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Mestre Rodney fala sobre momento especial da Beija-Flor e a busca pelo bicampeonato

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Há 16 anos o mestre Rodney comanda a bateria da Beija-Flor de Nilópolis e, após o título de 2025, a agremiação vem vivendo um momento especial, com muita confiança e expectativa de ser campeã novamente, no Carnaval 2026. No último domingo, a escola encerrou o primeiro final de semana de ensaios técnicos, um dos destaques foi o canto forte da comunidade e o trabalho da bateria. Em 2026, a Beija-Flor levará à Sapucaí o enredo “Bembé”, idealizado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, em celebração a maior manifestação de Candomblé do mundo, conhecida como Bembé do Mercado, que ocorre na cidade de Santo Amaro, na Bahia. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre Rodney comentou sobre o trabalho que vem fazendo com a bateria e as expectativas para o Carnaval 2026.

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“É mais um trabalho, com um samba maravilhoso, um enredo que tem a ver com a nossa ancestralidade, com a minha religião, com a minha cultura… não tem preço”, diz Mestre Rodney.

Rodney não quer contar vantagem antes da hora, apesar de querer ganhar o campeonato e estar trabalhando com esse objetivo, ele prefere esperar o desfile acontecer, para saber como, de fato, foi o desempenho da agremiação.

“Eu acho que primeiro a gente tenta fazer um grande desfile. Isso vai ser consequência do nosso grande desfile, entendeu? Todo mundo pensa assim, eu também não vou ser leviano que não quero, lógico que quero, mas a gente vai trabalhar para isso, papai do céu abençoar e a gente vai conseguir na avenida”, afirma mestre Rodney.

Sobre o que esperar da bateria Soberana no desfile, o mestre falou que entregarão o de sempre: os ritmistas vão se doar, com dedicação, empenho ao máximo, até “a mão sangrar”. Farão tudo pela agremiação, para levar a taça novamente para Nilópolis.

O quesito Bateria recebeu um novo subquesito, que pede criatividade nas baterias. Mestre Rodney afirmou que irá atender o regulamento, mas acredita que é algo subjetivo, pois cada pessoa entende o significado de criatividade de uma forma.

“Eu acho muito subjetivo o que seria criatividade para ele, para mim pode ser uma coisa. Mas o que está dentro do regulamento, a gente procura atender o regulamento para não ser penalizado. Com relação a isso, eu estou muito feliz, muito tranquilo, porque o nosso arranjo, graças a Deus, mais uma vez a gente foi muito feliz na concepção do arranjo. A gente está tranquilo, trabalhando muito, ensaiamos exaustivamente. Agora é esperar a hora H, que papai do céu abençoe a gente, brigar pelo carnaval, para ser campeão mais uma vez”, afirma Rodney.

Para o mestre, a Beija-Flor voltou a viver um momento especial. Vale lembrar que antes do campeonato de 2025, a agremiação passou 6 anos sem ganhar, assim, o título do último carnaval deu um ar de esperança à agremiação.

“Beija-Flor com cara de Beija-Flor. Tivemos a felicidade de ter dois grandes sambas, dois grandes enredos e tudo bota no lugar devido, eu acho que a gente está no caminho certíssimo”, conclui mestre Rodney.

‘Legado do mestre Caveira! Componentes da Viradouro se emocionam com homenagem para mestre Ciça

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Num ano marcado por homenagens, a Sapucaí viverá, pela primeira vez, a celebração de um de seus grandes sambistas ainda em vida. Mestre Ciça, ícone do carnaval carioca e dono de um extenso legado na Unidos do Viradouro, onde comanda a bateria “Furacão Vermelho e Branco” desde 2019, será o grande homenageado da escola em 2026.

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Cria do Estácio, passista, mestre-sala e consagrado diretor de bateria, Ciça reúne inúmeros motivos de orgulho e identificação para a comunidade de Niterói. Em conversa com o CARNAVALESCO, componentes da Viradouro compartilharam a emoção de reverenciar aquele que representa muito mais do que um mestre: representa a própria história da escola.

Quem acompanhou sua primeira passagem pela Viradouro, em 1999, logo percebeu as mudanças e a evolução da bateria. É o que relembra Lindomar, integrante da Velha Guarda.

Baluarte Jorge Lambreta.HEIC

“O Ciça, para nós, é uma referência. Com ele houve uma mudança muito grande na escola, especialmente na bateria. Ele é uma alegria constante entre todos os componentes. É uma realização para a comunidade. Ele se comunica com todo mundo, instrumentalmente falando, com aquele dedinho que vai para lá e para cá, formando ritmistas que são, literalmente, alunos dele. Para nós é gratificante ver esse reconhecimento de um profissional do samba. Para a Velha Guarda, o sentimento é o mesmo. E o samba está maravilhoso, a gente se descarrega de tudo e cai na folia mesmo”, afirmou.

Com 64 anos de Carnaval, o baluarte Jorge Lambreta, de 82 anos, destacou o caráter inédito da homenagem e ressaltou que falar de mestre Ciça é falar da própria comunidade da Viradouro.

