A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) realizará uma Festa Julina inédita na Cidade do Samba nos dias 21, 22 e 23 de julho. Esse evento especial contará com shows de Lucy Alves, Falamansa e Forroçacana, além de deliciosas comidas típicas e um concurso de quadrilhas julinas. A Imperatriz Leopoldinense, atual campeã do Grupo Especial com um enredo sobre o Rei do Cangaço, também irá desfilar no local, trazendo o clima do último Carnaval. É proibido o acesso de menores de 05 anos de idade.
A Liga montou passaportes para os ingressos para os três dias. Os valores são: R$ 100 pista promocional, R$ 300 arquibancada promocional e R$ 3 mil o camarote para 10 pessoas. Os ingressos individuais para cada dia custam: R$ 50 pista e R$ 150 arquibancada. * CLIQUE AQUI PARA COMPRAR O INGRESSO
Além dos shows de artistas consagrados no ritmo nordestino, o local estará equipado com food trucks e barracas oferecendo comidas típicas, além de brincadeiras como o tradicional “touro mecânico”. Em todos os dias, haverá um concurso de quadrilhas juninas, com prêmios em dinheiro para as vencedoras em duas categorias: roça e salão.
Para encerrar o evento, o samba-enredo se misturará ao baião com direito a componentes fantasiados, bateria, casal de mestre-sala e porta-bandeira, além de outros segmentos que ajudaram a Imperatriz Leopoldinense a conquistar o Grupo Especial em 2023. A agremiação levou para a Sapucaí o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com ‘má-querença’ e o santíssimo não deu guarida”, contando uma história vivida pelo cangaceiro Lampião.
SERVIÇO
Datas: 21, 22 e 23 de julho
Local: Cidade do Samba – Rua Rivadávia Corrêa, 60 – Gamboa
Abertura dos portões – 21 e 22 – 19h e 23 – 18h
Início do evento – 21 e 22 – 19h30 e 23 – 18h30
Encerramento – 21 e 22 – 02h e 23 – 0h
PROGRAMAÇÃO DOS SHOWS
Dia 21 de julho: DEIVID CASTRO/LUCY ALVES/MARIA FILÓ
Dia 22 de julho: MARIA FILÓ/FORRÓÇACANA/MARCO VIVAN
Dia 23 de julho: MARCO VIVAN/FALAMANSA/ENCERRAMENTO: IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
CONDIÇÕES DE COMPRA
Todos os ingressos adquiridos pela venda online para acessar a passarela e seu setor serão exclusivamente digitais. Em hipótese alguma eles serão trocados por ingressos físicos. Para recebê-los será necessário baixar e instalar o App Rio Carnaval na sua loja de aplicativos (Apple Store ou Play Store). Somente após a instalação completa do aplicativo seus ingressos estarão disponíveis.
Será permitida uma única transferência de cada ingresso adquirido nesse site. Para efetivar a transferência o recebedor do ingresso também deverá baixar o App Rio Carnaval. Para acesso o comprador deverá utilizar o seu smartphone e o APP Rio Carnaval para exibir seus ingressos.
A Independentes de Olaria já tem um novo carnavalesco para o carnaval de 2024. Bruno de Oliveira assinará o desfile do lobo forte da Leopoldina no próximo ano. O artista é um dos nomes que chegam no elenco da azul e branca. Atualmente, Bruno também é carnavalesco da São Clemente, na Série Ouro.
Foto: Divulgação
Bruno iniciou sua trajetória como assistente de carnavalesco, desenhista e figurinista pela São Clemente em 2006. Durante a sua trajetória, contribuiu com a sua arte para renomados carnavalescos, tais como: Wagner Gonçalves, Mauro Quintaes, Cahê Rodrigues, Alex de Souza, Paulo Barros, Renato Lage e Leandro Vieira. Para o carnaval de 2022, Bruno atuou como auxiliar na produção de figurinos da carnavalesca e professora, Rosa Magalhães, na Imperatriz Leopoldinense. Bruno iniciou seu trabalho solo em 2020, na Caprichosos de Pilares conquistando o campeonato para agremiação na Intendente Magalhães.
“Minha expectativa é a melhor possível. Por ser uma escola nova e é o meu terceiro carnaval como carnavalesco, a expectativa é muito boa. Todos estão com o mesmo entusiasmo de fazer um belo desfile e por a mão no caneco, é claro! Agradeço o convite do Presidente Brenno Araujo e vamos à luta, vamos sem pedir licença”, revelou Bruno.
