A Unidos da Tijuca vai selecionar componentes para a Comissão de Frente que vai para a Avenida no próximo carnaval. A audição acontece neste sábado, 24 de junho, às 16h, na Escola de Dança Petite Danse, na Tijuca. Não é necessário fazer uma inscrição prévia.
O coreógrafo Sérgio Lobato busca por homens e mulheres de qualquer raça, acima de 18 anos, com aptidão para dança e disponibilidade para ensaios. O pré-requisito é ter experiência em algum tipo de dança: clássica, jazz, moderna ou urbana, carisma, projeção cênica e comprometimento. Para participar da audição, basta comparecer ao local da seleção, usando trajes leves.
No carnaval 2023, Sérgio Lobato fez história com a Tijuca na Sapucaí sendo a primeira escola a utilizar a iluminação da Avenida na projeção da apresentação para as cabines julgadoras. Cria da casa, foi na Unidos da Tijuca em 2006 que o artista assinou seu primeiro trabalho no Grupo Especial com o então carnavalesco Paulo Barros, no ano em que a agremiação falou sobre a música. Lobato, que já foi diretor artístico do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e do Teatro Bolshoi no Brasil, iniciará os trabalhos imediatamente após a audição e seleção do elenco.
Em 2024 a Unidos da Tijuca será a quinta escola a desfilar no domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro na Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial com o enredo “O Conto de Fados”. A Escola de Dança Petite Danse fica localizada na rua Uruguai nº 463 – Tijuca
Enfim, a espera acabou! Na noite da última sexta-feira os desfiles das escolas de samba de Brasília voltaram após nove anos. Sete agremiações passaram pela passarela Marcelo Sena, sendo quatro do Grupo de Acesso e três do Grupo Especial. Para entender como funciona, sete entidades da segunda divisão vão desfilar e terá um acesso e um descenso. Essa é uma nova regra implantada provisoriamente devido aos anos sem a realização das apresentações no Distrito Federal. Sendo assim, as destaques da noite foram Vicente Pires e ARUC. As escolas que desfilam no sábado terão que batalhar muito para alcançar as duas. Cumpriram toda a cartilha de uma agremiação de campeonato.
A Vicente Pires investiu e levou para o desfile o grande intérprete Wantuir e o casal de mestre-sala e porta-bandeira Sidclei Santos e Marcella Alves. Todos são experientes e renomados no carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação que tem o verde como predominante ainda brincou com sua bateria e também teve destaque para a comissão de frente.
Gritados pela torcida na arquibancada, a ARUC foi impecável. Levou um contingente enorme de componentes. Alegorias, fantasias e toda a parte plástica da escola estavam alinhadas com o propósito e ambições que a maior campeã sempre teve. A frente do desfile com a comissão de frente, o casal de mestre-sala e porta-bandeira foi o destaque principal.
Grupo de Acesso
Coruja Serrana de Sobradinho II
Desfilando pelo Grupo de Acesso, a escola foi a responsável por abrir os desfiles de Brasília após nove anos. Porém o desempenho não foi satisfatório. Devido ao pequeno número de componentes, a Serrana não soube se comportar na pista e abriu vários buracos. Esses espaçamentos também se notaram entre as fileiras da ala. Além disso, deu para notar que a maioria dos desfilantes não sabiam o samba-enredo, que foi cantado pelo renomado intérprete Nêgo. Analisando a comissão de frente na cabine do meio, observou-se componentes fazendo danças e passos com os pés sem sincronismo.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Os pontos positivos ficam para o conjunto de fantasias. A escola optou por usar o colorido em praticamente todas as alas, principalmente, nas vestimentas da comissão de frente.
Outro fator a se destacar foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Executaram o bailado corretamente, mas a ala posterior não soube lidar com o tempo que a dupla precisou para se apresentar frente à cabine dos jurados e avançou um espaço considerável, configurando o buraco.
A bateria, que tinha o mestre Dinho, da Unidos de Padre Miguel, ajudando o mestre Rodrigo, teve um comportamento correto. Destaque para os surdos de marcação, que desfilaram com uma afinação grave.
Unidos de Vicente Pires
Uma grande apresentação! Com o enredo: “Nas águas sagradas desperta a Senhora da fertilidade do espelho de Oxum ao reflexo da força da mulher”, a Vicente Pires, segunda escola a desfilar na passarela, fez grande exibição de ponta a ponta. Começando pela comissão de frente, onde os integrantes desfilavam livremente e representavam certas entidades, como Exú ou Zé Pilintra carregando uma garrafa na mão. A personagem do enredo, a orixá Oxum foi a protagonista e desfilou com uma fantasia toda dourada.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
Um dos destaques principais foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei Santos e lAlves, que pegaram um avião diretamente do Rio de Janeiro, pediram licença ao Salgueiro e ostentaram o pavilhão da Vicente de forma brilhante.
