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Impecáveis! Casal do Tatuapé celebra prêmio e reconhecimento do trabalho realizado no Anhembi

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As escolas de samba paulistanas receberam no último domingo o Estrela do Carnaval 2023, em evento realizado no Pratifaria Bar, em parceria com o grupo Doentes da Sapucaí. No encontro também foi entregue o prêmio para os melhores do ano, segundo votação popular com os leitores do site. A dupla Diego e Jussara, do Tatuapé, venceu o Estrela do Carnaval na categoria “Melhor Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira”. Veja abaixo o vídeo da apresentação da escola e as declarações dos premiados.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Jussara: “Para gente foi uma surpresa. A gente não esperava, tanto que eu comentei com a equipe do CARNAVALESCO que estamos muito felizes pelo reconhecimento do trabalho. Isso só afirma a importância do nosso trabalho e da nossa parceria. O fruto dessa premiação é, justamente, a nossa parceria de 23 anos. Se não fosse essa parceria, essa cumplicidade que a gente tem um com o outro, a gente não estaria aqui hoje recebendo esse prêmio. E, claro, tem o nosso pavilhão: temos uma comunidade e uma diretoria que confiam no nosso trabalho e que, primeiramente, nos respeitam como ser humano para depois pensar no casal de mestre-sala e porta-bandeira. Isso é só uma afirmação de que estamos no caminho certo”.

Diego: “A nossa cumplicidade vem fazendo a diferença a cada ano. A nossa troca de olhares, nosso companheirismo e nossa irmandade ajudam bastante. Para nós, realmente, foi uma surpresa. Não esperávamos. Graças a Deus, nesse ano deu tudo certo, tanto com relação à nota quanto ás premiações. Estamos sendo muito gratos a tudo isso. E também com a Jussara falou, nossa comunidade, nossos presidentes, nossa diretoria… temos total apoio deles em tudo que fazemos e falamos. Esse apoio nos ajuda bastante a desenvolver o nosso trabalho”.

Mocidade Alegre domina prêmio ‘Melhores de 2023″ e ainda como Estrela do Carnaval para Jorge Silveira e ‘Desfile do Ano’

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As escolas de samba paulistanas receberam no último domingo o Estrela do Carnaval 2023, em evento realizado no Pratifaria Bar, em parceria com o grupo Doentes da Sapucaí. No encontro também foi entregue o prêmio para os melhores do ano, segundo votação popular com os leitores do site. A Mocidade Alegre ganhou o Estrela do Carnaval com Jorge Silveira “Melhor Carnavaleco” e a categoria máxima “Desfile do Ano”. Além disso, a escola faturou nos melhores do ano: “Samba-Enredo”, “Bateria”, “Igor Sorriso, melhor Intérprete”, e a presidente Solange Cruz, eleita a “Gestora do Ano”. Veja abaixo o vídeo da apresentação da escola e as declarações dos premiados.

Solange Cruz (eleita a gestora do ano, segundo os leitores do site): “Gratidão! O Carnavalesco chegou no carnaval de São Paulo revolucionando e fazendo um diferencial na cobertura jornalística. Muitas vezes temos que prestar atenção no que a imprensa diz. Captamos da melhor forma e sempre tentando fazer o carnaval se elevar cada vez mais. Pelo segundo ano, nós somos reconhecidos como melhor escola. É satisfação grande, porque, jurado enxerga algumas coisas, o povo enxerga outra, e fazemos não só para os jurados. Dizem que desfilamos só para o jurados, não acredito, acho que a gente desfila para todo mundo. Claro que queremos ter a arquibancada cheia, queremos ter o pessoal prestando atenção e a Mocidade estava muito unida neste ano, uma força muito grande, e eu dedico isso para todos os componentes da escola, sem exceção, mas principalmente a todo mundo que se propôs e entendeu que o projeto ‘Somos todos Yasuke’ deu muito certo. Livre de nomenclatura, livre de tablados e taxativos, tínhamos um único proposito que era todo esse pessoal, e nós fizemos, tiramos tudo, harmonia, todo mundo foi vestido com a mesma camisa, colocamos a bola no chão e fomos todos iguais de Somos todos Yasuke. É muito importante também vencer prêmios em que o público escohe, bacana, que essa coisa transcenda para fora da minha escola. Que as pessoas consigam ter essa visão, nem acho que sou tão merecedora, também tem grandes nomes concorrendo, mas queria agradecer de coração. Está sendo um ano maravilhoso para nós”.

