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A voz! Wander Pires conduz a Viradouro em espetáculo de emoção sob chuva na Sapucaí

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A chuva intensa que caiu sobre a Marquês de Sapucaí não foi obstáculo para a Viradouro. Pelo contrário: serviu de cenário para um dos momentos mais marcantes do ensaio técnico da escola. Mesmo debaixo d’água, a vermelho e branco de Niterói atravessou a avenida com força, organização e um canto poderoso, arrastando a arquibancada e transformando o ensaio em um verdadeiro espetáculo popular. À frente do carro de som, Wander Pires mostrou mais uma vez por que é uma das vozes mais respeitadas do carnaval, conduzindo a escola com emoção, entrega e sensibilidade.

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A apresentação reforçou a confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido e na força do samba, que toca diretamente o coração do intérprete. Wander falou sobre a disputa pelo título, a emoção que pretende levar para a avenida, a importância da homenagem presente no enredo e o significado desse momento em sua trajetória no carnaval:

“Eu acho que a Viradouro vai brigar muito por esse título. Muito. Vamos fazer um grande carnaval. Nós vamos pegar na emoção, no coração. Toca na minha alma. Homenagear o Sissa é maravilhoso. Para mim é um sonho, é meu sonho maior, porque ele é meu ídolo. Eu estou cantando ele, estou realizando dois sonhos: meu trigésimo segundo ano e cantando o Sissa. É maravilhoso, é muito bom. Com certeza é um dos sambas mais importantes da minha vida. Uma das gravações, um dos desfiles mais bonitos que vão ficar na minha vida. E a ala musical, com o Hugo Bruno, é essencial, maravilhosa, fazendo um trabalho maravilhoso. Parabéns, Hugo Bruno”.

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Mesmo sob chuva, a Viradouro passou leve, vibrante e pulsante, com o público cantando junto do início ao fim. A atuação de Wander Pires foi decisiva para transformar o ensaio em um momento de comunhão entre escola e arquibancada, deixando claro que a Viradouro chega para o Carnaval com ambição, emoção e um intérprete que canta com a alma.

Entre sonhos, samba no pé e emoção, escolas mirins escrevem capítulo histórico na Marquês de Sapucaí

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Por Carolina Freitas e Mariana Santos

Golfinhos do Rio de Janeiro, Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy e Petizes da Penha encantaram a Marquês de Sapucaí com samba no pé, alegria e emoção no segundo dia de desfiles das escolas mirins. Mirando o futuro, crianças e adolescentes compartilharam com o CARNAVALESCO suas inspirações, expectativas e sonhos no carnaval, em uma noite histórica: pela primeira vez, os jovens puderam ter um gostinho do prestígio de “gente grande”, ao ensaiarem no mesmo dia que as escolas do Grupo Especial. A missão gerou sentimentos mistos em cada um, mas um deles era unanime: a alegria.

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Prestígio de ensaiar no dia do Grupo Especial

A oportunidade inédita de ocupar a Sapucaí antes dos ensaios técnicos das grandes escolas trouxe nervosismo, responsabilidade e, acima de tudo, alegria. Para muitos, foi o primeiro contato com um público maior e com a grandiosidade da avenida.

Golfinhos da Guanabara

Adaílton Carvalho, o famoso “mestre Da”, mestre de bateria da Golfinhos da Guanabara, destacou a importância social e cultural do projeto.

Mestre Da Golfinhos

“É uma oportunidade de estar aqui hoje no dia do ensaio do Especial é muito grande. Essa mudança agora é para ver o que vai acontecer. Graças a Deus, o Papai do Céu já abençoou com essa chuva. A nossa juventude, nossa garotada, está na faixa etária de menos de 16 anos, e a gente veio mostrar para a sociedade que criança tem que participar. A nossa maior preocupação é que eles não errem, mas, se errarem, faz parte do trabalho. O mais importante é trazer essas crianças e mostrar que ainda existe infância, que ainda existe criança. Essas são as nossas realizações. Se é deles, deixa eles curtirem. Acho que essa é a melhor coisa da vida. É aproveitar para que essa parte cultural nossa não acabe. O horário e a possibilidade de eles estarem fazendo tudo isso é muito importante. Meu grupo está desfilando pela primeira vez aqui na Marquês de Sapucaí, e eu sou muito grato por isso. Tenho a maior satisfação em trazer eles todos os anos, sempre renovando, já na quarta, quinta geração, e isso é um prazer muito grande. O que eu espero do desfile é que tudo dê certo, que seja um desfile feliz, porque isso é trabalho, é deles, é nosso”.

No carro de som, os intérpretes mirins também ressaltaram a emoção que estavam sentindo. Sophia Russo, intérprete oficial da Golfinhos da Guanabara, deu seu relato pessoal.Cantores da Golfinhos da Guanabara. Gabriel e Sophia sao os de rosa

“Estamos aqui, em mais um ano, com um peso maior por sermos a primeira escola do domingo, antes do ensaio técnico, mas estamos muito felizes com a oportunidade. Tem muita gente aqui para nos ver, muitos olhos atentos, o que ajuda a levar a escola ainda mais para frente. É só agradecer”.

Seu parceiro de canto, Gabriel Reis, também intérprete oficial da escola, complementou: “Como a Sophia falou, é uma felicidade imensa ter essa oportunidade de vir aqui na Sapucaí, com a casa cheia, e cantar antes das escolas do Grupo Especial. É uma oportunidade que a Valéria, nossa presidente, está nos dando. É uma alegria imensa”.

Petizes da Penha

Na Petizes da Penha, o nervosismo se misturava à felicidade. O primeiro mestre-sala da escola, Henry Soares, falou sobre a emoção de pisar na avenida.

Henry e Kemelly Petizes da Penha

“Estou me sentindo um pouco nervoso, mas estou me sentindo muito feliz de passar nessa avenida linda, só com gente de bem, gente maravilhosa que vai acompanhar a minha escola esse ano”.

O jovem e estreante intérprete Davy Pietro, de apenas 9 anos, viveu sua estreia com emoção.

Em ordem Daniel Thierry Bernardo Moura e Davi Pyetro cantores da Petizes da Penha
Daniel Thierry, Bernardo Moura e Davi Pyetro, cantores da Petizes da Penha

“Estamos ansiosos e também nervosos para ver a nossa escola ganhar o título. E também queria dizer que estou muito feliz que vamos fazer homenagem ao nosso cachorrinho Orelha, que foi agredido por alguns adolescentes”.

Ao seu lado, os também estreantes cantores Bernardo Moura, de 10 anos, e Daniel Thierry, de 13, compartilharam suas expectativas.

“Estou bastante animado. Vou entregar muito e vou dar o meu melhor. Gosto bastante da Mangueira, e também canto no Salgueiro”, disse alegre Bernardo Moura.

“Estou ansioso. Vou brincar muito na avenida, vou animar o povo, porque tem que animar. Vai ficar todo mundo feliz. Eu torço para uma escola, só que ela não vai se apresentar hoje. É a Acadêmicos de Niterói. Eu amo o samba do Lula”, compartilhou muito empolgado Daniel Thierry.

