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Dez escolas, duas vagas e muita disputa: Acesso II abre o carnaval paulistano

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No próximo sábado acontece a abertura do carnaval paulistano, com a passarela do Anhembi abrindo seus portões para as escolas de samba do Grupo de Acesso II, terceira divisão das disputas entre as agremiações da folia paulistana. Organizada pela Liga-SP, a competição terá 10 escolas na briga pela tão sonhada vaga no Grupo de Acesso I. Duas sobem para a segunda prateleira e duas caem para o Grupo Especial de Bairros da UESP.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Assim como em 2025, a festa começa com as crianças. Algumas agremiações filiadas à Liga-SP farão os desfiles mirins, com início às 18h. Vale ressaltar que a entrada é franca nas arquibancadas, mantendo a iniciativa de sucesso que ocorre desde 2022.

Abrindo os desfiles, temos a vice-campeã do Especial de Bairros, a Amizade Zona Leste, seguida por Imperatriz da Pauliceia, Torcida Jovem, X-9 Paulistana, Unidos de São Lucas, Unidos do Peruche, Morro da Casa Verde, Imperador do Ipiranga, Uirapuru da Mooca e Primeira da Cidade Líder.

Assim como no ano passado, a apuração acontece no próprio domingo, às 17h.

Amizade Zona Leste – 20h

Vice-campeã do Grupo Especial de Bairros da UESP em 2025, o Trevo da Zona Leste conquistou sua vaga de volta ao Grupo de Acesso II após a queda no Carnaval 2024. A escola foi a primeira a lançar enredo entre as 32 agremiações filiadas à Liga-SP. O tema é intitulado “Xangô e Iansã, o Casal do Dendê no Ilê do Amizade”, apostando em uma narrativa afro nesta volta imediata ao grupo.

O carnavalesco Rogério Sapo comentou:

“A ideia do enredo nasceu no dia do desfile das campeãs do Carnaval 2025. O presidente teve a ideia e propôs um enredo afro-religioso. Juntos, chegamos a esse enredo, que teve um desenvolvimento satisfatório. A escola, diferente do último carnaval, abraçou logo de cara. Os componentes vieram com tudo para esse projeto”.

Fundação: 1995

Melhor resultado: 9º lugar (2022)

Colocação em 2025: vice-campeã do Especial de Bairros (UESP)

Imperatriz da Pauliceia – 20h50

A escola da Vila Esperança almeja melhores colocações. O Carnaval 2025 foi o segundo consecutivo em que a Imperatriz da Pauliceia ficou à beira do rebaixamento para o Especial de Bairros. Assim, mudanças foram feitas: agora a agremiação conta com um trio de carnavalescos e o reforço do intérprete Dom Júnior.

Com tema afro, o enredo será “Congá, o Altar Sagrado da Minha Fé”, assinado por Leandro Santana, Francis Santos e Fran da Vila.

“Já era interesse da escola abordar a espiritualidade em um enredo, levando isso para o campo da exaltação. O enredo surge como vontade da própria agremiação, é um enredo interno. Quando analisamos a trajetória da Pauliceia, percebemos uma coesão e uma preocupação constante em valorizar manifestações culturais do Brasil, o que virou identidade da escola”, contou Leandro Santana.

Fundação: 1980

Melhor resultado: 5º lugar no Acesso II

Colocação em 2025: 8º lugar no Acesso II

Torcida Jovem – 21h40

A agremiação alvinegra repete a estratégia recente e segue pelo viés afro. Após homenagear o Maranhão, agora aterrissa na Bahia com “Axé, Raízes e Ritmos da Cultura Afro-Baiana”, assinado por uma comissão de carnaval. A escola terá a estreia do intérprete Ivanzinho.

Fundação: 1969

Melhor resultado: campeã do Acesso II (2023)

Colocação em 2025: 6º lugar no Acesso II

X-9 Paulistana – 22h30

Vivendo uma gangorra recente entre acessos e quedas, a escola aposta no enredo indígena “Yvy Marã Ei: a busca pela terra sem mal”, de Amauri Santos, mirando o retorno ao Acesso I.

“Queria um enredo que falasse dos povos originários de forma positiva e deixasse uma reflexão sobre mudança para a humanidade. Vivemos um momento de superação e é hora de encontrar novos caminhos”, disse o carnavalesco.

Fundação: 1975

Melhor resultado: bicampeã (1997 e 2000)

Colocação em 2025: 7º lugar no Acesso I

Unidos de São Lucas – 23h20

Mesmo rebaixada, a escola vive ascensão recente, com acessos consecutivos até chegar ao Acesso I. Agora tenta retornar com “Meu Tambor é Ancestral… Heranças e Riquezas de um Povo… Um Brasil de Festas Pretas!”, de Anselmo Brito.

“A ideia surgiu do presidente Nanão. O tema é riquíssimo culturalmente e plasticamente”, destacou o carnavalesco.

Fundação: 1980

Melhor resultado: 8º no Acesso I

Colocação em 2025: 8º no Acesso I

Unidos do Peruche – 00h10

A pentacampeã tenta o acesso com renovação de segmentos. O enredo “Oi! Esse Peruche Lindo e Trigueiro. Terra de Samba e Pandeiro, 70 Anos” conecta a história do instrumento à trajetória da escola.

Fundação: 1956

Melhor resultado: pentacampeã (1957, 1962, 1965, 1966, 1967)

Colocação em 2025: 3º no Acesso II

Morro da Casa Verde – 01h00

Com samba apontado como um dos melhores da safra, a escola aposta em “Santo Antônio de Batalha Faz de Mim Batalhador”, de Ulisses Bara, buscando retorno ao Acesso I.

Fundação: 1962

Melhor resultado: 6º no Especial (1970)

Colocação em 2025: 5º no Acesso II

Imperador do Ipiranga – 01h50

Fechando trilogia infantil, a escola leva “Bejiróó, Onipé Doum – Ibeji”, de Rômulo Roque, unindo religiosidade afro e universo lúdico.

Fundação: 1968

Melhor resultado: 5º no Especial (1973)

Colocação em 2025: 7º no Acesso II

Uirapuru da Mooca – 02h40

Campeã do Especial de Bairros, retorna com ousadia: três alegorias. O tema é “Maria Felipa, no Balanço da Maré, a Heroína da Independência”.

Fundação: 1976

Melhor resultado: 6º no Acesso (2010)

Colocação em 2025: campeã do Especial de Bairros

Primeira da Cidade Líder – 03h30

Promessa de ousadia, homenageia Paulo Barros com “Paulo Barros, o Gênio do Carnaval”, desenvolvido por Anderson Rodrigues e os irmãos Minuetto.