Outro ponto que vale destacar de forma extremamente positiva é o intérprete Wantuir. O cantor teve uma noite exatamente de Rio de Janeiro. Se ele falava que estava se sentindo em casa, realmente – fechou os olhos e se imaginou na Sapucaí. Elevou de patamar o samba-enredo da agremiação, que é composto por Diego Nicolau, Dilson Marimba e Luciano Ibiapina.
Bateria com bossas nos refrões empolgaram, além de fantasias bem acabadas e criativas. Destaque para a primeira, que era toda preta e levava um escudo com uma frase escrita “O Brasil é Preto!”.
Unidos da Vila Paranoá
Terceira escola a desfilar, a Vila Paranoá teve grandes problemas de evolução. Perto do minuto 21 o abre-alas quebrou e começou a andar devagar. Isso criou um grande espaçamento entre a comissão de frente, carro abre-alas e casal de mestre-sala e porta-bandeira, o que ocasionou estresse nos integrantes de harmonia. A agremiação pode ser fortemente penalizada por isso, pois o fato ocorreu perto da cabine de jurados que fica localizada no centro da pista.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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De resto se viu um desfile regular. Destaque para a bateria, que abusou das bossas em todas as partes do samba. O surdo de terceira foi predominante e pode ser registrado como característica do ritmo da agremiação.
As fantasias e alegorias eram monocromáticas e feitas com materiais simples, mas de fácil entendimento. Algumas com teor de praticamente roupas normais, como a fantasia da bateria. Os ritmistas desfilaram de regatas, chapéus e calças. Destaque para o abre-alas em vermelho e preto, que são as cores de Zé Pilintra, enredo da Vila Paranoá.
O tema da escola é intitulado como “Paixão, boemia, malandragem e fé, pode me chamar de seu Zé”. Uma homenagem à entidade da umbanda, Zé Pilintra.
Unidos do Varjão
Fechando os desfiles do Grupo de Acesso no primeiro dia, a Unidos do Varjão teve como enredo “Tim Maia”. Falando de componentes na pista, a parte de evolução foi segura. Não houve buracos e nem falhas do tipo. Porém, ninguém da escola sabia o samba e o canto foi nulo. Os desfilantes apenas dançavam de um lado para o outro.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Analisando o casal de mestre-sala e porta-bandeira frente à cabine do meio, foi observado que executaram somente a coreografia dentro do samba. Os giros horário e anti-horário não foram feitos.
O destaque principal vai para a bateria. Apesar do samba não render na voz dos componentes, o carro de som e o ritmo da agremiação corresponderam fortemente. A bateria brincou, fez festa e executou bossas dentro do hino inteiro da escola.
O mais importante é que a escola se preocupou em todo momento respeitar a história de Tim Maia e fazer a homenagem correta. As alegorias representaram muito bem isso, principalmente, a última que representava o “Edifício MPB”.
Grupo Especial
Unidos da Vila Planalto
Abrindo os desfiles do Grupo Especial, a Vila Planalto levou o enredo infantil intitulado como: “Gira Gira, Vamos Todos Cirandar, Vamos Dar a Meia Volta e Meia Volta, Vamos Dar, Pluft Plaft Zum, Não Vai a Lugar Nenhum…”. Com enredo leve, a escola teve um desfile de altos e baixos. Teve aspectos positivos e apresentou alguns problemas. O canto foi bastante prejudicado. A maioria dos componentes sabiam poucas partes do samba, principalmente, o refrão do meio que é a parte mais fácil de ser cantada. Em contrapartida, os integrantes que conheciam a letra, cantavam a plenos pulmões.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Outro problema é que nas duas alegorias, a Planalto apresentou falhas no acabamento. Especificamente na pintura das esculturas, sendo o abre-alas com partes brancas graves. Vale ressaltar que as ideias foram ótimas. O segundo carro da bruxa levando o terror foi muito bem elaborado, tinha iluminação, mas as falhas na pintura podem comprometer a escola.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira apresentou um bailado correto e aparentemente estavam bastante emocionados. A estratégia feita foi principalmente usar os giros horários e anti-horários.
A parte principal foi a comissão de frente. Uma entrada sensacional. Haviam duas crianças (um menino e uma menina) brincando em uma espécie de carrinho que tinha uma bola. Ainda dentro da comissão de frente, apresentavam componentes vestidos em coloridos com belas fantasias. Em determinada parte da coreografia, todos coreografavam juntos e faziam uma atuação brilhante. Remetendo a magia da infância. De fato, a melhor credencial apresentada.
Por fim, as fantasias tiveram um colorido predominante, visto que o tema pedia isso. Sem erros de acabamento e o material usado foi satisfatório.
