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Série Barracões SP: guarani, X-9 Paulistana busca a ‘Terra Sem Males’ em 2026

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Bicampeã do Grupo Especial de São Paulo, a X-9 Paulistana retorna ao Grupo de Acesso II da folia paulistana em 2026. Para que a passagem pelo terceiro pelotão do Carnaval seja breve, a agremiação da Zona Norte apresentará o enredo “Yvy Marã Ei – A Busca pela Terra sem Mal”, assinado pelo carnavalesco Amauri Santos. A instituição será a quarta a desfilar no pelotão, que irá à avenida no sábado, 7 de fevereiro.

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Sempre buscando trazer informações sobre as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO entrevistou Amauri, por WhatsApp, para revelar detalhes sobre a apresentação xisnoveana.

História celebrada

De acordo com o carnavalesco, a fagulha que deu origem à temática surgiu em conjunto:

“A ideia nasceu em uma conversa entre mim e o Leonardo Dahi, nosso enredista. Eu queria, mais uma vez, um enredo que falasse dos povos originários de forma positiva e que deixasse uma reflexão sobre a possibilidade de mudança para a humanidade”, comentou.

Vale destacar que a história da X-9 Paulistana é marcada por grandes desfiles com inspiração indígena. O primeiro título da agremiação veio com “Amazônia, a Dama do Universo”, em 1997, em um desfile que entrou para a história do Carnaval paulistano pela utilização, pela primeira vez, de carros alegóricos com movimentos semelhantes aos utilizados no Festival Folclórico de Parintins.

Em 2003, a história indígena do paulistano Rio Pinheiros rendeu a terceira colocação com o enredo “Pi, iê, rê Jeribatiba ou Pinheiros. A Deusa dos Rios Clama pela Preservação: Se Ela Muda o Curso, Pode Mudar Sua História”. Em 2009 (“Amazônia… Conseguimos Conquistar com o Braço Forte… do Esplendor da Hevea brasiliensis à Busca pela Terra sem Males”), 2016 (“Açaí Guardiã! Do Amor de Iaçá ao Esplendor de Belém do Pará”) e 2022 (“Arapuca Tupi – A Reconquista de uma Terra sem Dono”), a agremiação também buscou nos povos originários a inspiração para seus enredos.

A forte relação da X-9 Paulistana com temáticas indígenas também se fez presente quando a reportagem perguntou a Amauri sobre a receptividade da comunidade:

“A escola já está habituada a esse tipo de enredo. E, vivendo um momento de superação, entendemos que é hora de encontrar novos caminhos que nos levem a um lugar melhor”, comentou.

O momento de superação citado refere-se ao rebaixamento do Grupo de Acesso I em 2025 para o grupo imediatamente inferior em 2026. É a segunda vez, em um período de três anos, que a X-9 Paulistana disputará o terceiro nível do Carnaval de São Paulo — algo que não acontecia desde 1985.

Pesquisa

Ao ser perguntado sobre o levantamento de informações para a construção do enredo, Amauri voltou a citar o enredista da escola:

“O Leonardo iniciou as pesquisas e, a partir disso, fomos moldando o enredo de acordo com a nossa realidade. Ao longo do processo, fomos nos surpreendendo e nos encantando com a história. O respeito do povo guarani pelo próximo e pela natureza é algo extremamente inspirador e nos faz refletir sobre como podemos transformar o momento em que vivemos”, afirmou.

A linha cronológica do desfile também foi detalhada:

“O desfile está dividido em três momentos: o primeiro mostra a fúria de Nhanderu, o criador; o segundo representa o recomeço da humanidade; e, por fim, a peregrinação do povo guarani em busca da chamada ‘Terra sem Males’”, pontuou.

A história que será contada pela X-9 Paulistana é baseada em uma lenda guarani, resumida pelo carnavalesco. A fúria de Nhanderu teria sido motivada pelo mal que o homem fazia ao próprio homem e à natureza. Após um grande incêndio e, na sequência, uma enorme enchente, apenas os parentes mais próximos do pajé Guirapoty sobreviveram. Com a invasão do homem branco às terras originárias, o desequilíbrio ecológico e os ataques à natureza voltaram a ocorrer — e o fim, novamente, pode estar próximo, na visão do enredo. Ainda há tempo, porém, para que o Brasil se torne Yvy Marã Ei — a Terra sem Males que nomeia o enredo.

Sobre o desfile

Na entrevista, Amauri trouxe informações mais objetivas sobre o que será apresentado na avenida:

“A escola contará com dois carros alegóricos — sendo o primeiro acoplado. São 11 alas e um total de 860 componentes”, comentou.

Em relação à confecção do desfile, o carnavalesco prometeu um ponto de atenção especial:

“Utilizamos materiais variados, desde os tradicionais do carnaval atual até materiais alternativos, como cordões. Também teremos o uso da madeira de formas pouco vistas no Carnaval”, destacou.

Perguntado sobre o possível clímax do desfile, Amauri apontou a atmosfera da Zona Norte como diferencial:

“Acredito que o ponto alto será a leveza do nosso desfile. Temos um ótimo samba e uma plástica diferenciada, tratada com muito esmero, que conduz o componente a desfilar com alegria e emoção”, comentou.

Para retornar

A reportagem deixou espaço para que o carnavalesco deixasse um recado à comunidade e ao mundo do samba. Ele elogiou o trabalho da diretoria e refletiu sobre o projeto:

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“Depois de altos e baixos, a X-9 Paulistana se recompôs para voltar a apresentar um Carnaval maduro e com muito profissionalismo. Sabemos das dificuldades do grupo, mas a administração da escola, liderada pelo nosso presidente Adamastor, vem fazendo o possível e o impossível para apresentarmos o melhor espetáculo ao público e à nossa comunidade”, finalizou.

Série Barracões SP: Amizade Zona Leste promete fazer o maior carnaval de sua história

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A Amizade Zona Leste conquistou ascensão no Carnaval de 2025 ao subir do Grupo Especial de Bairros da UESP para o Grupo de Acesso 2 da Liga-SP. A direção da escola, assim como a comunidade, está muito feliz e empenhada em se consolidar e permanecer desfilando no Sambódromo do Anhembi.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Para isso, a agremiação levará para a avenida um estilo de enredo que costuma animar e despertar a curiosidade do público. Será um enredo afro, que contará a história de dois orixás bastante conhecidos e cultuados pelos brasileiros, dentro e fora das religiões de matrizes africanas.

No barracão, a escola vem desenvolvendo um projeto de fácil leitura e, de acordo com o carnavalesco Rogério Sapo, as cores predominantes no desfile serão aquelas que representam os homenageados.