Jorge Silveira (vencedor do Estrela do Carnaval como melhor Carnavalesco do Grupo Especial): “Eu acho que é o resultado de um grande trabalho de equipe. A Mocidade Alegre tem uma determinação de equipe muito forte. A presidente Solange trabalha muito no sentido de desenvolvermos o coletivo. A Mocidade teve muito sucesso porque ela conseguiu potencializar o sentido de equipe na produção de fantasias e alegorias, na condução de trabalhos na quadra. É um trabalho de muitas mãos. Acho que isso se reflete nas premiações e, principalmente, no resultado do carnaval. Pra nós é uma alegria muito grande, pra mim é uma alegria muito grande. Estou muito feliz por tudo isso! Descontando o ano da pandemia, quando não tivemos carnaval, esse é o meu décimo ano prestando serviço ao carnaval de São Paulo – e, ser coroado com tudo isso, é especial demais”.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Igor Sorriso (Eleito melhor intérprete do Grupo Especial, segundo votação popular): “Eu acho que o mais importante que eu aprendi na Mocidade Alegre é a cativar o público e o povo. A Mocidade Alegre sabe fazer isso muito bem e ensina isso para a gente. Foram tantos prêmios e todos eles são importantes para saber que estarmos no caminho. O povo escolheu e se sentiu feliz com o nosso desempenho, temos que agradecer muito e continuar trabalhando para, ano que vem, voltar para a festar e ganhar mais prêmios. “Eu penso que cada premiação serve de motivação. Quando vem o prêmio, eu vejo que o trabalho foi conduzido de uma forma legal em um caminho correto. Todo trabalho tem falhas e erros que vamos tentar ajustar para, no próximo carnaval, nos tornarmos um departamento musical de cantos e cordas ainda melhor para voltar às premiações”.

Mestre Sombra (Eleita a melhor bateria, segundo o público): “É a confirmação de que estamos no caminho certo, com certeza. O resultado do trabalho está encaixando, está dando certo. Só temos a agradecer a todo mundo que analisou. É uma satisfação imensa e temos que trabalhar para manter esse nível. É maravilhoso receber esse prêmio. É muito bom, a satisfação é tudo que você pode imaginar de bom e de melhor. Não tem um outro caminho a não ser esse”.

Salgueiro divulga vídeo de conversa com xamã do povo Yanomami

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O Salgueiro divulgou nesta segunda-feira, em suas redes sociais, o vídeo da primeira conversa com o pensador e xamã Yanomami Davi Kopenawa sobre a mensagem que a vermelho e branco levará para avenida no Carnaval de 2024. Na quarta-feira, a partir das 20h, a sinopse do enredo será divulgada.

“Índio originário não é animal selvagem. Índio originário é gente, ser humano, pensa, sonha, canta, fala com espírito… Meu povo são assim… Quando acontece alguma coisa, os espiritos xapiris vão guerrear. Eu não vou guerrear, estou guerreando pela boca. Nossa terra Yanomami é reconhecida com batalha forte”.

Deputado estadual entrega moção para o ‘Samba do Trabalhador’ que completa 18 anos de história

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Uma tradição no Rio de Janeiro. A roda de samba do Samba do Trabalhador, realizada toda segunda-feira no clube Renascença, completa 18 anos. O deputado estadual Jari Oliveira (PSB) esteve lá para entregar uma moção de congratulação pelo feito.