O lobo forte da Leopoldina está com seu time para o carnaval 2024 quase completo e em breve também anunciará seu enredo para o próximo desfile. Em 2023 a agremiação ficou no quinto lugar com o enredo “Merindilogun – a fala dos ancestrais”.
Com a queda nos termômetros no Rio de Janeiro, a Imperatriz Leopoldinense, campeã do Carnaval de 2023, antecipou a campanha “Imperatriz contra o frio”. Para levar um pouco de calor e carinho aos que mais precisam, a escola abre sua quadra de ensaios, a partir desta segunda-feira para receber doações de cobertores e roupas de frio.
“Nós seguimos atentos e com olhar cuidadoso para a nossa comunidade e, em especial, aos mais vulneráveis. A Imperatriz é uma escola de samba localizada aos pés do Complexo do Alemão e muito próxima do Complexo da Penha também. Por isso, pedimos a contribuição daqueles que possam ajudar. Nosso objetivo é formar uma corrente de solidariedade cada vez maior”, afirma João Felipe Drumond, coordenador do projeto social.
O ponto de coleta das doações é a quadra da escola, que fica na Rua Professor Lacê, 235, em Ramos, próximo à estação de trem. Para ajudar, basta levar a doação até o local, que funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e, aos sábados, das 10h às 13h. A campanha vai até o dia 25 de junho.
A ação “Imperatriz contra o frio” faz parte do programa Imperatriz Social, que recentemente distribuiu flores no dia das mães, ovos de chocolate para as crianças da região na Páscoa, entre outras atividades.
Por conta do trabalho social realizado, o coordenador do projeto da verde, branco e ouro, João Felipe Drumond, recebeu o conjunto de medalhas Pedro Ernesto na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.
“Nós precisamos entender que as comunidades das escolas de samba não podem ser lembradas uma vez por ano, somente. É preciso olhar com um carinho maior para o subúrbio e para as favelas. As escolas de samba são referências nas artes e cultura, em projetos educacionais e esportivos. Precisamos entender que as escolas de samba podem mudar a vida de milhares de pessoas”, afirma João.
Artista sete vezes campeã do carnaval carioca, a carnavalesca Rosa Magalhães é a estrela do documentário “Rosa – A narradora de outros Brasis”, de Valmir Moratelli, em parceria com Libário Nogueira. A obra narra as dificuldades de uma mulher à frente de seu último desfile, no Paraíso do Tuiuti, em 2023. Temas como machismo e preconceito com a cultura popular permeiam o filme, que teve cenas rodadas na Sapucaí.
Diretores do filme com Rosa Magalhães na gravação do documentário
O documentário foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Cinema de Vassouras. Haverá exibição de gala na noite de 23 de junho, com homenagem à carnavalesca e cenógrafa. A previsão é que chegue no streaming até o final do ano. Confira abaixo o bate-papo com o diretor Valmir Moratelli sobre seu quarto longa.
Como surgiu a ideia de um filme sobre Rosa Magalhães em seu último ano de atuação na Sapucaí?
“Há algum tempo assisti ao documentário sobre Joãosinho Trinta, feito pelo Paulo Machlini há uns 15 anos, e fiquei matutando quem hoje mereceria algo nesse nível. A meu ver, somente Rosa. Propus ao Libário (Nogueira) para dividirmos a direção, como fizemos com “Prateados” e deu certo. A possibilidade da carnavalesca não atuar em 2024 foi uma coincidência”.
O que mais te chamou atenção nas pesquisas sobre a Rosa?
“Ela é uma grande professora, literalmente. Várias pessoas em depoimento ao filme, inclusive, preferem chamá-la de professora. É uma reverência a quem atuou tanto nas salas de aula quanto nos barracões. Como professora, ela ensina o tempo todo. Isso chama a atenção: há muito ensinamento em suas palavras”.
Cartaz do documentário sobre Rosa Magalhães
Foi preciso selecionar alguns desfiles ou um recorte da vida de Rosa?
“Esse foi outro desafio – o primeiro foi convencê-la do filme (risos). Rosa tem carnavais memoráveis, cada um com bastidor que já garantiria uma epopeia cinematográfica. Falamos da relação familiar, dos ensinamentos como discípula de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, até chegar na fase professora da Escola de Belas Artes da UFRJ. Rosa comenta seus desfiles, não só os que deram certo, além da carreira no teatro e TV”.
