Rás Gonguila?

Nasceu em Maceió, no ano de 1905, um menino chamado Benedito, sobrenome dos Santos. Ouvia dos pais histórias de nobres de terras distantes, que faziam festa nos altos do maior dos quilombos. Mais tarde, o parceiro de boêmios e damas da noite virou Rás Gonguila, folião soberano dos carnavais da capital alagoana, que falava, para quem quisesse ouvir, sobre seu parentesco direto com o último imperador da Etiópia.

Gabriel David agradeceu o apoio da Prefeitura de Maceió e a parceria para o Carnaval 2024.

“Agradeço muito o prefeito de Maceió pela parceria. Por estar apoiando nossa escola, nosso carnaval. O nosso carnavalesco João Vitor trabalhou incansavelmente para uma história no nível da Beija-Flor. Estamos muito contentes com a história que vamos levar para Avenida”.

Texto publicado nas redes sociais sobre o enredo para o Carnaval 2024

“Um encontro mágico de personagens reais que nunca se viram, trazidos por um pássaro e uma jangada encantada, com a força das raízes africanas e indígenas.

Tem os ritmos e os pisados dos folguedos das Alagoas, os devaneios dos brincantes etíopes e o samba no pé dos soberanos nilopolitanos.

Celebração, realidade e delírio na coroação de Rás Gonguila e de todos os reis e rainhas do Carnaval.

Maceió é uma cidade vestida de luz e de cor.

Sol de brasa, vento manso com cheiro de maresia, cercada de águas de um azul sem fim. No velho centro da capital das Alagoas, entre as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e de São Benedito, nasceu Rás Gonguila, personagem central da nossa história.

É ele que vai receber no cais do porto à beira-mar as cortes encantadas da Etiópia e da Beija-Flor de Nilópolis”.

Imperatriz Leopoldinense distribui milhares de rosas pela Zona Norte em homenagem ao Dia das Mães

Em clima de solidariedade, afeto e carinho, milhares de mães da Zona Norte do Rio foram homenageadas, neste sábado, por integrantes do programa “Imperatriz Social” em comemoração ao Dia das Mães. Cerca de 2.500 rosas foram entregues em diversos pontos do Complexo do Alemão, Ramos, Olaria e Bonsucesso.

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“Essa é uma data muito especial para muita gente. A ação de hoje foi uma forma que encontramos de abraçar a quem tanto precisa aqui na região”, diz João Drumond, coordenador do Imperatriz Social.

Durante o ano, voluntários da escola se unem em campanhas solidárias para ajudar a quem mais precisa na região. Em abril, foram distribuídos 2.500 ovos de chocolate na Páscoa.

De acordo com informações do Departamento Social da Imperatriz, desde março de 2020, data de lançamento do ‘Imperatriz Social’, mais de 10 mil famílias foram beneficiadas com as ações.

Entrada franca! Tuiuti recebe neste sábado festa do Estrela do Carnaval da Série Ouro

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Neste sábado, a partir das 20h, a quadra do Paraíso do Tuiuti é palco da 15ª edição da premiação do Estrela do Carnaval 2023 da Série Ouro. A entrada é franca.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

A Porto da Pedra ganhou o prêmio Estrela do Carnaval 2023, oferecido pelo site CARNAVALESCO, na categoria máxima, ou seja, “Desfile do Ano. A escola de São Gonçalo conquistou também “Samba-Enredo” e “Bainas”. A melhor “Bateria” da Série Ouro foi para a Unidos de Bangu

A União da Ilha ganhou em “Intérprete” (Igor Vianna), “Conjunto de Alegorias e Fantasias” e “Harmonia”. A Unidos de Padre Miguel ganhou em “Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira”. A dupla Vinicius e Jéssica leva para casa a premiação. A São Clemente ganhou como melhor “Ala de Passistas”, “Comissão de Frente” e melhor “Enredo”.

