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Casal brilha e dá o tom em noite de liberdade e irreverência no ensaio técnico da Mocidade

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Por Júnior Azevedo, Marielli Patrocínio, Matheus Morais, Luiz Gustavo e Guibsom Romão

A Mocidade Independente de Padre Miguel viveu, nesta sexta-feira, mais um capítulo importante de sua preparação para o Carnaval 2026. Sob pista molhada e clima de expectativa, a Estrela Guia mostrou que aposta alto em um desfile ousado, irreverente e carregado de personalidade com o enredo “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”, desenvolvido por Renato Lage. E, se houve um ponto que concentrou atenções, aplausos e unanimidade, ele esteve no centro da pista: Diogo Jesus e Bruna Santos, que protagonizaram o grande momento do ensaio técnico.

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Vivendo o sexto carnaval pela verde e branco de Padre Miguel, o casal atravessa um de seus melhores momentos na escola e deixou isso claro do início ao fim da apresentação. Energia, vitalidade, sintonia e excelência técnica se combinaram em uma performance que dialoga diretamente com a liberdade estética e comportamental celebrada pelo enredo.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente apostou em uma leitura direta e simbólica do universo de Rita Lee. Vestidos como Anjos da Noite, majoritariamente em preto, com capas, coturnos e alguns componentes exibindo dentes de vampiro, o grupo fez referência explícita a “Doce Vampiro”, um dos maiores sucessos da homenageada.

A coreografia foi simples, bem marcada e executada com boa sincronia, cumprindo com eficiência sua proposta no contexto do ensaio técnico. O desenho coreográfico funcionou, teve leveza e boa resposta do público presente, ainda que sem grandes efeitos ou elementos cenográficos que ampliassem o impacto visual.

A ausência de alegorias cênicas e a paleta escura das fantasias tornaram a apresentação mais contida, reforçando a sensação de que se trata de uma comissão de passagem, pensada para crescer no desfile oficial. Ainda assim, a organização espacial e a execução foram corretas, mostrando um trabalho consistente.

Um ponto de atenção ficou por conta de um incidente isolado: durante a apresentação no primeiro módulo de jurados, uma componente escorregou ao executar um chute no ar, caindo no solo. O episódio foi consequência direta da pista molhada, já que a Mocidade iniciou seu ensaio logo após a passagem da Acadêmicos de Niterói, sob chuva. O ocorrido não comprometeu o conjunto da apresentação, mas serve de alerta para ajustes de segurança e adaptação às condições do piso.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Se o ensaio técnico tivesse um protagonista absoluto, ele seria o casal Diogo Jesus e Bruna Santos. A dupla entregou uma apresentação de altíssimo nível, arrancando aplausos espontâneos do público e reafirmando seu status entre os grandes casais da atualidade.

Bruna mostrou extrema agilidade, intensidade e domínio técnico. Seus giros foram executados com velocidade, precisão e beleza, sempre com postura impecável e leitura clara da bandeira. A energia foi constante em todas as cabines, sem qualquer queda de rendimento.

Diogo, por sua vez, conduziu a apresentação com segurança e personalidade. Seu trançado de pernas foi um dos pontos altos, aliado a uma movimentação fluida e a uma leitura perfeita do tempo musical. A sintonia entre os dois foi evidente, com conduções firmes, trocas bem resolvidas e um bailado coeso, elegante e vibrante.

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Fotos: Divulgação/Rio Carnaval

O casal conseguiu manter intensidade máxima sem abrir mão da técnica, equilibrando vigor físico e refinamento estético. Uma apresentação excepcional, que dialoga diretamente com o espírito libertário do enredo e se coloca como um dos grandes destaques do carnaval que se aproxima.

“Foi maravilhoso o nosso ensaio de hoje. Tecnicamente, melhoramos muitas coisas em relação à outra semana. O chão estava um pouco escorregadio, pois eles passaram uma tinta nova essa semana, mas nada que, no momento, eu e o Diogo não conseguíssemos driblar. Tecnicamente, estamos prontos e agora é só chegar no desfile”, disse a porta-bandeira.

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“O que estamos exibindo aqui é a coreografia completa que vai para o desfile. A única coisa que muda é a tensão, a energia, que no dia do desfile aumenta ainda mais. Hoje fizemos o que iremos fazer no dia oficial, entregamos muito e isso foi notório. A Bruna é carregada de técnica, beleza e graciosidade; todas as falas positivas para ela não são em vão. Esse enredo traz mais força para a mulher, e a Bruna está conseguindo incorporar essa força. Da minha parte, estou conseguindo defender bem esse enredo”, completou o mestre-sala.