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Foto: Divulgação

“O Samba do Trabalhador é resistência. Uma manifestação cultural do povo. Venho parabenizá-los e desejá-los vida longa”, afirma o parlamentar, que faz parte da Comissão de Cultura da Alerj.

“Ressalto a importância do Moacyr Luz, dos músicos, sua contribuição cultural não só para o nosso estado, mas para todo o país. Além, é claro, da importância do Renascença, que é um local simbólico, o primeiro clube social negro do Rio, reconhecido por promover a resistência e a cultura negra na capital carioca”, finaliza Jari.

Wander Pires faz gravação especial do samba exaltação da Viradouro

De volta para Viradouro, o intérperte Wander Pires fez uma gravação especial do samba exalta da Viradouro. A escola divulgou o vídeo nas redes sociais. Veja abaixo.

Autores: Dominguinhos do Estácio, Gilberto Gomes e Gustavo Clarão

É o dia
Chegou nosso dia!
Tá na hora da gente cantar
O samba correndo nas veias, incendeia
Um furacão que vai passar
Finquei minha bandeira, amor
Cheguei, pisei na avenida, tem que respeitar
Milhões de corações eu vou emocionar

O sol nascerá
De alegria eu sei vou chorar
Viradouro é minha paixão
Pra sempre vou te amar

Com data da final prevista para outubro, Grande Rio projeta padrão de qualidade dos últimos anos da disputa de samba

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Segundo Thiago Monteiro, diretor de carnaval da Acadêmicos do Grande Rio, a disputa de samba deste ano seguirá o mesmo modelo dos anos anteriores. De acordo com o cronograma divulgado após a leitura da sinopse de 2024, na última quinta-feira, a final deve ocorrer no dia 7 de outubro. A entrada continua sendo gratuita, mas haverá controle de distribuição de ingressos. * LEIA AQUI A SINOPSE DA GRANDE RIO PARA 2024

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Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Thiago comentou os detalhes da disputa que, segundo ele, terá poucas exigências para os compositores. Veja o cronograma da disputa de samba no final da matéria.

“A gente vai manter a disputa como nos três últimos anos. Uma disputa enxuta e bem barata para os compositores. Já estamos fazendo o cronograma de datas só com a ideia da final – se vai ter ou não o programa ‘Seleção do samba’. Seguindo nosso regulamento, a final, a princípio, será no dia 7 de outubro”, contou o diretor de carnaval da agremiação de Caxias.

O diretor de carnaval também explicou algumas exigências do regulamento. Como nos últimos anos, todos os sambas candidatos deverão ser gravados pelo intérprete Evandro Malandro. O palco da disputa não poderá ter cantores do Grupo Especial. Thiago destacou que “o que queremos é o samba”.

“No palco não pode ter cantor do Grupo Especial, o Evandro Malandro tem que gravar todos os sambas. É a mesma disputa e a mesma forma. Não exigimos torcida, mas se os compositores quiserem colocar, é bem vinda. O que a Grande Rio tem buscado e vai buscar para 2024 é o samba. A nossa estrela não é a torcida nem a parceria, é o samba. Volto a dizer: é uma parceria muito pouco onerosa. Não exigimos clipe e nada disso. Se o compositor quiser fazer, pode fazer”, contou.

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Thiago Monteiro e o presidente Milton Perácio

“Esperamos que o samba venha forte. É uma linguagem totalmente diferente da que foi do Zeca. Estamos buscando algo totalmente diferente”, completou.

Uma das poucas agremiações que não cobram ingressos na disputa de samba, a Grande Rio manterá a entrada gratuita, mas com controle de entrada. “Seguirá com portão aberto, mas dessa vez iremos distribuir ingressos para ter um controle”, explicou Monteiro.