Na bateria, o jovem mestre Marques Pacheco, de 16 anos, vive seu primeiro ano no comando, e dividiu conosco como está sendo a experiência.

Mestre de bateria Marques Pacheco da Petizes da Penha

“Para mim, ensaiar no dia do Especial é legal, porque dá mais visibilidade. O desfile mirim costumava ficar muito vazio. Hoje está cheio. Assim, dá mais atenção para as crianças. Confesso que estou pouco nervoso, mas vamos seguindo aí. Como mestre, é meu primeiro ano, apesar de já ter desfilado como ritmosta em várias baterias grandes do Grupo Especial. Por isso, também estou muito feliz. A Petizes me deu a oportunidade de ser mestre de bateria”.

Entre os ritmistas, Antônio Pedro, de 18 anos, chocalheiro, exaltou o trabalho do mestre.

Antonio Pedro e ritmista da Petizes da Penha

“Eu acho bacana o trabalho do mestre Marques. É incrível o que ele faz com as crianças, dá oportunidade para as pessoas aprenderem a tocar e se sobressaírem. Eu entrei na bateria há pouco tempo, mas desde que cheguei achei o trabalho incrível. A experiência no geral está sendo muito legal, ainda mais por ser a primeira vez. Estrear logo no dia em que tem ensaio das escolas é uma energia superincrível, não tem sensação melhor do que viver essa emoção. Estou ansioso para hoje. No futuro, me vejo em uma escola do Grupo Especial, tocando em algumas que eu gosto”.

Iago Souza Machado, de 19 anos, também falou sobre o momento especial.

Iago Souza ritmista da Petizes da Penha

“Estou na bateria há um ano e já desfilava antes, nessa mesma escola. Entrei com 17 para 18 anos. Acho que o mestre Pacheco, que está pela primeira vez como mestre depois de já ter passado pela diretoria, vai fazer um bom trabalho. Estou muito ansioso para o desfile, ainda mais depois do ensaio das escolas do Grupo Especial. É muito gratificante ver escolas como Beija-Flor, Imperatriz e tantas outras. Hoje estar aqui na Marquês de Sapucaí, no Palácio do Samba, é especial. Torço para o Paraíso do Tuiuti”.

Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy

No carro de som da Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy, o intérprete estreante Matheus Queiroga falou sobre seguir o legado familiar no samba.

Matheus Queiroga Vila Kennedy

“Estou um pouquinho ansioso, primeiro ano, mas confiante. É uma coisa que eu já gosto de fazer, é de família. Minhas inspirações de carnaval, eu diria meu padrinho Rodrigo Tinoco, Ito Melodia, que foi intérprete da minha escola, União da Ilha, por mais de 20 anos. Tenho o maior carinho por ele também. Meu sonho no carnaval, é ganhar um reconhecimento pelo meu trabalho. Espero estar fazendo um bom trabalho e espero ser reconhecido por isso”.

No primeiro casal da escola, Poliana Silva, de 17 anos, e Júnior Silva, de 15 anos, falaram sobre a emoção que estavam sentindo.

Poliana Silva e Junior Silva primeiro casal da Vila Kennedy

“É uma sensação muito boa, porque a gente vai desfilar e também vai poder ver outras escolas, outros casais de mestre-sala e porta-bandeira para buscar inspiração e sentir ainda mais emoção. Veremos mais referências, mais inspirações, mais truques de dança”, dividiu a porta-bandeira.

“Eu me sinto bem e feliz, porque muita gente queria estar no nosso lugar hoje, como primeiro casal. Isso dá emoção, dá felicidade, traz alegria e também futuro para nós. Não só para nós, mas para todos”, contou feliz o mestre-sala.

Inspirações que vêm da avenida

As referências de cada um deles no mundo do carnaval revelam o quanto o mundo do carnaval mirim acompanha e se inspira no mundo do carnaval em geral, revelando como as gerações futuras estão bem entrosadas com o legado desse universo.

“A minha maior referência é o meu mestre Nivaldo, o mestre Rico da Fina Batucada, e todos aqueles que fazem essa diversidade virar alegria para todos. Todos os mestres estão de parabéns, consagrados junto com seus diretores. Um salve para todos eles”, mandou Mestre Da, da Golfinhos da Guanabara: “A minha referência é o falecido Gilsinho da Portela, que infelizmente não está mais aqui. E também o meu irmão, que é intérprete oficial da Escola Mirim da Portela e que sempre me incentiva a vir aqui e fazer essa história na Sapucaí acontecer”, revelou o cantor Gabriel Reis, mostrando que se inspira nos seus antecessores.

Quem seguiu a mesma linha foi o Daniel Thierry, cantor da Petizes da Penha, que mesmo muito jovem, com apenas 13 anos, também provou que está por dentro do mundo do samba ao revelar seu ídolo no cargo: “Minha maior inspiração é o Zé Paulo Sierra”.

Luísa, primeira porta-bandeira da Golfinhos do Rio de Janeiro, citou o casal ‘Furacão’ da Mangueira: “É uma alegria muito grande todo ano estar aqui. Tenho duas inspirações, primeiro que é Matheus e Cintya da Mangueira, o segundo que é o Renan e a Débora, e um dia quero ser primeira porta-bandeira da Mangueira”.

Henry Soares, da Petizes, também revelou suas referências: “Minhas inspirações no carnaval são Daniel Werneck da Grande Rio e Matheus Oliverio da Mangueira. São os melhores para mim. Meu sonho para o futuro do carnaval é, se Deus quiser, ser o primeiro um dia de alguma escola especial. Eu gostaria muito de ser da Portela ou da Grande Rio. As escolas que eu mais amo”.

Sua parceira de dança, Kemelly Vitória, primeira porta-bandeira da Petizes da Penha, também opinou: “Minha inspiração é a Tatiana, que eu sou apaixonada nela. Eu sou Grande Rio, então ela sempre foi uma inspiração desde pequenininha. Meu sonho, no futuro, é vir desfilando em escolas maiores, vir pra Sapucaí disputando notas. E quem sabe, um dia, na Grande Rio”.

Poliana Silva relembrou sua trajetória inspirada na lendária porta-bandeira da Beija-Flor: “Eu via muito a Selminha Sorriso desfilando. Meu sonho era ser que nem ela. Eu comecei entrando na Portela, e lá comecei a ter ensaios para o cargo. Foi aí que eu conheci o Júlio. Depois tive a oportunidade de ser a segunda porta-bandeira da Vila Kennedy Mirim. Passou um tempo e eu conquistei o posto de primeira porta-bandeira. Eu agradeço muito à Tia Turquinha por estar aqui e ao Tio Bruno também, por ter me ajudado”.

Seu parceiro Júnior Silva completou: “Admiro muito um mestre-sala lá de Acari. Eu fui ao primeiro encontro e vi ele sambando. Gostei e perguntei o que era aquilo. Aí me explicaram que era mestre-sala e porta-bandeira. Foi daí que eu comecei. Depois conheci o Gallo e a Tia Estelita, que também admiro muito. Entrei para o projeto da Portela e estou lá até hoje. Já faz quatro anos”.