“Mestre Ciça é um ídolo dentro da escola. Na comunidade da Viradouro não há ninguém que não goste dele. Quando a escola homenageia o Mestre Ciça, está me homenageando também, está homenageando todos os sambistas. É a alegria do sambista em geral, porque ele representa todos nós. E dentro da Viradouro, no desfile, somos um só”, declarou.

Além de popular e querido, contar a história de Ciça é revisitar a própria trajetória do Carnaval, marcada por carnavais históricos, reconhecimento e passagens por escolas coirmãs. Representando a ala Bambas do Estácio, que homenageia o início da carreira do mestre na Estácio de Sá, Rodrigo ressaltou o tom nostálgico que o desfile promete levar à avenida.

Componente Rodrigo.HEIC

“A gente que convive com o mestre Ciça há tanto tempo sente uma emoção ainda maior. Existe um carinho especial por aquela pessoa que está ali todos os ensaios, toda semana. Ele é simples e tem uma história linda de muitos carnavais que a Viradouro vai contar de forma incrível e nostálgica. Tenho certeza de que todos os setores da escola vão nos fazer lembrar dos carnavais da nossa infância, da adolescência, de quando assistíamos aos desfiles com nossos pais. Vai ser um saudosismo delicioso. É muito importante homenagear esse homem do samba, que foi passista, mestre-sala e hoje é um dos grandes nomes da avenida”, afirmou.

Relembrando o início da trajetória do homenageado, a passista Eloísa Ribeiro destacou a identificação com o mestre, que antes de comandar baterias também foi passista e mestre-sala, simbolizando reconhecimento e esperança para as novas gerações.

Passista Eloisa.HEIC

“É meu primeiro ano na escola como passista, na minha escola de coração, e entrar justamente num ano que homenageia uma das minhas referências é muito gratificante. O Ciça começou como passista, e isso nos dá esperança de que também podemos alcançar outros espaços dentro do carnaval”, disse.

O legado de mestre Ciça já ecoa nas novas gerações da escola. Carol, ritmista da Virando Esperança, escola mirim da Viradouro, e integrante da Ala Jovem, revelou o sonho de aprender com o Mestre dos Mestres no futuro.

Carol Ala Jovem.HEIC

“Tudo o que eu sinto é emoção. Ele é uma das maiores referências como mestre de bateria e como sambista. Para quem está começando agora, como eu, é um sonho trabalhar com o Ciça. Imaginar estar ao lado dele, reverenciando, vivendo esse momento, participando de tantos títulos… é um sonho mesmo”, declarou.

Liberdade que dança: Phelipe e Rafaela levam a alma de Ney Matogrosso à Sapucaí

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Momentos antes de entrarem na avenida para o primeiro ensaio técnico da Imperatriz Leopoldinense na Sapucaí, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, falou com o CARNAVALESCO sobre expectativas, preparação, pressão e a emoção de iniciar oficialmente a caminhada rumo ao desfile de 2026. Nem mesmo a forte chuva, acompanhada de trovões, espantou os torcedores, que lotaram as arquibancadas e viram o casal brilhar com muita entrega, fruto de uma intensa preparação.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Para Rafaela, a temporada carrega um sentimento especial dentro da Verde e Branca de Ramos por conta do enredo “Camaleônico”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que homenageia o ícone da música brasileira Ney Matogrosso.

“É um misto de emoções e sentimentos. Esse enredo do Leandro, mais uma vez, nos desafia. Desde que ele está à frente da escola, a cada ano nos presenteia com enredos maravilhosos e se transforma constantemente. Por isso, o nome ‘Camaleônico’ tem tudo a ver com ele. Isso é muito bom para a dupla e para a parceria, porque a cada ano a gente se renova, se desafia e busca algo a mais. Não ficamos na estaca zero: queremos sempre alcançar o êxito, nos transformando a cada dia”, afirmou.

Já Phelipe falou com emoção sobre a identificação pessoal com o enredo, no qual se vê refletido como pessoa e profissional.

“Para mim, o enredo sobre o Ney Matogrosso é libertador. Ele me representa muito. Todo mundo fala: ‘Ah, o Phelipe é maluquinho’, mas eu não ligo. Acho que não é loucura, é liberdade, é ser feliz. Todo mundo tem um CPF diferente, e eu sou uma pessoa diferente das que tentam ser normais. O Ney é isso: liberdade, não ser mais um. O que eu sempre busquei dentro do carnaval foi exatamente isso, não ser mais um. Como a Rafaela falou, não somos um casal estagnado. Somos um casal que busca novos desafios e inovações, e vamos continuar fazendo isso. Representar o Ney Matogrosso na avenida é também representar um pouco da história do Phelipe Lemos no carnaval”.

A porta-bandeira destacou ainda a importância do primeiro ensaio técnico no Sambódromo como um marco simbólico para o início do carnaval oficial.

“Pisar na avenida hoje é muito importante, é o pontapé inicial para o grande dia. É executar um pouco daquilo que a gente vem trabalhando ao longo dos meses, nos ensaios de quadra, de rua e internos, e entregar um pouco do que está sendo construído. No grande dia, não temos que nos entregar 100%, mas 101%. Hoje queremos transmitir alegria e leveza, porque o público que está aqui merece ser contemplado com a alegria de todos os componentes que desfilam na Sapucaí”.