Fundação: 1993

Melhor resultado: 4º no Acesso II

Colocação em 2025: 4º no Acesso II

Tradição leva à Intendente a força do Sertão na história de Gardênia Cavalcanti

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A Tradição levará para a Intendente Magalhães uma história que alcançou a rede nacional. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o carnavalesco da escola, Leandro Valente, contou detalhes do enredo “A Menina do Sertão que Virou Estrela de TV”, que homenageia a trajetória da jornalista e apresentadora Gardênia Cavalcanti, nascida em Santana do Ipanema, no Sertão nordestino, e que construiu, a partir da superação, um caminho de sucesso na televisão brasileira. Segundo ele, mais do que uma biografia, o desfile propõe a valorização do povo nordestino e, especialmente, da mulher nordestina.

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Leandro explicou que a escolha do tema nasceu de um desejo antigo da escola.

“Eu e a presidente Rafaela Nascimento sempre tivemos muita vontade de levar um enredo nordestino para a Tradição. Em 12 anos como carnavalesco da escola, a gente nunca tinha conseguido realizar isso. A Gardênia vem como narradora-personagem, como protagonista da história que a gente vai contar e cantar.”

Valente acredita que o enredo tem tudo a ver com a tradição da escola em abordar temas de empoderamento e desconstruir estigmas.

“Assim como fizemos no Trono Negro, agora a gente quer colocar o povo nordestino num lugar de realeza. Existe esse inconsciente de que o nordestino chega ao Sudeste em um lugar de subserviência, e a gente quer desconstruir essa imagem. Mostrar que uma mulher nordestina pode chegar e vencer, sim.”

O grande destaque do enredo

O grande trunfo, segundo o artista, está na emoção que será transmitida ao cruzar a avenida.

“A entrada vai ser muito emocionante, trazendo a infância dela em Santana do Ipanema e esse deslocamento pelo Nordeste, passando por Paulo Afonso e Recife, com toda essa herança cultural. O setor inicial reúne referências como Bumba Meu Boi, Chegança, Reisado, Maracatu e Frevo, culminando em um final simbólico. A gente volta para esse sertão, para essa terra seca, mas agora iluminada pelas luzes de uma estrela que subiu aos palcos.”

A parte plástica e estética do desfile

No que diz respeito ao visual, Leandro adiantou um projeto ambicioso: equilibrar tradição e modernidade.

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“Dentro de todos os trabalhos que eu e a Rafaela já fizemos juntos, esse é o projeto mais volumoso da Tradição. A gente fala de sertão, de herança nordestina, com muito artesanal — fuxico, renda, detalhe —, mas em contraponto com tecnologia, LED, iluminação e uma estética high-tech. Desse lugar também é possível se comunicar de forma midiática, potente e grandiosa. O desfile terá mais recursos tecnológicos do que projetos anteriores da escola.”

Desafios da Intendente Magalhães

Com longa experiência na avenida, Leandro fala com propriedade sobre os obstáculos de colocar um carnaval na Intendente Magalhães, na Zona Norte, e explica como, neste ano, o enredo ajudou em todo esse processo.

“Posso dizer que sou um expert da Intendente Magalhães. São mais de dez anos fazendo carnaval lá. Já fizemos carnaval sem recurso nenhum, tirando da cartola o que não tinha na carteira. Mas a força desse enredo me abre possibilidades de parcerias, de apoios, de pessoas ligadas à Gardênia, o que permite entregar um carnaval mais rico e confortável. Hoje consigo brindar o público sem precisar me preocupar tanto com essa pressão financeira.”

Mais do que contar a história de uma estrela da TV, a Tradição leva para a avenida uma narrativa de inspiração. Ao transformar a trajetória de Gardênia Cavalcanti em samba, a escola mostra que, no sertão, também nascem sonhos capazes de brilhar para o Brasil inteiro.

Acadêmicos da Abolição propõe reflexão afro-indígena sobre terra e ancestralidade

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O CARNAVALESCO conversou com Thayssa Menezes e Pedro Duque, carnavalescos da Acadêmicos da Abolição, e eles contaram detalhes do enredo “Chão é Gente: Cultivar, Cultuar e Colher Ancestralidade”, que será o tema do desfile deste ano na Intendente Magalhães.

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Segundo os dois, a temática foi inspirada nos ideais de Nego Bispo e Ailton Krenak, representantes dos saberes quilombolas e indígenas, respectivamente, e propõe uma reflexão afro-indígena sobre a relação entre humanidade, terra e ancestralidade, já que tudo o que envolve nossa cultura e saberes sociais veio desses povos originários e foi se transformando ao longo do tempo.

“A gente estava pensando inicialmente em abordar as ideias do Nego Bispo, mas achamos que poderia ser uma boa convergência juntá-las às ideias do Ailton Krenak. Então pensamos nesse enredo justamente a partir da posição desses dois autores, refletindo essa visão afro-indígena e como ela pode trazer uma outra forma de enxergar a terra, pensando o ser humano como parte da natureza”, contou Thayssa, sobre como surgiu a ideia do enredo.

Pedro complementou, explicando como a narrativa também dialoga diretamente com a história da escola, já que o carnaval é uma festa formada, até hoje, pela comunidade afro-indígena: “Em 2026, a camisa acadêmica da Abolição completa 50 anos. Então, trazer o nosso chão, o chão da escola de samba, confluindo com todas essas ideias do Ailton Krenak e do Nego Bispo, foi uma grande junção que fizemos pensando em valorizar esse chão que é nosso”.

O grande destaque do enredo

Na opinião de Thayssa, o grande trunfo está na forma como o ser humano, em geral, precisa enxergar o conceito de terra. Para ela, é preciso pensar fora da caixa.

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“A gente tenta pensar essa terra não só como espaço de cultivo, mas também como espaço de celebração, como um lugar que fornece outros tipos de saberes. Não é exatamente indígena, nem um enredo ‘afro’ no sentido tradicional, mas como essas visões podem gerar uma materialidade e uma experimentação diferentes”.

Pedro concorda com essa ideia e afirma que, apesar de temas como chão e colheita já serem recorrentes no carnaval, a proposta da Abolição é outra.

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“A gente quer trazer uma outra vertente de pensamento, tanto visual quanto conceitual. Acho que esse é o nosso grande trunfo para o Carnaval do ano que vem”.

A parte plástica e estética do desfile
Sobre a estética do desfile, Pedro adianta que a narrativa também será construída visualmente a partir das cores e da luz, conectando-se ao carnaval apresentado pela escola em 2025.