Com o enredo “Xangô e Iansã – o Casal do Dendê No Ilê do Amizade”, a agremiação abrirá o sábado de carnaval no Grupo de Acesso 2. Ao CARNAVALESCO, Rogério comentou sobre o projeto do Carnaval de 2026.

Chegada do tema

O carnavalesco relatou que a ideia de um enredo religioso partiu do presidente.

“A ideia do enredo nasceu no dia do desfile das campeãs do Carnaval de 2025, o presidente teve a ideia e propôs um enredo que fosse afro religioso. Juntos chegamos a esse enredo que teve um satisfatório desenvolvimento”, relatou.

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A comunidade

Rogério contou que, em 2025, a comunidade inicialmente não abraçou o enredo e que, em 2026, o processo foi diferente.

“A escola diferente do último carnaval, abraçou esse enredo logo de cara. Os componentes vieram com tudo para esse projeto”, comentou.

As dificuldades

De acordo com o carnavalesco, a maior dificuldade vai além do enredo e do que será levado para o desfile.

“Na verdade, a dificuldade maior é de orçamento que temos neste grupo. É a questão financeira para todo o desenvolvimento. O enredo em si, o contexto dele é de fácil leitura, uma ótima compreensão e fácil de desenvolver também”, disse.

Alegorias e fantasias em cores

A escola optou por priorizar, em sua plástica, as cores que representam os orixás Xangô e Iansã.

“Estamos usando muito preto, ouro e vermelho, cores que representam nossos personagens homenageados. Também terão muitas placas”, comentou.

O resultado final

Rogério contou que, apesar do orçamento limitado, a comunidade vem se esforçando para alcançar um bom resultado.

“Mesmo com muitas dificuldades financeiras, que o grupo de Acesso 2 impõe a todas as agremiações, e mesmo com a dificuldade de abrir os desfiles do grupo, a Amizade fará o maior desfile da sua história. Nós esperamos um resultado satisfatório”, relatou.

Setor 1

“A história de Xangô desde a sua infância, até se tornar um guerreiro e um rei”

Setor 2

“Xangô se apaixona por Iansã e juntos formam o casal do dendê. Abordando também algumas particularidades de Iansã”

Ficha técnica

Duas alegorias
800 componentes
10 alas
Um elemento alegórico (comissão de frente)
Diretor de alegoria: Ali

Série Barracões SP: Unidos de São Lucas bate o tambor no Anhembi

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Quinta escola a desfilar no Grupo de Acesso II do Carnaval de São Paulo, que será realizado no dia 7 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, a Unidos de São Lucas trará uma temática que colocará em evidência a musicalidade afro-brasileira pelo segundo ano consecutivo. Com o enredo “Meu tambor é ancestral, heranças e riquezas de um povo… um Brasil de festas pretas!”, a agremiação da Zona Leste conta com Anselmo Brito, estreante na escola, como carnavalesco. O CARNAVALESCO conversou com o responsável pelo desfile da Unidos de São Lucas em 2026, por WhatsApp, e traz mais detalhes sobre o que a agremiação apresentará no Sambódromo na série Barracões SP.

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Ideia e desenvolvimento

Perguntado sobre como surgiu a ideia de falar do popular instrumento musical como elemento da festividade afro-brasileira, Anselmo destacou que apenas seguiu um pedido de Adriano Freitas, mandatário são-luquense. Chamando o dirigente pelo apelido, o carnavalesco ressaltou que o desfile da agremiação já era um desejo antigo do principal nome na hierarquia da instituição:

“A ideia do enredo surgiu do presidente Nanão, pois ele já tinha um grande interesse em exaltar e celebrar o tambor como enredo”, destacou.

O carnavalesco também contou que todas as informações e histórias levantadas foram reunidas por boa parte da equipe são-luquense:

“A pesquisa foi feita em conjunto. Dela participaram o presidente, os diretores de Carnaval e um historiador. O que me chamou atenção foi o quanto o assunto em questão é rico em cultura e curiosidades. Também pensei no quanto essa temática proporcionaria uma plástica incrível. Ao longo do processo de pesquisa, não encontramos nenhuma grande dificuldade: foi um trabalho árduo, porém enriquecedor”, destacou, comentando também sobre os empecilhos que teve — ou melhor, que não teve.

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Plasticamente falando

Anselmo também detalhou pontos importantes sobre o que foi utilizado e o que será visto no Anhembi:

“Para o projeto do nosso desfile em 2026, utilizamos desde materiais com efeitos próprios, como laminados e estampados, até materiais rústicos e recicláveis — passando também por materiais mais clássicos, como veludos e pelúcias. A cromia da escola ficará por conta de cores quentes e vibrantes, como o laranja, o vermelho e o amarelo. Teremos uma grande explosão de misturas de tons e brilhos”, destacou.

O carnavalesco, inclusive, afirmou que, na visão dele, o visual será um dos grandes apogeus da instituição no Sambódromo:

“Nós teremos dois pontos altos ao longo do desfile. O primeiro deles será a plástica que apresentaremos; o segundo, a nossa comunidade, com muita força no canto do samba-enredo da Unidos de São Lucas 2026 e na dança”, comentou.

Para deixar todos ainda mais na expectativa, o profissional prometeu um grande espetáculo da agremiação da Zona Leste:

“A Unidos de São Lucas irá apresentar mais um grande espetáculo, enaltecendo a arte e a cultura no maior espetáculo da Terra: o Carnaval”, ratificou.

Falando em canto…

Ao comentar, na visão dele, qual será o grande clímax são-luquense no Anhembi em 2026, Anselmo voltou a destacar a força da comunidade. O profissional apontou que a escola, como um todo, está feliz com a escolha da temática:

“A nossa comunidade recebeu o enredo com muito entusiasmo e alegria. Esse foi o jeito da comunidade do Parque São Lucas afirmar que, assim, estamos no caminho certo”, afirmou.

Números

Ao ser perguntado sobre a ficha técnica da agremiação, Anselmo detalhou, de maneira objetiva, a volumetria da Unidos de São Lucas:

“Nós teremos três alegorias e treze alas. Temos uma equipe especial para cuidar do barracão: o presidente Nanão, eu mesmo, os diretores de Carnaval e a nossa equipe de artes”, finalizou o carnavalesco.