Sobre a pressão por alcançar os tão sonhados 40 pontos, o mestre-sala, com apoio da porta-bandeira, não demonstrou abalo com o novo modelo de cabine espelhada e ressaltou a confiança na liderança da agremiação como fator fundamental para a tranquilidade do casal.

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“Para nós, não é exatamente uma pressão. A presidente Cátia confia muito no nosso trabalho, e isso nos deixa tranquilos. Tudo o que fazemos é com muito amor e entrega, buscando sempre o nosso melhor. Claro que o julgamento dos jurados é muito importante, porque é uma disputa, mas nos sentimos felizes em empunhar o pavilhão da Imperatriz e entregar a nossa melhor performance, que agrade à plateia e também aos jurados, para que a nota máxima venha”.

Rafaela também comentou sobre as mudanças provocadas pela nova modalidade de julgamento, que tem influenciado diretamente a apresentação dos casais na passarela do samba.

“Acompanhando os ensaios técnicos, eu até comentei com o Phelipe que muitas vezes o público dizia que alguns casais estavam muito parecidos na parte coreográfica. A cabine espelhada trouxe um ponto positivo nesse sentido, permitindo que cada casal mostre mais a sua identidade. O resultado definitivo só vamos saber depois da Quarta-feira de Cinzas, mas, pelos ensaios e pela claridade da cabine, dá para perceber os casais se reinventando e trazendo mais personalidade. Isso acabou sendo um desafio positivo para o carnaval, porque todo mundo teve que sair da caixinha”.

Ao falar sobre o equilíbrio entre a tradição do bailado e a narrativa do enredo, Phelipe fez um paralelo entre o lado artístico e o caráter narrativo da dança do casal.

“A dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira é muito particular, tem um movimento cultural específico. Nós dançamos personagens, lugares e histórias. Assim como no teatro e no musical, o corpo precisa contar essa história. Eu e a Rafaela buscamos sempre contar o enredo dentro da nossa arte, que é a arte do mestre-sala e da porta-bandeira”.

Questionados sobre a fantasia que usarão no desfile oficial, os dois mantiveram o mistério, mas deixaram uma pista no ar.

“A fantasia é muito óbvia, mas não podemos dar spoiler. Se vocês observarem bem as nossas vestimentas ao longo dos ensaios e os trejeitos, talvez consigam descobrir o que a gente vem representando”, disseram em conjunto.

Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro mostraram que estão prontos para mais um grande carnaval, reafirmando sua identidade e, como diria Ney Matogrosso, a ousadia que um primeiro casal precisa ter para ser destaque na avenida.

Série Barracões SP: Com estética renovada, Tatuapé aposta em desfile sobre a defesa da terra e da agricultura

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A Acadêmicos do Tatuapé é uma das escolas mais competentes do carnaval paulistano. Ao analisar a tabela da última década, a escola deixou de figurar no Desfile das Campeãs em apenas duas ocasiões. Bicampeã, a agremiação também acumula dois vice-campeonatos. Todos os integrantes estão bastante animados com a crescente evolução que a Tatuapé vem apresentando desde 2023. O ano de 2022 foi marcado por problemas no abre-alas, o que resultou na perda de pontos na apuração e em um quase rebaixamento. Desde então, a escola conquistou o quarto lugar em 2023, a terceira colocação em 2024 e o vice-campeonato em 2025. Seguindo essa lógica de ascensão em busca da taça, 2026 desponta como um ano de briga direta pelo título. E quesitos não faltam na Rua Melo Peixoto. Para isso, a escola aposta em um enredo de reforma agrária, que luta pelas terras, fazendo o uso correto delas para o bem da agricultura.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Dentro do barracão, a escola está produzindo um carnaval com alto investimento, com alegorias grandiosas, belo acabamento e uma mudança estética relevante em relação aos desfiles anteriores. Quem afirma isso é o próprio artista Wagner Santos, que abriu as portas do barracão para o CARNAVALESCO e falou sobre o projeto para o próximo desfile.

Com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra”, a Tatuapé será a quarta agremiação a desfilar na sexta-feira.

Chegada do tema

O carnavalesco contou como o tema chegou à escola e falou sobre a importância do enredo que a Tatuapé levará para a avenida.

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“O enredo chegou por meio da nossa diretoria. Foi uma escolha entre alguns temas que já haviam sido apresentados, mas é um enredo de que eu gostei muito. Gostei porque ele traz um olhar importante sobre a terra, o cuidado que precisamos ter com ela, já que é o nosso alimento. Por isso, devemos preservá-la e cuidar dela da melhor maneira possível, pois precisamos retribuir tudo o que ela nos oferece. Só estamos vivos porque temos a terra e as águas. Se não aprendermos a preservar a natureza, o meio ambiente e as plantações, com certeza não teremos futuras gerações saudáveis, com qualidade de vida suficiente para sobreviver neste mundo. Portanto, é importante que as pessoas enxerguem esse enredo por esse lado. Além de abordar a questão da reforma agrária, defendendo uma reforma justa no nosso país, o enredo também ajuda as pessoas a entenderem os cuidados necessários com a preservação e a manutenção da terra, os limites do que podemos explorar e o que podemos depositar nela. A Terra é um ser vivo, e tudo o que exploramos nela a enfraquece cada vez mais. O petróleo, por exemplo, é como se fosse o sangue de um ser humano. A Terra é um organismo vivo”, explicou.