“O nosso desfile parte de uma escolha cromática muito clara. Ele começa mais escuro e vai, aos poucos, quase amanhecendo, caminhando para essa clareza. Tivemos vontade de vir mais grandiosos no sentido de volumetria este ano. É uma continuidade do trabalho do último carnaval, de trazer uma Abolição muito rica e grandiosa, como ela merece ser”.

Desafios da Intendente Magalhães

Ao falar das dificuldades de realizar um carnaval na Intendente Magalhães, Thayssa destacou a relação com a escola como um ponto fundamental.

“A nossa agremiação nos dá muita estrutura de trabalho no sentido de liberdade criativa, de confiar na gente, no que a gente quer apresentar e experimentar. Essa construção entre a nossa equipe e a escola funciona muito bem.”

Pedro encara esse desafio como um estímulo criativo e uma oportunidade para experimentar novas técnicas artísticas.

“A gente sabe que existem dificuldades, como todas as escolas da Série Prata, mas é aí que mora a criatividade: pegar o mínimo e transformar no máximo. É nesse espaço que a experimentação com materiais não usuais entra em cena, para conseguir apresentar um trabalho imponente e grandioso.”

Com muita pesquisa, sabedoria e emoção, o desfile da Acadêmicos da Abolição virá para provar que o carnaval é mais do que um espetáculo visual. Com esse enredo, a escola convidará o público a refletir sobre uma nova forma de pensar a vida a partir da ancestralidade e dos saberes naturais, lembrando que também fazemos parte da natureza, mesmo que nos esqueçamos disso no dia a dia.

TV Brasil prepara programação temática para o Carnaval com atrações especiais

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A folia embala diversas produções especiais na telinha da TV Brasil no mês de fevereiro com a faixa Carnavais do Brasil. A emissora pública valoriza as manifestações da cultura popular em diversas regiões do país ao mostrar o desfile das escolas de samba e exibir shows com grandes astros da cena musical brasileira.

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Tiago Alves, Bia Aparecida e Flavia Grossi Credito: Rodrigo Peixoto / TV Brasil

O canal transmite a performance das agremiações do Grupo Especial de Vitória, no Espírito Santo, na sexta (6) e sábado (7), com a TVE/ES, em rede; o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso 2 de São Paulo, apenas para o estado, no sábado (7); e a apresentação das agremiações da Série Prata, do Rio de Janeiro, no domingo (15) e segunda (16), direto da Intendente Magalhães, para todo o país.

O clima de Carnaval também contagia com os shows dos principais circuitos da folia em Salvador. A programação especial acompanha os espetáculos dos circuitos Barra-Ondina, Campo Grande e Pelourinho durante vários dias, na sexta (13), sábado (14) e terça (17), em diversos horários, com a TVE Bahia, em rede. A emissora ainda tem edições temáticas dos programas Sem Censura e Samba na Gamboa.

Destaques do pré-carnaval

A TV Brasil antecipa a programação de Carnaval neste final de semana. Em rede, o canal exibe o desfile das escolas de samba do Grupo Especial de Vitória nesta sexta (6) e sábado (7), ao vivo, às 22h, em parceria com a TVE/ES, emissora que integra a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

A primeira noite do desfile direto do Sambão do Povo, na capital capixaba, reúne cinco agremiações: Pega no Samba, Novo Império, Unidos de Jucutuquara, Mocidade Unida da Glória (MUG) e Imperatriz do Forte. No segundo dia, o Carnaval de Vitória traz para o palco as escolas Rosas de Ouro, Unidos da Piedade, Independente de Boa Vista, Chegou o Que Faltava e Andaraí.

Carnavais do Brasil 2026 Barbara Pereira e Muka 02 Credito Rodrigo Peixoto TV Brasil

Já no sábado (7), apenas para São Paulo, a TV Brasil apresenta o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso 2 de São Paulo, com exclusividade na televisão aberta, às 21h. Mais cedo, a partir das 20h, a festa já pode ser acompanhada no YouTube da emissora.

A transmissão comandada pelos jornalistas Bárbara Pereira e Muka tem a participação de comentaristas no estúdio. Os apresentadores recebem como convidados especiais a jornalista Carolina Grimião, o pesquisador Felipe Gabriel Oliveira e o jornalista Felipe Rangel. O repórter Lincoln Chaves traz as notícias direto do Sambódromo do Anhembi.
 
O desfile paulista reúne dez tradicionais agremiações que buscam garantir presença no Grupo de Acesso 1 do Carnaval de São Paulo em 2027. Este ano, duas escolas de samba sobem, enquanto outras duas são rebaixadas para o Grupo Especial de Bairros.
 
Samba na Gamboa e Sem Censura no clima de festa
 
Para esquentar os tamborins, a TV Brasil recorda duas edições especiais da mais recente temporada do programa Samba na Gamboa com a presença de personagens conhecidos da folia. Com histórias e repertório da festa momesca, a apresentadora Teresa Cristina traz o carnavalesco Milton Cunha neste domingo (8), às 13h, e recebe o bamba Neguinho da Beija-Flor, no domingo de Carnaval (15), no mesmo horário.
 
Especialista no assunto, o comentarista Milton Cunha aborda desfiles inesquecíveis das escolas de samba do carnaval carioca. Entre a análise de um sucesso e outro, a anfitriã interpreta clássicos com os maiores sambas-enredo de todos os tempos.
 
A cantora Teresa Cristina entoa músicas que atravessam gerações como “Bum Bum Paticumbum Prugurundum”, samba campeão do Império Serrano, em 1982; “Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”, canção do vice-campeonato da Beija-Flor, em 1989; “O Ti Ti Ti do Sapoti”, obra da Estácio de Sá, em 1987; e “Histórias Para Ninar Gente Grande”, samba que deu o título à Mangueira, em 2019, entre outras.
 