Veja os ganhadores
Desfile do Ano: Porto da Pedra
Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Vinicius e Jéssica (Unidos de Padre Miguel)
Samba-Enredo: Porto da Pedra
Bateria: Unidos de Bangu
Comissão de Frente: São Clemente
Baianas: Porto da Pedra
Conjunto de Alegorias e Fantasias: União da Ilha
Passistas: São Clemente
Harmonia: União da Ilha
Cantor: Igor Vianna (União da lha)
Enredo: São Clemente

Tucuruvi anuncia retorno de disputa de samba-enredo e divulga o calendário

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Em busca do hino para o Carnaval 2024, o Acadêmicos do Tucuruvi retornará com a disputa de samba-enredo da agremiação. A escola da Cantareira se prepara para ir em busca do título inédito do Grupo Especial, desta vez com o enredo “Ifá”, desenvolvido pelos carnavalescos Dione Leite e Yago Duarte.

IFA tucuruvi

A explanação da sinopse acontecerá no próximo dia 22 de maio, na Fábrica do Samba. A primeira etapa da disputa será interna e os sambas classificados se apresentarão em uma semifinal, no dia 30 de Julho. Já a grande final será realizada no dia 06 de agosto.

“Nossa proposta é observar o oráculo de Ifá não somente como um jogo de adivinhação, mas também como uma filosofia e olhar singular para a vida segundo os preceitos e princípios Yorubás. Temos a certeza de que faremos o maior carnaval da história de nossa escola. Queremos um samba que emocione, toque a alma de nossa comunidade e que encante todo o mundo do samba com uma mensagem de respeito a todas as religiões”, revelou Rodrigo Delduque, vice-presidente da agremiação.

Confira o cronograma completo da disputa

Explanação da sinopse – 22 de maio
20h30 – Fábrica do Samba

Tira dúvidas – 20 de junho
20h – Fábrica do Samba ou no e-mail: [email protected]

Entrega dos sambas – 11 de julho
Das 19h às 22h – Fábrica do Samba

Semifinal – 30 de julho
Final de samba – 06 de agosto

O Acadêmicos do Tucuruvi desfilará no sábado, 10 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, pelo Grupo Especial.

Sereno de Campo Grande anuncia chegada de intérprete

De volta ao Sambódromo, o Sereno de Campo Grande anunciou na noite desta quinta-feira a contratação do intérprete Igor Pitta, que cantou na Em Cima da Hora em 2023 e faz parte do carro de som da Beija-Flor. Ele fará dupla com Antônio Carlos no desfile de 2024.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Em 2024, o Sereno de Campo Grande pisa na Marquês de Sapucaí carregada pela força de Oyá e Santa Bárbara, comemorando o 4 de dezembro em pleno fevereiro.

A escolha é sua! Vote e aponte os melhores de 2023 do Carnaval de São Paulo

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A festa de premiação do Estrela do Carnaval 2023 do Grupo Especial de São Paulo, que acontecerá no dia 28 de maio (no Pratifaria Bar), terá uma novidade. Vão ser premiados também os melhores de 2023. Diferente do prêmio do site, essa votação é totalmente popular. VOTAÇÃO ENCERRADA. Oresultado será divulgado na festa.

Leandro Vieira celebra Estrela do Carnaval para Imperatriz em Enredo e Conjunto de Fantasias no desfile de 2023

Campeão com a Imperatriz Leopoldinense no Carnaval 2023, o carnavalesco Leandro Vieira viu seu trabalho ser reconhecido também nas premiações do carnaval. No site CARNAVALESCO, através do Estrela do Carnaval, o artista faturou duas categorias: Enredo e Melhor Conjunto de Fantasias do Grupo Especial. Em entrevista, ele citou que costuma buscar o trabalho autoral e que vencer na categorias “Melhor Conjunto de Fantasias” engrandece ainda mais toda a atividade exercida no barracão.