Virada de chave no enredo

Wagner disse que, de início, houve certa resistência da comunidade com o tema, mas que, com o passar do tempo, ele foi abraçado, após ter sido dissecado para todos.

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“No começo, algumas pessoas criticaram o enredo, inclusive membros da própria comunidade. Isso foi o que chegou até mim. No entanto, essas mesmas pessoas hoje já voltaram para a escola, você tem ideia? É sempre difícil apresentar um enredo para a comunidade, porque há quem concorde e quem não concorde. Ficamos sempre naquela situação entre a cruz e a espada, tentando decidir o melhor caminho, pois nunca conseguimos agradar gregos e troianos. Mas este ano não foi diferente, e estamos conseguindo avançar com luta e trabalho. Estamos preparando um grande carnaval. O investimento que a escola está fazendo é significativo, buscando apresentar um excelente trabalho para a comunidade e para o público que vai assistir”, comentou.

Ponto alto do desfile

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Questionado sobre um clímax do desfile, Wagner não titubeou em falar da abertura. A comissão de frente e o abre-alas irão gerar um impacto positivo, de acordo com o artista. “Um ponto alto do desfile, eu acredito que vai ser o abre-alas. Vai ser um carro impactante. Junto com a comissão de frente, vai ser um impacto visual muito legal. O elemento alegórico da comissão de frente casando com o primeiro carro, acredito que será de ótimo valor para o nosso desfile”, disse.

Alegorias e fantasias de alto nível

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Em 2025, a escola mudou o formato de sua estética de maneira significativa. Foram carros grandiosos e esculturas com mais detalhes, além de um enredo diferente. De acordo com o artista, esse tipo de trabalho voltará à tona. “Vai se repetir, porque eu tenho um presidente que ama o carnaval. Ele gosta de um carnaval grande. O presidente Erivelto trabalha muito dentro do barracão e junto com a gente, e sempre pede que os carros sejam grandiosos. Por isso, as alegorias vão vir muito volumosas e imponentes. Acredito que a proposta visual será muito bacana, algo que eu, particularmente, nunca fiz antes. É um tipo de trabalho e uma linha estética nova para mim”, contou.

Briga pelo título

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Após o incidente com a alegoria no ano de 2022, a escola escalou na tabela nos anos seguintes. Em 2023, conquistou a quarta colocação; em 2024, ficou na terceira colocação; e, em 2025, foi vice-campeã. Para os mais supersticiosos, seguindo a lógica, a Tatuapé será campeã de acordo com essa escalada. Wagner comentou sobre a briga pelo título. “Claro que a gente almeja o título. Estaríamos mentindo se disséssemos que não, porque não haveria motivo para disputar. Todo mundo que está competindo quer ser campeão do carnaval, e conosco não é diferente. Temos, sim, o objetivo de conquistar o título e estamos trabalhando para isso. A comunidade está engajada, cantando muito, e as festas têm sido bonitas. Acredito que teremos um grande carnaval. Vamos ver como será essa nova relação com as mudanças no regulamento e como a cabeça dos jurados vai se comportar, como cada um vai interpretar essa nova forma de julgamento”, finalizou.

Setor 1
“O sopro de Tupã: a origem de toda a vida concebeu a agricultura para os povos originários, filhos desse chão”

Setor 2
“O invasor português chegou à ganância e imperou, tornando a terra onde a dor se instalou. Novos plantios brotaram pelas mãos de quem aqui aportou, mas foi da cobiça do invasor que floresceu a luta do povo, em rebeldia e resistência”

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Setor 3
“O terceiro setor é a lição camponesa. A lição camponesa para a humanidade. A agroecologia, área de reforma agrária popular. Quando a natureza vira aliada da agricultura. O sonho que brota da terra se torna possível. E a recompensa é a festa da agricultura”

Ficha técnica
Quatro alegorias
2.600 componentes
Um elemento alegórico (comissão de frente)
Diretor de barracão – presidente Toninho

Iluminação cênica da Sapucaí promete surpreender no Carnaval 2026

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Após a rodada inicial de ensaios, as escolas de samba aproveitaram a passagem pela Marquês de Sapucaí para experimentar e ajustar um dos quesitos que mais vêm ganhando destaque nos últimos carnavais: a iluminação cênica. Às vésperas do Carnaval 2026, o uso criativo e estratégico dos jogos de luz se consolida como um elemento para enriquecer a narrativa dos desfiles e emocionar o público na Avenida.