No domingo de folia (15), o cantor e compositor Neguinho da Beija-Flor é pura emoção no Samba na Gamboa. Durante o papo com a apresentadora Teresa Cristina, o convidado celebra os 50 anos como intérprete, menciona passagens marcantes de sua trajetória artística, destaca a paixão pela sua escola de samba e se comove ao falar de superações e performances na Marquês de Sapucaí.
O veterano canta obras de seu repertório autoral como “Deusa da Passarela”, “Malandro é malandro, mané é mané”, “Gamação Danada”, “Malandro Também Chora” e “O Campeão (meu time)”. Ainda solta a conhecida voz para lembrar clássicos como “Ângela” e “Sorriso Negro”, entre outros sucessos do gênero.
O Sem Censura também está com programas temáticos. A roda de conversa comandada por Cissa Guimarães apresenta desde o dia 26 de janeiro uma série de edições ao vivo sobre o enredo das 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro com entrevistas de convidados ilustres.
Carnavais do Brasil 2026 Barbara Pereira e Muka 01 Credito Rodrigo Peixoto TV Brasil
Em clima animado nos dias que antecedem o início do Carnaval, o vespertino entra na terceira e última semana de conteúdos especiais com atrações da festa popular no palco e na bancada a partir desta segunda (9). A produção reúne representantes das agremiações que brilham na Marquês de Sapucaí.
O bate-papo inclui intérpretes, rainhas de bateria, passistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, além de ritmistas da bateria das escolas de samba para performances ao vivo, no estúdio do canal público de segunda a quinta, às 16h. Já às sextas, a TV Brasil destaca os melhores momentos da semana.
Folia nas ruas de Salvador e do Rio de Janeiro
Durante o Carnaval, a partir de sexta (13), a TV Brasil acompanha os blocos de rua e os grandes shows de ícones da música nacional, principalmente dos ritmos baianos, com as atrações dos mais importantes circuitos de Salvador.
O canal mostra as apresentações de fenômenos da cultura popular que arrastam foliões nos circuitos Barra-Ondina, Campo Grande e Pelourinho, com as imagens da TVE Bahia, em rede. A programação com as atrações de Salvador ganha a telinha na sexta (13), às 23h; no sábado (14), às 21h; e na terça (17), também às 21h.
Já no domingo (15) e segunda (16) de folia, a TV Brasil transmite para todo o país o desfile das escolas de samba da Série Prata, do Rio de Janeiro, na Intendente Magalhães, na Zona Norte da capital fluminense, para todo o país. A programação começa mais cedo, às 18h, no YouTube da emissora. Já na telinha, a festa das agremiações entra no ar às 20h30 no domingo (15) e às 21h na segunda (16).
Os jornalistas Tiago Alves, Bia Aparecida e Flávia Grossi comandam a apresentação. A repórter Anna Karina acompanha os preparativos das escolas no início dos desfiles, direto da concentração. Já o noticiário da dispersão pauta os repórteres Fernanda Cruz no domingo (15) e Vladimir Platonow na segunda (16).
Ao todo, 29 escolas de samba atravessam a Estrada Intendente Magalhães em dois dias de performances. As agremiações mostram a evolução dos enredos na passarela popular do samba da Cidade Maravilhosa com o objetivo de subir para a Série Ouro e desfilar na Sapucaí em 2027.
No estúdio da emissora pública, Tiago Alves e Bia Aparecida conduzem a transmissão de domingo (15), enquanto Flávia Grossi faz dupla com o jornalista na segunda (16). Os anfitriões recebem convidados especiais para analisar o desempenho das agremiações.
Programação da faixa Carnavais do Brasil na TV Brasil
Desfile do Grupo Especial de Vitória
6 e 7 de fevereiro (sexta e sábado), às 22h em rede
Desfile das Escolas do Grupo de Acesso 2 de São Paulo
7 de fevereiro (sábado), às 21h, exclusivo para São Paulo
Carnaval de Salvador
13 de fevereiro (sexta), às 23h, em rede
14 e 17 de fevereiro (sábado e terça), às 21h, em rede
Desfile das Escolas de Samba da Série Prata do Rio de Janeiro (Intendente Magalhães)
15 de fevereiro (domingo), às 20h30, em rede
16 de fevereiro (segunda), às 21h, em rede
Samba na Gamboa – especial temático
8 e 15 de fevereiro (domingo), às 13h, em rede
Sem Censura – especial temático
segunda a sexta, às 16h, em rede

 

Operação liderada pela Dream Factory já soma 6,6 toneladas de recicláveis no Carnaval de Rua 2026

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Antes mesmo do Carnaval de Rua do Rio 2026 chegar oficialmente, a operação de coleta seletiva já apresenta resultados expressivos. Nos dois primeiros fins de semana dos blocos oficiais, foram recolhidas 6,6 toneladas de materiais recicláveis (6.608,26 kg), que foram encaminhadas para cooperativas de catadores associadas.

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A ação é capitaneada pela Dream Factory, empresa responsável pela produção e logística do Carnaval de Rua na cidade, e integra a estratégia socioambiental do evento, que tem como meta atingir 100 toneladas de resíduos recicláveis ao longo de toda a temporada, superando as 82,7 toneladas registradas em 2025.

Cem blocos do calendário oficial são selecionados para a gestão dos materiais descartados. O trabalho acontece antes, durante e depois da passagem dos blocos, com uma primeira triagem dos resíduos. Ao final de cada desfile, uma última revisão dos percursos garante que as vias estejam liberadas para a Comlurb, responsável pela limpeza urbana da cidade e pela lavagem dos locais.

A operação Dream Factory é realizada com o apoio de fornecedores especializados que atuam na economia circular e que também são responsáveis pela articulação com cooperativas de catadores. Ao todo, 35 cooperativas participam da empreitada, reforçando o impacto social da iniciativa.

Coleta Seletiva

Ao longo do Carnaval, cerca de 120 profissionais estão envolvidos diretamente na operação de coleta seletiva, utilizando EPIs, big bags, carrinhos de apoio, caminhões e veículos de suporte, em uma ação que busca minimizar intervenções no meio ambiente e gerar renda para quem atua no segmento da reciclagem.

Com alta estrutura, Camarote King faz sucesso entre o público nos dias de ensaios técnicos da Sapucaí

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Quando o assunto é pioneirismo no carnaval carioca, o Camarote King literalmente sai na frente. Desde 2018, o espaço abre suas portas durante os ensaios técnicos das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, atendendo a uma demanda do público que anseia por curtir o carnaval no sambódromo além dos dias oficiais de desfile.

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Essa percepção fez com que, em 2024, o King se tornasse o único camarote da Sapucaí a funcionar durante os ensaios técnicos da Série Ouro, repetindo o feito neste ano. Essa iniciativa reforçou a valorização cultural das escolas de samba e foi elogiada por muitas pessoas. Durante o segundo dia de ensaios técnicos do Grupo Especial, quando desfilaram Vila Isabel, Salgueiro, Paraíso do Tuiuti e Portela, o público que passou por lá ressaltou a importância da abertura nos dias de ensaio e a experiência geral oferecida aos frequentadores.

“Nós viemos nos dias dos ensaios do Grupo de Acesso quando o King foi o único camarote que abriu as portas. Achamos extremamente importante”, disse o comunicador Marcelo Rocha, de 22 anos, que estava acompanhado do namorado, Igor Bragança, de 25 anos, com quem comanda o portal “Mulheres do Carnaval”.