Mestre Marques Pacheco, mestre de bateria da Petizes da Penha, não esqueceu de exaltar quem não recebe tanto holofote como merecia: “Tem uns caras que não são muito famosos, mas para mim são os mais brabos que tem, que são o Darlan, o Celso, e dos famosos o mestre Marcão, da Tuiuti. E também tem o Ciça, entre outros”.

E na bateria da escola mirim da Vila Kennedy, o grande homenageado do carnaval, Mestre Ciça é inspiração para o jovem Mestre Enzo: “Minha inspiração é o mestre Ciça. mestre Fafá. Os dois são minha inspiração desde a infância. Meu sonho é me tornar um mestre de bateria de uma escola no Grupo Especial”, contou.

E enquanto Enzo se inspira em grandes mestres, ele também já serve de inspiração para outras pessoas. O jovem Yuan, de 14 anos, falou sobre a experiência de tocar na bateria e fez elogios ao jovem condutor.

“Toco bateria há sete anos, nessa escola mesmo. Hoje estou um pouquinho nervoso, mas estou indo. A bateria está muito boa. Trabalho muito com o mestre Enzo, ele já está há bastante tempo aqui com a gente e ele é muito bom. Eu sempre fui da bateria, nunca passei por outra ala. Antes eu tocava caixa, agora fui para o surdo. O que eu mais gosto nos ensaios é a bateria. Nossa ala também está com a roupa muito bonita”.

Olhando para o futuro

Sonhar é uma das coisas que mais fazem parte de ser jovem. Planejar o futuro e construí-lo desde os primeiros anos da vida é o que dá o gás para continuar. A prova disso é o relato de Mestre Da, que se emocionou ao falar sobre transformação de vida que teve graças a sua escola mirim, reforçando o poder de mudança e impacto social que essas instituições têm na vida dos jovens.

“Na verdade, foi o Golfinho que me resgatou, que me socializou. Eu mandava em gangue de rua, vivia na marginalidade. Em 1998, mesmo trabalhando, eu ainda tinha um lado ocioso da vida. Minha expectativa de vida era chegar até os 24 anos e hoje eu tenho 57. Sou grato até hoje. Desde 1998 venho me dedicando a esse trabalho social e cultural”.

Júnior Silva, da Vila Kennedy resumiu seu futuro em poucas palavras, mas muito determinado: “Me vejo como um grande mestre-sala. É isso”.

Poliana Silva, porta-bandeira da Vila Kennedy, vislumbrou um futuro onde é referência para gerações mais novas.

“Eu vou lembrar que, assim como eu, outras crianças vão ter a mesma oportunidade que eu tive. E eu vou estar lá na frente, vendo outras crianças tendo essa chance, evoluindo como eu evoluí”.

Sophia e Gabriel, da Golfinhos da Guanabara, sonham alto: “Esperamos um futuro muito bom, que só coisas boas aconteçam e que, futuramente, estejamos em uma escola do Grupo Especial”.

Daniel Thierry, cantor da Petizes, também não sonha baixo: “Eu me vejo cantando em uma escola do Grupo Especial, animando o povo, e com o povo sendo muito grato por mim”.

E o mestre Marques Pacheco, da Petizes, finalizou com seu maior desejo: “Me vejo como um grande mestre de bateria, no Grupo Especial. Ter um futuro próspero”.

Série Barracões: Rodrigo Almeida conta como a Em Cima da Hora irá apresentar a Pombagira e o empoderamento feminino na Sapucaí

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A chegada de Vinícius Drumond à Em Cima da Hora foi marcada por garra e protagonismo. O novo patrono foi o principal responsável pela mudança de rumo do desfile de 2026. Antes de sua chegada, a agremiação já havia anunciado um enredo em homenagem à cidade de Saquarema, na Região dos Lagos.

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No entanto, Vinícius apresentou uma nova proposta temática, prontamente acolhida pela escola e pelo carnavalesco Rodrigo Almeida.
Assim, a Em Cima da Hora levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Salve Todas as Marias: Laroyê, Pombagiras”, uma homenagem às Pombagiras, com foco na emancipação feminina, na resistência e no poder das mulheres.

Durante visita do CARNAVALESCO ao barracão da escola, Rodrigo Almeida comentou sobre a origem do enredo e a evolução dos preparativos.

“O enredo em homenagem às Pombagiras veio da ideia do nosso patrono, Vinícius Drumond. A gente já tinha um outro enredo, inclusive anunciado, e quando ele chega à escola traz essa ideia de fazer essa homenagem. O enredo surgiu dele”, contou o carnavalesco.

Ao aprofundar sua pesquisa, Rodrigo afirma ter compreendido o verdadeiro significado das Pombagiras, entendidas não como figuras estigmatizadas, mas como símbolos coletivos de resistência, sabedoria e poder feminino.

“O que mais chama a atenção é entender que Pombagira não é uma coisa. Pombagira é um somatório de mulheres que lutaram, que amaram, que guerrearam, que governaram, que sabiam um pouquinho a mais e foram condenadas à fogueira. O mais interessante é descobrir que essas mulheres eram empoderadas, estavam à frente do seu tempo e foram tachadas de bruxas e feiticeiras. Essa é a parte mais rica do enredo”, explicou.

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Comparando com os últimos dois carnavais, Rodrigo se mostrou confiante de que 2026 marcará um salto qualitativo da agremiação, impulsionado pela força do samba e pelo engajamento da comunidade.

“A gente vem num crescente. Há dois anos fazemos carnavais mais imponentes, mas acho que este ano casa samba, comunidade e investimento. Um bom carnaval é feito de comunidade feliz, samba bom e estrutura financeira. Tudo isso junto gera um grande desfile. Estamos com mais garra, mais vontade, a comunidade decidiu vir para a avenida, então estamos cantando muito e brincando carnaval. Essa é a grande diferença”, analisou.

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Para o carnavalesco, o grande trunfo da Em Cima da Hora será justamente essa combinação.

“Samba e comunidade. Sem esses dois elementos, você pode estar pintado de ouro, riquíssimo e belíssimo, mas não adianta. Com samba e comunidade você tem tudo. Esse vai ser o nosso trunfo, somado à energia das Pombagiras, que com certeza estarão presentes no desfile”, afirmou.

O samba-enredo tem extrapolado os limites de Cavalcanti, conquistando o público e sendo cantado para além da comunidade da escola. Rodrigo explicou o diferencial da obra.

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“O samba narra a história, mas não é descritivo em sua essência. Ele dialoga com a linguagem das Pombagiras, com os pontos populares. Quando você canta ‘Abre a roda’ ou ‘A dona da casa chegou’, são expressões que estão no imaginário coletivo das Pombagiras e das macumbas. Isso cria uma troca muito forte entre escola e público. É carnaval de macumbeiro, carnaval é de macumba, e ter Pombagira está sendo tudo”, comentou.