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Foto: Alexandre Vidal/Divulgação Rio Carnaval

“Fico feliz em ter o trabalho lembrado pelo júri que compõe a premiação. Ter o trabalho em fantasia visto dessa forma qualifica não apenas a minha maneira de pensar o figurino que veste o folião carnavalesco, mas, também, engrandece as centenas de mãos que se dedicam comigo na reprodução desse conjunto de adereços, chapéus, estandartes, saias, calças, batas, arames, blusas, costeiros e tantos outros artigos mais que enchem os desfiles de beleza e qualidade visual. Como um criador em busca de autoralidade nas coisas que realizo me sinto lisonjeado com o prêmio. Como operário da produção carnavalesca diária me sinto honrado e estendo essa honra aos que trabalham comigo fazendo disso, uma obra possível. Esse prêmio é meu, é de quem fez isso comigo e também é do componente que vestiu a fantasia para que ela atingisse a plenitude”.

Sobre o prêmio de melhor Enredo, Leandro Vieira explicou o que sente quando produz o desenvolvimento para o desfile de uma escola de samba.

“O desenvolvimento de um enredo é a mola que impulsiona a criação diária de um carnavalesco. Pesquisar, escrever, dar contorno textual à minha criação e fazer do visual um refém do discurso é o maior tesão que tenho com a minha profissão. Creio que é essa condição de conciliar um pensamento traduzido em texto com a expectativa de produção de discurso atrelado ao visual que forja a tal figura do carnavalesco que se consolidou no imaginário da festa. Ser um carnavalesco “enredista” que é reconhecido como bom pelo júri do site me alegra de forma particular, já que gosto de desenvolver como artista e não como teórico aquilo que idealizo para apresentar na Avenida de desfiles. Agradeço o prêmio e dedico esse reconhecimento aos dois artistas que me forjaram como carnavalesco crendo que o texto e o desenho que dá contorno aos pensamentos andam de mãos dadas na feitura de grandes desfiles: Renato Lage e Rosa Magalhães, esse prêmio é de vocês. Eu nada saberia sem as mãos de vocês escrevendo e desenhando para me ensinar o caminho do êxito”, disse o artista campeão pela Imperatriz.

Vencedor com a bateria da Imperatriz, mestre Lolo também comentou o prêmio recebido pelo Estrela do Carnaval. “É muita felicidade, cara. Satisfação, né? A gente trabalha o ano inteiro pra chegar lá e tomar nota máxima, que esse é o objetivo principal da escola, né? E da bateria. E ser agraciado ainda com o prêmio, num tem nada melhor. Feliz, a rapaziada está muito feliz! Ainda veio o título junto, aí ficou perfeito. Afinal, todo mundo almeja isso”.

Veja apresentação da Imperatriz na premiação do Estrela do Carnaval 2023

Museu do Samba inaugura exposição ‘Aos Heróis da Liberdade’

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O Museu do Samba, na Mangueira, inaugura no sábado, a partir das 16h, a exposição interativa “Aos Heróis da Liberdade” com a curadoria de Gringo Cardia e os textos de Luiz Antônio Simas, vozes de Cartola, Tia Surica, Dona Ivone Lara e Martinho da Vila.

museu samba
Foto: Mariza Lima/Divulgação

Em uma viagem pela história do samba, grandes sambistas e suas composições são homenageados durante a exposição, cujo nome é inspirado no samba-enredo da Império Serrano, de 1969. O acervo convida o visitante a conhecer narrativas por trás das instalações cenográficas que exaltam a cultura negra ao passo que combate ao racismo e à censura em seu resgate histórico.

Em uma mistura de ritmos, recursos audiovisuais, canto e dança, “Aos Heróis da liberdade” apresenta a relação das escolas de samba com a primeira manifestação cultural do povo escravizado. Segundo o historiador Luiz Antônio Simas, é uma exposição que “escancara as africanas e africanos que chegaram ao Brasil nos tumbeiros, e os seus descendentes, subverteram o horror do cativeiro e do racismo cotidiano em arte, beleza, sociabilidade, festa e esperança.