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“Eu achei fantástica essa iniciativa, porque o carnaval não vive só do Grupo Especial. O carnaval vive da Série Ouro, vive da Intendente Magalhães, que é outro lugar maravilhoso, onde se faz o ‘carnaval do povão’. É o carnaval feito pelo povo e para o povo. Nada mais justo do que abrir o camarote para o povo também”, exaltou a secretária executiva Paula Montini, de 44 anos, que já frequenta o King há outros anos e desfila nas escolas Acadêmicos da Rocinha e Unidos da Barra da Tijuca.

Apaixonados por carnaval, o casal Beatriz Mello, de 39 anos, e Thiago de Souza escolheram o Camarote King para celebrar o aniversário de 37 anos de Thiago.

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“É a primeira vez que a gente vem ao King. Aproveitamos a ocasião para unir tudo o que amamos: meu aniversário, carnaval e ensaios técnicos. Decidimos comemorar aqui”, contou o mangueirense Thiago, empolgado.

Apesar de a Mangueira não estar ensaiando nesse dia, Beatriz compartilhou sua ligação com a festa para justificar a data escolhida para a comemoração a dois.

“A Vila Isabel é minha escola de coração, trabalhei quatro anos no barracão da Vila. Fico até emocionada de falar, porque a Vila é de coração. O Salgueiro também é muito forte para mim, porque meu avô era da velha guarda da escola. O samba faz parte da minha história e da minha família, e esse dia não poderia ser mais especial. Hoje eu não trabalho mais com carnaval e nem desfilo mais, mas estar aqui é muito emocionante, porque o carnaval é a minha vida”.

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Sobre o espaço, o casal destacou a organização e a inclusão, além de adorar as áreas instagramáveis.

“Achei a entrada linda, amei aquela cadeira que tem para tirar foto, a ornamentação muito bonita, tudo bem organizado, bem sinalizado. Fora a importância dessa preocupação com acessibilidade, fornecendo espaços para pessoas PCDs e com mobilidade reduzida. Isso é inclusão. Todo mundo tem que estar em todos os lugares. Inclusive, abrir para os ensaios da Série Ouro dá oportunidade para quem quer um espaço privilegiado para assistir. Espero que continue nos próximos anos. A Série Ouro merece ser valorizada. É o povo, é a comunidade que faz o carnaval”, concluiu Beatriz.

Estrutura pensada para quem ama escola de samba

Com 2.300 metros quadrados distribuídos em três andares, ocupando todo o módulo 8 no terceiro andar da Sapucaí, além de uma frisa dividida, o King oferece vistas privilegiadas da pista. É ideal especialmente para os amantes do carnaval raiz, que buscam conforto para assistir aos desfiles sem perder o foco, acompanhando as escolas quesito a quesito.

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“Eu adoro, porque eu acho que é um camarote sambista, feito para sambista e para quem gosta de assistir aos desfiles. Eles vendem exatamente isso”, afirmou o comunicador Marcelo Rocha.

A boate localizada no primeiro andar é totalmente isolada acusticamente, garantindo que o som ambiente não interfira na apresentação das agremiações, respeitando as normas da Liesa e o público presente nas arquibancadas e nas áreas externas do próprio camarote.

Igor Bragança acrescentou: “Além da questão acústica, temos apresentações de bons artistas, mas a gente não vê shows de grandes nomes que tirariam o foco do maior espetáculo, que é o que acontece na passarela. Por todo esse conjunto de coisas que o King apresenta, hoje ele é o meu camarote favorito”.

Funcionamento nos ensaios e esquema de consumo

O funcionamento se inicia já na primeira sexta-feira de ensaio técnico do Grupo de Acesso e segue por todos os fins de semana até o carnaval.

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Durante os ensaios técnicos, o camarote opera de forma reduzida, sem o sistema de open bar ou open food dos dias de desfile oficial, mantendo o foco no espetáculo da avenida. Ainda assim, o público encontra uma ampla oferta de alimentos e bebidas a preços acessíveis.

O cardápio inclui pizzas salgadas e doces, hambúrgueres, salgadinhos, carrinhos de pipoca e batata chips, dentre outros lanches. De sobremesa, há picolés, sorvetes e doces variados. Nos dias oficiais de desfile, também é servido um jantar completo. Já as bebidas vão de cervejas e drinks alcoólicos elaborados a energéticos, sucos, refrigerantes e água.

Valorização dos profissionais que fazem a festa acontecer

Trabalhadora do camarote há muitos anos, Aline Ramos, de 46 anos, responsável pela venda de doces, elogiou a estrutura e falou sobre o acolhimento que recebe no local.

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“Eu trabalho no Camarote King desde 2011. Antes, eu trabalhava do lado de fora, e há três anos estou aqui dentro. Eu acho a estrutura muito boa, melhor do que a de outros camarotes. As pessoas são simpáticas, tanto o público quanto com quem trabalho, me dão muita atenção. Ninguém passa despercebido aqui”.

Acessibilidade como diferencial

A educadora Júlia Nascimento, de 31 anos, elogiou a segurança do local e os avanços em questão de acessibilidade.

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“É o segundo ano que eu venho. O que eu mais gosto é da estrutura do camarote e da segurança. A gente consegue circular, sentar, comer com mais conforto. Este ano, eu achei que está mais estruturado em acessibilidade. Vi rampas, banheiros maiores, intérprete de Libras, cardápio audível para surdos, fones abafadores de ruídos para quem tem sensibilidade ao som. Eu achei muito boa essa iniciativa de abrir para os ensaios da Série Ouro. A primeira vez que eu vim foi em outro camarote, mas aqui eu gostei tanto que fiquei com vontade de comprar para o desfile oficial.”

Outro ponto muito elogiado por ela foi a facilidade para comprar os ingressos, que podem ser adquiridos pela Ticketmaster Brasil ou pelo site oficial do Camarote King.

“A compra do ingresso foi muito tranquila, a entrada também. O leitor de QR Code facilita bastante”.

Experiência aprovada por quem já é de casa

Frequentador assíduo, o empresário do ramo de seguros Franklin Ferreira, de 60 anos, fez um balanço positivo dos anos de experiência no King.

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“Eu sou salguerense. Eu adoro o King, venho sempre e frequento os outros eventos promovidos por ele durante o ano, como a feijoada. O King tem a melhor comida, é o melhor camarote”.

Franklin estava acompanhado de sua esposa, a fisioterapeuta e parceira de empresa Mônica Pereira, de 59 anos, que fez questão de frisar sua relação de longa data com o camarote e a visão que, segundo ela, diferencia o espaço dos demais da avenida.