Ela tem fama de ser tímida em entrevistas. Como você quebrou essa barreira?
“Já a entrevistei outras vezes, sabia dessa fama. Mas um repórter quanto quer uma entrevista é como um diretor quando pensa no filme, não há quem o mova do foco. No set, sou a junção dos dois (risos)! Levei a equipe completa e já começamos a filmar no primeiro encontro”.
O título sugere que Rosa narre “outros Brasis”. Que Brasis o filme revela?
“Se eu fosse professor de História, passaria na sala de aula o desfile “Catarina de Médicis na Corte dos Tupinambos e Tabajeres” (1994); o da Chiquinha Gonzaga (1997); o “Brasil mostra a sua cara em Theatrum Rerum Naturalium Brasilie” (1999)… Há visões inovadoras de se discutir o Brasil nestes e em outros desfiles de Rosa que não constam em livros oficiais. O filme destaca essas interpretações, que nem sempre nos damos conta ao tentarmos definir nossa identidade a cada fevereiro”.
Rosa está fora do carnaval de 2024. O filme discute os motivos que levaram a isso?
“As cenas finais falam muito sobre essa sua possível aposentadoria que se avizinha da Sapucaí. É uma sequência forte, que dialoga com uma frase da própria Rosa que abre o filme, quando ela explica que o carnaval é “efêmero”. Tudo é feito para durar um momento. Quando acaba, já é hora de pensar no próximo. Como artista, ela vai sempre pensar no próximo desafio. Mas também sabe quando colocar ponto final. A previsão é que o filme estreie no streaming no começo do ano que vem, após um circuito de festivais. Então, de algum modo, teremos Rosa em fevereiro sim”.
Qual é a grande mensagem de “Rosa – A narradora de outros Brasis”?
“É um filme com várias camadas de reflexão. Mas é inegável que se trata de um filme sobre uma profissional mulher num meio como do carnaval, que é sim muito machista. A presença de Rosa num barracão é tão forte, que empodera mulheres em diferentes setores de um desfile. Isso fica claro na fala das entrevistadas. Talvez, nem ela tenha essa noção”.
Este é o seu quarto filme, o segundo sobre carnaval (o primeiro foi “30 dias – Um carnaval entre a alegria e a desilusão”, de 2019). Podemos esperar uma trilogia da Sapucaí?
“Infelizmente o carnaval, como cultura popular, é tido como algo menor pelas elites intelectuais que regem as artes chamadas nobres. Quando terminei “30 dias”, disse que não mais faria outro sobre carnaval – pela dificuldade que traz, além das já habituais para quem lida com cinema. Quatro anos depois, aqui estou eu falhando a promessa com “Rosa”! Então não sei o que virá. O que me move é contar boas histórias. “Rosa” foi uma dessas necessidades. E é incrível como este filme dialoga com outros trabalhos meus”.
Como é feito esse diálogo?
“Só tive essa noção no final da edição de “Rosa”. Meus dois últimos filmes após o “30 dias” foram sobre velhice (“Prateados”) e pessoas gordas (“Corpo São”, ainda inédito), codirigido com o Libário. “Rosa” faz ponte com essas produções ao discutir o lugar do corpo feminino. Mas também o da mulher idosa que, apesar de sua vitalidade, bate no contrafluxo etarista da sociedade. Ter pesquisado e defendido uma tese sobre envelhecimento na PUC-Rio (“Dois Antônios, várias velhices”) me ajudou nestes questionamentos”.
O carnaval é etarista?
“O carnaval, como produto cultural, é reflexo do seu meio. A sociedade é etarista, prioriza jovens em detrimento dos mais velhos. O carnaval reflete isso. Lugar de idoso é em cima da última alegoria para não atrapalhar evolução. Nem baiana idosa se vê mais com facilidade. Difícil ver idoso na gerência das escolas, pelo mesmo motivo que não se vê em vários setores da sociedade. Os carnavalescos mais antigos estão sendo substituídos sob discurso de que é preciso “inovar”. Acho ótimo inovar, mas sem desmerecer a capacidade de ninguém”.
Para terminar: na sua opinião, qual é o grande desfile de Rosa?