Águia Imperial de Ceilândia
“África, berço da humanidade e do conhecimento” é o enredo que a segunda maior campeã do carnaval brasiliense levou para a avenida. Para contar o tema, a escola nove vezes campeã apostou em duas alegorias de estruturas impecáveis. Destaque para o abre-alas, com uma águia, que como diz no nome é o símbolo maior da agremiação. O segundo carro alegórico levou a savana africana com uma grande escultura de leão e outros animais.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Outro grande acerto da Águia foi a evolução. Diferente de todos os outros desfiles, a escola optou por fazer uma montagem diferente. Não fizeram o padrão de comissão, casal e alegoria. Isso deu problemas e ocasionou problemas nas outras adversárias. A montagem da Imperial consistia em: comissão de frente, abre-alas, duas alas e após os dois casais apareceram. Evitou os espaços indesejados.
Vale ressaltar a bateria. Forte pegada, bossas e grande empolgação dos ritmistas. Desenho dos tamborins, caixas e surdos se sobressaíram para a sonora da bateria se destacar.
O belo casal de mestre-sala e porta-bandeira foi um dos destaques da noite. Fizeram a coreografia dentro do samba, os giros rápidos e mostraram o pavilhão para a cabine com segurança.
Porém, a Águia foi outra escola que teve problema no canto. Muitas pessoas sabiam o hino, mas dava para notar que outros componentes estavam ali apenas compondo espaço para vestir a sua fantasia, se divertir e compor a evolução.
ARUC
A soberana, maior campeã do Carnaval do Distrito Federal com 31 títulos, foi a melhor entre as três do Especial na noite. Cumpriu todos os requisitos que uma escola precisa para ser vencedora. Os componentes cantaram, dançaram e vibraram com a volta dos desfiles na cidade. Teve festa na arquibancada assim que a ARUC foi anunciada. A torcida gritava o nome da agremiação. Serviu de combustível para os desfilantes darem o seu melhor. Até o momento, a ARUC é a escola a ser batida.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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A entrada da escola foi sensacional. A comissão de frente mostrou um repertório de coreografia. Diferente das outras, a ala parou e se virou para as cabines de jurados com o objetivo de mostrar a sua dança.
O acabamento das alegorias ficou incrível. A águia, que é o símbolo da entidade, veio no abre-alas e a escultura apresentava um grande realismo. As fantasias usaram bem a palheta de cores e estavam bem feitas.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira teve um desempenho satisfatório. Destaque para a dança que não se viu em outro dançarino das escolas do Grupo Especial.
“Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima” é o enredo. Se trata justamente da volta dos desfiles das escolas de samba e da resistência do samba.
Está chegando a hora para a volta dos desfiles das escolas de samba de Brasília! O site CARNAVALESCO transmite nesta sexta-feira (19h50 – VEJA AQUI) e no sábado com o comando de Milton Cunha. A análise da estrutura da passarela Marcelo Sena foi feita e dá para dizer que está em perfeitas condições. As arquibancadas são de ferro, duas delas ficam localizadas ao lado do recuo, o que é sensacional para sentir a bateria a todo instante. Os jurados ficarão em cabines e terão camarotes para diretorias das escolas, artistas, convidados e políticos do Distrito Federal. A passarela foi feita para receber aproximadamente seis mil pessoas.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
No evento da lavagem que ocorreu na última quinta-feira, os testes de som e iluminação deram certo. Tocou-se sambas-enredo, houve discursos e nada falhou. Ainda terá um telão no recuo de bateria, provavelmente com o pavilhão da agremiação do momento, atrás de onde os ritmistas vão ficar posicionados.
A pista mede aproximadamente 220 metros e 10 de comprimento. O chão está sendo pintado diariamente com tinta branca. O objetivo é deixar cada vez mais brilhante para o componente passar. Para sexta e sábado a entrada é gratuita. O sambista irá curtir os desfiles livremente, além do investimento feito ser reconhecido juntamente com o povo.
O coordenador geral do evento, Luciano Ibiapina, conversou com o CARNAVALESCO e deu mais detalhes de como tudo foi feito.
“Essa estrutura foi pensada com muito carinho, tanto para a população do Distrito Federal, como para as escolas. São nove anos de desfiles, estamos com uma estrutura de capacidade para 6 mil pessoas. Todos estão liberados para trazer a sua latinha para curtir na avenida. Tem que ser lata, não trabalhamos com vidro. A gente vai ter muitas novidades legais. Nós temos camarotes que estão sendo montados para as próprias escolas com o objetivo de homenagear presidentes. Nós temos também camarotes para autoridades do Distrito Federal que vão estar prestigiando esse evento, tanto do Ministério Público como da prestação de contas. Isso é muito importante para o andamento para que a gente possa almejar um Carnaval maior no ano que vem”, explicou.