Ficha técnica

Alegorias: 3
Componentes: Não informado
Alas: 13
Diretor de barracão: Comissão

Cantar pra subir! União da Ilha mantém a força de seu chão no último ensaio de rua do ano

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A União da Ilha do Governador realizou, nesta quarta-feira, seu último ensaio de rua antes do desfile oficial, na Estrada do Galeão, na altura do Relógio da Cacuia. Mesmo sob forte chuva, a escola mostrou disposição e confiança para o Carnaval 2026, quando desfila pela Série Ouro na sexta-feira, 13 de fevereiro, como a sexta agremiação a entrar na Marquês de Sapucaí. Com o enredo “Viva o hoje! O amanhã? Fica pra depois!”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Ferreira, a Ilha aposta em um desfile vibrante, colorido e festivo, com referências lúdicas ao tempo e à passagem do Cometa Halley.

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Fotos: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Sem apresentação da comissão de frente nesta noite, o ensaio concentrou as atenções no chão da escola. A “Baterilha”, comandada pelo mestre Marcelo, voltou a ser um dos grandes pilares da apresentação, sustentando o andamento com conforto, musicalidade e identidade própria. Outro destaque foi o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, João Oliveira e Duda Martins, que, mesmo com o aumento da intensidade da chuva ao longo do percurso, manteve um bom nível de apresentação.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

João Oliveira e Duda Martins apresentaram uma dança marcada por romantismo, delicadeza e sintonia. No primeiro módulo, o casal viveu seu melhor momento da noite, com bailado mais solto e leitura clara da coreografia. Já no segundo e no terceiro módulos, a apresentação se mostrou um pouco mais contida, muito em função da chuva forte que passou a castigar o ensaio nesses trechos.

No conjunto, Duda demonstrou elegância, segurança e pleno domínio do pavilhão, conduzindo a bandeira com leveza mesmo em condições adversas. João, por sua vez, confirmou um bom trabalho de pernas no bailado cruzado e um cortejo bem executado, valorizando o diálogo com a porta-bandeira e com o público presente.

SAMBA E HARMONIA

No quesito samba e harmonia, a União da Ilha apresentou um desempenho positivo. A comunidade cantou, respondeu ao carro de som e sustentou o ensaio do início ao fim. O único ponto de atenção ficou por conta de duas alas posicionadas após a terceira alegoria, que demonstraram uma leve queda de intensidade na parte final do percurso. Ainda assim, o conjunto não comprometeu o rendimento geral.

O samba, que chegou a ser contestado em momentos da temporada, mostrou-se assimilado pela escola e funcionou na prática, muito impulsionado pela condução firme de Tem-Tem Jr. e seus companheiros de carro de som. O intérprete fez uma análise do processo vivido até este último ensaio.

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“Eu faço esse balanço desde a escolha do samba. A gente teve uma crescente muito grande. Sou feliz aqui por ter liberdade para trabalhar, e isso faz toda a diferença. A diretoria, o mestre Foca, todo mundo me dá essa condição, assim como acontece com o Marcelo. Não é à toa que a bateria e o canto vêm sendo elogiados. A Ilha escolheu esse samba pensando no enredo, no que contava melhor a história. No começo, parte do público não aceitou, mas o presidente pensou no melhor para a escola. Ajustamos o samba, fizemos alterações, e de lá para cá só vimos elogios. Hoje é crescimento, maturidade e confiança”, avaliou.

Projetando o desfile, Tem-Tem demonstrou otimismo. “A Ilha é igual ao Flamengo. Pisou na Sapucaí, tudo vira mágica. Se a gente passar certinho, com esse carnaval que o Marcus montou, com a bateria, o casal, o canto da comunidade, dá para buscar esse título com humildade e respeito. A vitória está entalada na garganta do povo insulano”, concluiu.

EVOLUÇÃO

A evolução da União da Ilha seguiu a identidade leve e brincante que marca a escola historicamente. Mesmo com a pista molhada, a agremiação manteve bom espaçamento entre as alas, deslocamento fluido e leitura organizada do desfile. A escola soube respeitar o andamento da bateria, sem correria, valorizando a alegria espontânea de seus componentes.

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O diretor de carnaval, Júnior Cabeça, destacou a trajetória crescente da escola ao longo da temporada. “A gente veio numa crescente. Pelo histórico da comunidade, eu já sabia o que esperar do chão da Ilha. A ala musical elevou muito esse samba, que hoje é uma realidade. A comunidade canta a plenos pulmões. No geral, o balanço é muito positivo. A Ilha está pronta. Agora é ajustar mínimos detalhes para, no dia 13, conquistar o público da avenida como sempre fez. Com certeza dá para sonhar com o título. O nível das fantasias e das alegorias está muito alto. Temos uma equipe de Grupo Especial e um chão histórico que faz acontecer.”

OUTROS DESTAQUES

A presença da rainha de bateria, Gracyanne Barbosa, também chamou atenção. Com carisma, simpatia e forte conexão com a comunidade, ela sambou, interagiu com o público e atendeu aos fãs com alegria, reforçando seu vínculo com a escola.

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A “Baterilha”, comandada pelo mestre Marcelo Santos, mostrou segurança e qualidade. Nota máxima no carnaval passado, ela apresentou ótimas notas, leitura inteligente do samba e manteve um ritmo constante durante todo o ensaio.

Outro ponto marcante da noite foi a permanência do público até o fim do ensaio. Mesmo debaixo de chuva intensa, torcedores e componentes seguiram cantando e incentivando a escola, criando um ambiente de comunhão e resistência que traduz bem o espírito insulano.

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Sintonia do casal, bateria e ala musical formam protagonismo no último ensaio de rua da Inocentes de Belford Roxo

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Faltando nove dias para o desfile oficial da Série Ouro, a Inocentes de Belford Roxo finalizou, nesta quarta-feira, a temporada de ensaios de rua. O ensaio foi marcado pela voz potente de Ito Melodia, bom rendimento da bateria e sintonia entre o casal. No Carnaval 2026, a agremiação levará à Sapucaí o enredo “O sonho de um tal pagode russo nos frevos do meu Pernambuco”, idealizado pelo carnavalesco Edson Pereira, com o intuito de conectar a cultura pernambucana com influências russas. A agremiação será a segunda escola a se apresentar no desfile da Série Ouro, na sexta-feira de carnaval, dia 13 de fevereiro.

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Fotos: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

“A expectativa é a melhor possível: barracão andando em fase final, fantasias já sendo entregues, a comunidade está feliz, a Inocentes está feliz! Isso que importa. Vamos seguindo e, se Deus quiser, no dia 13 a gente vai fazer um belíssimo desfile e, como diz o samba, rumo à nossa virada”, afirma Julinho Fonseca, diretor de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

Iniciando o ensaio, a comissão chegou comandada pelos coreógrafos Sérgio Lobato e Patrícia Salgado, com uma dança repleta de referências do frevo, forró e danças comuns na cultura russa. A apresentação se inicia com os homens marchando parados enquanto as mulheres batem palmas, algo comum nas danças de forró.