Saída do pesquisador Vinícius Natal

Thiago comentou sobre a saída do pesquisador Vinícius Natal, que foi para a Vila Isabel. Apesar de reconhecer o talento do jovem, Monteiro destacou o trabalho dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad.

“Quem tem Gabriel Haddad e Leonardo Bora tem craques (risos). Na verdade, o Vinicius Natal é um grande artista e enorme talento. Mas com todo respeito, nós também temos o Gabriel Haddad e o Leonardo Bora que são fantásticos. A sinopse é muito rica e forte, como o nosso enredo pede. Não temos o que falar sobre eles, são sem comentários”, comentou o diretor de carnaval.

Veja o cronograma da disputa de samba da Grande Rio:
15 de junho: 1º Tira dúvidas com os carnavalescos
22 de junho: 2º Tira dúvidas com os carnavalescos
29 de junho: 3º Tira dúvidas com os carnavalescos
06 de julho: 4º Tira dúvidas com os carnavalescos
24 de julho: Inscrição dos sambas – Das 20h às 00h, na quadra da escola
04 de setembro: Divulgação dos sambas classificados para apresentação na quadra
12 de setembro: 1ª Eliminatória, às 20h
19 de setembro: 2ª Eliminatória, às 20h
30 de setembro: Semifinal – 22h
07 de outubro: Final – 22h

A Grande Rio ressaltou que caso haja alguma determinação da Liesa para a realização da final em uma data fixa, o dia 7 de outubro passará a ser a semifinal da disputa.

Luis Carlos Magalhães é o presidente de honra da Cabuçu

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A Unidos do Cabuçu tem novo presidente de honra. É Luis Carlos Magalhães, ex-presidente da Portela. A partir deste domingo, a escola terá um novo presidente. A chapa “Avante Cabuçu” foi a única inscrita na eleição e o carnavalesco Laerte Gulini será o presidente da agremiação. Ao site CARNAVALESCO, ele falou da homenagem.

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“Quero ajudar minha escola-mãe. É como voltar à infãncia. A escola é afilhada da Portela e também é azul e branco”, disse.

Artigo: Talento dos carnavalescos e gestão qualificada no barracão são fundamentais para o Carnaval 2024 da Portela

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A Portela completou 100 anos e tem muito o que comemorar. Primeiro, porque é uma instituição que “sobreviveu” a devastação cultural que todo setor passa, teve momentos complicados, mas segue viva, forte e ainda gerando muitos frutos. Segundo, ela formou muitos e muitos sambistas para o mundo. Quantos foram “concebidos” na Majestade do Samba? Diversos. Terceiro, porque em seu papel de escola de samba forneceu educação e lazer para diversas pessoas, que não conseguem ter acesso em outros espaços da sociedade.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Porém, o ano do centenário não foi fácil para o portelense na pista da Marquês de Sapucaí. O desfile, infelizmente, foi traumático. O sonho de uma apresentação inesquecível foi por água abaixo. Agora, com enredo definido para 2024, novos carnavalescos, reforços para direção de carnaval e para harmonia, nova porta-bandeira, sem dúvida, o sonho do portelense é pisar novamente na Avenida e esquecer o que houve em 2023.

É verdade que os problemas em um desfile podem/devem gerar soluções para o outro. Dificuldades financeiras são sempre citadas, principalmente, em uma escola que não tem um patrono para segurar quando o calo aperta. Do lado de fora, todo mundo tem uma solução. Dentro, a coisa é sempre mais difícil.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Eleito para mudar a Portela, o grupo “Verdade” foi fundamental na volta do protagonismo portelense no Grupo Especial. Após gestões desatrosas, a Águia Redentora devolveu o patamar de desfile vencedor. Através de Marcos Falcon e depois de Luis Carlos Magalhães, o torcedor voltou a sonhar com título e chegou ao topo no ano de 2017.