HARMONIA E SAMBA

O samba-enredo apresentou bom rendimento ao longo do ensaio. A condução de Igor Vianna, ao lado de seus companheiros de carro de som, foi segura e eficiente, garantindo estabilidade e fluidez ao canto da escola.

A harmonia se mostrou leve e espontânea. Os componentes passaram cantando, brincando e se divertindo na avenida, com forte adesão ao samba. Era visível o envolvimento da comunidade, que cantava batendo no peito e demonstrando identificação com a obra.

Apesar de algumas oscilações, sobretudo nos minutos finais, o conjunto funcionou bem e sustentou a escola durante a maior parte da apresentação, reforçando o caráter comunicativo e acessível do samba.

EVOLUÇÃO

A evolução foi um dos quesitos mais bem resolvidos da noite. A Mocidade apresentou excelente preenchimento de pista, sem buracos entre as alas, explorando com inteligência a lateralidade e todo o espaço disponível na avenida.

Os componentes se movimentaram com leveza, trocando posições, brincando e ocupando o espaço de forma orgânica. Em alguns momentos, especialmente na parte final do ensaio, a evolução se mostrou um pouco mais travada, o que é compreensível dentro do ritmo de treino.

A escola encerrou sua apresentação com 78 minutos, dentro do tempo regulamentar, realizando uma evolução correta, consciente e bem distribuída, demonstrando entendimento claro das exigências do quesito.

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“Mesmo na chuva, ‘ritaleezamos’ mais uma vez. Mocidade de parabéns: conseguimos mostrar de novo o nosso treino bem executado, as bossas, as paradas, comissão, casal e bateria. Hoje, a gente veio trabalhar a técnica; criamos algumas situações de treino para que, porventura, caso aconteçam no desfile, a gente saiba como se posicionar. Um resultado muito satisfatório. Amanhã, a gente assiste ao desfile. Tem uma equipe nossa que está fazendo o monitoramento, leva amanhã para o nosso escritório e a gente vai assistir ao vídeo. Claro, sempre há algum ajuste a ser melhorado. Afinal, hoje foi mais um treino. A gente não pode errar daqui em diante. O que aconteceu até hoje, a gente leva para casa e ajusta. Mas eu estou muito satisfeito”, afirmou Wallace Capoeira, diretor de carnaval.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Não Existe Mais Quente”, comandada por Mestre Dudu, foi mais uma vez um espetáculo à parte. Com inúmeras bossas e uma cadência muito bem estabelecida, o segmento sustentou o samba com personalidade e impacto sonoro, mantendo o pulso da escola do início ao fim.

“Na semana passada aconteceram alguns pequenos delays, mas é normal: um som novo. Eu confiava que hoje o som estaria bem melhor. Parabenizo o pessoal da Liga, que está nos proporcionando essa novidade no carnaval. O nosso trabalho está sendo feito desde maio, quando anunciaram o enredo da Rita Lee; eu fiquei feliz, Rita Lee é musicalidade. Nossas bossas estão sendo todas feitas em cima da melodia do samba. O sarrafo está muito alto, não dá para fazer mais bossas para dificultar. Trabalhamos em cima das justificativas dos jurados, então tomamos um cuidado enorme com a retomada e a precisão das bossas, que é o que o jurado costuma descontar”, explicou mestre Dudu.

À frente da bateria, a rainha Fabíola Andrade mostrou desenvoltura, carisma e sintonia com os ritmistas, contribuindo para a boa impressão geral do conjunto.

Ser passista da Mangueira: corpo, comunidade e legado que atravessam gerações

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A Estação Primeira de Mangueira é mais do que uma escola de samba: é território, identidade e pertencimento. Com uma comunidade historicamente fiel, que vive o verde e rosa o ano inteiro, desfilar pela Mangueira representa honra, responsabilidade e continuidade de um legado construído no chão do morro e levado com orgulho para a Avenida. Dentro desse universo, a ala de passistas carrega um papel central: traduzir, no corpo e no samba no pé, a força da comunidade mangueirense.

À frente desse trabalho está Fernanda Oliveira, coordenadora da ala de passistas, que divide a função com Amanda Matos e Ramon Lero, amigos desde a infância e criados na Mangueira. Para ela, a responsabilidade vai muito além do desfile.