“Vários dos anos 1990, o auge do embate entre Imperatriz e Mocidade, como “Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube lá no Ceará” (bicampeonato de 1995). No filme, ela explica como teve a ideia desse enredo. E adoro a sensação provocada por “A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo”, de 2013. Há uma nostalgia contemporânea nesse desfile, um Brasil que contraria o falso progresso que nos vendem diariamente. É mais um aulão da professora Rosa”.
O site CARNAVALESCO abre espaço, em seu canal no YouTube, para dois jovens que são apaixonados por carnaval e conquistaram espaço na imprensa especializada com conteúdo de qualidade. A partir de terça-feira, dia 06 de junho, o casal Guilherme Campagnuci e Renata Campagnuci comandará a live “Galera no CARNAVALESCO“.
Casal Guilherme Campagnuci e Renata Campagnuci comandará a live ‘Galera no CARNAVALESCO’
“Vamos ampliar nosso conteúdo no YouTube e nas redes sociais. A parceria com o Guilherme e Renata faz parte do que o CARNAVALESCO acredita como trabalho fundamental da imprensa especializada no carnaval das escolas de samba. Eles produzem um conteúdo técnico, mas que sabe dialogar com os mais jovens. A live toda terça marca o início, já montamos um calendário de atrações e garanto que ainda teremos mais novidades durante o ano”, citou Alberto João, responsável pelo site CARNAVALESCO.
Guilherme Campagnuci disse o que prepara com Renata Campagnuci para a live semanal no CARNAVALESCO e os demais projetos que vão desenvolver na nova parceria.
“Estou bem motivado com essa parceria. Tudo que estamos preparando terá a nossa essência que a galera já está habituada. Com certeza terá bastante conteúdo tanto na live semanal, quanto nos outros projetos. Esperamos somar bastante com esse veículo que é referência no carnaval”, afirmou Guilherme.
A Rosas de Ouro realizou na noite de sábado o lançamento de seu enredo para o carnaval 2024. A escola irá fazer uma homenagem ao Parque do Ibirapuera, que está completando 70 anos e é um marco da cidade de São Paulo. O anúncio contou com uma grande apresentação de encenações entre vários elencos. O teatro retratava a história do ‘Ibira’ e o que ele tem de melhor. Após, o fechamento das cenas foi com o carro de som comandado pelo intérprete Carlos Júnior cantando sambas históricos da agremiação que já teve ligação com a cidade paulistana.
Presidente Angelina Basílio
Aprovação do tema
A presidente Angelina Basílio se diz muito contente, pois tem orgulho de ser uma grande paulistana. “É maravilhoso. A comunidade se envolveu e nos ajudou a contar esse enredo teatralizado. Falar de São Paulo para mim é grandioso. Eu sou paulistana da gema. Falar do Ibirapuera que abraça culturalmente japoneses, tem museu de arte moderna, museu afro e o planetário. Fora a botânica que existe lá dentro. É maravilhoso”, disse.
A agremiação tem uma história muito grande com enredos envolvendo a cidade de São Paulo. O mais famoso é o de 1992, que dali nasceu um dos maiores sambas-enredo da história do carnaval paulistano. Para a presidente, a escolha faz parte desse resgate e que também há uma parceria. “A Rosas de Ouro tem a cara de São Paulo. É uma escola tradicional da cidade e eu estou curtindo esse enredo. Também temos uma parceria do “Ibira 70 anos”, completou.
Construção do enredo e ideia de desfile
O carnavalesco Paulo Menezes, responsável pela assinatura do enredo, contou um pouco sobre o tema. “O parque está fazendo 70 anos e o ‘Ibira’ é a forma carinhosa que o paulistano trata o parque. Ele faz parte da história da cidade. É um dos pontos principais turísticos e a gente resolveu homenagear ele, porque a Rosas de Ouro sabe falar de São Paulo e de aspectos ligados à cidade. Depois de 20 anos a gente está voltando a falar de um ponto de São Paulo”, contou.
Carnavalesco Paulo Menezes
Paulo também falou da parceria e detalhou ainda mais o enredo. Aparentemente não tem segredo. A ideia é justamente fazer um passeio e mostrar como o parque é grandioso para a capital paulista. “Ter uma parceria, se ela for financeira, temos mais tranquilidade para trabalhar e é melhor. Mas de toda maneira a gente vai fazer um passeio sobre o Parque Ibirapuera. Vamos mostrar coisas que as pessoas estão acostumadas a ver e outras coisas que não estão acostumadas a ver, mas que estão lá. A brincadeira é essa. Fazer um passeio pelo parque, que é um ‘queridinho’ da cidade. Eu sou carioca e o meu olhar para o Ibirapuera é diferente do paulistano, mas eu fui lá com a comissão de carnaval e fizemos um tour”, comentou.