Os últimos desfiles, principalmente, 2020, 2022 e 2023 foram muito aquém do que a gestão vinha produzindo na Portela. Como uma agremiação que não possui verba “infinita”, como acitado acima, a Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira necessita ter uma gestão impecável dos recursos para que proporcionem a condição do trabalho no barracão fluir de maneira adequada na elaboração de fantasias e alegorias. As penhoras, vindas de dívidas de gestões anteriores, também massacram os cofres.

Caso a gestão não funcione de forma impecável, o que não é fácil ser obtido, ano após ano, o desfile acaba sofrendo e o resultado é sempre complicado na quarta-feira de cinzas. Por exemplo, do lado de fora, posso estar errado, mas sinto que a Portela conta com “muito falatório” em disputa de samba-enredo, o que acho sempre prejudicial, afinal, quem vota, geralmente, não está totalmente por dentro do enredo, não possui o conhecimento musical, ou ainda pior, infelizmente, pode julgar por amizade. A disputa gera trauma e que acaba não refletindo no julgamento, mas abala o noticiário do pré-carnaval. Totalmente desnecessário.

Passando pelo desfile de 2023, confesso que antes da apresentação já esperava grande dificuldade para escola brigar pelo sábado das campeãs. O título achava praticamente impossível. Veio a arrancada da escola. Senti algo que não sei explicar até agora, vendo tudo passar na minha frente, comecei a acreditar que a Portela surpreenderia. Durou pouco. Logo recebi a informação dos problemas na pista, principalmente, da alegoria colidindo com a frisa e o buraco, e, dali para frente, todo mundo sabe que desandou. Em nenhum momento, acreditei em rebaixamento. A escola tinha quesitos fortes, como Harmonia, Enredo, Bateria e por aí vai. O próprio casal de mestre-sala e porta-bandeira tinha certeza que ponturia bem pela qualidade da apresentação da dupla.

O tempo passou e os portelenses depositam suas fichas na dupla André Rodrigues e Antônio Gonzaga. Talento, eles possuem e muito. Dialogam com o moderno e valorizam os fundamentos tradicionais. Lançaram o enredo que inicialmente saiu muito bem na crítica especializada, embora, apenas na pista será possível comprovar sua eficiência. Agora, o que o torcedor quer saber é se a dupla terá condição de realizar tudo o que vai projetar nas fantasias e alegorias.

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Foto: Divulgação/Portela

Em uma disputa cada vez mais alta no Grupo Especial é fundamental sair na frente. A primeira verba financeira (TV Globo) cai nas contas das escolas de samba em julho. Assim, quem já compra material consegue produtos especiais, e, principalmente, com valores mais favoráveis. Acredito que neste ponto, como André Rodrigues já fez carnavais em São Paulo, ele saberá sair na frente, já que a cidade tem “nichos” especiais de materiais para alegorias e fantasias.

Em quesitos técnicos, a Portela voa em um céu de brigadeiro. Ninguém falou, mas o intérprete Gilsinho foi muito sondado para outras agremiações pós-desfile de 2023. Ficou! É patrimônio. Merece e muito ser cada vez mais valorizado pela diretoria e torcedores. A “Tabajara do Samba” também merece muitos e muitos elogios. Segura a onda o tempo inteiro. Mantém o nível de qualidade lá no alto. Mestre Nilo Sérgio, seus ritmistas e Gilsinho com a equipe do carro de som formam um conjunto musical de alto gabarito.

Sempre quesitonado, o quesito Comissão de Frente da Portela não é mais o calcanhar de aquiles. Os coreógrafos Leo Senna e Kelly Siqueira enfrentaram pressão, mataram no peito os desafios, superaram e ganharam muito crédito para o desfile de 2024.

O quesito de Mestre-sala e Porta-bandeira, na minha visão, estava consolidado na Portela. Sem viver a parte interna da escola, eu não mexeria em nada. Agora, é inegável que a opção pela entrada de Squel mantém a qualidade e gera expectativa imensa para apresentação com Marlon. A primeira exibição oficial da dupla na quadra já arrancou aplausos portelenses. Na roda da vida, os ciclos acontecem e a direção optou por novos tempos.