“Eu sou cria do Camarote King. Venho desde quando inaugurou e, sinceramente, é o melhor camarote da avenida. Eu já participei de vários outros camarotes, mas, de boa, o King é o melhor. Nota 10 na avenida, em recepção, em bar, em comida, em bebida, em tudo, tudo, tudo. Aqui é maravilhoso”.

Conforto que convida a voltar

Estreantes no King, a professora Carol Suárez, de 29 anos, e a amiga, a enfermeira Fernanda Nicodemos, de 34, relataram que a experiência foi positiva logo de primeira e afirmaram que pretendem voltar nos próximos anos.

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“Estamos gostando bastante. É bem animado, espaçoso e ventilado. Mesmo com muita gente, achei o espaço bem amplo”, afirmou Carol, que fez questão de frisar o refrigeramento do espaço.

Fernanda é baiana, logo, entende bem de grandes carnavais. “Eu já vim à Sapucaí antes, mas há muitos anos, e fiquei na arquibancada. Eu geralmente acompanho o carnaval em Salvador. Esse é só o meu segundo carnaval aqui no Rio, e estar no camarote é uma experiência diferente, que está sendo maravilhosa. A organização é boa e tem bastante variedade para comer e beber. Gostei bastante”.

Quando questionadas sobre a área favorita do camarote, as duas concordaram: “a boate”.

Acesso 2 SP: expectativas para os desfiles no Carnaval 2026

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Dos bastidores à experiência: Alan Victor retorna ao Camarote Rio Praia com novo olhar sobre o carnaval

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Se existe um nome que se tornou recorrente nos bastidores do Carnaval do Rio, esse nome é Alan Victor. Responsável pela comunicação e pela lista VIP do Camarote Rio Praia, um dos espaços mais disputados da Marquês de Sapucaí, o promoter e assessor de comunicação ocupa hoje uma posição estratégica na engrenagem que move a maior festa do planeta. Longe da passarela do samba, mas absolutamente central na dinâmica do evento, é ele quem articula encontros, constrói relações e transforma acesso em experiência.

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Foto: Diana Cabral/Divulgação Camarote Rio Praia

Alan administra um verdadeiro quebra-cabeça humano: artistas, jornalistas, influenciadores e nomes fundamentais da engrenagem do samba passam pelo seu radar. Mais do que acesso e visibilidade, seu trabalho é sobre leitura de cenário, respeito à cultura e construção de narrativas que valorizam quem sustenta o espetáculo. Não à toa, seu nome circula com naturalidade entre os bastidores mais exclusivos da folia.

Fora do Carnaval, Alan Victor também é figura-chave no mercado de comunicação e experiências. Atualmente, ele está à frente da estratégia de mais de 35 marcas dos setores de gastronomia e hotelaria, incluindo restaurantes renomados, grupos hoteleiros e grandes eventos espalhados pelo país. Nos últimos meses, foi o responsável por entregar a divulgação e lista vip de réveillons de grandes marcas hoteleiras, festas que, segundo o próprio mercado, foram sinônimo de sucesso, repercussão e casas cheias. Esse desempenho só aumentou a expectativa para seu retorno ao Carnaval, especialmente ao Camarote Rio Praia, após um período de afastamento dedicado ao crescimento pessoal e a novos projetos.

O retorno, aliás, não é qualquer retorno. Em 2026, Alan completa seu oitavo ano de atuação no Carnaval, agora em um momento diferente da carreira. Mais maduro, com uma bagagem internacional que inclui passagens por mais de 15 países, ele volta ao Rio Praia com outro olhar sobre hospitalidade, entretenimento e experiência.

“Esse tempo fora me deu uma visão muito mais ampla do que significa receber, encantar e criar experiências que realmente marcam. Viajar, observar outras culturas e outras formas de celebrar me ensinou que, apesar das diferenças, a festa sempre nasce do mesmo lugar: da necessidade humana de conexão, alegria e pertencimento”, explica.

E se o Carnaval de 2026 promete ser intenso para o público, nos bastidores a rotina do RP também segue em ritmo acelerado. Com o aumento do calendário, a demanda cresceu e muito. Pela primeira vez, o Camarote Rio Praia abrirá também durante os Ensaios Técnicos, além dos seis dias oficiais de desfiles. Um movimento que reflete a transformação do próprio Carnaval.

“Os Ensaios Técnicos ganharam um peso impressionante. Hoje, eles são tão disputados quanto as noites oficiais de desfile. O público quer viver o Carnaval por inteiro, acompanhar o processo, sentir a energia da Sapucaí antes mesmo da competição começar”, declara.
Para quem ainda pensa sobre viver o Carnaval da Sapucaí, o promoter não tem dúvidas: 2026 é o ano ideal. Segundo ele, o Rio Praia chega a um momento de maturidade, sem abrir mão da criatividade e inovação.

“Estamos vivendo um ano especial, com calendário ampliado, ideias renovadas e um público ainda mais disposto a viver o Carnaval intensamente. Quem escolhe o Rio Praia em 2026 não escolhe só um camarote, escolhe uma experiência pensada nos mínimos detalhes, com conforto, encontros especiais, boa música e a energia única da Sapucaí”, revela.

O próprio Alan também mudou. O retorno ao Carnaval acontece com programação ampliada e uma operação ainda mais complexa. Administrar uma agenda com mais de seis mil contatos, dezenas de demandas simultâneas e mensagens que não param de chegar exige jogo de cintura, resistência e, principalmente, paixão.

“É uma rotina exaustiva, intensa, com decisões o tempo todo e muitas pessoas diferentes falando com você ao mesmo tempo. Mas eu amo o que faço! Trabalhar nos bastidores do Carnaval é um privilégio enorme. Depois da folia, até tiro alguns dias de descanso, mas nunca totalmente offline”, conta.

Esse amor pelo Carnaval também se reflete na forma como Alan enxerga inovação. Para ele, evoluir é fundamental, mas sem perder a essência.

“O desafio é equilibrar novidade e identidade. O Carnaval se reinventa o tempo todo, e a gente precisa acompanhar, mas sem se desconectar do samba, da cultura e do espírito da festa. Tudo no Rio Praia passa por esse filtro. Se respeita a essência, seguimos em frente”, detalha.

No fim das contas, o que move Alan Victor não é apenas o brilho das noites na Sapucaí, mas a certeza de entregar uma experiência inesquecível. Seu desejo é simples e, ao mesmo tempo, ambicioso: que cada convidado saia do Camarote Rio Praia com a sensação de ter vivido algo único.

“Meu maior objetivo é que tudo funcione, que as pessoas sejam bem recepcionadas e aproveitem cada momento. Quem estiver no Rio Praia vai entender do que eu estou falando: um Carnaval grandioso, bem planejado e feito para ficar na memória”, enfatiza.