Jurados e cabines
Um dos destaques da passarela é a visão dos jurados. Principalmente a cabine do meio, que fica em frente ao recuo da bateria. “Esse ano nós temos três cabines de jurados. Na concentração já começamos com uma, depois outra no meio da avenida e fecha com uma no final. Nosso regulamento prevê que os quesitos tenham que fazer apresentação aos jurados. Estamos com 29 jurados, uma lisura bem transparente para não correr risco de interferência no resultado”, declarou Luciano.
O sonho de um Sambódromo é antigo e, de acordo com Luciano, a Liga está junto com o governo para tentar fazer acontecer. “Nosso objetivo enquanto Liga também é construir o nosso Sambódromo em breve. A gente vai conversar com o governo para ver como vai ser essa construção do espaço em Brasília. Temos um projeto belíssimo do Oscar Niemeyer. Pode ser que para o ano que vem não aconteça, mas vamos estar juntos com o governo. O objetivo é melhorar ano que vem ou manter”, disse.
A temporada de ensaios técnicos para o Carnaval SP 2024 já tem data para começar. A partir do dia 12 de janeiro, as 33 escolas de samba filiadas à Liga-SP passam pelo sambódromo do Anhembi. Ao todo, são mais de 50 ensaios técnicos abertos ao público, com entrada gratuita, de quinta a domingo. A grade de ensaios está sujeita à alteração. Veja a programação:
Foto: Felipe Araujo/Liga-SP
12/01 – Sexta-feira
20H30 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
21H35 – COLORADO DO BRÁS
22H40 – UNIDOS DE SÃO MIGUEL
13/01 – Sábado
17H40 – TORCIDA JOVEM
18H40 – UNIDOS DE VILA MARIA
19H40 – BARROCA ZONA SUL
20H45 – INDEPENDENTE TRICOLOR
21H50 – VAI-VAI
22H55 – TOM MAIOR
14/01 – Domingo
16H00 – ROSAS DE OURO
16H50 – IMPERATRIZ DA PAULICEIA
17H40 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
18H40 – DRAGÕES DA REAL
19H45 – MOCIDADE ALEGRE
20H50 – IMPÉRIO DE CASA VERDE
18/01 – Quinta-feira
21H35 – ÁGUIA DE OURO
19/01 – Sexta-feira
20H30 – X-9 PAULISTANA
21H35 – MANCHA VERDE
22H40 – NENÊ DE VILA MATILDE
20/01 – Sábado
16H00 – UNIDOS DE SÃO LUCAS
16H50 – AMIZADE ZONA LESTE
17H40 – UIRAPURU DA MOOCA
18H40 – TORCIDA JOVEM
19H40 – ROSAS DE OURO
20H45 – BARROCA ZONA SUL
21H50 – INDEPENDENTE TRICOLOR
22H55 – CAMISA VERDE E BRANCO
21/01 – Domingo
16H00 – PRIMEIRA DA CIDADE LÍDER
16H50 – UNIDOS DO PERUCHE
17H40 – PÉROLA NEGRA
18H40 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
19H45 – GAVIÕES DA FIEL
20H50 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
25/01 – Quinta-feira
18H40 – IMPERADOR DO IPIRANGA
19H40 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
20H45 – ROSAS DE OURO
21H50 – GAVIÕES DA FIEL
26/01 – Sexta-feira
20H30 – MORRO DA CASA VERDE
21H35 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
22H40 – CAMISA VERDE E BRANCO
27/01 – Sábado
16H00 – VAI-VAI
16H50 – NENÊ DE VILA MATILDE
17H40 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
18H40 – UNIDOS DE VILA MARIA
19H40 – ÁGUIA DE OURO
20H45 – MANCHA VERDE
21H50 – MOCIDADE ALEGRE
22H55 – IMPÉRIO DE CASA VERDE
28/01 – Domingo
16H00 – CAMISA 12
16H50 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
17H40 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
18H40 – TOM MAIOR
19H45 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
20H50 – DRAGÕES DA REAL
Ensaios técnicos
O momento de preparação técnica das escolas de samba tornou-se, ao longo dos anos, um dos eventos públicos que compõem a agenda do Carnaval paulistano. Muito esperados pelos sambistas mais assíduos, os ensaios técnicos gerais são como uma prévia do desfile oficial, sem fantasia e sem alegoria. Para as escolas, um passo importante para testar a eficácia do planejamento do espetáculo. Para o público das arquibancadas, uma oportunidade de ter um spoiler do que vem por aí, encontrar e fazer novas amizades, além de escolher o melhor lugar para assistir aos desfiles oficiais. Os ensaios técnicos acontecem no sambódromo do Anhembi, com entrada gratuita.