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Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Neste ano, o Grupo Especial e a Série Ouro investem em recursos luminosos para valorizar alegorias e fantasias, evidenciar a performance do casal de mestre-sala e porta-bandeira e até dialogar com o ritmo da bateria, criando cenas de forte apelo visual ao longo da pista. Escolas como Império Serrano, Mocidade Independente de Padre Miguel e Acadêmicos de Niterói, entre outras, utilizaram os ensaios técnicos para testar suas propostas de iluminação e efeitos especiais, preservando, no entanto, surpresas que só serão reveladas nos dias oficiais dos desfiles.

A Marquês de Sapucaí conta com um moderno sistema de iluminação operado pela RioLuz e composto por 570 refletores, dos quais 510 são voltados diretamente para a pista de desfile. Cada torre instalada sobre as arquibancadas dispõe de três moving lights, capazes de projetar luzes coloridas sobre diferentes pontos da Avenida, além de três refletores RGBW. A estrutura é complementada por 24 quilômetros de fibra óptica e 14 câmeras de monitoramento, que possibilitam o acompanhamento em tempo real de toda a operação.

O funcionamento do sistema é coordenado a partir da sala de controle da iluminação cênica, localizada no setor 10 do Sambódromo. No espaço, os profissionais acompanham os desfiles por meio de quatro monitores com imagens ao vivo de todos os setores, além de uma projeção em 3D que simula a percepção dos efeitos luminosos pelo público presente nas arquibancadas.

Até o início do Carnaval, as escolas seguem com a possibilidade de programar antecipadamente a iluminação de seus desfiles, em conjunto com a equipe técnica da sala de controle, e realizar novos testes práticos. O objetivo é garantir que cada detalhe esteja perfeitamente alinhado para transformar a Sapucaí em um grande espetáculo de luz, cor e emoção nos dias de desfile.

Iphan e Riotur lançam campanha de conscientização no Carnaval

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Com a chegada do Carnaval de Rua no Rio de Janeiro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Riotur lançam a campanha “Quem samba cuida”, voltada à conscientização dos foliões sobre a importância da preservação dos bens culturais tombados em nível federal durante a festa.

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Foto: Divulgação/Riotur

A iniciativa é desenvolvida em parceria pelo Iphan, Riotur e Dream Factory, empresa vencedora do Caderno de Encargos da Riotur e responsável pela operação logística da festa popular mais emblemática do país junto à Prefeitura.

Desde o ano passado, Iphan e Riotur vêm desenvolvendo ações de conscientização direcionadas ao público que frequenta os blocos de rua, com o objetivo de incentivar atitudes responsáveis e conciliar a celebração da maior festa popular com a proteção do patrimônio histórico do Rio de Janeiro.

A campanha poderá ser vista no aplicativo Blocos do Rio, que traz a programação oficial de blocos de rua do Rio de Janeiro, e no site oficial Blocos do Rio da Riotur, além de estar presente em pontos estratégicos próximos a bens tombados, por meio de cartazes e lonas informativas instaladas nos cercamentos, que trazem a história de prédios e monumentos históricos com logo da campanha, especialmente em áreas por onde passam os cortejos carnavalescos.

Um hotsite do Iphan dá visibilidade à ação.

A campanha é ainda veiculada no CarnaLED, um cubo de dimensões gigantes instalado na Praia de Copacabana, que veicula informações relevantes sobre a festa popular e campanhas públicas de conscientização e educação. Também acontece divulgação nas redes sociais, que reforçam a importância da colaboração do público e orientam para que não subam nos monumentos e que não pratiquem qualquer forma de depredação dos bens históricos. Durante o período de desfiles, acontecem conversas constantes com a direção dos blocos do calendário oficial para um trabalho em conjunto da disseminação de informações.

 

Para a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Wanzeller, a participação dos foliões é decisiva para a proteção destes bens. “Os monumentos históricos contam a história da cidade e do país. Preservá-los é um ato de respeito à nossa memória coletiva. O Carnaval é uma manifestação cultural potente, que pode e deve acontecer com cuidado e responsabilidade em relação ao patrimônio”, afirma a superintendente.

 

 

Segundo o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, o Carnaval de Rua do Rio ocupa alguns dos espaços mais simbólicos da nossa cidade, e essa campanha é um convite para que todos os foliões celebrem com consciência. “Preservar os bens históricos é cuidar da memória, da identidade e do futuro do Rio. É possível curtir a festa com alegria e, ao mesmo tempo, com respeito ao nosso patrimônio cultural”, completou ele.

Ingressos populares para o desfiles do Grupo Especial do Rio Carnaval 2026 serão vendidos nesta quinta-feira

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) realiza nesta quinta-feira (5) a venda dos ingressos populares para o Rio Carnaval 2026. Com o preço de R$ 10 (R$ 5 a meia-entrada), será possível garantir um lugar nos setores 12 ou 13 da Marquês de Sapucaí para os desfiles do Grupo Especial.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Assim como no último ano, as vendas acontecerão na plataforma da Ticketmaster Brasil, a partir das 10h. Será possível adquirir entradas para todos os dias de desfiles competitivos – domingo, segunda e terça-feira –, além do Sábado das Campeãs. Basta acessar o link https://www.riocarnaval.com/ingressos e clicar em Arquibancada.