Resgate da história
Segundo o diretor de carnaval da escola, Evandro Souza, a escola estava desfilando com enredos ‘densos’ e o intuito deste tema serve também para os componentes se divertirem e levarem pessoas de volta à quadra. “Esse projeto surgiu depois do último carnaval, onde a gente queria algo mais alegre, leve e solto. A gente vem de desfiles densos e pesados. Queremos um desfile para se distrair. E aí a gente pensou, por que não voltar a falar de São Paulo? É uma característica muito forte da Rosas de Ouro e optamos por esse enredo até para resgatar e trazer a comunidade para perto. O último carnaval foi um belo desfile, mas não alcançamos um bom resultado. Vamos juntar tudo isso para fazer um carnaval muito legal”, declarou.
Diretor de carnaval da escola, Evandro Souza
Evandro falou brevemente da parceria e, de acordo com ele, ajudará a Roseira na construção do carnaval. “Quando surgiu esse enredo, que é falar de São Paulo, ainda mais com uma parceria, podemos construir um projeto melhor. Fazer um desfile melhor, com mais brilho e requinte”, finalizou.
Parte dos adereços desenvolvidos pelo carnavalesco Leandro Vieira para o Carnaval campeão de 2023 da Imperatriz Leopoldinense ultrapassaram a Marques de Sapucaí e ganharam destaque no palco da cantora e ex-bbb Juliette. A artista se apresentou no “Chá da Alice”, na Fundição Progresso, Rio de Janeiro. Pelas redes sociais a cantora fez questão de enaltecer a beleza do que a Imperatriz Levou para a Sapucaí.
Foto: Reprodução das redes sociais
“Eu não quero nem saber. Vou dar spoiller. Tá lindo! Olha isso! Tô chocada”, comemorou Juliette.
Em 2023, a Imperatriz foi a grande campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro com o enredo O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida, que retratou a chegada do cangaceiro Lampião no céu e no inferno inspirado na literatura de cordel.
Um dos adereços usados pela produção de Juliette é justamente a escultura de Lampião, que encerrou o desfile vitorioso.
Em lembrança pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, que será comemorado nesta segunda-feira, a Prefeitura do Rio, por meio da Fundação Parques e Jardins, em parceria com a Estação Primeira de Mangueira, a Secretária de Desenvolvimento Econômico Solidário e a Associação de Moradores da Mangueira, plantaram neste domingo 20 mudas de mangueiras nos arredores da quadra da escola de samba e na comunidade, na Zona Norte do Rio. As mudas representam os 20 campeonatos da verde e rosa no carnaval carioca, que este ano completou 95 anos.
Fotos; Divulgação
A ação é uma das que serão realizadas pela fundação ao longo de todo mês de junho, para conscientizar sobre a importância da proteção ao Meio Ambiente. Vinte mudas de árvores, a maioria com mais de um metro de altura, foram plantadas nos arredores da quadra da escola de samba.
Ao longo de todo mês de junho, a Fundação Parques e Jardins irá realizar ações de plantio em toda cidade como forma de conscientizar pela necessidade de respeito ao Meio Ambiente. Nesta segunda-feira, quando é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Campo de Santana será ocupado com uma ação de distribuição de mudas, palestras de educação ambiental, aulas de yoga e apresentação de Maracatu com o grupo Baque Mulher. O local receberá também uma feira de artesanato com o Circuito Rio EcoSol e a Feira das Mulheres Negras, além de Food Trucks. O evento acontece das 9h às 17h.
O Carnaval SP 2024 promete cara nova às disputas nos grupos Especial, Acesso 1 e Acesso 2. O critério de julgamento dos Desfiles das Escolas de Samba de São Paulo passa por uma reformulação, com a participação de artistas envolvidos diretamente no espetáculo. Todos os quesitos estão sendo revisados e alterados de acordo com a avaliação dos grupos, em reuniões periódicas na sede da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, na Fábrica do Samba.
Foto: Divulgação/Liga-SP
O que aconteceu:
Ainda em fevereiro, ao término do Carnaval SP 2023, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo decidiu por revisar os critérios de julgamento dos desfiles.