Nos bastidores da maior festa do mundo, enquanto os holofotes se voltam para a passarela do samba, Alan Victor segue fazendo o que sabe melhor: conectando pessoas, criando experiências e garantindo que o Carnaval continue sendo dentro e fora da avenida um espetáculo à altura da sua fama.

Série Barracões: Leandro Vieira transforma joia em manifesto de ancestralidade no desfile da União de Maricá

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Na construção do Carnaval, há temas que contam histórias e há aqueles que escavam o tempo, desenterram memórias silenciadas e as devolvem à Avenida como afirmação política, estética e identitária. Em “Berenguendéns e Balangandãs”, enredo da União de Maricá para o Carnaval 2026, Leandro Vieira escolhe o segundo caminho. Criado pelo carnavalesco, o desfile transforma a joia produzida por mãos pretas em linguagem de resistência, autonomia e orgulho ancestral, reposicionando o corpo feminino negro no centro da narrativa carnavalesca.

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Em seu segundo ano na escola, Leandro explica que o enredo nasce de um processo contínuo de escuta, descoberta e entendimento do lugar simbólico que a União de Maricá ocupa no Carnaval.

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Fotos: Divulgação/União de Maricá

“É o meu segundo ano na escola e, na verdade, como todo processo de construção, a gente vai descobrindo. Vai descobrindo junto com a escola o que é possível fazer para contribuir para a construção do imaginário da União de Maricá. Não é um processo fechado, é um processo de troca, de observação e de entendimento do que essa escola pede e do que ela pode se tornar. Acho que a União de Maricá é uma jovem escola e considero fundamental que essa jovem escola tenha um discurso de ancestralidade, principalmente hoje, fazendo parte de um grupo onde existem escolas ancestrais. Você está em um grupo que tem o Império Serrano, a Estácio de Sá, a União da Ilha e a Unidos de Padre Miguel. São todas escolas com marcas ancestrais e identitárias muito fortes. Então, acho bonito a Maricá saber onde está pisando. E, sabendo onde está pisando, considero importante que ela entre nesse contexto louvando aspectos ancestrais”, declarou.

Segundo ele, os dois carnavais que assina na escola dialogam diretamente com essa consciência.

“O carnaval do ano passado e o deste ano apontam para a construção de uma escola que demonstra que sabe que onde pisa é um território sagrado, cheio de ancestralidade. São dois enredos que demonstram reverência, respeito e uma vontade muito clara de pegar na mão dessas escolas ancestrais e construir junto algo que discursa sobre ancestralidade”, afirmou.

Dentro desse percurso, “Berenguendéns e Balangandãs” aprofunda um pensamento que já vinha sendo gestado anteriormente.

“Esse enredo aprofunda uma ideia de ancestralidade que o enredo do Seu Sete da Lira, Exu das encruzilhadas, já inicia na construção da minha cabeça. É um aprofundamento, não é uma ruptura”, explicou.

História que a história não conta

Durante a pesquisa, Leandro identificou no balangandã um objeto carregado de sentidos invisibilizados.

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“O que acho mais interessante nesse enredo é que ele dialoga com a ideia da história que a história não conta, algo que eu já tinha trabalhado na Mangueira em 2019. Porque, apesar de estarmos falando de um artefato conhecido visualmente, seu significado foi esvaziado ao longo do tempo. As pessoas, em geral, têm muito mais na cabeça a ideia do balangandã como um artigo decorativo, quase turístico da Bahia. Mas conhecem pouco a história de ancestralidade que essa peça carrega, os porquês de sua existência e a finalidade real de seu uso”, afirmou.

Para Leandro, o balangandã confronta diretamente o imaginário construído sobre o corpo negro no Brasil.

“Quando a gente pega um artefato que aponta para a construção do corpo negro, mas principalmente do corpo feminino negro como lugar de luxo, de ostentação e de riqueza, estamos enfrentando uma construção histórica que sempre associou esse corpo ao flagelo, à miséria e à dor”, disse.

Ele destaca que, mesmo diante da violência da escravidão, essas mulheres construíram estratégias de autonomia.

“Apesar das amarras sociais e dos horrores da escravidão, essas mulheres conseguiram construir uma luta individual que aponta para a autonomia, para o luxo e para o acúmulo de riqueza. E isso é algo que foi sistematicamente apagado da nossa narrativa histórica. Muitas mulheres pretas, na condição de escravizadas, conquistaram a liberdade antes da Lei Áurea. O Brasil ainda não sabe que muitas alforrias foram compradas por essas mulheres que, além de se libertarem, libertaram companheiros e filhos. Imaginar que mulheres pretas, no século XIX, deixaram heranças, joias e colares de ouro é fundamental para a construção de uma ideia de orgulho e pertencimento. Ainda há muita história de afirmação para ser contada”, pontuou.

Beleza, resistência e inteligência ancestral

No desfile da União de Maricá, o balangandã surge como síntese de beleza, luxo e resistência. De acordo com o carnavalesco, a peça funcionava como um verdadeiro mecanismo de sobrevivência.

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Foto: Divulgação/União de Maricá

“O balangandã conta uma história de beleza, de ostentação e de riqueza, mas também de resistência. Era uma espécie de cofre que se carregava junto ao corpo, uma poupança levada consigo. São técnicas e saberes de resistência diante dos horrores da escravidão e daquilo que era imposto socialmente a essas mulheres”, contou.

E tudo isso se refletirá diretamente na estética do desfile.

“É uma estética luxuosíssima, metálica, que apresenta mulheres pretas cobertas de ouro. Uma estética que fala de poder, autonomia e afirmação”, disse.

Enredo feminino para uma escola feminina

Ao apontar o grande trunfo do enredo, Leandro destaca a identificação direta com a comunidade. Para ele, “Berenguendéns e Balangandãs” funciona como um manifesto feminino.

“Percebi nesses dois anos que a comunidade da Maricá é uma comunidade feminina. Cada vez mais mulheres formam o corpo comunitário das escolas de samba. Quando você traz um enredo que é um manifesto feminista, que aponta para empoderamento, essa ideia de resistência e autonomia não só permeia o imaginário do componente, como faz parte da história particular dele. Quando uma escola se apropria do discurso do enredo, canta com mais pertencimento. E uma escola com pertencimento tem mais vontade e mais credenciais para fazer algo grande”, destacou.

O desenho do desfile

O desfile da União de Maricá será estruturado de forma narrativa e simbólica. A abertura apresenta as negras quitandeiras, mulheres fundamentais no Brasil colonial, responsáveis por gerar a renda que possibilitou o acúmulo de joias.