Pela primeira vez em sua história, a Beija-Flor será a segunda agremiação a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí em um domingo de Carnaval. Devido ao histórico de notas baixas e colocações ruins de quem desfila nesta ordem, a missão da escola de Nilópolis é desafiadora. Episódios recentes provaram ser possível quebrar este estigma.
Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO
Em 2019, a Unidos do Viradouro, que retornava ao Grupo Especial, terminou com um vice-campeonato desfilando nesta posição, com o enredo “Viraviradouro”, assinado por Paulo Barros. Já no ano seguinte, a mesma vermelha e branca de Niterói foi além e faturou o título se apresentando como segunda de domingo com “Viradouro de Alma Lavada”, desenvolvido pela dupla Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira. Esses dois casos de sucesso servem como provas para que João Vitor Araújo, carnavalesco que fará sua estreia na Beija-Flor em 2024, siga confiante e apostando suas fichas em um possível título nilopolitano.
“Eu tenho a Viradouro como um grande exemplo. Uma escola grande, forte, de comunidade, que canta, que sabe desfilar, e que foi campeã nesta posição. A Beija-Flor também pode ser, afinal somos uma escola gigantesca, de uma comunidade apaixonada, que canta a plenos pulmões… Então, obviamente, é uma posição que olhando rapidamente choca. Porém, a Beija-Flor sabe desfilar independente de qualquer coisa. Com todo respeito as coirmãs, agora é trabalhar, escolher um excelente samba, que tenho certeza que a comunidade de Nilópolis vai dar conta do recado”, garantiu João Vitor em entrevista ao site CARNAVALESCO.
Por ter caído em uma posição de desfile com numeração par, a Beija-Flor irá se concentrar no lado do Balança Mas Não Cai em 2024. Ao ser questionado sobre isso, João Vitor Araújo não escondeu que preferia os Correios, mas ressaltou que ainda há bastante tempo para fazer todos os ajustes necessários para não enfrentar problemas no grande dia.
“A gente sempre torce para cair do lado dos Correios pela facilidade da montagem da escola. O sorteio é importante, porque a gente a partir dele, já com a definição entre Correios e Balança, trabalha com um determinado tipo de estratégia na hora de executar as alegorias. Então, no caso do Balança, a gente tem todo um cuidado a mais, todo o processo tem que ser feito muito rápido, o viaduto está logo na esquina… Então, tudo isso vai ser trabalhado, pensado e repensado para que no dia do desfile saia perfeitamente”, afirmou.
Chegada de João Vitor Araújo a Deusa da Passarela
João Vitor Araújo foi anunciado como novo carnavalesco da Beija-Flor de Nilópolis no começo de março deste ano. Ele assumiu o posto depois das saídas de Alexandre Louzada e André Rodrigues. Sobre a recepção e o início do trabalho na nova casa, João comentou:
“Estou muito feliz com essa minha chegada na Beija-Flor. Estou sendo muito bem amparado, muito bem conduzido, e a única resposta que posso dar para esse carinho que a escola está tendo comigo é trabalhando arduamente. Está sendo algo delicioso, que está sendo feito com muito esmero, e que o resultado terá o padrão Beija-Flor de Nilópolis”, declarou o artista durante conversa com o site CARNAVALESCO.
Com passagens por Viradouro, Rocinha, Unidos de Cabuçu, Unidos de Padre Miguel e Cubango, João Vitor foi contratado pela Deusa da Passarela após realizar um trabalho elogiado por público e critica em 2023. Na ocasião, ele assinou o enredo “Mogangueiro da Cara Preta”, junto da consagrada carnavalesca Rosa Magalhães, que rendeu um oitavo lugar para o Paraíso do Tuiuti.
“Todo artista, principalmente aqueles que como eu enfrentaram muitas dificuldades nos trabalhos anteriores, merecem um pouco de estrutura. Eu acho ruim quando as pessoas atribuem o merecimento de um trabalho em uma escola com uma condição melhor só aos consagrados. Aqueles também que passaram por dificuldades na Série Ouro ou até mesmo em escolas do Grupo Especial merecem conhecer um pouco de uma estrutura melhor. Costumo dizer que o sol nasce para todos e que todos merecem o céu. Então, eu acho que isso faz toda a diferença”, argumentou.
Antes mesmo de receber sua primeira chance como carnavalesco principal, João Vitor exerceu diferentes funções nos mais diversos barracões. A estreia foi na Portela, ao lado de Alexandre Louzada, durante os preparativos para o Carnaval 2001. Na sequência, passou cinco anos na Mangueira, como aderecista e chefe de adereços de Max Lopes. Ele trabalhou ainda com Paulo Barros na Viradouro e Fábio Ricardo na Rocinha.