Reforçando o compromisso com o bem-estar dos componentes, Rodrigo também falou sobre a concepção das fantasias.

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“Acreditamos em roupas imponentes, mas sempre pensando no conforto. Não teremos nada gigantesco, porque isso atrapalha a evolução. O calor do Rio está desumano, seja com sol ou com chuva. Não dá para manter um componente preso embaixo de veludo, renda e ainda carregando um edifício nas costas. Estamos fazendo um carnaval que permita brincar, cantar e evoluir. Apostamos em samba forte, plástica bem feita e uma história bem amarrada”, explicou.

Entenda o desfile

Para homenagear as Pombagiras na Sapucaí, a Em Cima da Hora se apresentará com três alegorias e 19 alas, reunindo cerca de 1.800 componentes. O desfile terá como eixo central a figura de Maria Padilha, desde sua chegada como rainha em vida até sua consagração espiritual.

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“A gente começa narrando a chegada das Pombagiras, especialmente Maria Padilha, ao seu castelo em Sevilha, na Espanha. Tratamos da Pombagira como rainha em terra, viva. Em seguida, mostramos o imaginário coletivo dessas mulheres: a Bruxa de Évora, Joana d’Arc e outras figuras femininas poderosas da história. Toda mulher é uma Pombagira, porque Pombagira não é um termo, é um ato de ser, de se respeitar e de ser empoderada”.

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“Depois mostramos onde esses espíritos foram cultuados: o Batuque no Rio Grande do Sul, a Umbanda, o Catimbó, a Jurema, até chegar à Quimbanda, onde ela se consagra rainha espiritual. Temos uma alegoria que representa esse reino espiritual: ela foi rainha na terra e agora é rainha no plano espiritual”.

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“No último setor, oferecemos presentes às Pombagiras — flores, velas, champanhe, padês, rosas — e encerramos com um grito contra a intolerância religiosa. Desmistificamos histórias e ressignificamos imagens que estão no imaginário coletivo. É um carro que vai mexer com as pessoas de alguma forma”, concluiu Rodrigo Almeida.

Componentes da Imperatriz exaltam gestão de Cátia Drumond, vibram com Pitty e festejam o rendimento dos ensaios na Euclides Faria

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A Imperatriz Leopoldinense vive um momento de confiança e afirmação às vésperas do Carnaval 2026. Segunda escola a desfilar no domingo, a verde e branca de Ramos apresentou um ensaio marcado por canto forte, leveza e vibração coletiva, mesmo sob um forte temporal. Na concentração, componentes exaltaram a gestão da presidente Cátia Drumond, o trabalho social desenvolvido na comunidade, a identificação do intérprete Pitty de Menezes com a escola e o crescimento visível da agremiação nos ensaios de rua realizados na Euclides Faria.

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Para o Carnaval 2026, a Imperatriz levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, uma homenagem à trajetória revolucionária de Ney Matogrosso. Desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, o desfile vai celebrar mais de 50 anos de carreira do artista, destacando sua constante reinvenção, a liberdade artística, a performance transgressora e a quebra de fronteiras entre o masculino e o feminino.

Guilherme Marques, de 28 anos, analista de sistemas, desfila na Imperatriz há 13 carnavais e acompanhou diferentes fases da escola. Para ele, a atual gestão representa uma virada histórica.

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“Nesses 13 anos passei por várias gestões, desde a queda até a subida novamente. Desde que a presidente Cátia assumiu, a Imperatriz é outra escola. Acho que desde os anos 2000 a gente não via a Imperatriz tão competitiva. É uma escola que se dedica à comunidade. Teve época em que era normal ver metade de uma ala vendida; hoje, 100% é comunidade. Essa mudança é muito positiva”, comentou.

Sobre o intérprete Pitty, Guilherme ressaltou a identificação do cantor com a verde e branca.

“Eu adoro o Pitty. Ele encaixou perfeitamente na Imperatriz. Foi a voz que a escola precisava. Há anos a gente não tinha uma voz assim. É a primeira desde o Dominguinhos que mexe de verdade com a escola”, declarou.

Ao falar dos ensaios, o componente destacou o clima leve e festivo. “O ensaio é um dos melhores momentos pra gente se divertir. Não tem a pressão do desfile. A gente brinca, evolui, canta e é feliz”, relatou.

Andressa Gesteira, de 40 anos, secretária, retorna à Imperatriz após dez anos afastada por conta da gravidez. Antes da pausa, desfilou ao menos cinco carnavais e agora vive seu primeiro ano de volta à verde e branca.

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“A gestão da presidente Cátia é muito boa. Inclusive, meu filho também participa de muitas atividades da escola. A gente gosta bastante. Ela e o João Drumond estão trazendo muitas coisas boas para a comunidade”, observou.

Sobre o intérprete, Andressa foi direta: “Ele é a voz da Imperatriz e não pode sair da escola. É o cara!”, afirmou.

Ela também destacou a evolução do samba e do canto coletivo nos ensaios de rua.

“A escola cresceu muito a cada ensaio. O samba amadureceu, a ala inteira canta, as pessoas em volta da rua também cantam. O samba está na boca da escola, está muito bom mesmo”, disse.

Aposentada, de 55 anos, Elis Regis desfila há 20 anos na Imperatriz e integra um dos projetos sociais desenvolvidos pela escola, o Balé da Rainha.

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“Faço parte desse trabalho social e, este ano, foi a realização de um sonho de menina. Esse projeto da Cátia, pra mim, foi a realização de um sonho. É maravilhoso”, contou.

Sobre Pitty, Elis não poupou elogios. “Hoje, para mim, ele é o melhor intérprete de samba. Respeito todos, mas ele é o melhor. Temos muita sorte de ter o Pitty. Ele tem a cara da escola, trouxe uma nova roupagem, uma energia que a gente precisava. E com essa presidenta, veio o feminino, porque a Imperatriz é feminina. Melhor do que ela, acho que ninguém”, acrescentou.

Para Elis, os ensaios de rua dialogam diretamente com o espírito da escola e com o enredo.

“Desde que a Imperatriz passou a fazer ensaio aos domingos, trouxe essa alegria para a comunidade. É contagiante. Não tem como não vibrar. A escola é irreverência, é liberdade, é isso que a gente está fazendo”, concluiu.

Químico, de 29 anos, Bernardo Jordão desfila pela primeira vez na Imperatriz Leopoldinense, mas acompanha a escola de perto desde 2019, ainda antes do atual momento de ascensão.

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“Desde que a Cátia assumiu, a escola deu um salto enorme na parte administrativo-organizacional. Antes havia atraso de fantasia, hoje é tudo organizado. A presença na comunidade aumentou muito. A Imperatriz tem aparecido nas cabeças nos últimos anos, e isso passa muito por ela, pelo João, pelo André Bonatti, pelo Leandro Vieira e pelo Pitty. Ela montou uma equipe muito competente”, analisou.