Outro momento ocorre quando eles pulam em fileiras, além de saltarem enquanto revezam os braços, colocando-os na cintura e na cabeça, e logo após se unem a essas fileiras, relacionando com as danças russas. Há ainda o passo em que pulam de um lado para o outro em sincronia com as mãos, típico do frevo.

Os dançarinos demonstraram boa união e sincronia. O único problema enfrentado foi que um dos integrantes ficou deslocado no momento final da dança, mas logo se direcionou ao seu lugar.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Vinícius Jesus e Thainá Teixeira provaram mais uma vez a conexão existente entre eles. Demonstraram respeito e garra ao defender o pavilhão. Thainá manteve o cuidado de deixá-lo sempre erguido enquanto realizava seus giros, que, inclusive, foram executados com maestria. Seus movimentos expressam leveza e fluidez, a ponto de parecerem uma tarefa fácil.

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Vinícius, por sua vez, manteve contato visual com a porta-bandeira a todo momento, mesmo quando realizava sua dança, com passos que pareciam fazê-lo deslizar no asfalto. Estava claro que ele dançava para ela, direcionado a ela e ao pavilhão, o que demonstra uma boa comunicação entre o casal.

HARMONIA

Diferente do ensaio técnico, em que o canto começou com potência, mas foi diminuindo com o passar das alas, desta vez a escola teve mais garra nas últimas alas. As primeiras alas não cantaram o samba com potência; na verdade, soltavam a voz no refrão principal. Já nas últimas alas, o canto foi realizado com mais entonação. Em comparação com as primeiras alas, estavam mais animadas e fortes. O trabalho da bateria e da ala musical é o ponto alto da agremiação.

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A voz de Ito casa muito bem com o trabalho que o mestre Washington Paz vem realizando na bateria Cadência da Baixada e são os grandes responsáveis por manter o rendimento
do samba em alto nível. É necessário que todos os componentes cantem com mais potência, pois, para gabaritar o quesito, não dependerá apenas da ala musical e da bateria, mas da união e da força de toda a comunidade.

EVOLUÇÃO

As alas estavam bem posicionadas e atentas ao comando dos diretores de alas. Além disso, as duas primeiras alas apresentaram uma breve coreografia em sincronia com os versos “Era o russo cantando de lá, e a gente dançando daqui”, em que os componentes andavam para os lados e erguiam as mãos ao chegarem às extremidades.

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O ensaio não estava tão cheio, provavelmente em função da chuva, no entanto, mesmo com essa adversidade, a escola conseguiu apresentar boa evolução e não houve buracos em momento algum. As últimas alas estavam alegres; a ala 5, além de todos estarem cantando o samba, também utilizava guarda-chuvas coloridos, típicos do frevo.

SAMBA

O samba entrega bons refrães, fáceis de memorizar. No entanto, foi possível notar a dificuldade dos componentes em cantar as outras partes da música. Como dito anteriormente, é inegável a participação crucial da bateria e da voz de Ito Melodia para que esse samba seja bem recepcionado pelos apaixonados pelo carnaval.

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“Cada momento, cada ensaio é uma prov de alegria, de garra, de emoção. Estou tendo a felicidade de vir com a Inocentes de Belford Roxo em um momento em que a escola tinha esse desejo há muito tempo. A gente já fazia um trabalho de muitos anos e temos um carinho um pelo outro: Reginaldo Gomes, Rodrigo Gomes, toda a comunidade, a bateria do mestre Washington. E aí surgiu este ano a oportunidade, e eu estou tendo uma felicidade triplicada, porque estou cantando um samba maravilhoso, também de minha autoria, em parceria. Um enredo fantástico: Pernambuco! Uma cidade na qual o povo ama o samba, abraça o samba e está muito feliz com tudo que está acontecendo. Tivemos o ensaio técnico, que foi nossa prova de fogo, onde toda a chuva desceu só para nós, mas saímos muito bem mesmo assim. Imagine a Inocentes de Belford Roxo desfilando sem chuva! Vamos incorporar aquela avenida, o Setor 1, a Sapucaí, a mídia. Todos vão se encantar com esse desfile e com esse enredo da Inocentes. Podem aguardar um desfile brilhante! A escola está muito firme, muito contente, muito coesa. O canto está muito forte, a comunidade, toda a escola está muito vibrante”, conta o intérprete Ito Melodia.

OUTROS DESTAQUES

A rainha da bateria, Carolane Silva, esteve presente com um maiô repleto de pedrarias pretas e, na cintura, uma franja também na cor preta. Carolane demonstrou sua boa relação com o mestre Washington Paz e com a bateria; seu samba estava sempre acompanhando as batidas, além de estar constantemente atenta ao desempenho dos ritmistas.

Além dela, a rainha da escola, Camila Beatriz, também marcou presença com uma fantasia inspirada em fada, com asas brancas e um maiô com pedrarias da mesma cor. Além de deixar claro que tem samba no pé, demonstrou carisma ao interagir, brincar e conversar com todos que se aproximavam.

Noite Camaleônica! Com participação especial de Iza, Imperatriz e Ney Matogrosso celebram Carnaval 2026

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Uma noite mágica. Enredo da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2026, o cantor Ney Matogrosso realizou na noite desta quarta, no Vivo Rio, uma edição especial de seu show “Bloco na Rua”, desta vez com a participação especial da Rainha de Ramos e seus segmentos.

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Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz

Batizado de “Em Noite Camaleônica”, a apresentação do artista foi embalada pelos grandes sucessos dos seus mais de 50 anos de carreira, além do samba-enredo que a verde, branco e dourado preparou em sua homenagem para o Carnaval que se aproxima.

A cantora Iza, rainha de bateria da escola, também esteve no palco ao lado de Ney Matogrosso, emocionando o público ao som de “Casinha de Sapê” e “Balada do Louco”.

“Foi uma noite que com certeza jamais sairá do coração de cada torcedor da Imperatriz e também dos fãs do Ney que estiveram presentes. Será uma honra para todos nós homenagear e exaltar a trajetória desse artista na Marquês de Sapucaí daqui a poucas semanas. E o show que uniu a escola e o nosso camaleônico só comprova a força do desfile que será apresentado. Tudo está sendo histórico”, afirma o vice-presidente da Imperatriz e diretor financeiro da Liesa, João Drumond.