Desde março, grupos especializados, associações dedicadas a quesitos do Carnaval e agentes envolvidos diretamente na execução de um desfile estudam mudanças e rumos do julgamento.
Quesito a quesito, o presidente da Liga-SP, Sidnei Carriuolo, tem se encontrado com os artistas e trabalhadores do espetáculo para um bate-papo.
Até o momento desta publicação, foram reavaliados os quesitos Fantasia, Alegoria, Enredo, Samba-enredo e Mestre-sala e Porta-bandeira.
Por dentro do processo
Esta é a primeira vez na história recente que pessoas envolvidas diretamente nas notas, representando suas agremiações, participam de alterações no critério de julgamento. “Foi de extrema valia o presidente Sidnei ter aberto a pauta de conversação com todos os representantes de cada escola, e ele também ter se posicionado, ter ajudado. Eu tenho certeza de que, no ano que vem, as pessoas vão notar a diferença no resultado da apuração do Carnaval 2024”, diz Douglinhas Aguiar, intérprete oficial da Águia de Ouro e um dos artistas que participaram da revisão do critério de julgamento de samba-enredo.
O texto apresentado aos avaliadores é de extrema importância e sofreu ajustes necessários ao longo dos anos, para se adequar à evolução natural do contexto no qual o Carnaval paulistano está inserido, uma vez que não é um mundo à parte, desconexo da realidade da capital. O encerramento do Carnaval SP 2023 coincide com o fim de um ciclo na disputa e, consequentemente, o início de uma nova era, com colaboração e cocriação. “As propostas apresentadas, as mudanças pontuais no texto de avaliação produzido por nós, os que estão a frente da criação, nos permite, sem dúvida, inovar, ousar e contribuir com a ascensão do espetáculo. A concepção artística, o conjunto (algo que não era visto) e subjetividade nos permitirá novas sensações. Será preciso ousar, se arriscar e inovar. O artista não deve ter medo de se arriscar, ele precisa trazer o diferencial”, adianta Fábio Gouveia, carnavalesco da Nenê de Vila Matilde, que fez parte da reformulação dos quesitos do módulo visual: Alegoria, Fantasia e Enredo.
“Essas oportunidades, junto à Liga, abrem uma nova era. O jurado passa a compreender com clareza e maior treinamento o que cada agremiação apresentará em seu desfile. Estamos num grande momento de crescimento e isso requer uma melhor avaliação”, completa.
Tendo o Carnaval das escolas de samba seus próprios ritos, tradições e ancestralidade, em cada passo pesa a preservação da cultura e o desenvolvimento do espetáculo. Um dos quesitos que se equilibra entre a essência e o futuro é o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que tem um bailado singular e muitas particularidades, uma combinação que não é vista em outro lugar a não ser em uma agremiação, o que torna o entendimento um pouco mais difícil.
Contornar isto passa, invariavelmente, pela vivência de quem pode ensinar: “Eu sempre sou muito a favor dos julgados serem escutados, acho que é uma forma de clareza, de ser justo, de ser leal para todas as escolas”, explica Adriana Gomes, porta-bandeira da Mancha Verde e uma das pessoas ativas e envolvidas na revisão do critério de julgamento do quesito. “Qualquer tipo de iniciativa que conte com a colaboração de todos os participantes do evento acho que é superválida. Isso já sai com com meio ponto a mais, sabe? Então, a gente vai construindo um negócio bacana pra que todo mundo saia feliz e todo mundo entre na pista sabendo daquilo que vai acontecer, entendendo o critério, entendendo a regra do jogo”, diz.
Na disputa, o primeiro lugar consagra a escola campeã, mas todos ganham quando o Carnaval se permite evoluir: “Pra gente crescer, não pode ter medo de ser julgado. O erro acontece. Então se houve um erro, se houve um acerto, vocês que estão em casa, [é] porque nós estamos preparando um grande espetáculo, acredite, nós estamos fazendo o melhor pra vocês, sem pensar em nomes”, ressalta Rubens de Castro, mestre-sala da Dragões da Real.
No Carnaval de São Paulo, os jurados avaliam os desfiles no sambódromo do Anhembi em 9 quesitos: Alegoria, Fantasia, Enredo, Bateria, Samba-enredo, Harmonia, Mestre-sala e Porta-bandeira, Comissão de Frente e Evolução.