Sobre o intérprete, Bernardo destacou a entrega de Pitty nos ensaios de rua. “Eu amo o Pitty. Ele canta com a gente no ensaio de rua, interage muito com a ala. A voz dele é incrível. Para mim, é o melhor intérprete. Mas, para não criar polêmica, coloco facilmente no top 3, e ninguém consegue argumentar contra isso. Quando ele começa a cantar, a energia da Euclides, da quadra, tudo muda. Ele é especial”, ressaltou.

Ao final da entrevista, Soraia, mãe de Bernardo e também componente da escola, completou: “Pitty é a frequência cardíaca da escola. Sem ele, a Imperatriz não funciona”.

Encerrando, o estreante reforçou o clima de confiança vivido pela verde e branca neste Carnaval.

“Hoje, como desfilante, sinto que esse samba é especial. Me lembra muito a energia do desfile do Lampião, quando a escola foi campeã. Dá essa crença de que dá para buscar mais um campeonato”, finalizou.

Daniel e Taciana conduzem a leitura do Manguebeat no ensaio técnico da Grande Rio

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A Grande Rio segue em ritmo intenso de preparação para o Carnaval 2026, ajustando os últimos detalhes para levar à Marquês de Sapucaí o enredo “A Nação do Mangue”. A proposta da escola de Duque de Caxias é celebrar o movimento cultural e musical Manguebeat, surgido no Recife nos anos 1990, estabelecendo um paralelo entre a lama dos manguezais, a resistência periférica nordestina e a realidade da Baixada Fluminense.

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Sob a assinatura do carnavalesco Antônio Gonzaga, o desfile promete unir ecologia, música e crítica social, transformando a Avenida em um verdadeiro manguezal tecnológico.

Durante a concentração da escola para o ensaio realizado neste domingo, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Daniel Werneck e Taciana Couto falou sobre a importância do enredo, a responsabilidade do quesito e os desafios impostos pelo novo formato de julgamento. A dupla será uma das principais responsáveis por traduzir em dança e simbologia toda a força do tema proposto pela tricolor caxiense.

Taciana destacou a riqueza artística do enredo e o impacto pessoal de vivenciar mais um mergulho cultural proporcionado pelo carnaval.

“Esse ano está sendo muito especial. O enredo reúne muitas influências de diversas artes. É um tema que nos permite explorar bastante e conhecer mais uma cultura. Mais uma vez, o Carnaval proporciona esse contato para a gente. Está sendo um momento incrível e uma honra falar do Manguebeat”, afirmou a porta-bandeira.

Daniel ressaltou o viés social do enredo e a mensagem que a Grande Rio pretende transmitir ao público e aos jurados.

“É um enredo muito importante para nós, porque fala sobre a desigualdade existente. A Grande Rio vem mais uma vez trazendo uma mensagem de conscientização, para que as pessoas tratem todas com igualdade, sem diferença de classe social, já que essa é uma luta constante pelos nossos direitos”, declarou o mestre-sala.

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A dupla também comentou sobre a pressão de disputar os tão sonhados 40 pontos em um dos quesitos mais técnicos e decisivos do Carnaval.

Taciana destacou o peso da responsabilidade, mas reforçou o comprometimento do casal com a escola.

“É uma responsabilidade imensa, que abraçamos com muito carinho e respeito. É mais um ano de completa dedicação do casal para alcançar um bom resultado e ajudar a escola. É difícil, pois se trata de uma responsabilidade nas costas de apenas duas pessoas, mas temos conseguido cumprir com maestria e pretendemos continuar nesse caminho de busca e evolução para trazer um resultado positivo”, explicou.

Daniel avaliou que a experiência ajuda a lidar melhor com a cobrança ao longo das temporadas.

“Já estamos acostumados com isso. Mas, de fato, é uma responsabilidade muito grande, porque são apenas duas pessoas disputando esses 40 pontos. A partir do momento em que se entende essa importância, é possível atravessar o desfile com mais tranquilidade. A cada ano existe uma proposta e um enredo diferentes, o que exige estar sempre entregando o melhor”, pontuou.

Ao abordar a construção do bailado para o desfile de 2026, Daniel falou sobre sua formação clássica e a adaptação da dança às exigências do enredo.

“Venho de uma escola marcada pela influência do mestre-sala Ronaldinho, um artista extremamente elegante e clássico. Consegui trazer um pouco desse lado para a minha formação. Tive a oportunidade de ter aulas com ele e aprender bastante. Hoje entendemos que cada enredo pede algo diferente ou um complemento a mais. Por isso, misturamos a dança do mestre-sala e da porta-bandeira com movimentos que representam o que está sendo retratado no enredo, como maracatu, coco e dança afro, que também estão enraizados na origem do nosso bailado e dialogam diretamente com o Manguebeat”, relatou.

Taciana explicou como o casal busca equilibrar tradição e inovação, respeitando os fundamentos do quesito.

“Temos conseguido encontrar o equilíbrio entre a dança tradicional do mestre-sala e da porta-bandeira, que é o que prezamos e defendemos, e o novo. Com o passar do tempo, tudo evolui, e não podemos ficar para trás. No entanto, é fundamental não perder a essência e aquilo que realmente precisa ser apresentado, que é a dança do casal. Buscamos sempre trazer movimentos dentro da temática, priorizando os fundamentos obrigatórios do quesito”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a implementação da cabine espelhada, que exige que os casais dancem em 360 graus ao longo do desfile. Daniel avaliou a mudança como positiva para o espetáculo.

“Todos estão começando do zero. Cada casal vem com uma proposta diferente, mas entendemos que o importante é dançar em 360 graus, para todos os lados. Havia uma zona de conforto nas apresentações anteriores, mas essa mudança é válida. Tudo que agrega e engrandece o Carnaval é positivo, inclusive para o público que fica do lado oposto aos jurados, que também merece ser prestigiado com o bailado do mestre-sala e da porta-bandeira”, destacou.

Taciana finalizou ressaltando o caráter desafiador e estimulante da novidade e projetou um grande espetáculo para o público.

“É uma novidade e uma responsabilidade imensa, mas todos partem do zero. Acompanhamos o trabalho dos colegas e cada casal apresenta uma proposta diferente. As pessoas estão se adaptando e trazendo novidades para o espetáculo, o que engrandece ainda mais a festa. Ver todos se testando e se desafiando é algo muito positivo. Sair da zona de conforto é importante, e o público pode esperar um grande espetáculo da Grande Rio”, concluiu.

Mestre Rodney fala sobre momento especial da Beija-Flor e a busca pelo bicampeonato

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Há 16 anos o mestre Rodney comanda a bateria da Beija-Flor de Nilópolis e, após o título de 2025, a agremiação vem vivendo um momento especial, com muita confiança e expectativa de ser campeã novamente, no Carnaval 2026. No último domingo, a escola encerrou o primeiro final de semana de ensaios técnicos, um dos destaques foi o canto forte da comunidade e o trabalho da bateria. Em 2026, a Beija-Flor levará à Sapucaí o enredo “Bembé”, idealizado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, em celebração a maior manifestação de Candomblé do mundo, conhecida como Bembé do Mercado, que ocorre na cidade de Santo Amaro, na Bahia. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre Rodney comentou sobre o trabalho que vem fazendo com a bateria e as expectativas para o Carnaval 2026.