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“É de muita responsabilidade. Não sou só eu, conto com o apoio da Amanda Matos e do Ramon Lero. Nós crescemos e vivemos na Mangueira. Em 1998, participamos de um concurso para sermos passistas da escola e, depois, fomos contemplados para coordenar a ala. Somos responsáveis pelo recuo da bateria, pela sanfona e pelo andamento. O carnaval, para a gente, não acaba nunca”, afirma.

Fernanda destaca ainda que o trabalho é contínuo e começa assim que o carnaval termina. “Assim que finaliza um carnaval, já estamos pensando no próximo. É ensaio, é cuidado, é manter o pique. A Mangueira é o ano inteiro.”

Essa construção de legado também aparece na trajetória de Gabriel Oliveira, de 27 anos, que desfila há 20 anos na Mangueira e, há três, integra a ala de passistas.

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“Comecei como passista mirim, sempre fui da comunidade. Hoje também sou coordenador da Mangueira Mirim na área de fitas. É uma construção de legado de grande importância”, conta.

A emoção de vestir a fantasia e ocupar esse espaço tão simbólico atravessa gerações. Antonella Souza, de apenas 13 anos, desfila há seis anos e já entende o peso desse lugar.

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“Eu me sinto muito grata. Sempre foi meu sonho participar da ala de passistas da Mangueira. Passar pela Avenida sendo passista dessa escola tão importante… é difícil conter a emoção. Dá ansiedade, mas é uma sensação muito boa”, relata.

Para Luciana da Silva, de 25 anos, gestora de RH e passista desde 2014, o sonho virou compromisso de vida.IMG 3986

“Sempre foi meu sonho ser passista da Mangueira. Desde 2016 realizo esse sonho todos os anos. É a escola que eu amo e quero viver o resto da minha vida desfilando aqui. Na Avenida, a gente tem que segurar o coração, porque quem é mangueirense sofre. É tão emocionante que a gente não sabe se samba ou se chora”, diz.

Já Luiz Cláudio, de 28 anos, com 15 anos de desfile, resume o sentimento coletivo da ala.

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“A responsabilidade é muito grande porque a Mangueira tem uma força enorme. A gente repassa essa força da comunidade através do samba no pé. É uma honra e uma satisfação imensa pertencer a esse legado”, afirma.

Entre ensaios, tradição e emoção, os passistas da Mangueira seguem fazendo da Avenida uma extensão do morro, levando no corpo a história, a resistência e o orgulho de uma das escolas mais emblemáticas do carnaval carioca.

Independentes de corpo e alma: a juventude da Mocidade que canta, vive e sente a escola o ano inteiro

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A Mocidade Independente de Padre Miguel chega ao Carnaval 2026 celebrando a liberdade, a irreverência e a força criativa de uma das maiores artistas da música brasileira: Rita Lee. Ícone da contracultura, da liberdade feminina e da ousadia artística, a cantora inspira um enredo que dialoga diretamente com a essência da escola: irreverente, jovem, elétrica e apaixonada pela avenida.

Esse espírito se reflete também na nova geração de componentes da Mocidade. Jovens que cantam o samba do começo ao fim, interagem, pulam, vibram e carregam no peito o orgulho de serem Independentes de corpo e alma. Durante o ensaio técnico, quatro componentes traduziram em palavras o que é viver a Mocidade intensamente.

Thiago Souza, 26 anos, analista de dados, vive em 2026 a sua primeira experiência desfilando. Para ele, a diferença entre assistir e estar na avenida é marcante.

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“Cara, está sendo muito legal, está sendo minha primeira experiência desfilando. Quando a gente está na avenida é uma experiência única e, quando você está na arquibancada, é outra experiência. Na avenida explode muita emoção, muito amor pela escola, então está sendo incrível, incrível.”

Felipe Araújo, 25 anos, arquiteto, desfila há três anos e destaca a energia contagiante do samba da Mocidade.

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“Desfilar na Mocidade é uma energia maravilhosa de Carnaval porque o samba é vibrante, ele é alegre, ele é muito divertido. Entrar na avenida com o samba e com essa energia é muito empolgante, dá vontade de pular, soltar toda a energia e gritar mesmo o samba. Está sendo um samba que estimula muito a desfilar, está sendo maravilhoso.”

Amanda Barbosa, 28 anos, advogada, desfila pela terceira vez e se emociona ao cantar um enredo que exalta a liberdade e representa a força feminina.