O Acadêmicos do Cubango anunciou uma comissão de carnaval para a realização do desfile de 2024. Oito artistas e pesquisadores irão se dividir na função de carnavalescos, coletivo que conta com a coordenação de Gabriel Haddad e Leonardo Bora. Além deles, fazem parte do grupo a pesquisadora Thayssa Menezes, o cenógrafo e figurinista Rafael Gonçalves, a figurinista Joana D’Arc Prosperi, o historiador da arte Theo Neves e as cenógrafas Jovanna Souza e Sophia Chueke.
Foto: Raphael Lacerda/Site CARNAVALESCO
A empreitada representa o retorno da dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora para a Academia do Samba de Niterói, que sonha com o asfalto da Marquês de Sapucaí. Foi deles a ideia de construção de um coletivo de jovens artistas e pesquisadores que atuam em diferentes cenários, conforme explica Haddad:
“Nossa trajetória como carnavalescos começou em uma comissão de 7 pessoas. Dez anos depois, nos vemos na posição de coordenadores de uma nova comissão, que reúne artistas incríveis. Acreditamos na horizontalidade e na troca. A comunidade cubanguense pode ter certeza que está tendo início um ciclo de muita criatividade”.
Fazer carnaval na Intendente Magalhães está longe de ser uma novidade para eles, uma vez que lá assinaram 4 desfiles, passando por Mocidade Unida do Santa Marta e Acadêmicos do Sossego. O carnavalesco Rafael Gonçalves também participou da comissão de 2013 e reforça a importância do trabalho em grupo:
“Todo desfile é uma criação coletiva e a mistura de olhares é fundamental para que o resultado artístico final seja mais interessante. Também é muito importante ver que a comissão da Cubango expressa diferentes caras da Escola de Belas Artes da UFRJ, onde eu me formei em Cenografia e Indumentária”.
Representantes da “nova geração” da EBA, Theo Neves, Sophia Chueke, Jovanna Souza e Joana D’Arc já trabalharam em outras agremiações carnavalescas, com destaque para a atuação no barracão da Grande Rio, durante a construção do carnaval sobre Exu. Nesse trabalho, participaram da equipe que construiu a última alegoria do desfile. Eles revelam a alegria de assinar um desfile na Série Prata, conforme narra Jovanna:
“Cada escola de samba tem a sua particularidade e todo processo de criação artística tem os seus próprios caminhos. Temos certeza que conseguiremos desenvolver um belo trabalho na Cubango, muito poderoso, honrando a tradição da escola”.
Theo Neves e Sophia Chueke já trabalharam nas duas frentes artísticas básicas de um barracão de escola de samba: fantasias e carros alegóricos. A experiência como coordenadores de equipes de reprodução de fantasias é algo destacado por Sophia:
“Na universidade, atuamos em projetos grandes, como a montagem de óperas. Mas a montagem de um desfile de escola de samba é algo muito diferente, único. A experiência acumulada na Cidade do Samba certamente é um diferencial”.
Theo Neves, que estuda História da Arte, complementa o exposto por Sophia: “Atuar como aderecista e coordenador de equipes permitiu que conhecêssemos o dia a dia de um barracão, que é um universo de saberes. Queremos experimentar ao máximo, é essa a nossa forma de trabalho”.
Joana D’Arc Prosperi tem uma trajetória artística um pouco diferente: ela já assinou desfiles como carnavalesca, no interior de Minas Gerais, e, no carnaval de 2023 da Grande Rio, participou do ateliê de Fantasias Especiais e Destaques da escola. Para ela, participar da comissão da Cubango será um novo desafio em sua trajetória:
“Fazer carnaval é um aprendizado constante. Cada um de nós conhece determinadas técnicas e modos de fazer, o que é muito rico. Há uma diversidade de experiências acumuladas, e isso é bonito e estimulante”.
Já Thayssa Menezes, que é pedagoga pela UFF, professora e pesquisadora de questões de gênero e étnico-raciais no contexto das escolas de samba (é idealizadora do projeto “Mulheres Negras no Carnaval”), reforça a dimensão coletiva das escolas de samba em si, bem como a importância da integração com a comunidade:
“Escola de samba é terreiro e ancestralidade. Ouvir os compositores e caminhar pelas memórias de fundadores e demais componentes é algo fundamental. A Cubango é uma escola de muito fundamento e isso estará presente no desfile de 2024”, arremata.