Ingressos gratuitos para o Setor 1

Um dos locais preferidos dos sambistas que gostam de acompanhar o tradicional “esquenta” das escolas de samba, o Setor 1 receberá uma nova etapa de cadastro gratuito neste sábado, a partir das 8h. Depois de percorrer as quadras das agremiações para receber torcedores e componentes, chegou a vez do Sambódromo, onde cada espectador poderá registrar, no espaço montado atrás do Setor 11, na Avenida Salvador de Sá, a biometria facial para um dia de desfile competitivo à escolha, além do Sábado das Campeãs.

Para validar a participação, basta levar um documento oficial que contenha foto e CPF, como RG ou CNH. Menores de idade devem estar obrigatoriamente acompanhados dos responsáveis. O cadastro irá até as 14h ou até esgotarem as vagas disponíveis.

Os desfiles competitivos do Rio Carnaval 2026 acontecerão nos dias 15, 16 e 17, com as seis melhores colocadas voltando para comemorar no Sábado das Campeãs, dia 21.

Público reage sobre os ensaios técnicos da Viradouro, Imperatriz, Grande Rio e Beija-Flor

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A noite de domingo chegou para finalizar o primeiro final de semana dos ensaios técnicos do Grupo Especial, com apresentações da Unidos do Viradouro, Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos do Grande Rio e Beija-Flor de Nilópolis. Apesar da chuva forte, a noite foi marcada por um público apaixonado e pronto para enfrentar os obstáculos com alegria para viver a magia do carnaval. Os espectadores ficaram encantados e surpreendidos com o desempenho de cada escola. Foi uma noite emocionante, marcada pela potência das comunidades e pela paixão do público, que se manteve ali do início ao fim, reafirmando o amor e o pertencimento de estar na Marquês de Sapucaí. Cada pessoa com sua perspectiva, impressões e opiniões sobre as escolas, sobretudo unidas em prol do maior espetáculo da Terra.

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Foto: Vítor Melo/Divulgação Rio Carnaval

Renata Cristina, de 49 anos, mãe de santo e torcedora da Vila Isabel, nasceu na segunda-feira de carnaval e esteve presente no ensaio para começar as comemorações de seu aniversário e aproveitar o espaço para tirar fotos que serão exibidas no painel de sua festa. Renata afirma que amou os ensaios, mas que a melhor escola da noite foi a Grande Rio.

“A Grande Rio levantou para mim mais população. Sabe qual é a minha escola de samba? Vila Isabel, mas eu amei tudo. Amei a comissão de frente da Beija-Flor e da Grande Rio. Para mim, maravilhosa. A Beija-Flor me surpreendeu mais por causa da evolução, a coreografia, o passo ensaiado, foi tudo muito bonito, mas a Grande Rio fez um belo desfile”, afirma Renata.

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Renata Cristina, de 49 anos, mãe de santo e torcedora da Vila Isabel

O chefe de cozinha Luiz Fernando Bento, de 31 anos, esteve na frisa 3 assistindo ao ensaio do início ao fim e também falou sua perspectiva sobre cada escola.

“Todas as escolas tiraram onda, mas a Viradouro tem que levantar o samba dela, porque o samba dela está muito para trás… A Grande Rio tem que levantar o samba, que é uma escola boa, porque não adianta ter dinheiro e o samba estar lá atrás. O que vale é o samba. Agora, Beija-Flor e Imperatriz hoje tiraram onda”, afirma Luiz.

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Chefe de cozinha Luiz Fernando Bento, de 31 anos

Para ele, o samba que mais rendeu na avenida foi “Bembé”, da Beija-Flor de Nilópolis, que também considera ter sido a melhor da noite. Porém, ficou surpreso com o desempenho do canto da Viradouro e da Grande Rio.

“Eu fiquei surpreso com a Viradouro. Eu pensei que a Viradouro e a Grande Rio iam vir botando para frente, mas o samba estava muito lá atrás, a bateria tem que melhorar um pouquinho. Mestre Ciça tirou onda, a bateria do mestre Ciça, todo respeito, vamos respeitar, mas o samba em si está um pouco para trás. Vamos levantar mais esse samba”, diz Luiz Fernando.

Débora Inaê, de 23 anos, estudante, também classificou a Imperatriz Leopoldinense como a melhor da noite. Mesmo sendo torcedora apaixonada da Unidos do Viradouro, ela afirma que a Imperatriz “rasgou” a Sapucaí.

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Débora Inaê, de 23 anos, estudante

“Eu sou viradourense, porém eu acho que a Imperatriz este ano leva porque veio muito mais animada, veio explosiva. Ela explodiu a Sapucaí, ela rasgou a Sapucaí inteira. Com chuva, com sol, ela veio e rasgou a Sapucaí. Minha Viradouro também, porém eu senti mais animação da Imperatriz”, diz Débora.

Débora ficou surpresa com o rendimento da Beija-Flor: “A surpresa para mim foi a Beija-Flor, porque eu já vi ela ‘morta’, muito ‘morta’ na avenida. Não sei se é porque este ano, como ela é a campeã, ela veio rasgando… não sei. Mas este ano ela veio rasgando bonito também”.