O show de Ney Matogrosso com a Imperatriz Leopoldinense contou com clássicos como “Bloco na Rua”, “Jardins da Babilônia”, além do “Vira” e “Sangue Latino”. O toque carnavalesco ficou pela bela apresentação da bateria Swing da Leopoldina, de Mestre Lolo, do intérprete Pitty de Menezes, e do primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, além das passistas da agremiação, que neste ano pode conquistar seu décimo título.

Em 2026, a Imperatriz Leopoldinense será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval. A agremiação levará para a avenida o enredo “Camaleônico”, idealizado pelo carnavalesco Leandro Vieira, que irá para o seu quarto carnaval consecutivo na escola, e celebra a obra e a virtuosidade performática de Ney Matogrosso.

Vai-Vai constrói enredo social sobre São Bernardo do Campo com linguagem cinematográfica

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O Vai-Vai irá fazer uma homenagem diferente em um enredo CEP. Aliás, são dois tributos. A Saracura tem como enredo São Bernardo do Campo e, para realizar todo o desfile, a escola aposta em uma narrativa que será a produção de um filme da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, uma das mais importantes do Brasil historicamente. Com o objetivo de alçar voos maiores na tabela, a “Escola do Povo” tem à frente do projeto uma comissão de carnaval na qual cada um dos profissionais possui sua função claramente estabelecida. Tati Gregório é a enredista, Marcão é o responsável pelas fantasias e Gleuson Pinheiro cuida das alegorias. A agremiação, de certa forma, venceu a desconfiança em relação ao tema e agora quer conquistar a todos com uma plástica diferente e uma abertura impactante, de acordo com os responsáveis pela confecção do desfile.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

A escola da Bela Vista abriu o barracão para o CARNAVALESCO, que conheceu o projeto e conversou com a comissão de carnaval.

O Bixiga será a sexta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval e tem como tema “Em Cartaz: A Saga Vencedora de Um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”.

Narrativa de um enredo social

Responsável pela escrita do tema, a enredista Tati Gregório falou sobre o surgimento da proposta e a ideia de um enredo CEP dentro de um filme.

“A escola vem construindo, há alguns anos, uma narrativa ligada à arte. Primeiro falou do hip hop e depois do teatro. Para o enredo sobre São Bernardo do Campo, optamos por seguir essa linha artística e escolhemos o cinema. A cidade abriga a Vera Cruz, uma companhia cinematográfica que foi e ainda é muito importante para o Brasil. A partir desse gancho, a proposta é apresentar um filme na avenida. Toda a narrativa do enredo é pensada como uma produção cinematográfica. O próprio samba-enredo traz essa ideia, com a imagem de um filme em preto e branco. Esse foi o nosso recorte: criar uma narrativa cinematográfica que nos permita usar a ficção, sem ficar presos a um enredo CEP ou excessivamente amarrado à realidade da cidade. A ficção nos dá mais liberdade para contar essa história”, explicou.

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Tati ainda afirma que foi difícil desvincular a cidade de São Bernardo do Campo do âmbito político, mas que construir um enredo social a fascinou.

“Talvez a maior dificuldade tenha sido tomar o cuidado de não fazer um enredo político. São Bernardo do Campo tem um contexto político muito forte, e não queríamos seguir por esse caminho, assim como não queríamos um enredo puramente geográfico. Encontrar esse meio-termo foi desafiador. A grande satisfação foi conseguir construir um enredo social. Essa escolha e essa narrativa social foram extremamente gratificantes durante a elaboração do enredo”, disse.

Receptividade da comunidade

Gleuson Pinheiro, responsável pelas alegorias do Vai-Vai, diz-se extremamente satisfeito e honrado em estar na escola e também falou sobre como a comunidade recebeu o tema.

“É difícil colocar em palavras o que representa chegar para trabalhar no Vai-Vai neste primeiro ano. É o sonho de todo mundo que atua no carnaval. Estou muito contente com a receptividade da comunidade, da direção da escola e dos companheiros da comissão de carnaval. Sempre que se inicia um trabalho novo, em uma comunidade nova, existe a aflição sobre como esse trabalho será recebido. A recepção foi muito positiva, principalmente nos primeiros contatos e apresentações do projeto de alegorias, que é a área da qual cuido. Tem sido um trabalho muito prazeroso de desenvolver, com um andamento bastante positivo”, comentou.

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Marcão, responsável pelas fantasias, foi para o lado emocional, exaltou o gigantismo da escola e disse que quer permanecer por muito tempo.

“O Vai-Vai é a maior escola de São Paulo, então não tem como chegar sem sentir uma diferença na postura, na observação do trabalho e no retorno. Muitas vezes, quem vem de fora tem a impressão de que é uma escola fechada, muito por conta do orgulho dos componentes, que pode até parecer marra para alguns. Mas é um orgulho enorme fazer parte dessa família. Só pisando aqui é possível entender isso. Ao mesmo tempo, é uma escola muito fácil de trabalhar. A direção confia, dá liberdade para desenvolver o trabalho, as pessoas se aproximam e o resultado aparece. Estou amando desenvolver esse trabalho aqui e, se houver interesse, quero continuar por muito tempo, porque é a maior escola de São Paulo”, declarou Marcão.

Plástica na avenida

Profissional que já teve experiências em outras agremiações como carnavalesco, Gleuson revelou que o Vai-Vai optou por um desfile colorido, já que cinema significa cor.

“O enredo tem como fio condutor a Vera Cruz e o cinema, o que permite algumas brincadeiras visuais. Quando pensamos no cinema de época, estamos falando do auge da Companhia Vera Cruz, nos anos 1950 e 1960. O samba brinca com a ideia do filme em preto e branco, que também são as cores do Vai-Vai. Por outro lado, o cinema é luz, e luz é cor. Por isso, teremos um desfile muito colorido, com forte contraste de cores. Trabalhamos pensando em um desfile que deve começar à noite e terminar ao amanhecer, e as cores estarão associadas a efeitos visuais que dialogam entre si”, explicou.

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Marcão contou que as fantasias terão um papel importante e darão um belo efeito visual na avenida.

“O trabalho de fantasias e alegorias está muito integrado. Começamos no preto e branco, passamos por uma fase intermediária do cinema e da televisão, com tons mais crus, e, ao longo do desfile, tudo vai ganhando muita cor. Nas fantasias, trabalhamos com uma cor base e detalhes que criam efeito visual. É um trabalho coletivo, envolvendo toda a escola, para que as cores contem a história de São Bernardo do Campo a partir do povo da cidade e da linguagem do cinema”, completou.