“Ninguém merece sofrer a vida inteira. Fazer o falso luxo parecer luxo de fato, fazer com pouco e dar a impressão que é muito, é extremamente desgastante. Todo mundo pensa que é muito fácil, mas você tem que pensar 20 vezes mais, testar 30 vezes mais, para chegar naquele efeito. E a quantidade de dias e de energia que se perde com isso, você acaba envelhecendo uns 30 anos em um Carnaval”, relatou João Vitor.
Enredo patrocinado
Em 2024, a Beija-Flor levará para a Avenida o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”. O tema irá explorar a cultura popular da capital alagoana e terá como ponto central a história de Benedito dos Santos, um homem analfabeto, que ganhava a vida como engraxate, mas que se tornou um famoso folião soberano. Ele era conhecido por suas histórias, entre as quais a envolvendo um parentesco direto dele com o último imperador da Etiópia.
O desfile contará com um aporte financeiro da Prefeitura de Maceió, que por meio da Secretaria Municipal de Turismo, destinará uma quantia de R$ 8 milhões para ajudar a custear o Carnaval da Beija-Flor. Para o site CARNAVALESCO, João Vitor falou sobre a experiência de trabalhar com um enredo patrocinado e recordou que esta não é a primeira vez.
“Já estive em Maceió e ainda vou mais uma vez. Esta é minha segunda experiência com enredo patrocinado. Há 10 anos, fui campeão com Viradouro fazendo um enredo com patrocínio… Quem sabe a história não se repita?” sugeriu João, com bom humor, fazendo menção ao desfile de 2014 da vermelha e branca de Niterói, que marcou a estreia dele como carnavalesco e rendeu o título da então Série A.
Visual identificado com a Beija-Flor
A chegada de João Vitor Araújo na Beija-Flor ocorre em um momento no qual a escola enfrenta uma crise na parte visual. Desde o Carnaval de 2017, a Deusa da Passarela não tira nota máxima em Alegorias e Adereços. Já a última vez em que a agremiação não perdeu pontos nos quesitos plásticos foi no ano de 2015.
Neste período, apesar do campeonato de 2018, a Beija-Flor passou por uma série de reformulações estéticas e discursivas. A tradicional comissão de Carnaval chegou ao fim após mais de duas décadas. Além disso, nomes importantes na história da azul e branca de Nilópolis, como os carnavalescos Cid Carvalho e Alexandre Louzada, retornaram e novamente deixaram a agremiação.
Agora, a escola busca uma nova repaginação. Responsável por essa missão, João Vitor antecipou que o trabalho de 2024 terá como intuito resgatar um visual mais condizente com a identidade criada pela própria Beija-Flor ao longo das décadas, marcado pelo luxo e imponência.
“Eu adoro o visual mais requintado e luxuoso que virou uma marca da Beija-Flor. Gosto da grandiosidade, da beleza, assim como a escola. Então, o torcedor pode esperar isso novamente: Carnaval com cara de Carnaval! Nada contra aos outros estilos e as demais características, mas vou fazer aquilo que eu gosto de ver e o que o público gosta também. Então, aguardem uma Beija-Flor lindíssima”, concluiu o carnavalesco.
Após cinco anos, o Arraiá do Salgueiro está de volta nos dias 23, 24 e 25 de junho, ou seja, um final de semana inteiro de festa. Nem todas as atrações foram divulgadas, mas até o momento o line-up já conta com Trio Pé de Serra, apresentação de quadrilhas e DJs específicos para tocar os sucessos juninos.
Foto: Alex Nunes/Divulgação Salgueiro
O evento, que tradicionalmente acontecia no interior da quadra, desta vez, ocorre na famosa Rua Silva Teles, ao ar livre para os amantes das festas juninas aproveitarem as noites estreladas que são características do mês.
Joaquim Cruz, vice-presidente, conta que a ideia é recuperar a cultura de festas juninas de rua. “Teremos apresentação de quadrilhas todos os dias, grupo de forró, barracas com comidas típicas, entre outras coisas”, disse.
O Arraiá do Salgueiro acontecerá na Rua Silva Teles, no Andaraí, Zona Norte do Rio. Com entrada franca e programações a partir de sexta-feira (23) de 17h às 00h, sábado (24) de 14h até 00h e no domingo (25) de 12h às 22h.
Serviço:
Arraiá do Salgueiro – Trio pé de Serra, barracas típicas, espaço kids, apresentação de quadrilhas e DJs nos intervalos.
Endereço: Rua Silva Teles,104
Entrada gratuita.
Datas: 23/06/2023 – 17h às 00h, 24/06/2023 – 14h às 00h e 25/06/2023 -12h às 22h.
Para comemorar seus 77 anos de fundação, a Unidos do Viradouro tem uma agenda especial neste sábado, dia de São João, padroeiro da escola e da cidade de Niterói, onde é feriado.
Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO
A programação começa às 10h, com a tradicional Missa em Ação de Graças, na Igreja Nossa Senhora da Conceição, que fica na Rua da Conceição, 216, Centro, Niterói.
A partir das 16h, a festa será na quadra, com a cantora Marcelle Motta e show do cantor, compositor e ator Thiago Martins. Ela, com repertório de samba e pagode, e Thiago levando ao público seus sucessos de pagode, entre eles “Mais jovem, mais bela, mais linda” e “Meu tudo em um”. Para encerrar o dia de comemoração, vai ter apresentação do intérprete Wander Pires ao som da bateria liderada por mestre Ciça.
Durante o evento será servido um cozido, até as 18h, custando R$ 25. A entrada sai a R$ 15. Mesa para 4 pessoas: R$220 (cozido incluído). A quadra da Viradouro fica na Avenida do Contorno, 16, no Barreto, em Niterói. Informações: (21) 2828-0658.
Comemoração dos 77 anos da Viradouro na quadra
Data: 24/06
Local: Av. do Contorno, 16, Barreto, Niterói
Horário: 16h
Atrações: Marcelle Motta, Thiago Martins e show da escola, com Wander Pires e bateria de mestre Ciça
Entrada: R$ 15
Mesa para 4 pessoas: R$220 (cozido incluído)
Prato de cozido, servido até as 18h: R$ 25
Classificação etária: 6 anos, com menores acompanhados por responsáveis
Informações: (21) 2828-0658.
O Dia de São João vai ser comemorado na Portela com um grande arraiá! Neste sábado, 24 de junho, haverá uma festa junina na quadra da escola (Rua Clara Nunes, 81 – Madureira), a partir das 14h, com entrada a R$ 10.
No lugar do samba, o evento terá muito forró com o show do cantor Thiago Messer! Niteroiense, cantor e guitarrista há mais de 20 anos interpreta versões das músicas mais executadas nas rádios do Brasil e no exterior e mistura clássicos da MPB e da Música Pop Internacional. O músico já dividiu palco com artistas como Sandra de Sá, Toni Garrido (Cidade Negra), Tico Santa Cruz (Detonautas), entre outros.
Na ocasião, teremos ainda DJ tocando o melhor do forró, barraquinhas com comidas típicas e concurso de quadrilhas! Já está confirmada a presença das quadrilhas PoDe-C Show Andaraí, Vicentão, do Departamento de Cidadania da Portela formada por crianças dos projetos sociais (ballet, capoeira e jiu-jítsu), da Ala de Passistas, entre outras.
Para ficar ainda melhor, contaremos com a presença da Casa da Mulher Carioca Tia Doca, que fará ação social de beleza para as mulheres que participarem da nossa festa. O espaço tem o objetivo de promover beleza e o empoderamento feminino para todas as mulheres cariocas junto com nossa Majestade do Samba.
Serviço:
Arraiá da Portela
Data: 24/06 (sábado)
Horário: a partir das 14h
Local: Quadra da Portela (Rua Clara Nunes, 81 – Madureira)
Ingressos: R$ 10. Sócios da escola (todas as categorias) não pagam a entrada.
Classificação: livre
Há quem diga que os desfiles se iniciam a partir do momento em que a primeira escola pisa na avenida. Entretanto, na passarela Marcelo Sena, situado no Eixo Cultural, no Distrito Federal, na noite desta quinta-feira, foi presenciado um lindo ritual de axé, mães de santos, homenagens, e, acima de tudo, aquela emoção de sambista que todos nós conhecemos. Imagina um amante do carnaval como a gente ficar sem os desfiles por nove anos? Tendo que ensaiar ao menos por amor e fazer eventos esporádicos com a esperança da volta do tão sonhado evento. Foi o que aconteceu em Brasília. Milton Cunha comanda transmissão dos desfiles nesta sexta e no sábado, no canal do CARNAVALESCO, no YouTube.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
A comoção é tanta que algumas personalidades de renome do meio estão viajando para prestigiar, bem como a rainha do carnaval de São Paulo, Rhawane Izidoro e o também Rei Momo paulistano, Robério Theodoro. Além de outras personalidades cariocas como Wantuir e mestre Dinho, diretor de bateria da Unidos de Padre Miguel.
Como dito anteriormente, algumas homenagens foram feitas na abertura. Houve discurso do presidente da União das Escolas de Samba e Blocos de Enredo de Brasília (Uniesb), da subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural, Sol Montes e também de Bartolomeu Rodrigues, que é secretário da Cultura e Economia Criativa (Secec).
Líderes e casais de mestre-sala e porta-bandeira de algumas escolas também estiveram presentes. Para fechar o ato, houve uma cerimônia de homenagem aos saudosos Edmilson, antigo Rei Momo, Júlio, antigo cantor, e Marcelo Sena, que foi intérprete e sua principal honra é ter o local dos desfiles oficializado com o seu nome.