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“Com esse enredo sobre a padroeira da liberdade, e eu, como mulher, cantando, é muito emocionante. Admiro muito a obra da Rita Lee e tudo que ela fez em vida. Está sendo incrível viver e celebrar este momento. Estou aqui com meus amigos e minha irmã, o que faz ser perfeito.”

Já para Mariana Almeida, 30 anos, farmacêutica, o desfile de 2026 marca a realização de um sonho pessoal. Fã declarada de Rita Lee, ela encontrou no enredo o empurrão que faltava para estrear na avenida.

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“Eu estou muito feliz de desfilar na Mocidade este ano porque sou fã da Rita Lee. Nos últimos dois anos eu li a biografia desta poeta, pude conhecer melhor a história e as músicas dela, o quanto ela é importante para a música brasileira e para o Brasil. Quando fiquei sabendo que a Mocidade ia falar sobre a Rita Lee, eu coloquei na minha cabeça que precisava desfilar, corri atrás e consegui essa oportunidade. Estou muito feliz de participar. A escola está ganhando muito meu respeito pela organização, pela alegria e pela animação. Espero que seja um momento especial e incrível na avenida.”

Entre estreias, paixões antigas e novas histórias sendo escritas, a juventude da Mocidade mostra que o Carnaval vai muito além do desfile. É pertencimento, identidade e liberdade — exatamente como Rita Lee ensinou e como a Estrela Guia de Padre Miguel faz questão de mostrar: independente de ser o primeiro desfile ou o décimo, quem entra na avenida vai de corpo, alma e coração verde e branco.

MUG se destaca em noite de recuperações no Sambão do Povo

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A Mocidade Unida da Glória se destacou na noite de recuperações no Sambão do Povo. Foi a única candidata ao título do Carnaval de Vitória a se apresentar na primeira noite de desfiles do Grupo Especial. A escola de Vila Velha sobrou.

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Mas isso não quer dizer que tenha sido o único ponto alto da noite. A Jucutuquara fez um lindo desfile sobre Maria Padilha e encantou o público. O Novo Império também saiu orgulhoso por dar a volta por cima após um desfile ruim no ano passado.

Pega no Samba, com problemas de evolução, e Imperatriz do Forte, com fantasias excessivamente simples e um contingente reduzido de componentes, brigam contra o rebaixamento.

Leia abaixo todas análises

Força visual e técnica: MUG impõe respeito e segue forte na briga pelo título

Imperatriz do Forte encerra a noite com desfile focado na sobrevivência

Com samba leve e evolução solta, Jucutuquara faz desfile de alma e identidade

Entre acertos e falhas, Pega no Samba abre os desfiles de Vitória mirando a permanência

Novo Império aposta na força do canto e na evolução para compensar falhas visuais

Imperatriz do Forte encerra a noite com desfile focado na sobrevivência

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A escola do Forte São João, última a desfilar nesta sexta-feira, pegou o Sambão do Povo quase vazio e realizou o desfile mais simples esteticamente da primeira noite do Grupo Especial de Vitória.

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Com o enredo “Xirê: festejo aos ancestrais”, a verde e rosa apresentou quesitos fortes, que podem ajudá-la a permanecer no grupo. A começar pela comissão de frente, coreografada por Junior Barbosa, que assumiu a missão há poucas semanas. Sem elemento cênico, a escola defendeu o quesito com uma dança cheia de garra e significado.

O casal Thiaguinho e Jéssica também se apresentou com qualidade e firmeza e deve garantir bons pontos. Outro ponto alto foi a pesada bateria de Vitor Rocha e Amon Lucas, dona do melhor naipe de caixas da noite.

As alegorias do carnavalesco Marcus Paulo estavam corretamente decoradas e não ficaram devendo, ao contrário das alas, com fantasias muito simples e com poucos componentes.

Isso deve atrapalhar o desempenho do samba, embora tenha sido muito bem cantado por Dodô Ananias.

A Imperatriz fez um desfile com o objetivo de tentar permanecer no grupo. Vai depender das demais.

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Força visual e técnica: MUG impõe respeito e segue forte na briga pelo título

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A maior campeã do século em Vitória, a Mocidade Unida da Glória, jogou pesado nesta sexta-feira no Sambão do Povo. Com um visual impactante, contou o enredo “O diário verde de Teresa”, sobre a incursão científica de uma princesa da Baviera por terras capixabas no século XIX.

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Mostrando a natureza da região e os indígenas que motivaram a viagem da princesa, o carnavalesco Peterson Alves usou muito verde e tons terrosos nas fantasias e alegorias, que apresentaram a maior volumetria e o melhor acabamento até então. Tudo foi feito com muito cuidado e sem uso de matéria-prima animal.