Ponto alto no Anhembi

De acordo com Tati Gregório, além da forte comunidade, a terceira alegoria é o ápice do desfile.

“Teremos uma comunidade extremamente potente. O samba dialoga muito com o enredo e com a proposta visual. Ver uma comunidade gigante cantando com força total e, ao mesmo tempo, enxergar visualmente tudo aquilo que está sendo cantado será emocionante. Destaco como ponto alto a terceira alegoria. Também há um setor de fantasias muito bem amarrado ao enredo, que vai surpreender. As pessoas vão se perguntar como aquilo foi parar em São Bernardo do Campo. Não esperem o óbvio, porque o desfile será diferente”, afirmou.

Gleuson disse que, em sua visão, o visual da escola dialoga bastante com a personalidade da comunidade, e esse é o ponto alto do desfile.

“Estamos falando de uma das escolas mais tradicionais do Brasil, com 96 anos de história. Mesmo com toda essa tradição, o Vai-Vai sempre foi, pelo menos na área visual e de alegorias, uma escola de vanguarda, que aponta caminhos para o futuro. Não é uma escola tradicional nesse sentido. Isso já é perceptível no envolvimento da comunidade com o trabalho e deve se confirmar no desfile. Um dos pontos altos será a identificação do componente com um visual não convencional, mas que dialoga muito com a identidade da escola”, ressaltou.

Segundo Marcão, o Vai-Vai irá apostar em uma forte abertura, típica dos anos 1990.

“A entrada do Vai-Vai irá marcar o início dessa proposta, que se espalha ao longo do desfile. É uma abertura com um Vai-Vai tradicional, com referências aos anos 1990, comissão de frente, elementos cênicos e alegoria. Essa é a surpresa”, completou.

Explicação setor a setor do desfile

“O setor de abertura é o setor de apresentação. Ele funciona como o início de um filme, com a Vera Cruz convidando o público a assistir à produção. A ideia é chamar as pessoas para se sentarem simbolicamente na cadeira do cinema e acompanharem essa história. Depois, apresentamos o povo da cidade, a formação de São Bernardo do Campo, quem são essas pessoas e por que chegaram ali. Em seguida, mostramos a formação da consciência social, da luta de classes e da luta sindical, com esse povo indo para as indústrias e desenvolvendo uma consciência coletiva. Também apresentamos as mazelas e os sofrimentos enfrentados ao longo desse processo. No último setor, mostramos aquilo que essas pessoas almejam, pretendem e merecem conquistar. É o momento em que aparecem as vitórias, as conquistas e o merecimento”, contou Tati.

Ficha técnica

Quatro alegorias
18 alas
2.300 componentes

Especial Barracões SP: Imperador do Ipiranga exaltará os Ibejis e o ‘irmão que não veio’ no Anhembi

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Entre santos, doces e devoção, a fé dedicada à proteção da infância ganhará forma na Avenida em 2026. Inspirada no sincretismo entre as entidades da cultura iorubá e São Cosme e Damião, a Imperador do Ipiranga apresentará o enredo “Bejiróó, Onipé Doum – Ibeji”, desenvolvido pelo carnavalesco Rômulo Roque.

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Imperador Romulo Roque

Nos terreiros, os Ibejis — entidades gêmeas ligadas à alegria, à inocência e à fartura — encontraram nos santos padroeiros das crianças as figuras ideais para a construção de um sincretismo religioso único. Dessa união nasceu a associação com Doum, o protetor dos menores de sete anos. Segundo a crença da Umbanda, todo par de gêmeos é acompanhado por um terceiro irmão espiritual que não encarnou neste mundo. Essa presença é representada nos congás por um menino ao lado de São Cosme e São Damião.

Anseio da comunidade sem perder sua raiz

A Imperador do Ipiranga nasceu de um projeto social que visava construir uma escola de samba voltada para as crianças, mas que, com o tempo, cresceu e passou a abraçar pessoas de todas as idades. Essa relação com os baixinhos é percebida por meio de muitos enredos que a agremiação da Vila Carioca leva ao Anhembi. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Rômulo Roque explicou que, para 2026, essa visão permanece, mas atrelada à religiosidade, em função de um anseio da própria comunidade.

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“O enredo surgiu a partir de uma série de coincidências. Houve o pedido do presidente Neto por um enredo ligado à religião de matriz africana, algo que ele queria abordar por ser um desejo da comunidade. Ao mesmo tempo, eu tinha a ideia de manter esse clima de enredo alegre e infantil, que já é uma característica da Imperador. E, por mais uma coincidência, o aniversário da escola é no dia 27 de setembro, que é o dia de São Cosme e Damião. Essa sequência de fatores acabou conduzindo naturalmente à escolha do tema”, revelou.

Doum, o irmão que… veio depois?

A expressão à qual Doum é ligado é a do “irmão que não veio”. De acordo com Rômulo, a entidade inicialmente não faria parte do enredo, que falaria apenas dos Ibejis. A decisão de incorporar o terceiro gêmeo ao desfile levou a uma pesquisa aprofundada, que despertou curiosidades no carnavalesco.

“Durante o desenvolvimento do enredo, surgiram novas questões a partir da proposta inicial, que nós, na escola, fomos destrinchando e moldando. A presença de Doum, por exemplo, a princípio não estaria no enredo, mas foi sugerida, e eu ainda não havia me aprofundado nesse aspecto. É interessante essa ideia de ele ser ‘o irmão que não veio’, e toda a mística por trás disso também foi uma grata surpresa”, comentou.

O fato de a escola ter sido fundada no dia dos santos gêmeos também chamou a atenção do artista, que vê nesse detalhe um sinal espiritual positivo.

“Outra questão que me chamou a atenção foi o aniversário da escola. A princípio, ninguém havia pensado nisso, mas depois percebemos que a data é 27 de setembro, dia de São Cosme e Damião. Acredito que seja uma coincidência muito bonita e sinto que boas energias estão vindo por aí”, completou.

Imperador na Avenida: da ancestralidade africana ao sincretismo no Brasil

A Imperador realizará um desfile dividido em três setores. O primeiro será responsável por narrar a ancestralidade africana à qual os Ibejis estão relacionados. Rômulo Roque explicou também que há um fator simbólico na parte inicial da apresentação, na forma de uma demanda espiritual.

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“O nosso setor de abertura começa na África, abordando a ancestralidade, os Itãs, os saberes e os primórdios da religião, toda a base espiritual que sustenta o enredo. Nesse início do desfile, temos o primeiro casal, uma ala e o abre-alas tratando desse tema. Também haverá um elemento surpresa legal na frente do abre-alas que, apesar de não ter muita relação com essa parte do desfile, é necessário para dar tudo certo, pois está sendo atendido um pedido feito em trabalhos”, explicou.