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“É mais um trabalho, com um samba maravilhoso, um enredo que tem a ver com a nossa ancestralidade, com a minha religião, com a minha cultura… não tem preço”, diz Mestre Rodney.

Rodney não quer contar vantagem antes da hora, apesar de querer ganhar o campeonato e estar trabalhando com esse objetivo, ele prefere esperar o desfile acontecer, para saber como, de fato, foi o desempenho da agremiação.

“Eu acho que primeiro a gente tenta fazer um grande desfile. Isso vai ser consequência do nosso grande desfile, entendeu? Todo mundo pensa assim, eu também não vou ser leviano que não quero, lógico que quero, mas a gente vai trabalhar para isso, papai do céu abençoar e a gente vai conseguir na avenida”, afirma mestre Rodney.

Sobre o que esperar da bateria Soberana no desfile, o mestre falou que entregarão o de sempre: os ritmistas vão se doar, com dedicação, empenho ao máximo, até “a mão sangrar”. Farão tudo pela agremiação, para levar a taça novamente para Nilópolis.

O quesito Bateria recebeu um novo subquesito, que pede criatividade nas baterias. Mestre Rodney afirmou que irá atender o regulamento, mas acredita que é algo subjetivo, pois cada pessoa entende o significado de criatividade de uma forma.

“Eu acho muito subjetivo o que seria criatividade para ele, para mim pode ser uma coisa. Mas o que está dentro do regulamento, a gente procura atender o regulamento para não ser penalizado. Com relação a isso, eu estou muito feliz, muito tranquilo, porque o nosso arranjo, graças a Deus, mais uma vez a gente foi muito feliz na concepção do arranjo. A gente está tranquilo, trabalhando muito, ensaiamos exaustivamente. Agora é esperar a hora H, que papai do céu abençoe a gente, brigar pelo carnaval, para ser campeão mais uma vez”, afirma Rodney.

Para o mestre, a Beija-Flor voltou a viver um momento especial. Vale lembrar que antes do campeonato de 2025, a agremiação passou 6 anos sem ganhar, assim, o título do último carnaval deu um ar de esperança à agremiação.

“Beija-Flor com cara de Beija-Flor. Tivemos a felicidade de ter dois grandes sambas, dois grandes enredos e tudo bota no lugar devido, eu acho que a gente está no caminho certíssimo”, conclui mestre Rodney.

‘Legado do mestre Caveira! Componentes da Viradouro se emocionam com homenagem para mestre Ciça

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Num ano marcado por homenagens, a Sapucaí viverá, pela primeira vez, a celebração de um de seus grandes sambistas ainda em vida. Mestre Ciça, ícone do carnaval carioca e dono de um extenso legado na Unidos do Viradouro, onde comanda a bateria “Furacão Vermelho e Branco” desde 2019, será o grande homenageado da escola em 2026.

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Cria do Estácio, passista, mestre-sala e consagrado diretor de bateria, Ciça reúne inúmeros motivos de orgulho e identificação para a comunidade de Niterói. Em conversa com o CARNAVALESCO, componentes da Viradouro compartilharam a emoção de reverenciar aquele que representa muito mais do que um mestre: representa a própria história da escola.

Quem acompanhou sua primeira passagem pela Viradouro, em 1999, logo percebeu as mudanças e a evolução da bateria. É o que relembra Lindomar, integrante da Velha Guarda.

Baluarte Jorge Lambreta.HEIC

“O Ciça, para nós, é uma referência. Com ele houve uma mudança muito grande na escola, especialmente na bateria. Ele é uma alegria constante entre todos os componentes. É uma realização para a comunidade. Ele se comunica com todo mundo, instrumentalmente falando, com aquele dedinho que vai para lá e para cá, formando ritmistas que são, literalmente, alunos dele. Para nós é gratificante ver esse reconhecimento de um profissional do samba. Para a Velha Guarda, o sentimento é o mesmo. E o samba está maravilhoso, a gente se descarrega de tudo e cai na folia mesmo”, afirmou.

Com 64 anos de Carnaval, o baluarte Jorge Lambreta, de 82 anos, destacou o caráter inédito da homenagem e ressaltou que falar de mestre Ciça é falar da própria comunidade da Viradouro.

“Mestre Ciça é um ídolo dentro da escola. Na comunidade da Viradouro não há ninguém que não goste dele. Quando a escola homenageia o Mestre Ciça, está me homenageando também, está homenageando todos os sambistas. É a alegria do sambista em geral, porque ele representa todos nós. E dentro da Viradouro, no desfile, somos um só”, declarou.

Além de popular e querido, contar a história de Ciça é revisitar a própria trajetória do Carnaval, marcada por carnavais históricos, reconhecimento e passagens por escolas coirmãs. Representando a ala Bambas do Estácio, que homenageia o início da carreira do mestre na Estácio de Sá, Rodrigo ressaltou o tom nostálgico que o desfile promete levar à avenida.

Componente Rodrigo.HEIC

“A gente que convive com o mestre Ciça há tanto tempo sente uma emoção ainda maior. Existe um carinho especial por aquela pessoa que está ali todos os ensaios, toda semana. Ele é simples e tem uma história linda de muitos carnavais que a Viradouro vai contar de forma incrível e nostálgica. Tenho certeza de que todos os setores da escola vão nos fazer lembrar dos carnavais da nossa infância, da adolescência, de quando assistíamos aos desfiles com nossos pais. Vai ser um saudosismo delicioso. É muito importante homenagear esse homem do samba, que foi passista, mestre-sala e hoje é um dos grandes nomes da avenida”, afirmou.

Relembrando o início da trajetória do homenageado, a passista Eloísa Ribeiro destacou a identificação com o mestre, que antes de comandar baterias também foi passista e mestre-sala, simbolizando reconhecimento e esperança para as novas gerações.

Passista Eloisa.HEIC

“É meu primeiro ano na escola como passista, na minha escola de coração, e entrar justamente num ano que homenageia uma das minhas referências é muito gratificante. O Ciça começou como passista, e isso nos dá esperança de que também podemos alcançar outros espaços dentro do carnaval”, disse.

O legado de mestre Ciça já ecoa nas novas gerações da escola. Carol, ritmista da Virando Esperança, escola mirim da Viradouro, e integrante da Ala Jovem, revelou o sonho de aprender com o Mestre dos Mestres no futuro.

Carol Ala Jovem.HEIC

“Tudo o que eu sinto é emoção. Ele é uma das maiores referências como mestre de bateria e como sambista. Para quem está começando agora, como eu, é um sonho trabalhar com o Ciça. Imaginar estar ao lado dele, reverenciando, vivendo esse momento, participando de tantos títulos… é um sonho mesmo”, declarou.