Tauã Martins, de 20 anos, estudante de Direito e torcedor da Vila Isabel, também esteve presente no ensaio técnico e, apesar de afirmar que todas as escolas estão bem, acredita que a Beija-Flor e a Imperatriz foram as que tiveram melhor rendimento, principalmente no samba, e também classificou o ensaio da Imperatriz como o melhor da noite.

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Tauã Martins, de 20 anos, estudante de Direito e torcedor da Vila Isabel

“Imperatriz, porque eu gostei mais da bateria, achei que a bateria deu mais vida. Toda a escola estava cantando. A Beija-Flor foi muito ajudada pelo povo, eu acho. A Grande Rio. Não achei que ela viria tão abaixo no rendimento, achei que ela viria melhor”, afirma ele.

Amor ao pavilhão: Rute e Julinho emocionam no primeiro ensaio técnico da Viradouro na Sapucaí e reafirmam devoção pela escola

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O primeiro ensaio técnico do ano da Viradouro na Marquês de Sapucaí foi marcado não apenas pelo excelente desempenho técnico do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rute Alves e Julinho Nascimento, mas também por momentos de intensa emoção e demonstração de força. O casal entrou na avenida logo após Julinho receber uma notícia pessoal extremamente delicada e, mesmo diante da dor, ele demonstrou profissionalismo, dedicação e profundo respeito à escola. Julinho foi fortemente amparado por Rute, pela comunidade e por toda a Viradouro. Esse apoio e sensibilidade renderam elogios sinceros da porta-bandeira, que falou sobre a agremiação com imensa gratidão.

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“Eu tenho 30 anos de carnaval e o Julinho tem 36. Talvez hoje tenha sido a maior prova que nós tivemos que dar como profissionais e como respeito à nossa escola, a esse público e ao nosso mestre. E, com isso, independentemente das situações coreográficas, eu dou nota 10 para o nosso ensaio, sem modéstia. E não estou me referindo apenas à coreografia. A Viradouro é realmente uma escola diferenciada. Infelizmente, porque o que ela é deveria ser unanimidade entre todas as outras, independentemente de situação financeira. Eu não estou falando em cifras, falo de respeito, de apoio, de um contribuir, um ajudar, um torcer pelo outro. Quero agradecer muito à nossa diretoria, aos Marcelos e ao Kiko, que deram a oportunidade de nós dois não ensaiarmos hoje, principalmente o Julinho. E, ainda assim, nós entramos na avenida fazendo o nosso papel”.

Quando se fala em emoção, é impossível não lembrar do enredo da Viradouro para este carnaval, que homenageia o mestre de bateria Ciça, o lendário “Mestre Caveira”, figura histórica da escola e agora celebrado em vida. Ao comentar o samba-enredo, Julinho não poupou palavras para exaltar o legado do homenageado, deixando evidente sua admiração pelo mestre, tanto como símbolo do carnaval quanto como ser humano.

“Eu acho que não só nós, mas todos da Viradouro nos sentimos homenageados. Todos nós nos sentimos Ciça, todos nós somos um Ciça na avenida. Quem conhece e convive com ele sabe exatamente quem é o Ciça.

Cada um está deixando um pouquinho do Ciça na dança: nas características, na personalidade dele, nesse jeito brincalhão e, principalmente, no ser humano que ele é.

Só quem conviveu com ele, sejam diretores ou ritmistas, sabe o ser humano que o Ciça é. Cada um de nós quer deixar uma emoção a mais, um algo a mais nesse desfile. Esse desfile vai ser por ele. Independentemente do resultado da Viradouro. que todos nós queremos, com respeito a todas as coirmãs. vai ser uma grande comoção, uma grande emoção. Não só os desfilantes da Viradouro, mas todo sambista e todo o Sambódromo vão se emocionar com essa homenagem ao Ciça”.

Questionados sobre a responsabilidade de, por mais um ano, defenderem o pavilhão vermelho e branco e sobre a busca pelos tão desejados 40 pontos, o casal fez questão de destacar o comprometimento com a escola.

“Acredito que a gente permaneça por tantos anos dançando e defendendo a bandeira pelo nosso profissionalismo. Estar tanto tempo à frente do pavilhão, com a escola acreditando que eu e Julinho podemos honrar essa responsabilidade, é algo muito grandioso. É muita honra, é muita gratidão: à minha fé, a tudo que me guia e à minha irmandade com o Julinho. Ano passado tivemos um êxito maravilhoso em relação aos resultados, mas acreditamos que isso acabou na quinta-feira depois da Quarta-feira de Cinzas. Na quinta-feira, zera tudo. Estamos ensaiando mais do que ensaiamos no ano passado, nos dedicando ainda mais para continuar ajudando a nossa escola a ser campeã”, afirmou Rute, visivelmente emocionada.

No aspecto técnico, Julinho comentou as mudanças provocadas pela cabine espelhada e como elas exigem ainda mais atenção e entrega dos casais durante a apresentação.