A chegada da crença nos Ibejis ao Brasil e o início da associação das entidades com São Cosme e Damião serão abordados na segunda etapa do desfile, destacando o culto realizado na Umbanda.

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“No segundo setor, mostramos a passagem da África para o Brasil, a chegada da fé ao nosso país. Nosso enredo é na linha de Umbanda; trabalharemos a mistura que caracteriza a religião, que reúne elementos da cultura africana, do cristianismo e das tradições indígenas. Esse setor já aponta para o sincretismo entre Cosme e Damião e os Ibejis. Nele aparecem as oferendas, os Erês e os próprios Ibejis representados nas fantasias, além do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira”, detalhou.

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O desfile será encerrado com uma grande celebração junto ao segundo carro da escola, exaltando os santos gêmeos, os Ibejis e a própria agremiação, que faz aniversário na mesma data em que se celebram as deidades.

“O encerramento do desfile, que seria o terceiro setor, entra diretamente na celebração de Cosme e Damião, com os doces, o costume de distribuir guloseimas e a relação com a saúde e a medicina, das quais são padroeiros. Esse momento também dialoga com o aniversário da escola, que acontece no dia 27 de setembro, Dia de São Cosme e Damião, dos Ibejis e dia da própria Imperador”, completou.

Trunfo vem do chão da comunidade

A força da Imperador do Ipiranga para buscar o sonhado acesso em 2026 está enraizada na própria base da escola. Para Rômulo Roque, o principal diferencial da agremiação é a comunidade, aliada a uma bateria consistente e à retomada da grandiosidade estética que marcou a trajetória recente da escola no grupo..

“Eu acredito que o maior trunfo da Imperador seja a própria comunidade. A Imperador é uma escola de comunidade, uma escola guerreira, de pé no chão, e isso já é um diferencial muito grande. Outro ponto é a bateria, que todo ano vem bem e, neste Carnaval, está ainda mais forte. O enredo também casa muito com a escola. Além disso, voltamos com a grandiosidade que a Imperador inaugurou no grupo, com o abre-alas acoplado e um desfile mais imponente. A escola vem forte, buscando esse acesso que já persegue há algum tempo. Está batendo na trave, mas, se Deus quiser, vai conquistar esse objetivo em 2026”, afirmou.

Ficha técnica

Enredo: “Bejiróó, Onipé Doum – Ibeji”
Componentes: 610
Alegorias: 2 carros
Alas: 10
Diretor de barracão: Comissão de barracão
Diretor de ateliê: Comissão de ateliê

Série Barracões SP: ‘Na Tom Maior eu nunca tinha feito um carnaval tão rico como o desse ano’, diz carnavalesco Flávio Campello

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A Tom Maior é uma escola de nível Especial, e esse fato foi reafirmado no Carnaval de 2025, com a vitória da agremiação no Grupo de Acesso 1. Em 2024, apesar do descenso de grupo, a escola conquistou algumas premiações que elegeram a Tom Maior como detentora do melhor conjunto alegórico daquele ano.

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Para o Carnaval de 2026, a agremiação seguirá apostando em bom acabamento, criatividade e luxo em sua plástica.

Contando sobre Uberaba na ótica de Chico Xavier, a comunidade está contente com o retorno ao Grupo Especial e engajada com um enredo que considera emocionante e capaz de conduzir a escola ao tão sonhado título. Sendo a sexta escola a desfilar no sábado de carnaval pelo Grupo Especial, a Tom Maior levará para a avenida o enredo “Chico Xavier – Nas Entrelinhas da Alma, As Raízes do Céu em Uberaba”. O enredo é assinado pelo carnavalesco Flávio Campello. Ao CARNAVALESCO, o artista detalhou o enredo e o que podemos esperar do desfile da agremiação.

Chegada do tema

Flávio contou como o tema chegou até a escola e como se deu o desenvolvimento do projeto.

“O enredo surgiu por meio de uma proposta da diretoria. A escola foi procurada por uma agência que faz captação de recursos, e essa agência apresentou a proposta de falarmos da cidade de Uberaba. A princípio, quando sabemos de uma proposta de enredo de cidade, já imaginamos que talvez seja um enredo CEP, mas nós tínhamos um grande trunfo, que era Chico Xavier. Apesar de ele não ter nascido em Uberaba, é um ícone da cidade, porque desenvolveu a mediunidade e o espiritismo da forma que deveria ser, dentro da cidade que o acolheu. Quando visitamos o local, percebemos que Uberaba respira Chico Xavier. Portanto, para construir esse enredo, a inspiração veio disso. Buscamos inspiração na mediunidade de Chico Xavier e criamos uma sinopse em que ele narra, por meio de uma carta psicografada, demonstrando afeto, carinho, respeito e gratidão por tudo o que Uberaba fez por ele. O enredo foi inspirado em um livro psicografado de Chico Xavier pelo espírito de Humberto de Campos, ‘Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho’, que narra a história do Brasil de uma forma espírita. Também busquei inspiração nesse livro para construir o texto que deu origem ao nosso enredo”, relatou.

A comunidade

De acordo com o carnavalesco, a comunidade esteve emocionada e engajada desde os primeiros passos do projeto.

“Nós fizemos o lançamento do enredo em um teatro, e ali pudemos ilustrá‑lo de forma totalmente cênica, dividido em vários atos. Naquele momento, contamos a história do que levaríamos para a avenida de forma leve e bastante emotiva. As pessoas abraçaram de imediato o enredo, e tive a sensação de que teríamos algo muito bom pela frente. Durante o lançamento, tivemos um episódio marcante: enquanto o ator que representava Chico Xavier estava no palco, surgiu um pássaro, uma pomba. Não sabemos exatamente o que houve, mas ela apareceu naquele instante. Olhávamos para a plateia e víamos pessoas emocionadas, como se aquilo tivesse uma representatividade muito forte para elas”, comentou.

Ponto alto do desfile

Para Flávio, a abertura da Tom Maior será um dos momentos mais marcantes do desfile.

“Eu acredito que a nossa abertura estará muito impactante, pois buscamos inspiração em uma concepção monocromática. Teremos a primeira ala, o abre‑alas e a segunda ala da escola na mesma cor. Quisemos criar uma atmosfera totalmente inspirada no conceito da água brilhante e cristalina. Para mim, a abertura do desfile será bastante impactante”, disse.