Os quesitos foram muito bem defendidos, desde a comissão de frente coreografada por Marcelo Lages, que arrancou suspiros do público com uma acrobacia, passando pelo seguro casal Hudson e Klaura e pela excelente bateria de mestre Lucas.

A evolução da MUG se destacou pela ocupação total da pista e pela grande compactação dos componentes. Com tudo isso, faltou aos componentes se mostrarem mais animados e vibrantes. Ou estavam acomodados com a nítida vantagem visual da escola, ou estavam tímidos. Não se soltaram. Mas isso não tira o Leão da Glória da disputa pelo título. Vai brigar!

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Fotos: Eugênio Leal/CARNAVALESCO

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Freddy Ferreira analisa a bateria da Unidos da Tijuca no segundo ensaio técnico

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Um grande ensaio da bateria “Pura Cadência”, da Unidos da Tijuca, comandada pelo mestre Casagrande. Uma conjunção sonora de raro valor foi produzida, em um ritmo que se mostrou bastante equilibrado, além de muito bem equalizado. Essa equalização acima da média, proporcionada pela belíssima afinação de surdos, ajudou a dar impacto sonoro às paradinhas tijucanas.

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Na cabeça da bateria da Tijuca, um naipe de cuícas bem sólido ajudou a marcar, de forma ressonante, o belíssimo samba tijucano. Uma boa ala de chocalhos exibiu grande virtude sonora, tocando de forma interligada a um naipe de tamborins de nítida qualidade coletiva. Tamborins e chocalhos tijucanos exibiram uma convenção pautada pela simplicidade, destacando, com nuances rítmicas, as variações do melodioso samba do Pavão.

Na cozinha da bateria tijucana, foi percebida uma afinação preciosa de surdos, com destaque para a bela ressonância do surdo de segunda. Marcadores de primeira e de segunda foram firmes, mas, ao mesmo tempo, seguros. Um balanço envolvente dos surdos de terceira preencheu a musicalidade dos graves com requinte. Uma ala de repiques tocou de forma coesa junto de um naipe de caixas de guerra simplesmente fabuloso, cujo toque serviu de base sonora, amparando as demais peças da “Pura Cadência”.

Bossas bem vinculadas ao que o samba da Tijuca pedia foram realizadas com precisão cirúrgica. Sempre aproveitando as variações melódicas para consolidar seu ritmo, os arranjos apresentaram pressão sonora, graças à afinação de surdos acima da média, sem contar a boa utilização dos diferentes timbres durante as bossas. Um acerto musical envolvendo, principalmente, bom gosto: uma criação conceitual que soube valorizar a obra da escola e ajudar a impulsionar a comunidade.

Uma grande apresentação da bateria da Unidos da Tijuca, dirigida pelo mestre Casagrande. Um ritmo tradicional, com bossas funcionais, contendo pressão e deixando claras as diferenças de timbres, foi exibido. Uma bateria “Pura Cadência” da Tijuca beirando a excelência, mostrando-se pronta para brigar pela pontuação máxima no próximo Carnaval.

Com samba leve e evolução solta, Jucutuquara faz desfile de alma e identidade

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“Ela é Maria, Mariá…”. Maria Padilha incorporou na Unidos de Jucutuquara e levou a tradicional escola da Coruja a realizar um delicioso desfile de carnaval. Os componentes flutuaram no Sambão do Povo com o samba de Rafael Mikaiá e parceiros. O canto alegre e a evolução solta, cheia de representação, mostraram a força de uma agremiação feliz por ter se reencontrado com sua própria alegria.

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A comissão de frente, assinada por Márcia Cruz, abriu mão de elementos cenográficos e apostou no carisma de suas dançarinas, dentro da representação clássica da homenageada. Arrancou aplausos.

A bateria dos mestres Yan Corrêa e Ed Wisley ainda apresentou pequenas falhas na execução de alguns naipes, mas se mostrou bem ensaiada e com marcações firmes.

O visual não comprometeu, mas passou longe de ser o ponto forte do desfile. O desenvolvimento do enredo nas fantasias ficou um pouco repetitivo, porém bem executado.

O desfile do reencontro para a nação Jucutuquara.