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Na sequência, o enredo mergulha nos antecedentes do balangandã, passando pela influência das joias portuguesas, pela expertise dos negros malês na forja do metal e pela relação do artefato com Ogum, senhor da forja. Leandro também destaca a tradição africana de se cobrir de joias.

“Há relatos como o da rainha Nzinga de Matamba, que, ao vencer uma guerra, desfilou coberta de joias de ouro e latão”, lembrou.
O terceiro setor apresenta a individualidade de cada peça que compõe o balangandã: figa, estrutura metálica, dentes de animais e pingentes ligados aos orixás.

O encerramento exalta o empoderamento feminino.

“Mulheres pretas cobertas de joias, senhoras autônomas de sua própria história. Mulheres que compraram a própria alforria, que conquistaram a liberdade com as próprias mãos”, afirmou.

Samba como ferramenta de ressignificação

No samba-enredo, Leandro vê mais uma camada de discurso político e simbólico.

“O samba da Maricá conta o enredo de uma maneira muito inteligente”, avaliou.
Entre os versos, um ganha destaque especial.

“Se eu tivesse que destacar uma frase, seria ‘claro, tinha que ser preto’. Essa frase ressignifica uma expressão racista e a transforma em afirmação de pertencimento, de inteligência, de poder e de empoderamento. Ela subverte qualquer aspecto racista que essa expressão possa carregar”, explicou.

Conheça o desfile

A União de Maricá levará para a Marquês de Sapucaí um desfile composto por três alegorias, além do tripé da comissão de frente, e cerca de 1.600 componentes, organizados em setores que constroem uma narrativa de luxo, resistência e ancestralidade.

Em 2026, a escola transforma a joia em discurso, o brilho em memória e o corpo feminino negro no centro absoluto da cena. Na Avenida, “Berenguendéns e Balangandãs” reafirma que o Carnaval também é lugar de reescrever a história preta — agora com ouro, ostentação e pertencimento.

Série Barracões: Entre frevos, cores e reconstrução, a Inocentes de Belford Roxo ganha forma para o Carnaval 2026

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A visita ao barracão da Inocentes de Belford Roxo revela mais do que carros alegóricos em fase final de acabamento. O que se vê é uma escola em processo de reconstrução, com equipes trabalhando em ritmo intenso e um discurso claro de renovação para o desfile de 2026. Com fantasias já prontas e a finalização das alegorias prevista para a próxima semana, a escola avança confiante na construção do enredo que levará à Marquês de Sapucaí.

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O tema escolhido para este ano nasce de um desejo antigo da agremiação e dialoga diretamente com a cultura nordestina. Segundo o diretor de carnaval, Julinho Fonseca, a escolha foi construída de forma coletiva e estratégica.

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Diretor de carnaval Julinho Fonseca

“O enredo já era uma vontade da escola de falar do Nordeste. O nosso presidente tem um pezinho na terra e veio essa ideia junto com o carnavalesco. Foi uma pesquisa do Gabriel Melo que juntou o útil ao agradável, a escola estava precisando falar de um enredo alegre, como a cultura de Pernambuco”, explicou.

Essa alegria se traduz de forma direta no que está sendo produzido dentro do barracão. As fantasias, já concluídas, seguem uma proposta clara de leveza, conforto e impacto visual, respeitando tanto a narrativa do enredo quanto o tempo regulamentar de desfile.

“Fantasias bem leves, como diz o enredo. O pagode russo é o frevo e tem tudo a ver com a cultura. Então, fantasias e chapéus super leves para a escola evoluir e sem nada monstruoso, até porque o grupo nem permite isso. Esse tempo que a gente passa na avenida, que são 55 minutos, tem que passar bem tranquilo. A meta é a escola flutuar na avenida”, afirmou Julinho.

Durante a pesquisa do enredo, alguns desafios surgiram, especialmente na tradução simbólica do chamado “pagode russo” para a linguagem do carnaval. Para o diretor, esse processo acabou fortalecendo o projeto visual do desfile.

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“Tivemos alguns contratempos, que foi a questão do pagode russo, que a gente quer associar um pouco à canção. O foco é colocar isso dentro da avenida com as fantasias, a cronologia. Vocês vão ver o desfile e conseguir imaginar a música passando na frente de vocês. A fantasia acaba trazendo um pouco do que remete ao que é dito na música, alguns trechos da canção, nas alas ”, explicou.

O samba-enredo tem papel central nessa construção. A resposta positiva da comunidade e o rendimento nos ensaios técnicos reforçam a confiança da escola no caminho escolhido:

“O pagode russo e as alas estão ajudando muito no samba. Estamos sendo eleitos como um dos melhores sambas da Série Ouro, isso é bem bacana. Fizemos o ensaio técnico da Sapucaí no último final de semana e o samba funcionou muito, mesmo com muita chuva. A resposta foi muito boa. A comunidade está muito feliz com o samba e foi um acerto mesmo dos compositores. Eles entenderam a narrativa do enredo, a sinopse”, destacou.

Para Julinho, até às adversidades climáticas acabam fortalecendo o desempenho dos componentes.

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“Falando de uma parte técnica, eu acho que a chuva deixa o componente mais forte, a gente passa pela avenida com mais vontade. É um desafio para todo mundo”, completou.

Quando questionado sobre o grande trunfo do desfile, o diretor aponta para um conjunto de fatores que envolvem estética, musicalidade e surpresa.

“O maior triunfo são as alegorias e as fantasias. Por mais que sejam leves, as fantasias são volumosas. A nossa equipe de ateliê teve muito cuidado de seguir o figurino na exatidão. Na comissão de frente, eu não posso falar muita coisa, mas a gente vai ter uma surpresa muito grande. O Lobato não está medindo esforços, tudo que ele está pedindo a gente está fechando e concordando. O presidente está muito feliz com a proposta da comissão. A bateria também se junta e tem uma surpresa bem bacana. A nossa parte musical está bem ótima”, afirmou.

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No barracão, as alegorias já mostram movimento e intenção cênica clara. Julinho faz questão de reforçar o momento de virada vivido pela escola.

“As alegorias estão com bastante movimento e vocês podem esperar uma Inocentes renovada, uma Inocentes virada do que aconteceu. Eu procuro prezar muito por esquecer o que passou no carnaval passado. Eu não estava aqui, mas acompanhei a escola. Vamos apagar o que aconteceu em 25 e fazer uma renovação para 2026. Podem esperar uma Inocentes imponente, uma Inocentes a ser respeitada, querendo respeitar as outras, mas vamos passar bem”, declarou.

A Inocentes de Belford Roxo levará para a avenida 1.800 componentes.