Liberdade que dança: Phelipe e Rafaela levam a alma de Ney Matogrosso à Sapucaí

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Momentos antes de entrarem na avenida para o primeiro ensaio técnico da Imperatriz Leopoldinense na Sapucaí, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, falou com o CARNAVALESCO sobre expectativas, preparação, pressão e a emoção de iniciar oficialmente a caminhada rumo ao desfile de 2026. Nem mesmo a forte chuva, acompanhada de trovões, espantou os torcedores, que lotaram as arquibancadas e viram o casal brilhar com muita entrega, fruto de uma intensa preparação.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Para Rafaela, a temporada carrega um sentimento especial dentro da Verde e Branca de Ramos por conta do enredo “Camaleônico”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que homenageia o ícone da música brasileira Ney Matogrosso.

“É um misto de emoções e sentimentos. Esse enredo do Leandro, mais uma vez, nos desafia. Desde que ele está à frente da escola, a cada ano nos presenteia com enredos maravilhosos e se transforma constantemente. Por isso, o nome ‘Camaleônico’ tem tudo a ver com ele. Isso é muito bom para a dupla e para a parceria, porque a cada ano a gente se renova, se desafia e busca algo a mais. Não ficamos na estaca zero: queremos sempre alcançar o êxito, nos transformando a cada dia”, afirmou.

Já Phelipe falou com emoção sobre a identificação pessoal com o enredo, no qual se vê refletido como pessoa e profissional.

“Para mim, o enredo sobre o Ney Matogrosso é libertador. Ele me representa muito. Todo mundo fala: ‘Ah, o Phelipe é maluquinho’, mas eu não ligo. Acho que não é loucura, é liberdade, é ser feliz. Todo mundo tem um CPF diferente, e eu sou uma pessoa diferente das que tentam ser normais. O Ney é isso: liberdade, não ser mais um. O que eu sempre busquei dentro do carnaval foi exatamente isso, não ser mais um. Como a Rafaela falou, não somos um casal estagnado. Somos um casal que busca novos desafios e inovações, e vamos continuar fazendo isso. Representar o Ney Matogrosso na avenida é também representar um pouco da história do Phelipe Lemos no carnaval”.

A porta-bandeira destacou ainda a importância do primeiro ensaio técnico no Sambódromo como um marco simbólico para o início do carnaval oficial.

“Pisar na avenida hoje é muito importante, é o pontapé inicial para o grande dia. É executar um pouco daquilo que a gente vem trabalhando ao longo dos meses, nos ensaios de quadra, de rua e internos, e entregar um pouco do que está sendo construído. No grande dia, não temos que nos entregar 100%, mas 101%. Hoje queremos transmitir alegria e leveza, porque o público que está aqui merece ser contemplado com a alegria de todos os componentes que desfilam na Sapucaí”.

Sobre a pressão por alcançar os tão sonhados 40 pontos, o mestre-sala, com apoio da porta-bandeira, não demonstrou abalo com o novo modelo de cabine espelhada e ressaltou a confiança na liderança da agremiação como fator fundamental para a tranquilidade do casal.

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“Para nós, não é exatamente uma pressão. A presidente Cátia confia muito no nosso trabalho, e isso nos deixa tranquilos. Tudo o que fazemos é com muito amor e entrega, buscando sempre o nosso melhor. Claro que o julgamento dos jurados é muito importante, porque é uma disputa, mas nos sentimos felizes em empunhar o pavilhão da Imperatriz e entregar a nossa melhor performance, que agrade à plateia e também aos jurados, para que a nota máxima venha”.

Rafaela também comentou sobre as mudanças provocadas pela nova modalidade de julgamento, que tem influenciado diretamente a apresentação dos casais na passarela do samba.

“Acompanhando os ensaios técnicos, eu até comentei com o Phelipe que muitas vezes o público dizia que alguns casais estavam muito parecidos na parte coreográfica. A cabine espelhada trouxe um ponto positivo nesse sentido, permitindo que cada casal mostre mais a sua identidade. O resultado definitivo só vamos saber depois da Quarta-feira de Cinzas, mas, pelos ensaios e pela claridade da cabine, dá para perceber os casais se reinventando e trazendo mais personalidade. Isso acabou sendo um desafio positivo para o carnaval, porque todo mundo teve que sair da caixinha”.

Ao falar sobre o equilíbrio entre a tradição do bailado e a narrativa do enredo, Phelipe fez um paralelo entre o lado artístico e o caráter narrativo da dança do casal.

“A dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira é muito particular, tem um movimento cultural específico. Nós dançamos personagens, lugares e histórias. Assim como no teatro e no musical, o corpo precisa contar essa história. Eu e a Rafaela buscamos sempre contar o enredo dentro da nossa arte, que é a arte do mestre-sala e da porta-bandeira”.

Questionados sobre a fantasia que usarão no desfile oficial, os dois mantiveram o mistério, mas deixaram uma pista no ar.

“A fantasia é muito óbvia, mas não podemos dar spoiler. Se vocês observarem bem as nossas vestimentas ao longo dos ensaios e os trejeitos, talvez consigam descobrir o que a gente vem representando”, disseram em conjunto.

Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro mostraram que estão prontos para mais um grande carnaval, reafirmando sua identidade e, como diria Ney Matogrosso, a ousadia que um primeiro casal precisa ter para ser destaque na avenida.

Série Barracões SP: Com estética renovada, Tatuapé aposta em desfile sobre a defesa da terra e da agricultura

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A Acadêmicos do Tatuapé é uma das escolas mais competentes do carnaval paulistano. Ao analisar a tabela da última década, a escola deixou de figurar no Desfile das Campeãs em apenas duas ocasiões. Bicampeã, a agremiação também acumula dois vice-campeonatos. Todos os integrantes estão bastante animados com a crescente evolução que a Tatuapé vem apresentando desde 2023. O ano de 2022 foi marcado por problemas no abre-alas, o que resultou na perda de pontos na apuração e em um quase rebaixamento. Desde então, a escola conquistou o quarto lugar em 2023, a terceira colocação em 2024 e o vice-campeonato em 2025. Seguindo essa lógica de ascensão em busca da taça, 2026 desponta como um ano de briga direta pelo título. E quesitos não faltam na Rua Melo Peixoto. Para isso, a escola aposta em um enredo de reforma agrária, que luta pelas terras, fazendo o uso correto delas para o bem da agricultura.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Dentro do barracão, a escola está produzindo um carnaval com alto investimento, com alegorias grandiosas, belo acabamento e uma mudança estética relevante em relação aos desfiles anteriores. Quem afirma isso é o próprio artista Wagner Santos, que abriu as portas do barracão para o CARNAVALESCO e falou sobre o projeto para o próximo desfile.

Com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra”, a Tatuapé será a quarta agremiação a desfilar na sexta-feira.

Chegada do tema

O carnavalesco contou como o tema chegou à escola e falou sobre a importância do enredo que a Tatuapé levará para a avenida.