Considero que o maior desafio da Portela no Carnaval 2024, de acordo modelo atual do Grupo Especial do Rio de Janeiro, é ter a gestão focada em finalizar todos os processos de elaboração do desfile com o projeto estipulado indo na íntegra (ou quase) para Sapucaí e não passando por nenhum problema grave na pista, se colocar como postulante ao título ou o que parece ser mais viável que é a vaga no sábado das campeãs.

União do Parque Acari escolhe o Ilê Aiyê como enredo para o Carnaval 2024

Para estrear na Série Ouro, no Carnaval 2024, a União do Parque Acari levará para Marquês de Sapucaí o enredo “Ilê Aiyê, 50 anos de luta e de resistência”, que será desenvolvido pelo carnavalesco André Tabuquine. Veja abaixo o texto de divulgação do enredo.

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“Alô, Comunidade!!!

Já temos enredo…

Em 2024, levaremos para a avenida da Marquês de Sapucaí a história dos 50 anos de luta e resistência do Primeiro bloco afro do Brasil. Fundado em 1° de novembro, de 1974, em Salvador, Bahia, o bloco tinha como objetivo lutar a favor dos negros contra o racismo, além de dar representatividade às raízes africanas, divulgando a arte, a música e a dança.

“Que bloco é esse?…

Quem é que sobe a ladeira?”

Das ladeiras do Curuzu para Marquês de Sapucaí”.

Carnaval 2024: Inscrição para autorização de desfiles e caderno de encargos devem ser divulgados até junho

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Vereadores, representantes de ligas e blocos carnavalescos e da Riotur participaram de uma audiência pública, na última sexta-feira, para discutir os desafios e as perspectivas de realização do carnaval de rua do ano que vem. Burocracia para conseguir autorizações de desfiles, garantia de fomento para os blocos menores e atenção aos ambulantes que trabalham na folia foram alguns dos pontos levantados.

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Foto; Divulgação/Riotur

Na próxima semana, a Prefeitura do Rio deverá lançar o caderno de encargos e contrapartidas, e pretende iniciar no dia 19 de junho o cadastro dos blocos interessados em pedir autorização para desfilar no carnaval de 2024. A Comissão já solicitou que o novo caderno de encargos seja enviado à Câmara do Rio e deve realizar uma nova audiência pública após a sua publicação. O vereador Alexandre Beça (PSD), relator da Comissão Especial, também esteve presente na audiência pública.

A presidente da Comissão, vereadora Monica Benicio (PSOL) destacou que o número de blocos autorizados a desfilar vem caindo ao longo do tempo, passando de 608, em 2018, a 498 em 2019 e reduzindo para 415 este ano. Ela acredita que este momento é a oportunidade de fazer ajustes e resolver demandas antigas de blocos e ligas.

“Temos a chance agora de iniciar uma nova fase, com o lançamento de um novo caderno de encargos e um cronograma com melhor prazo e melhor articulado com blocos e ligas para autorização dos desfiles de 2024”, acredita Benicio.

Sobre o cadastramento dos blocos, Gustavo Mostof, diretor de operações da Riotur, explicou que a partir do dia 19 de junho o sistema estará liberado para as inscrições dos blocos interessados em participar do carnaval e a previsão é que até setembro sejam liberadas as autorizações preliminares, podendo se estender até outubro para aqueles cujos recursos dos pedidos precisem ser analisados. “A partir daí, os blocos têm esse período de final de setembro, começo de outubro para correr atrás das autorizações da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros”, detalhou Mostof.

Representantes dos blocos alegaram que o fato da autorização definitiva da Riotur estar atrelada a órgãos estaduais de segurança acaba atrasando a liberação dos desfiles e pedem para que os pedidos sejam dissociados para facilitar os trâmites burocráticos. Presidente da liga Amigos do Zé Pereira, Rodrigo Resende, trouxe o exemplo da vizinha São Paulo, em que a própria prefeitura daquele município discute as autorizações com os outros entes.