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Fotos: Luiz Gustavo e Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“O que muda é a exigência de estarmos o tempo todo atentos, não só aos jurados, mas aos dois lados da pista. Isso nunca foi uma preocupação tão grande, porque sempre existia uma atenção maior à cabine julgadora, o que acabava sendo vantajoso para quem estava daquele lado. Hoje, precisamos dançar e apresentar o pavilhão para os dois lados. Mesmo a dança sendo circular e cíclica, existem momentos em que estamos mais voltados para um lado do que para o outro, dependendo de onde o jurado esteja. Com a cabine espelhada, essa preocupação é constante durante toda a apresentação. Eu acho que o público ganha com isso e, nessa adaptação, entendemos que é muito mais valoroso apresentar para os dois lados”.

Em um dos momentos mais marcantes da entrevista, Julinho deixou uma mensagem carregada de fé e resiliência, refletindo o que viveu naquele dia ao lado da amiga e parceira de dança.

“Uma mensagem que resume tudo o que eu estou sentindo hoje, ao lado da Rute, e que levo para a minha vida, assim como ela leva para a dela, é que ainda temos muita lenha para queimar.

Deus é misericordioso, Deus é bom demais, e nada é por acaso. Tudo vem para nos fortalecer. Mais cedo ou mais tarde, entendemos, no tempo de Deus — e não no nosso — os propósitos Dele. Mesmo quando não entendemos, Deus sabe o que está fazendo. Hoje foi uma grande prova. Eu tenho comigo uma mulher muito forte, uma verdadeira fortaleza. A gente se abraça muito nesses momentos e se fortalece. Com o apoio da escola, da gestão, da diretoria, dos componentes, das pessoas, isso só nos levantou ainda mais. Estamos muito felizes, apesar dos pesares”.

Rute retribuiu o carinho do companheiro de dança na mesma intensidade. “Eu dou 10 para o meu mestre-sala e quero dizer que tenho muito orgulho de ser a porta-bandeira dele. A escolhida do coração dele”.

Camaleônica: Comissão de Frente da Imperatriz contempla multiplicidade de Ney Matogrosso

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A Rainha de Ramos, em 2026, presta homenagem ao lendário cantor Ney Matogrosso, artista conhecido por suas múltiplas facetas e pela diversidade de sua obra. Diante da vastidão de seu repertório e de sua trajetória, a escola se lança em inúmeras possibilidades criativas. Em conversa com o CARNAVALESCO, na véspera do primeiro Ensaio Técnico na Sapucaí, o coreógrafo Patrick Carvalho compartilhou que os “Neys” apresentados pela escola refletem a multiplicidade do artista.

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“O Ney é uma parada muito desafiadora, porque a cada ensaio poderia fazer uma comissão diferente sobre ele. A gente fez uma no mini desfile, vai fazer uma aqui, talvez faça outra depois, porque é muita coisa. E o mais difícil dessa comissão deste ano foi escolher o que fazer. O Ney é muito artista, é muito aberto”, explicou o coreógrafo.

Com álbuns que marcaram época e visuais icônicos ao longo de mais de 50 anos de carreira, Patrick também relatou a dificuldade de representar um artista tão diverso em referências e revelou a importância da orientação do carnavalesco Leandro Vieira no processo criativo.

“Não dá para resumir o Ney numa comissão. Dá vontade de falar de tudo, de fazer de tudo, porque você vai no Secos e Molhados e pensa: ‘é lindo’. Daqui a pouco olha ‘Rosa de Hiroshima’ e é mais lindo ainda. ‘O Homem de Neanderthal’ é mais lindo ainda. Dá vontade de colocar tudo numa comissão. E o Leandro falou pra mim: ‘calma, vamos escolher alguma coisa para falar dele’. A maior dificuldade foi escolher o que dizer sobre o Ney”, refletiu.

Em um ano de novidades na Sapucaí, as escolas terão critérios diferentes de avaliação para as Comissões de Frente, exigindo adaptações. Diante disso, Patrick revelou que a coreografia será abrangente e interativa, ocupando toda a pista.

“A gente vai fazer o que o julgador está pedindo e o que a Liesa está pedindo. Vai ser 360 graus, para todos os lados. Então é muito do jurado entender, em poucos segundos, e pensar: ‘isso foi pra mim’. Ele não tem dois minutos exclusivos, ele tem segundos para entender que aquilo é para ele”, contou.

Para embalar a homenagem à vida e à obra de Ney Matogrosso, a escola optou por uma junção de sambas, estratégia já utilizada no vice-campeonato de 2024. Para este ano, Patrick aposta na força da obra na avenida.

“A Imperatriz teve muito sucesso com a ‘Cigana’ na junção, e eu acho que este ano, mais uma vez, esse samba vai explodir na avenida. A gente vai sentir isso agora, pela primeira vez. Na rua, a escola abraçou, a comunidade abraçou, e as pessoas que assistem cantam junto com a gente. Mas hoje a gente vai sentir o poder desse samba”, declarou.

Em seu segundo ano na escola, e também à frente da Comissão de Frente da União de Maricá, o coreógrafo destacou seu amor pelo quesito e pela responsabilidade de representar Ney Matogrosso.

“A Comissão de Frente salva a minha vida. É ela que me dá um norte, tanto profissional quanto como ser humano. É o que me faz me inspirar em outras pessoas e também inspirar outras pessoas”, afirmou.