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“O enredo chegou por meio da nossa diretoria. Foi uma escolha entre alguns temas que já haviam sido apresentados, mas é um enredo de que eu gostei muito. Gostei porque ele traz um olhar importante sobre a terra, o cuidado que precisamos ter com ela, já que é o nosso alimento. Por isso, devemos preservá-la e cuidar dela da melhor maneira possível, pois precisamos retribuir tudo o que ela nos oferece. Só estamos vivos porque temos a terra e as águas. Se não aprendermos a preservar a natureza, o meio ambiente e as plantações, com certeza não teremos futuras gerações saudáveis, com qualidade de vida suficiente para sobreviver neste mundo. Portanto, é importante que as pessoas enxerguem esse enredo por esse lado. Além de abordar a questão da reforma agrária, defendendo uma reforma justa no nosso país, o enredo também ajuda as pessoas a entenderem os cuidados necessários com a preservação e a manutenção da terra, os limites do que podemos explorar e o que podemos depositar nela. A Terra é um ser vivo, e tudo o que exploramos nela a enfraquece cada vez mais. O petróleo, por exemplo, é como se fosse o sangue de um ser humano. A Terra é um organismo vivo”, explicou.

Virada de chave no enredo

Wagner disse que, de início, houve certa resistência da comunidade com o tema, mas que, com o passar do tempo, ele foi abraçado, após ter sido dissecado para todos.

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“No começo, algumas pessoas criticaram o enredo, inclusive membros da própria comunidade. Isso foi o que chegou até mim. No entanto, essas mesmas pessoas hoje já voltaram para a escola, você tem ideia? É sempre difícil apresentar um enredo para a comunidade, porque há quem concorde e quem não concorde. Ficamos sempre naquela situação entre a cruz e a espada, tentando decidir o melhor caminho, pois nunca conseguimos agradar gregos e troianos. Mas este ano não foi diferente, e estamos conseguindo avançar com luta e trabalho. Estamos preparando um grande carnaval. O investimento que a escola está fazendo é significativo, buscando apresentar um excelente trabalho para a comunidade e para o público que vai assistir”, comentou.

Ponto alto do desfile

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Questionado sobre um clímax do desfile, Wagner não titubeou em falar da abertura. A comissão de frente e o abre-alas irão gerar um impacto positivo, de acordo com o artista. “Um ponto alto do desfile, eu acredito que vai ser o abre-alas. Vai ser um carro impactante. Junto com a comissão de frente, vai ser um impacto visual muito legal. O elemento alegórico da comissão de frente casando com o primeiro carro, acredito que será de ótimo valor para o nosso desfile”, disse.

Alegorias e fantasias de alto nível

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Em 2025, a escola mudou o formato de sua estética de maneira significativa. Foram carros grandiosos e esculturas com mais detalhes, além de um enredo diferente. De acordo com o artista, esse tipo de trabalho voltará à tona. “Vai se repetir, porque eu tenho um presidente que ama o carnaval. Ele gosta de um carnaval grande. O presidente Erivelto trabalha muito dentro do barracão e junto com a gente, e sempre pede que os carros sejam grandiosos. Por isso, as alegorias vão vir muito volumosas e imponentes. Acredito que a proposta visual será muito bacana, algo que eu, particularmente, nunca fiz antes. É um tipo de trabalho e uma linha estética nova para mim”, contou.

Briga pelo título

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Após o incidente com a alegoria no ano de 2022, a escola escalou na tabela nos anos seguintes. Em 2023, conquistou a quarta colocação; em 2024, ficou na terceira colocação; e, em 2025, foi vice-campeã. Para os mais supersticiosos, seguindo a lógica, a Tatuapé será campeã de acordo com essa escalada. Wagner comentou sobre a briga pelo título. “Claro que a gente almeja o título. Estaríamos mentindo se disséssemos que não, porque não haveria motivo para disputar. Todo mundo que está competindo quer ser campeão do carnaval, e conosco não é diferente. Temos, sim, o objetivo de conquistar o título e estamos trabalhando para isso. A comunidade está engajada, cantando muito, e as festas têm sido bonitas. Acredito que teremos um grande carnaval. Vamos ver como será essa nova relação com as mudanças no regulamento e como a cabeça dos jurados vai se comportar, como cada um vai interpretar essa nova forma de julgamento”, finalizou.

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“O sopro de Tupã: a origem de toda a vida concebeu a agricultura para os povos originários, filhos desse chão”

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“O invasor português chegou à ganância e imperou, tornando a terra onde a dor se instalou. Novos plantios brotaram pelas mãos de quem aqui aportou, mas foi da cobiça do invasor que floresceu a luta do povo, em rebeldia e resistência”

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Setor 3
“O terceiro setor é a lição camponesa. A lição camponesa para a humanidade. A agroecologia, área de reforma agrária popular. Quando a natureza vira aliada da agricultura. O sonho que brota da terra se torna possível. E a recompensa é a festa da agricultura”

Ficha técnica
Quatro alegorias
2.600 componentes
Um elemento alegórico (comissão de frente)
Diretor de barracão – presidente Toninho

Iluminação cênica da Sapucaí promete surpreender no Carnaval 2026

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Após a rodada inicial de ensaios, as escolas de samba aproveitaram a passagem pela Marquês de Sapucaí para experimentar e ajustar um dos quesitos que mais vêm ganhando destaque nos últimos carnavais: a iluminação cênica. Às vésperas do Carnaval 2026, o uso criativo e estratégico dos jogos de luz se consolida como um elemento para enriquecer a narrativa dos desfiles e emocionar o público na Avenida.

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Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Neste ano, o Grupo Especial e a Série Ouro investem em recursos luminosos para valorizar alegorias e fantasias, evidenciar a performance do casal de mestre-sala e porta-bandeira e até dialogar com o ritmo da bateria, criando cenas de forte apelo visual ao longo da pista. Escolas como Império Serrano, Mocidade Independente de Padre Miguel e Acadêmicos de Niterói, entre outras, utilizaram os ensaios técnicos para testar suas propostas de iluminação e efeitos especiais, preservando, no entanto, surpresas que só serão reveladas nos dias oficiais dos desfiles.

A Marquês de Sapucaí conta com um moderno sistema de iluminação operado pela RioLuz e composto por 570 refletores, dos quais 510 são voltados diretamente para a pista de desfile. Cada torre instalada sobre as arquibancadas dispõe de três moving lights, capazes de projetar luzes coloridas sobre diferentes pontos da Avenida, além de três refletores RGBW. A estrutura é complementada por 24 quilômetros de fibra óptica e 14 câmeras de monitoramento, que possibilitam o acompanhamento em tempo real de toda a operação.

O funcionamento do sistema é coordenado a partir da sala de controle da iluminação cênica, localizada no setor 10 do Sambódromo. No espaço, os profissionais acompanham os desfiles por meio de quatro monitores com imagens ao vivo de todos os setores, além de uma projeção em 3D que simula a percepção dos efeitos luminosos pelo público presente nas arquibancadas.

Até o início do Carnaval, as escolas seguem com a possibilidade de programar antecipadamente a iluminação de seus desfiles, em conjunto com a equipe técnica da sala de controle, e realizar novos testes práticos. O objetivo é garantir que cada detalhe esteja perfeitamente alinhado para transformar a Sapucaí em um grande espetáculo de luz, cor e emoção nos dias de desfile.