“Em São Paulo você vai na prefeitura e ela conversa com Estado, fazem uma visita técnica no percurso do bloco, junto com o representante da agremiação, o Corpo de Bombeiros, a PM e a Secretaria de Cultura”, conta Rodrigo.

Para o vereador Celso Costa (Rep), vogal da Comissão, é importante afinar este diálogo para garantir que os blocos possam sair de forma organizada, garantindo a realização do melhor evento para os foliões cariocas e os turistas que visitam a cidade neste período do ano.

“O carnaval passou a ser não só aquele da Marquês de Sapucaí, mas a folia de rua cresceu bastante e hoje temos o maior carnaval de rua do país. A gente não pode deixar que esse crescimento seja desordenado”, conclui Celso Costa.

Caderno de encargos

Previsto para ser lançado ainda no mês de maio, o caderno de encargos e contrapartidas é um documento que serve como orientação para as empresas que pretendem apresentar propostas de produção e implementação de infraestrutura de suporte aos desfiles de rua da cidade em 2024.

Gustavo Mostof detalhou que esta parceria público-privada permite que a Prefeitura tenha condições de garantir organização, disciplina, limpeza e atendimentos de saúde sem utilizar verbas públicas.

“São necessárias 3 mil diárias de operadores de trânsito para suportar a organização dos desfiles, a CetRio não tem equipe suficiente para organizar o trânsito durante o período inteiro. Fora as questões relacionadas à parte médica, como as mais de 200 ambulâncias, os maqueiros, os quase 34 mil banheiros químicos, o apoio à Guarda Municipal com veículos para os agentes se deslocarem”, pontua o gestor.

Os participantes destacaram, no entanto, a importância de dar mais transparência à prestação de contas da empresa que executa as contrapartidas do caderno em troca de isenção fiscal e patrocínio oficial do evento.

Outra questão levantada foi a necessidade de garantir a liberdade dos blocos na busca por investimentos por conta própria. Rita Fernandes, presidente do bloco Sebastiana, pede que o documento não impeça a possibilidade dos blocos independentes conseguirem outras fontes de financiamento para que possam colocar o desfile nas ruas.

“O caderno de encargos não pode ser impeditivo para que a gente vá atrás de patrocínio para nossos blocos, a gente tem que ter essa liberdade”, pede Rita.

Situação dos trabalhadores ambulantes

A representante do Movimento Unido dos Camelôs (MUCA), Maria dos Camelôs, lembra que os camelôs já fazem parte dos eventos realizados na cidade e pede que haja um cadastramento daqueles que já trabalham para garantir que possam atuar nas ruas também durante o carnaval.

“A gente quer ser cadastrado pelo Poder Público, queremos ser reconhecidos como trabalhadores que precisam dessa cidade para levar o sustento da sua família”, revela Maria dos Camelôs.

A Prefeitura afirmou que as inscrições para cadastro de trabalhadores ambulantes que queiram trabalhar durante o carnaval são realizadas pela Secretaria de Ordem Pública, mas reconheceu que este ano tiveram cerca de 30 mil inscritos para apenas 10 mil vagas, sendo necessária a realização de sorteio.

Participante do debate, Ruan Leal acredita que o Município precisa encontrar formas de lidar com este problema, uma vez que o Rio de Janeiro é a cidade com o maior índice de informalidade entre as capitais do país.

“O carnaval é um momento crucial de renda para esses trabalhadores informais, para os camelôs e ambulantes. É preciso que a Riotur pense num cadastramento para garantir que todos possam trabalhar. É bom para quem está trabalhando, mas também é bom para a empresa que está financiando o carnaval, pois sua marca vai estar circulando e mais produtos sendo vendidos”, reforça.