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Fotos: Eugênio Leal/CARNAVALESCO

Freddy Ferreira analisa a bateria da Mangueira no segundo ensaio técnico

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Um ensaio técnico excepcional da Ala de Bateria da Estação Primeira de Mangueira, sob o comando dos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto. Um ritmo com andamento confortável, equalização privilegiada de timbres e uma brilhante conjunção sonora foi exibido. Com paradinhas requintadas e repletas de bom gosto, é possível dizer que a bateria ajudou a impulsionar o samba-enredo e os componentes da escola do Morro de Mangueira.

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Na cabeça da bateria da Verde e Rosa, uma ala de xequerês ajudou a dar leveza à parte frontal do ritmo. Cuícas seguras e sólidas ajudaram a marcar o samba mangueirense com exatidão. Um naipe de ganzás, com boa ressonância, tocou de forma interligada a uma ala de tamborins extremamente acima da média. Os tamborins executaram um desenho rítmico complexo e de difícil execução com maestria, parecendo um só instrumento por toda a pista, evidenciando um trabalho coletivo de qualidade primorosa. Agogôs de duas campanas (bocas) também deram sua contribuição no preenchimento musical das peças leves, inclusive participando de forma bastante musical em bossas.

Na cozinha da bateria mangueirense, foi notada uma pesada e potente afinação de surdos. Os marcadores de primeira tocaram com firmeza e bastante segurança. O surdo mor ficou responsável por um balanço simplesmente espetacular, deixando claro o trabalho brilhante envolvendo os graves. Repiques tecnicamente acima da média tocaram junto de um naipe de caixas de guerra simplesmente deslumbrante, com a tradicional batida rufada brilhando em um toque uníssono. Nas laterais e nos fundos da bateria vieram os marabaixos, que iam até o corredor do ritmo para momentos de bossas, sendo uma delas com sua luxuosa participação. Na primeira fila da parte de trás da bateria “Tem que respeitar meu tamborim”, um naipe de timbales exibiu um trabalho magistral, tanto na sustentação do ritmo quanto nas participações pra lá de especiais em bossas.

Bossas bem vinculadas à canção mangueirense foram exibidas com classe e extrema categoria. Uma criação musical com escolhas de muito bom gosto, todas pautadas pelas nuances da melodia do samba da Mangueira, consolidou o ritmo dos arranjos. Totalmente fora da curva, a bossa envolvendo os marabaixos contou com uma retomada muito bem pontuada, feita pelos ritmistas com o instrumento. As conversas rítmicas dos arranjos esbanjaram musicalidade dançante, impulsionando o desfilante e auxiliando a escola com um conceito criativo que valorizou o samba-enredo.

Uma apresentação fenomenal da bateria “Tem que respeitar meu tamborim”, da Estação Primeira de Mangueira, dirigida pelos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto. Um ritmo potente, com andamento confortável e bela fluência entre os mais diversos naipes.

Acompanhar a bateria da Mangueira de perto, hoje em dia, é ter uma grande chance de contemplar uma verdadeira experiência sensorial. Um ensaio para acreditar em uma apresentação que arrebate julgadores com pontuação máxima no desfile oficial e, quiçá, busque premiações, diante de um trabalho impecável em todas as peças.

Novo Império aposta na força do canto e na evolução para compensar falhas visuais

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O Novo Império mostrou a tradição de seus 70 anos e pisou forte no Sambão do Povo, elevando o nível do desfile. Com o enredo “Arauanayê: guardiãs dos mistérios ancestrais”, do carnavalesco Osvaldo Garcia, a vizinha do Sambão do Povo teve problemas com fantasias inacabadas em uma ala e também na bateria, mas fez uma apresentação vibrante e compacta, que deve render boas notas em harmonia e evolução.

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O destaque, mais uma vez, foi o intérprete Danilo Cezar, que deu um show de canto, carisma e comunicação. Ele entoou um bonito samba de Júnior Fionda, Tem-Tem Jr. e Arlindinho Cruz, que explodiu no refrão e emocionou nos primeiros versos, mas destoou ao deslocar a sílaba tônica da palavra “cristal”.

A porta-bandeira Alana Marques teve muitos problemas com o vento no primeiro módulo de julgamento e não conseguiu impedir que seu pavilhão enrolasse no mastro. Mas ela e seu parceiro, Wesckley Black, se recuperaram e fizeram uma bonita apresentação no segundo módulo. A comissão de frente não chegou a se destacar, embora não tenha cometido erros aparentes.

O conjunto alegórico estava volumoso e representativo, mas apresentou alguns problemas de acabamento.

Não foi um desfile para título, mas a escola superou o que mostrou no ano anterior.

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Fotos: Eugênio Leal/CARNAVALESCO

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