A plástica em cores

Se a abertura será monocromática, o restante da escola desfilará com uma paleta diversificada.

“Teremos uma paleta bem diversificada. Abrimos o desfile de forma monocromática, com tons de verde‑água. No segundo setor, teremos uma alegoria mais vibrante, com rosa mais forte. O terceiro carro tem influência do steampunk para retratar a tecnologia e a industrialização. O último carro é inspirado nas cores branca e dourada. A grande aposta está nas cores. A paleta foi um elemento fundamental para levarmos esse impacto à avenida. Podem esperar alegorias bem vivas”, comentou.

Alegorias e movimentos

As alegorias desfilarão com componentes em movimento, reforçando a identidade visual.

“Teremos pessoas em todas as alegorias. No abre‑alas, um grupo cênico com aproximadamente 40 pessoas. No segundo carro, outro grupo com cerca de 30. No terceiro, 46 pessoas coreografadas. Para finalizar, no último carro, teremos a ala das crianças, com 60 integrantes, mais 25 componentes da velha‑guarda, além de convidados da escola, inclusive Renato Preto, representando Chico Xavier”, relatou.

Riqueza e detalhes

O carnavalesco contou que este será o carnaval mais rico que já realizou na agremiação.

“Na Tom Maior, eu nunca tinha feito um carnaval tão rico como o deste ano. Acredito que as pessoas vão se impressionar com o gigantismo e a riqueza de detalhes das alegorias. Só neste carnaval utilizamos, até agora, 2.500 peças de espelho para decorar as alegorias. Aposto muito nesse brilho e no efeito que isso causará junto com a iluminação”, disse.

“É uma das coisas de que mais gosto: criar conceitos alegóricos. Quando colocamos as alegorias no Anhembi, as pessoas se impressionam ainda mais, porque fazemos com amor, paixão e carinho. Costumo fazer meus carnavais, além de pensar nos jurados com o manual do julgador embaixo do braço, principalmente para o público. Ele merece ver um espetáculo grandioso. Dedico sempre meus carnavais a quem está na arquibancada e a quem assiste de casa”, comentou.

Flávio falou sobre o conjunto visual das fantasias 

“Todas as fantasias têm costeiro e cabeças grandes. Esse conjunto visual será o nosso grande trunfo. Vejo uma escola com um tapete bonito em termos de altura, dialogando com as alegorias, que chegam a 15 metros. Precisamos de fantasias que condigam com essa imponência”, relatou.

“Vocês verão uma escola com um tapete bonito e uma paleta de cores sensacional. Sempre começo um projeto pensando nas cores. Inspiro‑me em grandes nomes do carnaval, como Rosa Magalhães, minha grande professora, e Max Lopes, o mago das cores. Busco inspiração naquilo que me encantou em outras fases da vida”, comentou.

A mensagem do espetáculo

Flávio Campello e a comunidade esperam transmitir uma mensagem de humanização.

“Quero que as pessoas parem para pensar, no momento do desfile da Tom Maior, sobre a importância da humanização. Essa é a mensagem que queremos levar: que vale a pena ser mais humano, estar mais próximo e olhar o próximo como irmão. Acredito que é isso que Chico Xavier gostaria de transmitir. É isso que a Tom Maior levará para a avenida em 2026”, concluiu.

Setores do desfile

Setor 1

‘A Terra dos Gigantes – Etiologia da palavra Uberaba’

Setor 2

‘Terra do Boi Zebu – Chico Xavier foi funcionário do Ministério da Agricultura e abriu portas para que o gado chegasse a Uberaba’

Setor 3

‘Terra, Futuro e Progresso – Profecia de Chico Xavier sobre Uberaba ser conhecida mundialmente’

Setor 4

‘Homenagem ao médium Chico Xavier’

Ficha técnica

Quatro alegorias

1.850 componentes

17 alas

Um elemento alegórico (Comissão de Frente)

Diretor de barracão: José Adelson Davi (Gordo)

Diretor de ateliê: Leonan Ribeiro

Comunidade da Beija-Flor vê samba-enredo como força decisiva rumo ao título em 2026

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O samba-enredo da Beija-Flor de Nilópolis para o Carnaval 2026 já mostrou, logo no primeiro ensaio técnico, que tem potencial para impulsionar a escola na busca pelo título. Com o enredo “Bembé”, que homenageia o Bembé do Mercado, maior candomblé de rua do mundo, realizado desde 1889 em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, a azul e branca levou para a Sapucaí um espetáculo de ancestralidade, fé e resistência negra. A resposta da arquibancada foi imediata: canto forte, emoção à flor da pele e a sensação de que Nilópolis “acordou”.

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Para os componentes, o samba já ultrapassou a fase de teste. Ele cresceu, ganhou corpo e hoje é visto como um dos grandes trunfos da escola na avenida.

Maria Clara Rodrigues, de 19 anos, estudante e componente desde 2023, acredita que a força do samba está diretamente ligada à comunidade. Para ela, o canto coletivo será a grande prova na avenida.

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“O samba está perfeito, acho que a comunidade abraçou bastante. Está sabendo gritar o samba na avenida. Hoje a gente vai ter a prova disso, Nilópolis realmente acordou, a soberana acordou. Ouvimos tantas coisas negativas sobre o nosso título, a gente pode muito bem berrar e mostrar para o pessoal que não tem esse negócio de rolo, porque a Beija-Flor tem uma comunidade que não importa o samba, a gente vai fazer levantar a Sapucaí”.

Vivendo a experiência do desfile pela primeira vez, Layne Machado, 24 anos, assistente administrativa, vê na construção do samba um diferencial competitivo.

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“É um samba muito bom. A junção dos dois sambas que foram escolhidos fez um único samba e eu acredito sim que dá para ganhar”.

Com 22 anos de avenida, o empresário Fabrício Braga, de 36 anos, acompanhou de perto a evolução do samba dentro da escola e destaca o crescimento ao longo do tempo.

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“Com certeza, a comunidade abraçou o samba, mas no início estranharam por conta da junção. Depois o pessoal levantou, cresceu e hoje vemos o quanto está disparado nas playlists. Tenho certeza que vai funcionar muito mais na Sapucaí”.

Para Hércules Claudino, ator de 25 anos e componente há oito carnavais, o enredo dialoga diretamente com a identidade da Beija-Flor, mas o resultado final depende do desempenho coletivo:

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“É possível ser campeão através do enredo. Acredito que tem tudo a ver com a escola, com a identidade da Beija-Flor. Está muito perto, porém depende mais da gente do que qualquer coisa”.