Batalha pela volta dos desfiles
Sol Montes, subsecretária da Difusão e Diversidade Cultural, foi uma das precursoras responsáveis por batalhar e lutar pela volta dos desfiles. Ela se disse emocionada e mencionou o quão importante é o carnaval brasiliense. “A volta significa principalmente colocar as escolas de samba de volta no lugar que elas merecem nessa cidade. Elas são a primeira manifestação cultural de Brasília. Elas não poderiam ser renegadas e ter sido enterradas como elas foram. Precisam ser reconhecidas pelo estado como uma grande cultura e identidade do Distrito Federal”, declarou.
A subsecretária falou sobre a questão do engajamento do Carnaval de Brasília, que pessoas do Brasil inteiro estão chegando na cidade para prestigiar o evento. “Eu fico muito feliz com o reconhecimento e o respeito de outros estados, principalmente os que fazem samba, porque o nosso esforço aqui foi muito grande para que a gente chegasse até aqui. Esse reconhecimento é muito gratificante e especial pelo reconhecimento pelo que estamos fazendo”, contou.
O secretário Bartolomeu Rodrigues foi na linha da Sol e se mostrou emocionado. Também disse das lutas e dificuldades que tiveram de enfrentar e, ainda assim, quer que Brasília sirva de exemplo para outros carnavais. “Toda vez que a gente vê um esforço tão grande materializado é impossível não se emocionar. A gente estava nessa luta há mais de dois anos. nós estivemos junto com todas as agremiações em Brasília lutando para que isso acontecesse. Não foi fácil. Como sempre acontece no samba, as coisas não vêm com facilidade. Mas estamos aí com essa festa maravilhosa para oferecer e a gente espera inclusive para outros estados. Não deixar o samba morrer e não acabar com essa tradição”, disse.
Sobre personalidades chegando do Brasil inteiro, Bartolomeu revelou que estava fazendo um intercâmbio com escolas fora de Brasília e o investimento também pesou para isso. “Eu acho que isso reflete o tamanho do nosso trabalho. Estávamos fazendo em silêncio, mas sendo observados. O mais importante é que a gente estava procurando experiência com outras agremiações de fora. Não estamos fazendo coisa isolada. O Milton Cunha é um exemplo disso. Isso aqui na verdade é um grande investimento para Brasília e para o Brasil”, completou.
A corte do carnaval
Rainha do Carnaval, Rei Momo e princesa. Em Brasília também se segue as tradições de Rio e São Paulo. A corte sempre é sinônimo de sucesso. Foi feito um concurso com diversas passistas para definir a rainha e princesa, além do Rei Momo. A escolha foi através de jurados e alguns participantes de órgão público.
“É muito emocionante isso aqui hoje. No último desfile eu era criança e agora eu volto como rainha. É muito emocionante. O Carnaval de Brasília está tendo um reconhecimento que sempre mereceu. Agora é força total. Eu estou achando incrível esse sambódromo. Foi menos de um mês para montar uma estrutura incrível em tão pouco tempo”, comentou a rainha Laissa Nayline.
O Rei Momo Alexandre disse que o seu ganho de peso fez com que ele voltasse ao samba. “É uma emoção indescritível de falar, porque no Carnaval de 2014 eu era diretor de bateria da ARUC. Eu sou movido ao samba. Eu era magro, só que me convenceram a voltar acima do peso e virei Rei Momo”.
Alexandre exaltou o carnaval brasiliense. Bastante empolgado, o personagem disse que os desfiles da cidade podem alcançar o eixo. “Ainda não dá para nivelar Brasília com Rio e São Paulo, mas estamos exportando músicos. Já estamos em um patamar elevado. Vamos chegar lá”.
O benzimento foi feito após músicas cantadas para Exú e outros orixás. Diretamente ligadas ao samba, Alexandre ressaltou como isso pode afastar a negatividade. “A importância desse evento é importante para mim é muito importante. Eu sou de religião de matriz africana. É bom para espantar coisas que não foram bem decididas. As sujeiras dos carnavais que não teve, vamos passar com água de cheiro e entregar muita luz e prosperidade”, completou.
A princesa do carnaval, Bia Alexia, também contou a sensação de estar nesse início de carnaval e como enxerga a questão dos visitantes de outros estados. “É uma emoção sem igual pisar na avenida e fazer tudo aquilo que a gente ensaia e acredita pela nossa cultura. Acredito que a gente vê tudo acontecendo em todos os outros estados, mas é um grande privilégio os ter aqui com a gente”
“Essa lavagem é um momento de início, de limpeza e começar esse novo processo. Realmente é o momento de mostrar a nossa força”, finalizou.