Para Simas, esse é o grande legado que o samba deixa para o Brasil: “Mergulhar nas trajetórias dos heróis da liberdade é um ato político e poético de comprometimento com o futuro”. Dentre os principais heróis que batalharam pela música pretas presente na mostra está Cartola, Dona Ivone Lara, Martinho da Vila, Dona Dodô, Tia Surica, entre outros.

Nilcemar Nogueira, idealizadora do projeto e fundadora do Museu do Samba, reforça que esse resgate histórico só é possível graças ao patrocínio da Petrobras e do Governo do Estado. “São fundamentais para ampliarmos o alcance de nossas iniciativas artísticas e sociais, já que viabiliza uma programação que une entretenimento, cultura e conscientização. A parceria contribui também, de forma decisiva, para que o Museu do Samba siga com seu compromisso de preservação da memória do samba, valorização dos sambistas e fomento da educação patrimonial para as novas gerações, começando pela comunidade da Mangueira e as escolas de ensino fundamental do entorno”.

A exposição “Aos Heróis da Liberdade” foi selecionada para patrocínio por meio da Chamada Pública de Múltiplas Expressões, do Programa Petrobras Cultural, lançado em 2022, e que selecionou 15 projetos de 10 estados brasileiros. O financiamento está sendo feito pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Mais Heróis da Liberdade que estarão na exposição
1. Ismael Silva
2. Paulo da Portela
3. Candeia
4. Cartola
5. Carlos Cachaça
6. Mano Décio da Viola
7. Silas de Oliveira
8. Dona Ivone Lara
9. Martinho da Vila
10. Luiz Carlos da Vila
11. Joaquim Casemiro Calça Larga
12. Isabel Valença
13. Dona Dodô
14. Nelson Sargento
15. Tia Surica
16. Dona Neuma
17. Dona ZicaTia Maria do Jongo
18. Tia Cirene
19. Tia Eulália
20. Heitor dos Prazeres

SERVIÇO
Exposição gratuita “Heróis da Liberdade”
Data: 13 de maio de 2023 até 31 de dezembro de 2023
Horário: 16h
Local: Museu do Samba
Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1296 Ingresso: gratuito

Programação de abertura
16h Lavagem da escadaria do Museu do Samba com as baianas
16h30h Abertura
17h Apresentação Musical

Wenny Isa é anunciada musa da Portela para o Carnaval 2024

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Próximo a completar 14 anos, a irmã caçula de Lexa, também é rainha de bateria da Unidos de Bangu, no Rio, e da Independente de Boa Vista, no Espírito Santo. Depois de fazer jornada dupla na folia carioca este ano, Wenny vai ter mais um carnaval agitado. Aos 14 anos, ela ganhou o cargo de musa da Portela de 2024.

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Foto: Divulgação

Ela, que vem de uma família de mulheres apaixonadas pelo samba, como a irmã Lexa e a mãe Darlin Ferrattry, conta que está animada para assumir mais uma posição no Carnaval Carioca e não poderia estar mais orgulhosa.

“Estou muito realizada com tudo o que vem acontecendo e é uma honra receber esse título da Portela”, diz.

Não é a primeira vez que a adolescente desfila no Grupo Especial do Rio. Em 2023, foi princesa de bateria do Império Serrano. A cantora é rainha de bateria da Unidos de Bangu, na Série Ouro do Rio, e da Independente de Boa Vista, no Especial do Espírito Santo. Apesar das duras críticas em 2022, esse ano a adolescente mostrou sua constante evolução.

“Estou sempre procurando melhorar e evoluir. Amo Carnaval, amo estar na avenida. E mal posso esperar pelo próximo ano. Vir como musa da Portela é algo novo e mais uma conquista”, comemora Wenny, que se mostra grata pelo convite do presidente Fábio Pavão.

No dia 03 de junho, sábado, Wenny receberá a faixa de Musa na Tradicional Feijoada da Família Portelense.